MATERIALISMO HISTÓRICO
Na teoria
marxista, o materialismo histórico pretende a explicação da
história das sociedades humanas, em todas as épocas, através
dos fatos materiais, essencialmente econômicos e técnicos. A
sociedade é comparada a um edifício no qual as fundações, a
infra-estrutura, seriam representadas pelas forças econômicas,
enquanto o edifício em si, a superestrutura, representaria as
idéias, costumes, instituições (políticas, religiosas,
jurídicas, etc). A propósito, Marx escreveu, na obra A
Miséria da filosofia (1847) na qual estabelece polêmica
com Proudhon:
As relações
sociais são inteiramente interligadas às forças produtivas.
Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam o seu
modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas
as relações sociais. O moinho a braço vos dará a sociedade com
o suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o capitalismo
industrial.
Tal afirmação,
defendendo rigoroso determinismo econômico em todas as
sociedades humanas, foi estabelecida por Marx e Engels dentro
do permanente clima de polêmica que mantiveram com seus
opositores, e atenuada com a afirmativa de que existe
constante interação e interdependência entre os dois níveis
que compõe a estrutura social: da mesma maneira pela qual a
infra-estrutura atua sobre a superestrutura, sobre os reflexos
desta, embora, em última instância, sejam os fatores
econômicos as condições finalmente determinantes.