Da
Antimatéria ao modelo atual do Átomo
Antimatéria
A antimatéria foi prevista pelo
físico inglês Paul Dirac (1902-1984). Essa previsão aconteceu
em 1931, quando, ao resolver uma certa equação, ele encontrou
duas possibilidades para o sinal da energia das partículas. A
energia positiva corresponderia à matéria normal: elétrons e
prótons tais como os conhecemos; a energia negativa
corresponderia à antimatéria: elétrons positivos e prótons
negativos.
Em
1995
conseguiu-se produzir
anti-átomos de
hidrogênio, assim como núcleos de antideutérios.
criados a partir de um antipróton
e um antinêutron,
porém não se obteve sucesso na obtenção de antimatéria de
maior complexidade. A antimatéria cria-se no
universo como resultado da colisão entre partículas
de alta energia, como ocorre no centro das
galáxias, entretanto, não se tem detectado nenhum
tipo de antimatéria como resíduo do
Big
Bang, coisa que ocorre com a matéria normal. A
desigual distribuição entre a matéria e a antimatéria no
universo tem sido, durante muito tempo, um mistério. A solução
mais provável reside em certa assimetria nas propriedades dos
mesons-B e suas antipartículas, os anti-mesons-B.
Os posítrons e
os antiprótons podem ser armazenados num dispositivo
denominado "armadilha" (Penning trap, em inglês), que
usa uma combinação de
campos
magnéticos e
elétricos. Para a criação de armadilhas que
retenham átomos completos de antihidrogênio foram empregados
campos magnéticos muito intensos, assim como temperaturas
muito baixas. As primeiras destas armadilhas foram
desenvolvidas pelos projetos
ATRAP
e
ATHENA.
O símbolo que se usa para descrever uma antipartícula é o
mesmo símbolo da partícula normal, porém com um traço sobre o
símbolo. Por exemplo, o antipróton é simbolizado como: 
As reações entre
matéria e antimatéria tem aplicações práticas na
medicina como, por exemplo, na
Tomografia por emissão de posítrons ( PET ).
Antimatéria
como combustível
As colisões
entre matéria e antimatéria convertem toda a
massa
possível das partículas em
energia.
Esta quantidade é muito maior que a
energia
química ou mesmo a
energia
nuclear que se pode obter atualmente através de
reações
químicas ou
fissão
nuclear.
A
escassez de antimatéria significa que não existe uma
disponibilidade imediata para ser usada como
combustível. Gerar somente um antipróton
é imensamente difícil e requer
aceleradores de partículas, assim como imensas
quantidades de energia ( muito maior do que a obtida pelo
aniquilamento do antipróton ), devido a ineficiência do
processo.
Os métodos
conhecidos para produzir antimatéria também produzem uma
quantidade igual de matéria normal., de forma que o limite
teórico do processo é a metade da energia administrada se
converter em antimatéria. Inversamente, quando a antimatéria é
aniquilada com a matéria ordinária a energia emitida é o dobro
da massa de antimatéria, de forma que o armazenamento de
energia na forma de antimatéria poderia apresentar (em teoria)
uma eficiência de 100%.Na atualidade a produção de antimatéria
é muito limitada, porém tem aumentado em progressão geométrica
desde o descobrimento do primeiro antipróton em 1995.
O
Átomo
Todas
as substâncias são formadas de pequenas partículas chamadas
átomos. Para se ter uma idéia, eles são tão pequenos que uma
cabeça de alfinete pode conter 60 milhões deles. Os gregos
antigos foram os primeiros, a saber, que a matéria é formada
por tais partículas, as quais chamaram átomo, que significa
indivisível. Os átomos, porém são compostos de partículas
menores: os prótons, os nêutrons e os elétrons. Nos átomos, os
elétrons orbitam no núcleo, que possuem prótons e nêutrons.
Elétrons são minúsculas partículas que vagueiam
aleatoriamente ao redor do núcleo central do átomo, sua massa
é cerca de 1840 vezes menor que a do Núcleo. Prótons e
nêutrons são as partículas localizadas no interior do núcleo,
elas contém a maior parte da massa do átomo.

O
Interior do Átomo
No
centro de um átomo está o seu núcleo, que apesar de pequeno,
contém quase toda a massa do átomo. Os prótons e os nêutrons
são as partículas nele encontradas, cada um com uma massa
atômica unitária
O Número de prótons no núcleo estabelece o número
atômico do elemento químico e, o número de prótons somado ao
número de nêutrons é o número de massa atômica. Os elétrons
ficam fora do núcleo e tem massa pequena
Há no
máximo sete camadas em torno do núcleo e nelas estão os
elétrons que orbitam o núcleo. Cada camada pode conter um
número limitado de elétrons fixado em 8 elétrons por camada.

Características das Partículas:
Prótons:
tem carga elétrica positiva e uma
massa unitária.
Nêutrons: não tem carga elétrica mas tem massa
unitária.
Elétrons: tem carga elétrica negativa e quase não
possuem massa.
Estudo do Átomo
Em
1911 o físico neozelandês Ernest Rutherford fez sua
"experiência da dispersão" para suas novas descobertas sobre a
estrutura do átomo e dela surgiu a base para o modelo de átomo
que estudamos até hoje.

Rutherford bombardeou uma fina
camada de ouro com partículas alfa (partículas atômicas
emitidas por alguns átomos radioativos), sendo que a maioria
atravessou a lâmina, outras mudaram ligeiramente de direção e
algumas rebateram para trás. Ele concluiu que isso acontecia
porque em cada átomo de ouro há um denso núcleo que bloqueia a
passagem de algumas partículas.
Física Nuclear
O
estudo do núcleo (centro) do átomo é chamado Física Nuclear.
Como resultado desse estudo os cientistas descobriram maneiras
de dividir o núcleo do átomo para liberar grandes quantidades
de energia.
Ao se partir um núcleo, ele faz
com que muitos outros se dividam, numa reação nuclear em
cadeia. Nas usinas nucleares as reações são controladas e
produzem luz e calor para nossos lares. Usinas nucleares
produzem artificialmente grandes quantidade de energia.
O Sol é a maior fonte de energia
nuclear. A cada segundo no interior do Sol, ocorrem milhões de
reações nucleares em cadeia, pois, o intenso calor do Sol
fazem com que seus átomos se choquem uns contra os outros e
simulam em reações conhecidas como fusão nuclear. O núcleo de
cada átomo libera energia que sentimos na forma de calor e
enxergamos na forma luz. Enormes explosões de energias,
chamadas de protuberâncias solares, ocorrem ocasionalmente na
superfície do Sol.
Física de Partículas
Tudo que conhecemos consiste em
minúsculos átomos, que são formados por partículas ainda
menores e a Física de Partículas é o estudo dessas últimas que
constituem os mais básicos blocos formadores de matéria no
universo.
O estudo das partículas dá aos
cientistas o conhecimento amplo do Universo e da natureza da
matéria. Grande parte deles concorda que o universo se formou
numa grande explosão, chamada de Big Bang. Segundos após o Big
Bang, acredita-se que as partículas atômicas e a radiação
eletromagnética foram as primeiras coisas que passaram a
existir no Universo.
Partículas Fundamentais
Os
físicos dividem as partículas atômicas fundamentais em três
categorias: quarks, léptons e bósons. Os léptons são
partículas leves como o elétron. Os bósons são partículas sem
massa que propagam todas as forças do Universo. O glúon, por
exemplo, é um bóson que une os quarks e estes formam os
prótons e os nêutrons no núcleo atômico.
Os
quarks se combinam para formar as partículas pesadas, como o
próton e o nêutron. As partículas formadas pelos quarks são
chamadas hádrons. Tal como outras partículas tem cargas
diferentes, tipos diferentes de quarks tem propriedades
distintas, chamadas "sabores" e "cores”, que afetam a forma de
como eles se combinam.

Acelerador de Partículas
Partículas atômicas são estudadas com o uso dos aceleradores
de partículas, as quais são máquinas complexas que disparam
partículas atômicas a velocidades altíssimas, fazendo-as
colidir com outras. Tais colisões expõem novas partículas que
podem ser analisadas.
Há dois tipos de aceleradores:
Circular:
As partículas são disparadas em círculos cada vez mais
rápidos, por meio de poderosas forças elétricas e quando
ganham suficiente rapidez são soltas em uma trilha central
onde colidem com partículas alvo.
Linear:
São disparadas duas trajetórias de partículas em alta
velocidade, uma contra a outra.

Nos
dois tipos de aceleradores de partículas acima, as trajetórias
são registradas e as informações são fornecidas a
computadores, que investigam as novas partículas.
Relógio Atômico
A
medição do tempo para fins científicos deve ser muito precisa
e o Relógio Atômico é o mais preciso de todos que existem
atualmente. Ele mede as diminutas trocas de energia do
interior dos átomos do metal Césio. Por serem muito regulares,
as trocas criam um padrão preciso para medir o tempo. O
Relógio Atômico mede as vibrações naturais dos átomos de
Césio. Eles vibram mais de 9 bilhões de vezes por segundo, com
isso, o Relógio Atômico atrasará poucos segundos a cada
100.000 anos.

Conclusão
A antimatéria é muitíssimo
rara.
Referências
http://www.fisica.net/vestibular/resumos/fisicamoderna.php
http://minerva.ufpel.tche.br/~histfis/impact_t.htm
http://www.algosobre.com.br/ler.asp?conteudo=101
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antimat%C3%A9ria