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Matérias :: Física :: Material didático
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Autoria:
Marcella |
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Campo Elétrico
Objetivos
Objetivamos
nas 3 experiências a serem apresentadas, estudar,
qualitativamente, o Campo Elétrico.
Na 1ª
experiência buscamos mostrar de forma simples o comportamento
do campo elétrico em sua representação mais comum e
simplificada, na forma de Linhas de Força, campo esse gerado
por uma ou mais cargas puntiformes.
Na 2ª
experiência buscamos observar o comportamento do campo
elétrico uniforme através do movimento de tiras de papel
presas em placas, representando placas infinitas, colocadas
paralelamente, sendo o campo gerado por um Gerador de Van der
Graff.
Na 3ª
experiência buscamos observar o comportamento do campo
elétrico em relação à Rigidez Dielétrica do meio em que ele
está inserido. Primeiramente, o meio é o ar atmosférico em seu
estado bruto, e posteriormente, passamos a observar o campo
através do ar atmosférico ionizado pela chama de uma vela.
Fundamentos
Teóricos
A representação mais comum da geometria do
campo é a da forma de Linhas de Campo, ou Linhas de Força. As
Linhas de Força nada mais são que linhas traçadas no plano ou
no espaço, e que procuram indicar a direção e o sentido do
campo, assim como a intensidade relativa à geometria de tal
campo. A concentração das Linhas procura indicar a intensidade
do campo, assim como a distância entre as linhas também
demonstram esse fato. Já a direção do campo é indicada pela
direção das Linhas, que seguem o mesmo princípio do campo,
saindo do pólo positivo para o negativo, indicando a
trajetória teórica de uma partícula positiva em meio ao campo.
Pode-se verificar que no caso de cargas puntiformes, as Linhas
de Força são radiais. No caso de planos ou placas paralelas
infinitas, essas linhas são perpendiculares a estas.
O
outro princípio físico aplicado nos experimentos consiste na
transformação de uma baixa voltagem em uma alta diferença de
potencial entre duas pontas metálicas. Como o ar possui uma
grande resistividade dielétrica, se faz necessário uma alta
concentração de energia para que essa resistividade seja
quebrada, e o ar passe a conduzir corrente elétrica. Sabemos
que a ionização pode diminuir tal resistividade. A questão é
que esse fenômeno de ionização não ocorre espontaneamente.
Porém, se observarmos este fator novamente, com a presença de
chama de fogo, é possível verificar a diminuição da
resistividade dielétrica, isso devido à chama ionizar o ar.
Assim, o mesmo passa a conduzir corrente. Na experiência 3
poderemos verificar isso.
Material
Utilizado
Experiência 1: Linhas de Força
Gerador de tensão 7KV, retroprojetor, tipos variados de
eletrodos metálicos, semolina, óleo rícino, suportes para os
eletrodos, cuba suporte para o óleo.
Experiência 2: Campo Uniforme
Placas de metal vazadas quadricularmente, conectores, tiras de
papel, Gerador de Van der Graff
Experiência 3: Rigidez Dielétrica e Poder das Pontas
Gerador de tensão 7KV, pontas metálicas, vela, base para
manter as pontas erguidas.
Procedimento
Experimental
Experiência 1
Mantemos a fonte inicialmente desligada para a montagem da
experiência. Colocamos na cuba suporte óleo rícino juntamente
com a semolina. Conectamos aos suportes primeiramente um
eletrodo metálico representando uma única carga puntiforme, e
conectamos ainda o outro eletrodo do gerador ao anel metálico
que ficara na cuba ao redor da carga puntiforme. Colocamos a
cuba sobre o retroprojetor e ligamos a fonte de tensão.
Observamos o que acontece.
Posteriormente desligamos a fonte de tensão e trocamos o
eletrodo por um que represente quatro cargas puntiformes
paralelas entre si. Ligamos a fonte de tensão. Observamos o
que acontece.
Experiência 2
Ligamos cada placa a cada conector (um positivo e um
negativo). Prendemos as tiras de papel por toda extensão das
placas. Posicionamos as placas paralelamente e próximas entre
si com as tiras de papel voltadas para o lado interno,
mantendo as placas totalmente descarregadas. Mantemos o
sistema com cada placa ligada a um pólo do Gerador de Van der
Graff e o ligamos. Observamos o que ocorre. Posteriormente,
desligamos o gerador, e viramos as placas com as tiras
voltadas para o lado externo. Descarregamos as placas e
novamente ligamos o gerador. Observamos novamente o que
ocorre.

Experiência
3
O primeiro procedimento é verificar se a fonte está desligada.
Conectamos as pontas à fonte. Aproximamos uma ponta da outra,
mantendo-as ao mesmo nível, mas sem encostá-las entre si..
Ligamos a fonte e observamos o que acontece.
Desligamos a fonte. Agora, afastamos um pouco as pontas,
acendemos a vela e deixamos a chama entre as pontas. Ligamos a
fonte e observamos o que acontece.
Resultados
Experiência
1
Após certo tempo passado, é possível observar que a semolina
se concentra e passa a indicar como se comportam as Linhas de
Força do campo elétrico gerado pelos eletrodos posicionados.
Primeiramente, com um único eletrodo central portando-se como
uma carga puntiforme, podemos observar a característica radial
das linhas. Em um segundo momento, trocamos o eletrodo por um
que representasse quatro cargas puntiformes alinhadas no
sentido do diâmetro da cuba. Podemos observar a característica
radial das linhas das cargas puntiformes, além de se observar
que as quatro cargas criam quatro campos repelentes entre si,
por se tratarem de campos com carga elétrica de mesma
natureza.
Experiência
2
Com as tiras voltadas para dentro, observa-se que elas ficam
praticamente ortogonais e perpendiculares às placas. Isso
ocorre devido às placas serem paralelas entre si, por
possuírem cargas de sinal contrário e por se portarem como
planos infinitos. O campo gerado nessas condições é
perpendicular às placas, assim como as Linhas de Força. Assim,
as tiras de papel tendem a se portar como tais linhas.

Experiência
É possível verificar que ao exceder o valor da
rigidez do ar, uma faísca sairá de uma ponta metálica para a
outra, em um ritmo constante. Quanto mais próximo, mais rápido
é esse ritmo. Quando aumentamos a distância, o ritmo diminui
até que não mais haverá faísca, pois não há energia o
suficiente para exceder a rigidez dielétrica do ar. Porém,
quando acendemos uma vela entre as duas pontas, mesmo com uma
“grande” distância, a faísca reaparece. Isso se dá porque o
fogo diminui a rigidez elétrica do ar. O fogo ioniza o ar
próximo, e este passa a conduzir corrente elétrica devido a
seus íons livres. A chama tende a acompanhar o sentido do
campo. Como o sentido do campo é do positivo para o negativo,
a chama tende para o lado negativo do campo.

Conclusão
Com o
conhecimento teórico de Campo Elétrico obtido a priori,
visualizamos através dos experimentos realizados sua ação
prática condizendo com a ação teórica. Nestes experimentos
enfatizamos: a visualização das linhas de força do campo
elétrico, as propriedades da Rigidez Dielétrica do ar, a
uniformidade do campo elétrico em placas paralelas. Enfim,
observamos o campo elétrico e suas características.
Bibliografia
PENTEADO, P. C. M.. Física –
Conceitos e Aplicações. Vol. 3. 1ª Edição. São Paulo,
Editora Moderna,1998.
PURCELL, E M, Curso de Física
de Berkeley. Vol. 2. 7ª Edição. São Paulo, Editora Edgard
Blücher, 1973.
http://www.pet.dfi.uem.br/expofisica/ionizacaodoar.html
http://www.feiradeciencias.com.br/sala11/11_23.asp
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