Energias
Alternativas
INTRODUÇÃO
A enorme participação das
fontes não-renováveis na oferta mundial de energia coloca a sociedade diante de
um desafio: a busca por fontes alternativas de energia. E isso não pode demorar
a ocorrer, sob o risco de o mundo, literalmente, entrar em colapso, pelo menos
se for mantido o atual modelo de vida, em que o petróleo tem uma importância
vital.
Há diversas fontes
alternativas disponíveis, havendo a necessidade de um maior desenvolvimento
tecnológico para que possam ser economicamente rentáveis e, conseqüentemente,
utilizadas em maior escala. Entre elas, destacam-se: o sol, o álcool, o vento, o
calor da terra, o carvão vegetal e o biogás.
O SOL
O aproveitamento da energia
solar oferece grandes vantagens: não polui, é renovável e existe em abundância.
Entretanto, pelo fato de sua utilização em larga escala (grandes usinas) para
geração de energia elétrica estar em fase relativamente inicial de
desenvolvimento tecnológico, a energia solar ainda não é viável economicamente,
ou seja, os custos financeiros para sua obtenção superam os benefícios.
A geração de energia elétrica
tendo o sol como fonte pode ser obtida de forma direta ou indireta.
A forma direta é por meio de
células fotovoltaicas (que desenvolvem força eletromotriz pela ação da luz.
Essas células só produzem corrente quando iluminadas.), geralmente feitas de
silício, um dos elementos mais abundantes na crosta terrestre. A luz solar, ao
atingir as células, é diretamente convertida em eletricidade.
Na forma indireta,
constroem-se usinas em áreas de grande insolação (áreas desérticas, por
exemplo), onde são instaladas centenas de espelhos côncavos (coletores solares)
direcionados para um determinado local, que pode ser uma tubulação de aço
inoxidável, como no deserto de Mojave, na Califórnia (EUA), ou um compartimento
contendo simplesmente ar, como ocorre em Israel.
O ÁLCOOL
O álcool é produzido
principalmente a partir da cana-de-açúcar, do eucalipto e da beterraba. Como
fonte de energia, pode ser utilizado para movimentar motores de veículos (álcool
etílico: cana-de-açúcar; ou metanol: eucalipto) ou para produzir energia
elétrica.
Como combustível para
automóveis, o álcool tem vantagem de ser uma fonte renovável e menos poluente
que a gasolina, e no caso brasileiro ter possibilitado o desenvolvimento de uma
tecnologia 100% nacional. Mas a produção de álcool nunca suprirá a necessidade
total de combustível dos veículos automotores.
A utilização do álcool como
combustível automotivo no Brasil passou a ocorrer na segunda metade da década de
70, quando o mundo amargava os efeitos da crise do petróleo. Para
tanto o governo brasileiro implantou o Proálcool (Programa Nacional do Álcool),
baseado em incentivos fiscais e outras formas de subsídios oferecidos aos
produtores de álcool (usineiros) e às indústrias automobilísticas. Embora bem
sucedido no começo o proálcool acabou fracassando logo após.
O
VENTO
Como o sol e a água, o vento
também é um recurso energético abundante na natureza. Quando intenso e regular,
pode ser utilizado para produzir energia a preços relativamente competitivos.
Esse custo poderá reduzir-se ainda mais quando a energia dos ventos estiver
bastante difundida.
A tecnologia atualmente
empregada na construção dos cata-ventos é bastante sofisticada e consegue
explorar a força de ventos que sopram a mais de 10 metros por segundo. As
imensas pás dos rotores, com comprimentos de até 100 metros, são agora
construídas em fibra de vidro (as primeiras, de aço, deterioravam-se
rapidamente), giram a freqüências que não interferem com transmissões de rádio e
TV e são controlados por computadores.
Países europeus já projetam
rotores com potência de até 4 mil quilowatts, enquanto a NASA, nos EUA, pensa em
atingir a potência de muitos megawatts, em colaboração com o Departamento de
Energia.
O CALOR DA TERRA
Outra fonte alternativa de
energia é representada pelas centrais geotérmicas (aproveitamento do calor da
Terra).
A principal vantagem da
energia geotérmica é a escala de exploração, que pode ser adequada às
necessidades, permitindo o seu desenvolvimento em etapas, à medida que aumenta a
demanda. Uma vez concluída a instalação, os seus custos de operação são baixos.
Já existem algumas dessas
centrais encravadas em zonas de vulcanismo, onde a água quente e o vapor afloram
à superfície ou se encontram em pequena profundidade.
Costa Rica, Guatemala e
principalmente Islândia já se utilizam desse tipo de energia. Atualmente, a
exploração da energia geotérmica estende-se a outras regiões, além das
vulcânicas, cuja superfície apresenta claros indícios de vapores subterrâneos.
O CARVÃO VEGETAL
O carvão vegetal é obtido pela
queima de madeira a uma temperatura superior a 400°C. Ele pode ser utilizado
como combustível nas residências, nas usinas termelétricas, ou como redutor
(propriedade que alguns corpos, como o carvão mineral e o vegetal, têm para
eliminar o oxigênio, tornando, por exemplo, uma liga de ferro ou aço mais firme,
mais rígida.) nas siderúrgicas.
No Brasil, 70% do carvão
vegetal utilizado provém de árvores do cerrado, o que provoca um grande
desmatamento. Apenas 30% é obtido por meio do cultivo de eucaliptos. O carvão
vegetal é utilizado como fonte de energia por 25% da siderurgia brasileira.
O BIOGÁS
O biogás é obtido a partir de
reações anaeróbicas (sem ar, sem oxigênio) da matéria orgânica existente no
lixo, que é recolhido nas cidades e depositado nos aterros sanitários
energéticos. Ele tem sido utilizado para gerar gás combustível de uso doméstico
ou como combustível de veículos, solucionando assim um sério problema,
especialmente para as metrópoles: a destinação do lixo.
·
CONCLUSÃO
Enfim, a energia foi um grande passo para a evolução da espécie
humana, pois com tal descoberta o homem conseguiu nos proporcionar uma melhor
qualidade de vida e um grande avanço tecnológico que se ausentes tornariam
impossível a nossa existência.