Atrito
- Atrito de deslizamento. Além da gravidade, ou peso, existem outras
espécies de força. Unia das mais comuns é a força chamada de atrito.
Empurre um bloco de madeira sobre sua mesa. Para isso você precisará exercer
uma força sobre o bloco, para a frente; a mesa em contato com o bloco resiste
ao movimento desse com uma força (força de atrito) igual e oposta à sua. O
bloco se moverá quando sua força e a força de atrito atingirem certo valor.
Essa é a força de atrito de arrancamento. Quando você freia sua
bicicleta, parando as rodas, ela desliza sobre o solo mas o atrito a faz parar.
Atrito de deslizamento é a força que resiste ou se opõe ao movimento quando
uma superfície desliza sobre outra.
- Atrito. Você puxa o corpo fazendo uma força para movê-lo.
A força de atrito se opõe ao movimento.
O bloco (ou qualquer outro corpo) e a superfície da mesa
podem parecer bem lisos e uniformes, mas um exame ao microscópio mostraria que
essas superfícies são na realidade irregulares. Os pequenos "montes e
vales" do bloco se prendem nos da mesa e produzem o atrito de deslizamento.
Quanto mais polidas as superfícies, tanto menor o atrito.
- O atrito pode ser útil ou prejudicial. Como muitas outras coisas, o
atrito pode ser-nos útil ou prejudicial. Sem o atrito um automóvel não sairia
do lugar porque os pneumáticos deslizariam sobre o pavimento. Numa estrada
lamacenta é necessário colocar correntes nas rodas para aumentar o atrito. Sem
atrito as correias não poderiam mover as máquinas e os pregos não se
prenderiam nas paredes. Vencendo o atrito ao puxar um trenó, os atletas
fortalecem os músculos.
- O atrito exercita os atletas. O peso do homem aumenta o
atrito e obriga esses dois atletas a fazerem mais força para empurrar o trenó.
Será que a área da superfície dos patins do trenó influi no atrito?
O atrito é, às vezes, prejudicial. Ele desgasta as superfícies
que escorregam uma sobre a outra, aumenta a força necessária para mover um
corpo o produz calor. Para, diminuir esses efeitos prejudiciais do atrito nós
usamos metais duros nas superfícies das máquinas que deslizam e as fazemos tão
lisas quanto possível. Além disso, pomos óleo entre essas superfícies para
torná-las mais escorregadias. Se não pusermos óleo no motor do carro ele se
estragará por desgaste e aquecimento excessivo.
- O atrito de deslizamento não depende, em geral, da área das superfícies
de contato. Apóie um bloco de madeira sobre sua face maior e o empurre sobre
a mesa. Coloque-o agora sobre a face de menor área; a força necessária para
empurrá-lo será praticamente a mesma que antes. Usualmente o atrito de
deslizamento não depende da área da superfície que desliza, Isso não é, porém,
sempre verdadeiro. Se o corpo que desliza penetra na superfície o atrito
depende da área porque, se a área de contato for menor, o corpo penetra mais
e então é necessário fazer mais força para empurrá-lo. Numa estrada
lamacenta ou de terra fofa é preferível usar pneus largos no automóvel, porém,
nas estradas duras ou asfaltadas não é necessário. Os tratores devem ter
pneus largos para impedir que penetrem muito na terra fofa.
- Como varia o atrito com o movimento? Se você empurrar um caixote sobre
o soalho liso você verificará que precisa fazer uma força maior para começar
o movimento (atrito de movimento). O atrito de deslizamento em movimento é
menor que o de arrancamento.
Quando se aplicam os freios do carro, fazendo as rodas girarem
cada vez mais lentamente de modo que os atritos do pneus com o chão seja
mantido inferior ao atrito de arrancamento, o carro vai parando sem que os pneus
deslizem. Se os freios são aplicados violentamente, impedindo as rodas de
girarem, elas deslizam e o carro derrapará, ficando sem controle.
A seguinte regra poderá salvar sua vida algum dia:
Quando o seu carro começar a derrapar tire o pé do freio. Em seguida comece
a frear novamente, porém mais devagar, de modo a não deixar os pneus
deslizarem.
- Como varia o atrito com a carga? Quando você puxa um bloco sobre a
mesa, a força que você deve fazer depende do peso do bloco. Se você dobra o
peso você deve puxar com força dupla para fazê-lo mover (Fig. 1-12). Em geral
a fração (ou relação) força por peso (isto é, a força necessária para
vencer o atrito dividida pelo peso do corpo deslizante) é praticamente
constante para uma dada superfície deslizando sobre outra superfície
horizontal. Denominamos essa constante de constante de atrito (ou
coeficiente de atrito) das duas superfícies.
- Dobrando o peso você dobra a força de atrito. Que
ocorreria se você adicionasse o terceiro bloco, C?
Portanto, para superfícies horizontais:
Exemplo 1 : Um homem empurra um caixote que pesa 100 Kg*. Ele exerce uma força de 40 Kg* para vencer o atrito. Determine a constante de atrito do seguinte
modo:
1. Análise do problema:
Que é dado?
- 100 Kg* - peso do caixote
- 40 Kg* - força para vencer o atrito.
- Velocidade X Atrito. Bons esquiadores preferem esquis longos,
que não afundam na neve, aumentando o atrito. Esquiar em neve funda, fofa,
exige uma técnica especial, pois a velocidade é diminuída pelo atrito. Na
neve compacta, onde os esquis não penetram, a velocidade é muito aumentada.
Que é pedido? A constante de atrito.
2. Método de solução (geralmente a equação a ser usada):
3. Solução:
Exemplo 2: Se um livro pesa 800 g* e você deve fazer uma força de 40 g* para
empurrá-lo sobre a mesa, qual a constante de atrito?
8C0 g* = peso do livro;
40 g* = força de atrito.
Determinar a força de atrito
Tente estes problemas
1. Um automóvel pesando 1.600 kg* corre a grande velocidade. O motorista freia
violentamente de modo que as rodas deslizam ou derrapam. A força de atrito é
de 800 kg*. Qual é a constante de atrito?
2. Exercendo uma força horizontal de 10 kg* você empurra um bloco de 40kg*
num pátio cimentado. Qual a constante de atrito?
3. Uma força de 60g* é suficiente para fazer deslizar uma caixa sobre a
mesa. O coeficiente de atrito dessa caixa na mesa é de 0,4. Qual é o peso da
caixa?
Respostas
- O Atrito de rolamento. Quando uma superfície sólida desliza sobre outra as pequenas saliências e reentrâncias que nelas existem, prendem-se umas
nas outras e produzem o atrito de deslizamento que se opõe ao movimento. O
atrito também se opõe ao movimento de um objeto redondo que rola sobre uma
superfície sólida. Quando um menino faz uma bola de gude rolar sobre um tapete
espesso, a bola comprime as fibras para baixo. As fibras, tendendo a voltar à
sua posição, produzem o atrito que se opõe ao movimento da bola. Quando você
anda de bicicleta, o achatamento dos pneus de encontro ao chão produz atrito. O
atrito de rolamento se opõe ao rolamento de um objeto redondo sobre uma superfície
sólida.
O atrito de rolamento é menor do que o atrito de deslizamento.
- Rolamentos de esfera diminuem o atrito. Rolamentos de esfera:
(A) das rodas de patins, (B) do pedal da bicicleta.
- Rolamentos fazem essa roda de trem girar mais facilmente.
- Pressão baixa nos pneus de sua bicicleta aumenta o atrito de
rolamento, mas dá maior conforto.
Os antigos egípcios usavam toros de madeira para mover pedras e estátuas
enormes. Nós usamos pequenas rodas nos pés dos móveis e rodas nos
carros e vagões. Para diminuir ainda mais o atrito usamos rolamentos de esferas
nos eixos das rodas de patins e bicicletas. Também empregamos
rolamentos em automóveis e trens.
- Os toros diminuíam o atrito. Onde usamos este mesmo princípio
atualmente?
- Seis homens movem uma enorme locomotiva. Suas rodas giram sobre rolamentos.
Como pode o atrito de rolamento ser diminuído? Primeiro, uma
roda mais larga pode ser usada para não afundar tanto no solo. Segundo, as
rodas e superfícies podem ser feitas mais duras de modo a não se deformarem.
O seu carro correrá melhor numa estrada de concreto do que
num terreno fofo. As rodas dos trens e bondes rolam facilmente porque elas e
os trilhos de aço quase não se deformam. Se você quer que sua bicicleta corra
maciçamente, sem solavancos, mantenha pressão baixa nos pneus. Para
poupar esforço, no entanto, use os pneus bem cheios. Assim, eles se achatarão
menos, produzindo menor atrito no rolamento das rodas.