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ELETROMAGNETISMO
ONDAS ELETROMAGNÉTICAS
De grande utilidade prática, as ondas
eletromagnéticas são utilizadas em todos os ramos da
ciência. Você mesmo neste instante, está irradiando ondas
eletromagnéticas, cuja freqüência se encontra no
infravermelho, devido ao calor de seu corpo.
As ondas
eletromagnéticas tem como característica principal a sua
velocidade. Da ordem de 300.000 Km/s no vácuo, no ar sua
velocidade é um pouco menor. Considerada a maior velocidade
do universo, elas podem vencer vários obstáculos físicos,
tais como gases, atmosfera, água, paredes, dependendo da sua
freqüência.
A luz, por
exemplo, não consegue atravessar uma parede, mas atravessa
com grande facilidade a água, o ar atmosférico etc. Isso se
deve ao fato da luz possuir partículas chamadas fótons,
quanto mais energético for o fóton, menor o seu poder de
transposição de obstáculos, por causa disso a luz que possui
uma alta freqüência não consegue atravessar uma parede.
Tanto a
luz como o infravermelho ou ondas de rádios, são iguais, o
que diferencia uma onda eletromagnética da outra é a sua
freqüência. Quanto mais alta for essa freqüência mais
energética é a onda.
Apenas um
pequeno intervalo do espectro eletromagnético pertence a
luz. O fato de enxergarmos cores, se deve ao cérebro, que
utiliza este recurso para diferenciar uma onda da outra, ou
melhor, uma freqüência da outra (uma cor da outra). Assim o
vermelho possui uma freqüência diferente do violeta. Na
natureza não existem cores, apenas ondas de freqüências
diferentes. As cores surgiram quando o homem apareceu na
terra.
Outra
característica das ondas eletromagnéticas é que elas podem
transmitir momento linear, em outras palavras, elas exercem
uma pressão (força numa determinada área). Por isso, a cauda
dos cometas se movimentam no sentido contrário do sol,
devido às várias radiações que o sol emite.
CAMPOS
MAGNÉTICOS INDUZIDOS
Toda vez
que o fluxo magnético através de um circuito varia, surge,
nesse circuito uma fem induzida. Esse fenômeno é chamado de
indução eletromagnética. e o circuito onde ele ocorre é
chamado circuito induzido. Em todos os casos, observamos, no
amperímetro, uma corrente induzida que cessa quando cessa a
variação pro fluxo magnético. É muito grande a importância
da indução eletromagnética: A maior parte da energia
elétrica produzida modernamente está baseada nesse fenômeno.
Lei de Lenz: O sentido da corrente induzida é tal que ela
origina um fluxo magnético induzido, que se opõem à variação
do fluxo magnético denominado indutor.
O fenômeno
da indução eletromagnética, descoberto pelo inglês Michael
Faraday em 1831, é um dos acontecimentos mais importantes em
toda a história da ciência. Graças a ele podemos, por
exemplo, gerar energia elétrica em usinas hidrelétricas,
reproduzir os sinais gravados em fitas de áudio ou vídeo e
em cartões magnéticos, reproduzir um disco convencional
usando uma capsula magnética, usar microfone dinâmico e um
forno de indução.
A indução eletromagnética também é o
principio de funcionamento dos microfones dinâmicos e das
cápsulas dos toca-discos convencionais
Correntes induzidas
Ex:
Para gerar
uma corrente elétrica, não precisamos dispor de uma pilha ou
de uma bateria. Podemos faze-lo utilizando um ímã.
Um exemplo
que podemos demonstrar isso, é inicialmente ligar os
extremos de uma bobina a um amperímetro de grande
sensibilidade. Uma vez que inexiste gerador de tensão nesse
circuito, não a qualquer passagem de corrente, e o ponteiro
do instrumento indica intensidade zero.
Se, porém,
aproximar da bobina um dos pólos de um ímã, o ponteiro do
amperímetro sofrerá um desvio, revelando que uma corrente
percorre um circuito. Quando o ímã pára, o ponteiro retorna
a 0, assim permanecendo enquanto o ímã não voltar a se
mover.
Se
ajustarmos o ímã da bobina, o ponteiro voltará a se
deslocar, mas para o lado oposto.Isso significa que,
enquanto o ímã se afasta, há uma corrente circulando em
sentido contrário ao percorrido enquanto o ímã se
aproximava.
Podemos,
portanto, criar uma corrente nesse circuito sem usar pilhas,
baterias ou outros dispositivos semelhantes.As correntes que
geramos recebem o nome de correntes induzidas, e esse
fenômeno é chamado indução eletromagnética.
Podemos
gerar correntes induzidas de muitos outros modos.Por
exemplo, vamos instalar, sobre duas mesas com rodinhas, dois
circuitos diferentes: o primeiro é constituído por uma
bateria ligada a um amperímetro, uma bobina e um resistor
variável; o segundo é semelhante ao circuito da experiência
anterior.
Ao
deslocar o cursor do resistor variável do primeiro circuito,
modificamos sua resistência e, em conseqüência, também a
corrente que o percorre. Enquanto a corrente no primeiro
circuito aumenta (ou diminui), observamos que o ponteiro do
amperímetro do segundo circuito se desloca, indicando a
passagem de uma corrente induzida.
Essa
segunda corrente circulará enquanto a corrente do primeiro
circuito estiver variando.Assim que a primeira corrente se
tornar constante (ou seja, quando pararmos de deslocar o
cursor do resistor variável), a corrente induzida se
anulará.
Também
podemos gerar uma corrente induzida (ainda que de
intensidade extremamente pequena), afastando rapidamente uma
bobina de outra.
conclusão:
uma corrente induzida é gerada sempre que um circuito é
atravessado por um campo magnético externo que, qualquer
razão, varia com o tempo.
Lei de
Lenz
A
corrente induzida cria um campo que da origem a um outro
fluxo denominado fluxo induzido. A Lei de Lenz trata da
corrente induzida e é decorrência do princípio da
conservação da energia:
A corrente
induzida tem um sentido tal que o fluxo induzido gerado por
ela contraria a variação do fluxo indutor.
Assim, se
o fluxo indutor aumenta a corrente induzida produz um fluxo
induzido contra o indutor, pondo-se ao seu crescimento.
Entretanto, se o fluxo indutor diminui, a corrente induzida
produz com fluxo induzido a favor do indutor, opondo-se a
sua redução.
ESPECTRO
ELETROMAGNÉTICO
O espectro
eletromagnético é a distribuição da intensidade da radiação
eletromagnética com relação ao seu comprimento de onda ou
freqüência.
As ondas eletromagnéticas são criadas pela
movimentação dos elétrons, elas possuem diferentes
características físicas (intensidade, comprimento de onda,
freqüência, energia, polarização, etc...). As ondas
eletromagnéticas independem da existência ou não de um meio
físico, podendo assim propagar-se até mesmo no vácuo. A
faixa de comprimentos de onda ou freqüências em que se pode
encontrar a radiação eletromagnética é ilimitada. Com a
tecnologia atualmente disponível, pode-se gerar ou detectar
a radiação eletromagnética numa extensa faixa de freqüência,
que se estende de 1 a 1024 Hz, ou comprimentos de onda na
faixa de 108 metros a 0.01A.
O espectro eletromagnético é subdividido em
faixas, representando regiões que possuem características
peculiares em termos dos processos físicos, geradores de
energia em cada faixa, ou dos mecanismos físicos de detecção
desta energia. As principais faixas do espectro
eletromagnético são:
-
Ondas de radio: baixas freqüências e grandes
comprimentos de onda. As ondas eletromagnéticas nesta
faixa são utilizadas para comunicação a longa distância.
-
Microondas: situam-se na faixa de 1 mm a 30 cm
ou 3 X 1011 a 3 X 109 Hz. Nesta faixa de comprimentos de
onda podem-se construir dispositivos como radares..
-
Infravermelho: grande importância para o
Sensoriamento Remoto. Engloba radiação com comprimentos
de onda de 0,75 um a 1,0 mm.
-
Visível: é definida como a radiação capaz de
produzir a sensação de visão para o olho humano normal.
-
Ultravioleta: uso para detecção de minerais por
luminescência e poluição marinha.
-
Raios X: por se constituir de fótons de alta
energia, os raios-X são altamente penetrantes, sendo uma
poderosa ferramenta em pesquisa sobre a estrutura da
matéria.
-
Raios- GAMA: são os raios mais penetrantes das
emissões de substâncias radioativas
ONDAS DE
RÁDIO FM/TV
O escocês
James Clerk Maxwell mostrou que a luz é uma onda
eletromagnética. Hoje sabemos, portanto, que ondas de luz,
ondas de rádio e TV, micro-ondas e raios-X são ondas
eletromagnéticas. Isto é, todas viajam pelo ar com a mesma
velocidade (aproximadamente 300.000 km/s). O que faz umas
diferirem das outras é a freqüência e, por conseguinte, o
comprimento de onda. Uma onda, como você sabe, é uma
sucessão de altos e baixos. A distância entre dois altos
consecutivos é o que se chama de comprimento de onda.
Uma onda típica de TV tem comprimento da ordem de 1 metro.
Já a luz visível tem comprimento menor que 1 milionésimo do
metro.
Não é muito fácil medir a velocidade da luz visível por
causa de seu comprimento tão pequeno. É bem mais fácil medir
a velocidade de uma onda de TV ou rádio. Descrevemos duas
experiências bem simples para medir a velocidade de uma onda
eletromagnética. Usamos a relação entre a velocidade, o
comprimento de onda e a freqüência, dada por: c = L f.
Medindo o comprimento de onda L e sabendo qual é a
freqüência da onda f, calculamos a velocidade c.
Uma das experiências (em ONDA 1) utiliza a onda de
uma estação local de TV, cuja freqüência é bem determinada e
conhecida. A outra (em ONDA 3) é até mais simples e
saborosa: usa as micro-ondas geradas por um forno doméstico
aquecendo creme ou margarina. No final da experiência você
pode saborear não apenas a satisfação do dever cumprido, mas
o próprio material da pesquisa.
Um sentido
de rádio estaria para o sentido eletromagnético assim como a
audição está para o tato. Permitiria captar emissões de
rádio de várias freqüências e distinguir a direção de onde
provêm. O espectro radioelétrico está dividido nas seguintes
freqüências:
ELF – Ondas extremamente longas (mais de 100 km ou até 3
kHz): ondas emitidas por linhas de transmissão e utilidades
domésticas.
VLF – Ondas muito longas. (10 km a 100 km, ou 3 kHz a 30
kHz): serviços de rádio navegação e marítimos, estações de
sinal horário e freqüências padrão e emissões radioelétricas
associadas a fenômenos terrestres (tormentas, terremotos,
auroras boreais, eclipses, etc.)
OL (LF) – Ondas Longas (1 km a 10 km, ou 30kHz a 300 kHz):
serviços marítimos, rádio-navegação, radiofarol,
comunicações internas em partidas de rúgbi na Grã-Bretanha
e, dos 148,5 aos 255 kHz, banda de radiodifusão (estações
BCB) de Onda Longa, com alcance da ordem de 500 km, mais
usadas na Europa.
OM (MF) – Ondas Médias (100 m a 1 km, ou 300 kHz a 3 MHz):
estações de rádio AM (alcance de até 75 km), radiofarol,
chamadas de emergência, telegrafia marítima,
rádio-localização, chamadas seletivas, estações
governamentais, incluindo as freqüências de 500 kHz (chamada
marítima de socorro telegráfico), os 518 kHz (serviço
NAVTEX), 2182 kHz (chamada marítima de socorro em fonia) e
as estações horárias em 2500 kHz.
OC (HF) – Ondas Curtas (10 m a 100 m, ou 3 MHz a 30 MHz):
radioamadores, faixa do cidadão, banda tropical,
radiodifusão internacional em ondas curtas (alcance de 1.000
km a 20.000 km), emissões naturais de rádio de Júpiter.
MAF (VHF) – Freqüências Muito Altas (1 m a 10 m, ou 30 MHz a
300 MHz): TV aberta, rádio FM, operações espaciais, serviços
fixos terrestres, walkie-talkies, microfones sem fio,
telefones sem fio e radioastronomia (emissões galácticas
naturais).
UHF – Freqüências Ultra Altas (10 cm a 1 m, ou 300 MHz a 3
GHz): TV em UHF, comunicações de estações fixas e operadores
móveis, radioastronomia (inclusive tempestades solares e
busca de vida extraterrestre), aeronavegação, equipamentos
de radar de longo alcance, sinais horários por satélites,
satélites de observação direta, ajudas meteorológicas,
walkie-talkie, GPS e telefonia celular móvel.
SHF – Freqüências Super Altas (1 cm a 10 cm, ou 3 GHz a 30
GHz): rede terrestre de microondas, comunicação via
satélite, radar de defesa e comercial (longo alcance, baixa
resolução), radioastronomia.
EHF – Freqüências Extremamente Altas (1 mm a 1 cm, ou 30 GHz
a 300 GHZ): comunicações militares, satélites, radar
veicular (curto alcance, alta resolução), radioastronomia.
Um talento
Rádio 0 permite “ouvir” sinais de rádio ou “ver” sinais de
TV numa extensão do espectro que cubra, no máximo, uma
oitava do espectro eletromagnético ou não mais que um terço
dessas faixas principais – só rádio FM, ou só os canais de
TV em UHF, por exemplo. Um talento Rádio 1 permite captar
todas as transmissões de uma dessas faixas, dentro do
alcance em que as transmissões podem ser normalmente
captadas – um quilômetro para um walkie-talkie, dezenas de
quilômetros para transmissões de rádio e TV, milhares de
quilômetros para ondas curtas. Com Rádio 2, é possível
captar três faixas contíguas e, com Rádio 3, todas as nove
faixas.
MICROONDAS (sistema de radar)
Microondas
são ondas eletromagnéticas, de alta freqüência, do mesmo
tipo das ondas de rádio, muito curtas, no entanto. Elas não
são fonte de calor, mas sim de energia;tem comprimento de
onda de 1 mm a 300 mm, freqüência de 109 Hz até 1011 Hz.
Sua
utilização é muito grande e variada, como em transmissão de
TV via satélite, radares, ligações internacionais e na
indústria.Uma das aplicações mais conhecidas deste tipo de
onda é no forno de microondas.
O Radar
está para o sentido de Rádio assim como a Eco-locação está
para o sentido da Audição. Seres que dispõem de radar de
alta resolução (possivelmente robôs ou alienígenas) podem
emitir microondas EHF ou SHF que lhes permitem visualizar
objetos maiores que seu comprimento de onda (ou seja, alguns
centímetros) num raio 3 km em campo aberto, mesmo através de
poeira e neblina, ou até 100 metros dentro de construções. É
possível usar radar através de um metro de concreto, três
metros de areia ou terra solta, ou trinta metros de água
para descobrir encanamentos, fios, barras de aço, pessoas e
outros objetos sólidos soterrados, emparedados ou submersos.
Equivale na maioria dos casos a Visão 2, embora seja pouco
útil para objetos muito pequenos e próximos.
Um radar
de baixa resolução, que usa ondas de maior comprimento
(decímetros), pode detectar objetos a partir do tamanho de
um pássaro num raio de até 400 km, mas sem precisar sua
forma: apenas a localização e o tamanho aproximado.
INFRAVERMELHO
São ondas de luz de alta freqüência.
Podem ser direcionadas ou não:
-
Direcionadas: Transportar dados entre duas
torres, no trajeto não obstruído.
-
Não
direcionadas ou difusão: atinge todas as
direções, são úteis p/ extensões móveis em locais
fechados.
Você com
certeza sabe ou já ouvir falar que o controle remoto de sua
TV ou videocassete funcionam por infravermelho. Também já
não é mais novidade um microcomputador operado por mouse e
teclado sem fios, ou seja, por infravermelho. - Mas afinal
de contas o que vem a ser esse tal de infravermelho? Alguma
espécie de raio invisível? - Exatamente! Se foi isso que
você pensou, acertou na mosca. Só que ao invés de raio,
vamos utilizar a palavra luz. - Luz...? - É isto mesmo. O
Universo que nos rodeia é banhado por um imenso "oceano" de
luzes, das quais nossos olhos conseguem captar apenas uma
pequeníssima fração. Essa pequena fração de luzes que o olho
humano vê, é chamada de luz visível ou apenas luz. Por esta
razão, é mais conveniente chamarmos ao conjunto de todas as
luzes, de RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA. O termo luz, fica
reservado à pequena parcela de radiação eletromagnética que
conseguimos enxergar. A radiação eletromagnética é uma forma
de energia. Sem ela simplesmente não haveria vida na Terra.
LUZ
Luz é a
radiação eletromagnética, capaz de provocar sensação visual
num observador normal. Transporta uma energia chamada
energia radiante, que é capaz de sensibilizar as células
de nossa retina e provocar a sensação de visão.
A luz
ocupa uma posição intermediária na escala dos comprimentos
de onda. Apresenta tanto propriedades ondulatórias como
corpusculares.
LEIS DA
REFLEXÃO DA LUZ
1a
lei:
O raio incidente, o raio refletido e a normal em reflexão
pertencem ao mesmo plano.
2a
lei:
O ângulo de reflexão é igual ao ângulo de reincidência.
·
Meios de Propagação:
» Meio
homogêneo:
Apresenta
as mesmas propriedades físicas em todos os seus pontos.
» Meio
isótropo ou isotrópico:
As
propriedades físicas medidas em um ponto do meio não
dependem da direção em que são examinadas.
Quando um
meio é simultaneamente homogêneo, transparente e isótropo,
ele é chamado de ordinário ou
refringente.
·
Meios
Transparentes:
» Permitem
a passagem da luz, e os objetos podem ser observados através
deles.
Exemplos:
o ar, a água, o vidro e os cristais perfeitamente sólidos.
·
Meios
Translúcidos:
» Permitem
a passagem de uma parte da luz incidente, e por essa razão
os objetos não podem ser observados totalmente através
deles. Só se observam contornos.
Exemplos:
o vidro martelado banheiros(usado nos banheiros) e o papel
vegetal.
·
Meios Opacos:
» Não
permitem a passagem da luz.
Exemplos:
madeira e parede de concreto.
REFRAÇÃO
DA LUZ
Um raio de
luz vindo de um meio opticamente menos denso (exemplo: ar) e
incidindo obliquamente sobre um meio mais denso (exemplo:
água), muda de direção no ponto de encontro, formando um
ângulo. Assim, os raios de sol que incidem sobre uma nuvem
vêm numa direção e saem em outra; são desviados pelo meio
mais denso - nuvem - . a luz muda de direção devido às
diferentes velocidade com que atravessa substâncias
diversas. Mas só incidindo obliquamente sobre a água é que a
luz se desvia – se incide perpendicularmente, não muda de
direção.
FONTES DE
LUZ
São fontes
capazes de emitir luz. As fontes de luz classificam-se em:
primárias:
são as fontes que emitem luz própria, ou seja, a luz que
produzem.
As fontes
primárias se subdividem em:
»
incandescentes: são aquelas que emitem luz em virtude de sua
elevada temperatura. Exemplos: o sol, as lâmpadas de
defilamento.
»
luminescentes: emitem luz em temperaturas mais baixas.
Exemplos: lâmpada fluorescente (que necessita ser excitada
para emitir luz); substâncias fosforescentes, que reemitem
uma fração da luz que absorveram momentos atrás.
secundárias:
são os corpos iluminados, que não possuem luz própria.
Constituem a classe de todos os objetos que, por reflexão,
retransmitem a luz que recebem. Exemplos: as plantas e
satélites do sistema solar e de um modo geral, todos os
objetos que enxergamos.
PRINCÍPIOS
DA PROPAGAÇÃO DA LUZ
·
Primeiro
princípio: Propagação Retilínea da Luz
»
Em meios transparentes e homogêneos, a luz se propaga em
linha reta.
·
Segundo
princípio: Independência dos Raios Luminosos
»
Se dois ou mais raios de luz, vindos de fontes diferentes,
se cruzam, eles seguem suas trajetórias de forma
independente, como se os outros não existissem.
·
Terceiro
princípio: Reversibilidade dos Raios Luminosos
» Se um
raio luminoso se propaga numa direção e em sentido
arbitrário, outro poderá propagar-se na mesma direção e em
sentido contrário.
É o que
acontece quando olhamos através de um retrovisor e
percebemos que alguém nos observa através dele.
NATUREZA
DA LUZ
Tem
característica dupla. Compõe-se de corpúsculos denominados
fócons, os quais se propagam em ondas transversais. É uma
partícula subatômica, desprendida por átomos e dotada de
alta energia luminosa, as diferenças de energia dão
diferentes de cor. A propagação da luz no vácuo, é sempre
igual, isto é, se processa sempre à mesma velocidade. A mais
recente medição da velocidade da luz, efetuada em 1956
confere à velocidade no valor de 299.792,4km por segundo.
Quando a luz atravessa substâncias materiais, seus raios
sofrem ligeiro retardamento, conforme a substância, conforme
também o seu ângulo de saída.
ULTRAVIOLETA
Radiação ultravioleta
Para lá do extremo violeta do espectro o
instrumento também revela um aumento de temperatura, mas,
verdade se diga, não muito alto. Conseqüentemente, existem
ondas eletromagnéticas cujo comprimento é menor do que o da
luz violeta - são as ondas ultravioletas.
Para verificar a radiação ultravioleta,
pode usar-se uma pantalha coberta de substância
luminescente. A pantalha começa a iluminar-se na parte, na
qual incidem os raios que se encontram para lá da zona
violeta do espectro.
Os raios ultravioletas distinguem-se por
uma alta atividade química. As fotoemulsões são dotadas de
maior sensibilidade à radiação ultravioleta. Podemos
verificar isto, projetando o espectro num local escuro sobre
papel fotográfico. Depois de revelado, o papel escurece mais
para lá do extremo violeta do espectro do que na sua parte
visível.
Os raios ultravioletas não formam imagens
visuais, são invisíveis. Mas a sua ação na retina do olho e
na pele é muito intensa e destruidora. A radiação
ultravioleta do Sol é insuficientemente absorvida pelas
camadas superiores da atmosfera. Por isso, nas zonas altas
das montanhas, não se deve estar na neve sem óculos de vidro
escuros nem muito tempo sem roupa. O vidro absorve
intensamente os raios ultravioletas. Por isso, óculos
escuros de vidro, transparentes para o espectro visível,
defendem os olhos da radiação ultravioleta.
No entanto, em pequenas doses, os raios
violetas têm ação curativa. Uma exposição moderada ao Sol é
proveitosa, em especial para os mais novos: os raios
ultravioletas contribuem para o desenvolvimento e a
consolidação do organismo. Para além da ação direta nos
tecidos da pele (formação de um pigmento de defesa -
queimado do Sol, vitamina D2 ), os raios
ultravioletas têm ação sobre o sistema nervoso central,
estimulando um conjunto de funções vitais do organismo.
Os raios ultravioletas têm também uma
ação bactericida. Eles destroem muitas bactérias
prejudiciais ao organismo e utilizam-se na medicina com esse
fim.
RAIOS X
Os raios X
foram descobertos pelo físico alemão Willian Roentgen
(1845-1923) em 1895. A descoberta dos raios X, em virtude
das suas propriedades espetaculares, teve um impacto
extraordinário em todo o mundo civilizado.
Localização no espectro:
A região
dos raios X estende-se dos 2,4x1016 Hz aos 5x1019
Hz, com comprimentos de onda extremamente reduzidos, quase
sempre inferiores aos diâmetros atômicos.
Fontes
desta radiação:
Um dos
mecanismos mais eficientes para a produção de raios X é a
desaceleração rápida de partículas carregadas a alta
velocidade. Uma gama extensa de freqüências resultantes
manifesta-se quando um feixe de elétrons com energia elevada
é projetado contra um alvo de cobre, por exemplo. As
colisões com os núcleos de Cu produzem deflações no feixe de
elétrons que, por sua vez, radiam fotões de raios X.
Se durante
o "bombardeamento" de elétrons os átomos do alvo ficarem
ionizados, por remoção dos elétrons mais interiores ao
núcleo, o átomo emitirá raios X quando retomar o seu estado
fundamental.
Aplicações:
Devido ao
seu poder penetrante, que depende das substâncias onde
incidem, são utilizados para examinar, por exemplo, ossos e
dentes.
Os
funcionários da segurança dos aeroportos usam os raios X
para examinar as bagagens dos passageiros (os objetos
metálicos são mais opacos aos raios X, sendo por isso vistos
por contraste).
Na
indústria metalúrgica (na detecção de minúsculos defeitos,
fissuras ou inclusões de materiais nas soldaduras metálicas)
e nas instituições e empresas que estudam a idade e
técnicas, utilizadas nas pinturas antigas e investigam se
certas obras são falsas.
RAIOS GAMA
As
radiações gama são as mais energéticas (104 eV
até 1019 eV) e com menor comprimento de onda.
Possuem elevado poder penetrante, podendo mesmo atravessar a
Terra de um lado ao outro.
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Um
único fotão de raios gama tem energia suficiente
para poder ser detectado; o seu comprimento de onda
é tão pequeno que se torna extremamente difícil
observar o seu comportamento ondulatório.
Localização no espectro:
A
região dos raios gama estende-se desde os 5x1019Hz
até aproximadamente 1022 Hz (comprimento
de onda desde os 6x10-12 m até
aproximadamente 3x10-14 m).
Fontes desta radiação:
A
radiação gama provém de certos núcleos atômicos (são
emitidas por partículas que sofrem transições no
interior do núcleo atômico).
Aplicações:
A
radiação gama é utilizada no tratamento de tumores
cancerígenos, porque destrói às células malignas. O
problema está em que se destrói também as células
sãs. É preciso muita perícia na sua utilização. |
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Bibliografia:
(
www.fisicanet.com.br),
(
www.pesquisaescolar.com.br
), (
www.educacional.com.br
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