Entre as espécies de palmeiras utilizadas na indústria extrativista brasileira está o babaçu, a mais rica do ponto de vista econômico, pois é aproveitada por inteiro. Palmeira oleaginosa, cientificamente chamada de Orbignya martiana, o babaçu é de grande valor industrial e comercial e é encontrado em extensas formações naturais em estados como Maranhão, Piauí e Tocantins.
O babaçu chega a alcançar 20 metros de altura, aproveitados da raiz às folhas. Dele se extrai a matéria-prima utilizada na fabricação de margarinas, banha de coco, sabão e cosméticos. Seu broto fornece palmito de boa qualidade e o fruto, enquanto verde, serve para defumar a borracha. Quando maduro, a parte externa é comestível. O caule é empregado em construções rurais e as folhas para a fabricação doméstica de cestos, sendo ainda utilizadas como cobertura de casas. Pode também servir na fabricação de celulose e papel. A exemplo de outros tipos de palmeiras, do pedúnculo cortado é extraído um líquido que, fermentado, resulta em bebida alcoólica apreciada por índios da região.
Autoria: Marisol Recaman