A FORMAÇÃO DO AQUÍFERO
Há cerca de 150 milhões de anos, nossa região era um enorme deserto. Um intenso vulcanismo provocou o derramamento de lavas, cobrindo a maior parte de suas areias. Ao se resfriarem, as lavas se solidificaram formando uma rocha dura chamada basalto.
O peso do basalto compactou e agregou as areias do antigo deserto até formar uma rocha porosa chamada arenito. O arenito ficou comprimido debaixo do basalto, restando apenas algumas bordas descobertas, denominadas áreas de afloramento ou de recarga. Por ali, as águas das chuvas passaram a penetrar lentamente no antigo deserto ao longo de milhões de anos, formando o reservatório de águas subterrâneas chamado Aqüífero Guarani.
Ao contrário do que muitos pensam, a água do aqüífero não corre como um rio no subsolo. Ela está embebida em uma camada de arenito, que funciona como uma esponja, absorvendo as águas da chuva que se infiltram. O reservatório subterrâneo é constituído pelos espaços vazios ou poros das rochas, onde a água é armazenada e circula muito lentamente.
O aquífero é continuamente abastecido pela infiltração das águas da chuva na área de afloramento. Por isso, esta área é a mais vulnerável e deve ser especialmente protegida para evitar a contaminação dos depósitos subterrâneos.
A PRESERVAÇÃO DO AQUÍFERO
O Aquifero Guarani é uma reserva estratégica vital para as futuras gerações, por isso precisa ser preservado. Ele é a principal fonte de abastecimento público para milhões de pessoas e a sua exploração tem aumentado muito nos últimos 30 anos.
Os impactos da atividade humana na superfície do aqüífero são uma ameaça a sua integridade. Depósitos irregulares de lixo, agrotóxicos, fossas sépticas, vazamento em oleodutos, poços abandonados ou construídos sem tecnologia adequada, etc. podem provocar a contaminação do aqüífero. Outro fator de risco é o consumo excessivo, que já está provocando o rebaixamento do nível das águas subterrâneas em algumas regiões.
A superexploração do aquífero e sua deterioração em conseqüência da poluição podem causar danos irreversíveis, comprometendo o abastecimento e colocando em risco a qualidade de vida da população e o meio ambiente de uma vasta região.
As análises diárias para controle da qualidade da água realizadas no laboratório do Daerp têm demonstrado a ausência de qualquer tipo de contaminação na água de abastecimento de Ribeirão Preto. Para evitar o comprometimento do aqüífero, o Daerp utiliza tecnologias de ponta na construção dos novos poços e lacra com concreto os poços desativados.
Pensando na preservação das reservas, o Daerp tem um programa de controle de perdas e realiza campanhas de conscientização da população para evitar o desperdício de água.e do saneamento básico necessários.