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Rio Grande do Sul (2)

O Rio Grande do Sul é o Estado mais ao Sul do Brasil. Sua Capital, Porto Alegre, é uma grande cidade, com todo o charme dos seus habitantes que receberam influências das mais diversas imigrações, principalmente do Norte da Itália, da Alemanha e dos paises portenhos. O Estado apresenta características climáticas típicas das regiões subtropicais, com temperaturas variando fortemente no correr do ano, tendo uma média bem abaixo de 18ºC, com mais 25 dias de geada anuais e nevadas ocasionais. Produz na agricultura permanente: fumo, cana-de-açúcar e deliciosas uvas; na temporária: arroz de várzea, trigo, soja, batata inglesa, milho, feijão, mandioca e erva-mate. Sua extração mineral é de cobre e carvão.

A indústria do Estado inclui: siderúrgica, metalúrgica, refino do petróleo, cimento, mecânica e elétrica, têxtil, alimentar, química, madeireira, de calçados e tratamento do couro de boi. A área metropolitana de Porto Alegre é a mais desenvolvida de toda a Região Sul. A colonização européia deixou sua marca e os "gaúchos", como são chamados, falam nosso idioma com forte influência portenha e alguns ainda usam as calças largas, "bombachas", como os homens dos pampas argentinos. As senhoritas, chamadas "prendas" usam seus trajes especiais em danças e festas folclóricas, quando todos participam do famoso e saboroso churrasco, carne de boi assada em espetos, na brasa, já difundido em todo o Brasil e prato principal da cozinha típica gaúcha, acompanhado do típico chimarrão. Este trabalho tem por objetivo mostrar a beleza do Estado do Rio Grande do Sul, terra de gaúchos e bombachas, local que acolheu tantos imigrantes e de forma tal que os fez permanecer neste país e, aqui criar seus filhos, netos e demais descendentes.

Na subseção HISTÓRIA serão abordados dados históricos referentes a formação do Estado, sua ocupação e seus conflitos.

Na subseção GEOGRAFIA, serão abordados dados gerais do Estado, tais como relevos, clima, hidrografia, entre outros.

Na subseção POPULAÇÃO, serão tratados dados populacionais, desde dados, numéricos como número de homens e de mulheres até à denominação do gentílico.

Na subseção ECONOMIA, serão relatadas as principais atividades econômicas dos Estado, do que o Estado sobrevive, e outras características ligadas a economia.

Na Subseção CULINÁRIA, serão abordados nomes de comidas típicas, contar um pouco de sua origem.

Na subseção ORIGEM DO NOME, conta-se um pouco da história de nomes dados aos lugares e ao gentílico.

Na subseção TURISMO, aborda-se as diferentes regiões em que se divide o estado e sobre as principais cidades turísticas gaúchas.

Na subseção CURIOSIDADES, serão relatados algumas curiosidades que envolvem o estado.

Na subseção DANÇAS TÍPICAS, conta-se um pouco da história das mais principais danças gaúchas.

Na subseção CONCLUSÃO, tem-se um pequeno relato em relação ao trabalho elaborado.


1. História


As peculiaridades geográficas da área onde atualmente se encontra o Estado do Rio Grande do Sul, dividido em 11 diferentes regiões fisiográficas, influíram para retardar a ocupação da terra pelo conquistador europeu. Passado um século do descobrimento do Brasil, ocorrido em 1500, a região era quase inteiramente desconhecida pelos portugueses. Seus campos eram ocupados por três grupos indígenas: o Gê ou Tapuia (onde se encontram remanescentes caingangues), que ocupava a região de "Cima da Serra", onde hoje se encontram os municípios de Passo Fundo, Lagoa Vermelha, Vacaria, Bom Jesus e São Francisco de Paula; o Pampeano (Charrua, Minuano), que vivia no pampa gaúcho e uruguaio (campos de vegetação baixa, propícios à criação de gado); e o Guarani, que ocupava o litoral, nas margens da Lagoa dos Patos e nas vizinhanças dos grandes rios.

1.1. As Missões Guaranis

A partir de 1626, padres jesuítas espanhóis começaram a fundar reduções ou missões (aldeias orientadas pela religião católica, onde os índios viviam de acordo com os princípios da cultura ocidental, em comunidades organizadas pelos missionários jesuítas) na região oeste do território hoje pertencente ao sul do Brasil, ao Uruguai e à Argentina. Durante todo o século XVII ocorreram conflitos freqüentes entre índios e bandeirantes. Os primeiros tinham apoio dos missionários jesuítas, que desejavam convertê-los e civilizá-los. Em função desse apoio, diversas missões foram criadas e destruídas, tendo os índios sido, por vezes, submetidos a períodos de exílio forçado de suas terras originais. No final do século XVII e princípios do século XVIII, os índios iniciaram um retorno gradual às terras que antes lhes pertenciam, sempre com o apoio dos jesuítas. Foram criados nesse período sete povoados, que ficaram conhecidos como os "sete povos das missões". A etnia desses povos era variada, predominando traços dos guaranis. O Governo de cada aldeia imitava a organização das cidades coloniais espanholas, sendo a sociedade dividida em classes, segundo o ofício. Artistas eméritos eram considerados em plano social superior, com prerrogativas quase de nobreza. A agricultura era exercida coletivamente, não havendo propriedade particular. Os instrumentos agrícolas utilizados também pertenciam à coletividade. O gado, fator primordial para o sustento dessas populações, era criado em campos (vacarias) afastados das aldeias, onde existiam boas condições climáticas e gramíneas de alto poder alimentício. Criavam também cavalos, ovelhas, cabras, galinhas, porcos etc. Dada a facilidade de aprendizagem, não houve problemas em ensinar aos índios as artes mecânicas em "oficinas" onde aprendizes trabalhavam sob a orientação de um " mestre". Todos os artífices trabalhavam para a comunidade e viviam da produção da comunidade. Extraía-se a erva-mate e madeira, praticava-se a metalurgia e se criava gado. Tendo aprendido a fazer mudas, os índios plantaram grandes ervais nas proximidades dos povoados. Com a madeira extraída, executavam obras de arte, especialmente peças sacras, como imagens, andelabros etc. Os "sete povos" eram formados pelas aldeias de São Francisco Borja (1682); São Nicolau (1687); São Luiz Gonzaga (1687); São Miguel Arcanjo (1687); São Lourenço Mártir (1690); São João Batista (1697); e Santo Ângelo Custódio (1707), município onde hoje podem ser encontradas as ruínas da igreja de São Miguel, conjunto tombado pela Organização das Nações Unidas - ONU, como patrimônio histórico da humanidade.

Enquanto floresciam os sete povos no oeste, o litoral era aos poucos ocupado pela penetração portuguesa. Em 1680 foi criada a colônia de Sacramento, às margens do rio da Prata (hoje cidade de Colonia no Uruguai). Fundada como local de contrabando, tornou-se um dos centros da guerra de fronteiras travada entre portugueses e espanhóis durante todo o século XVIII. Em 1726, os espanhóis fundaram a cidade de Montevidéu, a leste de Sacramento, também na margem esquerda do Prata, para diminuir a influência de Portugal na região e ampliar o controle da navegação no Prata. Depois de várias tentativas para conquistar Montevidéu, os portugueses fundaram o Forte Jesus Maria José, em 1737, atual cidade de Rio Grande, em território brasileiro. Os conflitos se encerraram apenas em 1777, com a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso, entre Portugal e Espanha, pelo qual ficou garantida a soberania espanhola sobre Sacramento e a posse de Rio Grande pelos portugueses. A região hoje correspondente ao Estado do Rio Grande do Sul teve sua fronteira definida apenas em 1801, após a assinatura do "Tratado de Badajoz".

A partir de 1824, começaram a chegar levas de imigrantes alemães para a região, o que diversificou a economia, antes baseada nas grandes estâncias de gado de corte. Os imigrantes instalaram-se em pequenas propriedades rurais, com produção agrícola diversificada, que passou a abastecer o Estado e ser exportada para as regiões vizinhas.

No século XIX, ocorreram ainda várias rebeliões no Rio Grande do Sul. A mais longa delas foi a Guerra dos Farrapos, produto de divergências entre defensores de ideais republicanos e federalistas. Durou dez anos (1835-45). A pacificação do Estado, após outras lutas civis, só ocorreu a partir de 1928, com o Governo de Getúlio Vargas, que mais tarde viria a ser presidente do Brasil.

1.2. Revolução Farroupilha

O movimento farroupilha rio-grandense fez parte de exigências locais e esteve inserido no jogo das questões nacionais e internacionais típicas da primeira metade do século XIX.

Naquela época, o liberalismo econômico estava derrubando estruturas antigas, calcadas nos monopólios e regimes políticos autoritários e absolutistas. O constitucionalismo surgia como fundamental à história da humanidade. No entanto, os processos de emancipação política e de formação do Estado Nacional brasileiro foram centralizadores e autoritários. Os regionalismos não foram respeitados. Não ocorreram autonomias tanto para interferirem na indicação dos administradores provinciais como na capacidade de legislar em assembléias regionais.

A Guerra dos Farrapos foi um movimento da classe dominante rio-grandense, em oposição ao centralismo exercido pela corte do Rio de Janeiro, e só.

A Guerra dos Farrapos tem garantido à historiografia oficial e à ideologia dominante extensa "galeria de heróis", muitas vezes equiparados aos semideuses, e a guerra equiparada a uma "epopéia". Outras vezes, os personagens são denunciados como "oportunistas", "contrabandistas", etc. Certamente os episódios históricos de 1835 a 1845 podem ensejar referenciais importantes à problemática de símbolos e identidades sociais e nacionais. Mas é necessário compreender que o movimento dos farroupilhas passou por análises teóricas relacionadas ao republicanismo, constitucionalismo e cidadania. Vários foram os pensadores que se ativeram aos temas, deixando registros dessas discussões. Mais do que isso, os "heróis" não podem ofuscar o que os farrapos não visualizavam: uma sociedade entravada, com uma pecuária debilitada, sem perspectivas de avanços no mercado altamente competitivo que se desenvolvia a partir do século XIX. Além disso, o movimento farroupilha lutou pelos interesses da classe dominante pecuarista rio-grandense, descaracterizando-se, portanto, uma visão mais abrangente, com justiça distributiva.

Bento Gonçalves da Silva, Bento Manuel Ribeiro, Davi Canabarro, Antônio de Souza Neto e muitos outros eram pecuaristas ou estavam envolvidos com a pecuária. Todos lutaram nas guerras empreendidas por lusos-brasileiros na bacia Platina, desde a conquista militar dos Sete Povos das Missões, passando pela Guerra Cisplatina. Depois de 1845, muitos continuaram lutando com os vizinhos platinos. Merece destaque a figura de um mercenário, Guiseppe Garibaldi, que também lutou ao lado de Rivera, no Uruguai, e participou das guerras pela unificação da Itália. Outros mercenários participaram da Guerra dos Farrapos ou estiveram engajados nas tropas inimigas (legalistas).Por dez anos, a guerra civil prejudicou o setor pecuarista. As perdas foram muito maiores do que os lucros políticos e econômicos do movimento. Os pecuaristas saíram mais endividados junto aos comerciantes e banqueiros. Propriedades rurais, gado e escravos foram perdidos e tornou-se muito difícil repô-los posteriormente. A paz honrosa de Poncho Verde, em 1845, acomodou as crescentes dificuldades dos farrapos, pois não interessava ao governo monárquico reprimir uma elite econômica. Aos oficiais do Exército farroupilha foram oferecidas possibilidades de se incorporarem aos quadros do Exército nacional. Líderes presos foram libertados e a anistia foi geral e imediata. Antes e depois da Guerra dos Farrapos, os rio-grandenses lutaram contra os platinos, defendendo militarmente os interesses da coroa portuguesa e, a partir de 7 de setembro de 1822, os da corte brasileira. Ou seja, interessava ao governo do Rio de Janeiro assinar o acordo de Poncho Verde porque a política externa brasileira ainda necessitaria dos serviços militares (sempre disponíveis) da Guarda Nacional formada por estancieiros e peões rio-grandenses.


2. Geografia


2.1. Localização

Localizado no extremo sul do País.

2.2. Limites

Norte: Estado de Santa Catarina
Leste: Oceano Atlântico
Sul: Uruguai
Oeste: Argentina.

2.3. Capital

Porto Alegre

2.3.1. Localização Geografia da Capital

Latitude: -30º 01’ 59”
Longitude: -51º 13’ 48”

2.4. Relevo

Seu relevo apresenta três regiões naturais, que podem ser facilmente identificadas: o Planalto Serrano, o Pampa e a Região Lagunar. O Planalto Serrano ocupa mais da metade do território do Estado, estendendo-se por toda a parte setentrional em direção ao sudoeste. Na região Serrana, localizada a nordeste, encontram-se altitudes de 900 a 1.000 metros, chegando a apenas 100 metros no vale médio do rio Uruguai. Na parte meridional apresenta ecarpas de cuestas, designadas pelo nome genérico de Coxilha Grande, que caem para a Depressão Central. Nessa parte do relevo do Estado podem ser encontradas extensas campinas e também regiões de florestas, onde predominam as araucárias e a vegetação da Mata Atlântica. O Pampa gaúcho localiza-se na parte centro-meridional do Estado e corresponde a um planalto de ondulações suaves, com altitudes inferiores a 500 metros. A Região Lagunar na costa atlântica apresenta paisagem de praias com dunas e restingas, além de enorme quantidade de lagunas, destacando-se entre as maiores, as Lagoas dos Patos, Mirim e Mangueira.

2.5. Clima

Predomina no Estado do Rio Grande do Sul o clima sub-tropical, sendo que na região do Planalto Serrano o clima é sub-tropical de altitude, com temperaturas médias inferiores a 20º C e chuvas abundantes, regularmente distribuídas. Devido à latitude, na região do Pampa Gaúcho as médias térmicas são inferiores a 18º C e as chuvas são relativamente escassas. A Região Lagunar do litoral caracteriza-se pela escassez de chuvas.

2.6. Hidrografia

Os rios que banham o Estado pertencem à bacia do Prata e o principal deles é o rio Uruguai, formado pela junção dos rios Canoas e Pelotas, na divisa do Estado do Rio Grande do Sul com o Estado de Santa Catarina. Destacam-se ainda os rios Taquari, Ijuí, Jacuí, Ibicuí e Camacuã.

2.7. Hora Local

A mesma em relação a Brasília.

2.8. Área Total Absoluta:

281.733,99 km2

2.9. Número Total de Municípios Existentes

497 Municípios?


3. População


3.1. Gentílico
Gaúcho ou sul-rio-grandense.

3.2. Números da População

3.2.1. População Total
10.187.798

3.2.2. População Urbana

8.317.984

3.2.3. População Rural

1.869.814

3.2.4. Número de Homens
4.994.719

3.2.5. Número de Mulheres

5.193.079


4. Economia


Na composição da economia destacam-se a agricultura e a pecuária, além de atividades industriais.

4.1. Agricultura

O Estado do Rio Grande do Sul é tradicionalmente conhecido como o celeiro do Brasil. Sua produção agrícola inclui as culturas de soja, trigo, arroz e milho.

4.2. Vitivinicultura

Tendo encontrado clima propício ao desenvolvimento da vitivinicultura, os imigrantes italianos que começaram a chegar ao Rio Grande do Sul a partir de 1875, introduziram esse tipo de cultivo no Estado, desencadeando o processo de produção artesanal de vinho. Hoje, a história da vitivinicultura nacional confunde-se com o processo de colonização da região nordeste do Rio Grande do Sul (Serra Gaucha), que é a maior produtora de vinho do País, especialmente nas cidades de Caxias do Sul, Farroupilha, Antonio Prado, Flores da Cunha, Bento Gonçalves, Garibaldi, Carlos Barbosa, Nova Milano, Nova Roma, São José do Ouro, São Marcos e Veranópolis.

A partir de meados de 1970, a indústria vitivinícola no Rio Grande do Sul passou por um processo de modernização que resultou em mudanças significativas no elenco varietal da produção de uvas do Estado. O Centro Nacional de Pesquisa de Uva e Vinho (CNPVU) da Embrapa, localizado em Bento Gonçalves, vem trabalhando há mais de dez anos em um programa que envolve a seleção de plantas no campo, formação de clones, técnicas de indexagem em casa de vegetação, testes sorológicos em laboratório e termoterapia, com o objetivo de obter matrizes livres de doenças disseminadas nos vinhedos. Como resultado do programa, a Embrapa dispõe hoje de oito hectares de matrizes certificadas de mais de 80 cultivares, que forneceram, em 1994, material vegetativo para um milhão de mudas. No que se refere à produção de uvas de mesa no Estado do Rio Grande do Sul, houve aumento considerável do cultivo de castas finas. Entre as castas brancas são mais cotadas as variedades riesling itálico e renano, chardonnay e gewurztraminer. Nos tintos, predomina o cabernet sauvignon, cabernet franc e merlot. Em 1994, foram comercializados 43.294.350 litros de vinho no Rio Grande do Sul, o que corresponde a 91% da produção nacional.

4.3. Pecuária
Na pecuária destacam-se as criações de bovinos, ovinos, eqüinos e suínos.

4.4. Extrativismo
Existem reservas minerais no Estado, especialmente cobre e calcário.

4.5. Indústria
Entre as atividades industriais do Estado do Rio Grande do Sul, destacam-se as indústrias de couro em geral, calçados, alimentícia, têxtil, madeireira, metalúrgica e química.


5. Culinária

A culinária do Rio Grande do Sul é influenciada por italianos e alemães, colonizadores do Estado. O grande destaque de suas comidas está na carne, preparada de diversas formas, sendo a mais famosa o churrasco acompanhado pelo arroz de carreteiro, não menos famoso.

Algumas Comidas Típicas:


Salgadas

· Arroz de carreteiro
· Carreteiro de pinão
· Chatasca
· Churrasco
· Coelho à caçarola
· Cola gaita
· Espinhaço de ovelha com batatas
· Guisado de charque com couve
· Marreco no espeto
· Paleta suína com farofa molhada
· Perdizes fritas à pelotense
· Pernil de cabrito assado
· Puchero
· Quebra-bico
· Revirado à boqueirão
· Roupa velha
· Siri no bafo
· Tatu recheado

Doces

· Ambrósia
· Arroz de Leite
· Cuca
· Papos de anjo
· Pudim de pão


6. Origem do Nome

6.1. Porto Alegre

Se não fosse José Marcelino de Figueiredo, talvez este texto estivesse sendo escrito não em Porto Alegre, mas no Porto dos Casais. E, se não fossem os casais, talvez esta coluna fosse produzida no Porto do Dorneles. E se Jerônimo de Ornelas não tivesse vindo da ilha da Madeira, certamente vocês estariam lendo um material produzido no Porto de Viamão. Afinal, Porto Alegre, a capital dos gaúchos, passou por outros três nomes antes de chegar ao atual.

O primeiro nome dado à região atualmente ocupada por Porto Alegre foi o de Porto de Viamão, ainda no século XVIII. Nessa época, ainda não havia um núcleo urbano, e os estancieiros da região usavam o Guaíba como meio de comunicação com Rio Grande e Rio Pardo. A região, conhecida como campos de Viamão, ainda era um distrito de Laguna (na atual Santa Catarina). O porto, por decorrência, era o Porto de Viamão.

Em 1740, entretanto, o porto passaria a ter outro nome. A área onde está a atual Porto Alegre foi concedida como sesmaria a Jerônimo de Ornelas Meneses de Vasconcelos, português nascido na ilha da Madeira. E o Porto passou a ser conhecido como Porto do Dorneles. O Porto propriamente dito ficava na foz de um riacho, onde atualmente fica a Ponte de Pedra do Largo dos Açorianos.

Esse nome, entretanto, teria vida curta. Em 1752 começaram a chegar, ao Rio Grande do Sul, os primeiros casais vindos das ilhas dos Açores. O governo português pretendia, ao incentivar a imigração desses casais, resolver dois problemas. O primeiro era o das ilhas dos Açores - que estavam superpovoadas. O segundo era o da ocupação do solo na extremidade sul do território brasileiro, uma zona considerada vital por se tratar do ponto de encontro entre os domínios portugueses e espanhóis na América do Sul.

Inicialmente foram acomodados na região do Porto do Dorneles sessenta casais. E esse núcleo de população, que deu origem a Porto Alegre, passou a servir como uma espécie de ponto de apoio para os novos casais imigrantes que chegavam, e que seguiam para outras partes do Rio Grande. E, é claro, em função dos casais, o Porto que era do Dorneles virou dos Casais.

O pequeno povoado ia se desenvolvendo bem. Mas, em 1763, uma guerra traria sua grande chance de crescimento. Os espanhóis invadiram a vila de Rio Grande, então capital do Rio Grande. E a sede da capital foi transferida para Viamão, pertinho do Porto dos Casais.

Dez anos depois, com o desenvolvimento do Porto e a sua óbvia posição estratégica nas margens do Guaíba, o então governador da Província, José Marcelino de Figueiredo, decidiu transferir a capital de Viamão para o Porto dos Casais. E, simultaneamente, mudou o nome de Porto dos Casais para Porto Alegre.

Por que escolheu esse nome? Ninguém sabe. Gostava dele, provavelmente, e lhe lembrava alguma das várias localidades portuguesas que trazem Porto Alegre no nome: Santana de Porto Alegre, na Ilha Terceira? Porto Alegre, no Alto Alentejo? Esse é um mistério que não será respondido.

6.2 Gaúcho

No início, quando toda a atividade se resumia à extração do couro do gado selvagem, os habitantes do Pampa eram designados como guascas, palavra que significa tira de couro cru.

Só mais tarde, por volta de 1770, vai aparecer o termo gaudério, aplicado aos "aventureiros paulistas que deserdavam das tropas regulares ara se tornarem coureadores e ladrões de gado".

Considerada pioneira nas pesquisas sobre o tema, a expressão “gaúcha" torna-se corrente nos documentos a partir de 1790, como sinônimo de gaudério e também para designar os ladrões de gado que atuavam nos dois lados da fronteira.

6.3. Rio Grande do Sul

Antigo nome da barra Rio Grande, o desaguadouro da lagoa dos Patos. O nome vem do canal que liga esta lagoa ao oceano. O apelido do Estado é Terra Gaúcha.


7. Turismo


7.1. Divisão do Estado em Regiões

Por causa da diversidade de paisagens e dos tipos de colonização, podemos dividir o turismo em regiões.

Central: apresenta influências alemãs e italianas aliadas ás tradições gaúchas. São exemplos as cidades de Cachoeira do Sul, que apresenta feiras e exposições mostrando sua riqueza; Santa Maria principal entroncamento feroviário gaúcho e a sede da primeira Universidade Federal brasileira fora das capitais; Quarta Colônia, criada em 1877; Mata, um verdadeiro museu ao ar livre, abrigando fósseis vegetais de 200 milhões de anos e de grande valor científico.

Hidrominerais: com influência de italianos, alemães, poloneses, suas belas paisagens, muito ar puro, trilhas, caminhadas e cavalgadas proporcionam momentos de relaxamentos. São exemplo Irai, Marcelino Ramos e Vicente Dutra que além do balneário abrigam jazidas de pedras semipreciosas e onde se pode pescar no Rio Uruguai, além de admirar o artesanato em vime, cipó e madeira e o dourado dos trigais maduros bailando nos campos.

Litoral Norte: inicia-se nas Dunas de Mostardas, junto à Lagoa do Peixe, e chega aos limites de Santa Catarina, sempre acompanhado pela Serra Geral. Abriga rios praias de água doce, mar aberto, lagoas e serra. Apresenta infra-estrutura turística desenvolvida e muitos ventos durante o ano, principalmente no verão. Bastante procurado para a prática de esporte. São exemplo as Praias de Torres e Atlântida.

Metropolitana: a Capital oferece uma diversidade grande de atrações, desde culturais, ecológicas até gastronômicas. Conta com centros de convenções, infra-estrutura hoteleira de alto nível, shoppings, aeroporto internacional, parques e um potencial gastronômico de qualidade internacional, com todas as tendências culinárias. Pode-se ver, também São Leopoldo, com traços e costumes europeus, assim como Novo Hamburgo, o maior centro calçadista do País.

Missões: local da colonização jesuítica, tem como principal atração as ruínas da Catedral em São Miguel, monumento tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. À noite, através de espetáculos de som e luz, sua história é revivida. Abriga um museu com desenhos indígenas, sinos e outras obras da arte missioneira. Pode-se ver os trigais e as lavouras de soja além do Rio Uruguai, com águas sobre o Salto de Yacumã, no Parque Estadual do Turvo, em Derrubadas.

Pampas: com grande influência dos países do Rio da Prata, aí encontramos o típico gaúcho com seus trajes tradicionais e seu linguajar próprio. Pode-se comer o churrasco de chão temperado apenas com sal grosso e dançar o fandango, sempre regados ao mate amargo, o chimarrão. Abriga diversos hotéis-fazendas que integram o Programa de Turismo Rural no Estado e ainda pode-se fazer compras nos free shops de Santana do Livramento e Uruguaiana.

Sul: com influência portuguesa, pode-se admirar os belos casarões e pequenos prédios coloniais, sempre contornando as lagoas. São exemplo as cidades de Pelotas, Rio Grande, Piratini e Jaguarão. Abriga balneário sossegado às margens da Lagoa dos Patos, local onde se pratica uma variedade grande de esportes náuticos. Entre as Lagoas Mirim e Mangueira, encontra-se a Reserva Ecológica de Taim.

Serra: talvez uma definição para esta região seja “A Europa no Brasil”. Vales, montanhas, pinheiras e parques, circundados por hortências, com o clima muito frio trazendo a neve, casas com lareira em estilo enxaimel, as cidades da zona da serras se destacam por seus vinhos e cantinas. Com influência alemã, serve fartas mesas no seu café colonial, com doces e tortas, chocolates e fondue. Local onde se acha malhas e artesanato. São exemplo Nova Petrópolis, Gramdo com seu famoso Festival de Cinema, Canela e São Francisco de Paula. O Itambézinho e a Fortaleza dos Aparados em Cambará do Sul, apresentam cânions cortando a paisagem dos campos de cima da Serra. Mantém infra-estrutura de primeira linha, oferece boas opções de hospedagem. Sob influência italiana, encontramos Caxias do Sul produzindo prataria; Garibaldi, o maior produtor de champanhe do País; Bento Gonçalves que produz vinho de mesa de qualidade; Antônio Prado, uma das cidades mais típicas da região, com 47 casas tombadas pelo Patrimônio Histórico. Nessa região, anualmente, se promove as Festas da Uva e do Vinho.

Vales: sob a influência portuguesa, açoriana e alemã, abrange o vale de diversos rios, entre eles o Rio Pardo. Abriga sobrados coloniais, igrejas onde há valiosas imagens barrocas, muitas delas esculpidas pelos índios e casas em enxaimel. Promove Festas do Chopp. São exemplos as cidades de Rio Pardo (uma das mais antigas do Rio Grande do Sul) e de Santa Cruz do Sul, núcleo de colonização alemã conhecida como Capital do Fumo.

7.2. Principais Cidades


Porto Alegre
A cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul, que mistura os ares cosmopolitas do século 21 com a forte tradição do gaúcho, figura típica do sul do Brasil, habituado à calma e à tranqüilidade do interior, está localizada em ponto estratégico dentro do Mercosul, sendo centro geográfico das principais rotas do Cone Sul, eqüidistante tanto de Buenos Aires e de Montevidéu, quanto de São Paulo e do Rio de Janeiro. Para quem chega em terras gaúchas, Porto Alegre é a porta de entrada para os principais atrativos turísticos da região

Gramado
Gramado é uma cidade muito mais que encantadora, localizada a 126Km de Porto Alegre. O charme das ruas floridas, os detalhes da arquitetura, o aconchego da hotelaria, o requinte da gastronomia, a qualidade dos produtos e serviços, a originalidade das colônias, a hospitalidade das pessoas, o cheiro da natureza, enfim, tudo em Gramado parece conspirar para que se viva momentos únicos de prazer. A cidade apresenta temperaturas abaixo de zero nos meses de Junho, Julho e Agosto, quando ocorrem nevascas.

Canela
Canela está situada na Serra Gaúcha, a 830 metros acima do nível do mar e apenas a 120 km de Porto Alegre. O símbolo maior do turismo da cidade é a Cascata do Caracol. Com uma queda d'água de 131 metros, é formada pelo arroio caracol e localiza-se no parque do mesmo nome, contando com uma infra-estrutura que oferece restaurante, lancheria, feira de artesanato, Estação Sonho Vivo, Projeto Lobo-Guará, trilha ecológica, churrasqueira e muita natureza. Além disso, o turista pode apreciar outras verdadeiras obras de arte da natureza, como o Pinheiro Grosso, o Parque da Ferradura e a Floresta Nacional do IBAMA.

Bento Gonçalves
Bento Gonçalves está localizada a 125 Km de Porto Alegre, entre vales e montanhas da Serra Gaúcha. Com uma paisagem tipicamente européia, o município ostenta o título de Capital Brasileira do Vinho e é um dos principais pólos moveleiros do Brasil, além de destacar-se também nos setores metalúrgico, plástico e alimentício. A cidade conta com total infra-estrutura e um moderno complexo de recepções e informações turísticas, para que seus visitantes possam desfrutar das belezas, música, gastronomia e da hospitalidade desse povo. Seu clima é Subtropical Úmido com temperatura máxima de 36ºC e mínima de -3ºC.

Caxias do Sul
Caxias do Sul é hoje, o pólo centralizador da região mais diversificada do Brasil, com seus laboriosos colonos, seus vastos parreirais, suas vinícolas, seu variado parque industrial e um comércio rico e dinâmico; dando a esta terra uma dimensão ainda maior, razão essa que "Caxias do Sul", a "Capital da Montanha", a "Pérola das Colônias", a "Colméia do Trabalho" é, por si só, o pólo centralizador da marca italiana no sul do Brasil. ...É, através da Uva e do Vinho, que Caxias se notabilizou, sendo o berço do turismo do Estado quando, em 1931, lançava a maior festa do sul: a Festa da Uva. Vinhos, uvas, frio e neve, aliados ao clima europeu destas montanhas, com muita gente bonita, comida farta, hospitalidade e muitos atrativos.

Garibaldi

Garibaldi, a terra do champanhe, está localizada a 105Km de Porto Alegre, numa área de 272 quilômetros quadrados, no Estado do Rio Grande do Sul. Garibaldi guarda em sua arquitetura antiga, nas igrejas que representam o centro dos povoados, nos capitéis de beira de estradas do interior, pedaços de sua história de origem e seu povoamento, privilegiadas em belezas naturais.

Nova Petrópolis
Nova Petrópolis, também conhecida como Jardim das Azaléias, é uma cidade tranquila e aconchegante localizada na Serra Gaúcha, uma das diversas comunidades que formam a chamada “Rota Romântica”. Com sua localização privilegiada, a 106Km de Porto Alegre, bem no meio dos mais tradicionais roteiros turísticos do Rio Grande do Sul, a Região das Hortênsias e a Rota da Uva e do Vinho, é uma cidade diferente, adaptada ao turismo. O clima da cidade é temperado, com geadas e invernos muito frios. Eventualmente acontecem quedas de neve, proporcionando um bonito espetáculo. A região de Nova Petrópolis é bastante conhecida e procurada por turistas nacionais e estrangeiros. Não apenas pela qualidade do seu clima ou pela natureza exuberante, mas, principalmente pelas manifestações culturais de seus habitantes, herdadas dos imigrantes alemães.


8. Curiosidades


8.1. Hino Riograndense

Como a aurora precursora do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro o precursor da liberdade.
Estribilho

Mostremos valor, constância, nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra.
Entre nós revive Atenas para assombro dos tiranos;
sejamos gregos na glória e na virtude, romanos.
Mas não basta pra ser livre ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude acaba por ser escravo.

8.2. Lagoa dos Patos

Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul,é a maior lagoa do mundo.Têm cerca de 10.000Km² de superfície.

8.3. Aviação

A aerovia comercial,no Brasil, teve seu início em 1927, no Rio Grande do Sul, com a Varig(Viação Aérea Rio-Grandense).

8.4. Chimarrão

Existem muitas lendas contando como foi que começou o uso da erva mate. Destas descrevemos uma:

Era sempre assim: a tribo de índios guarany derrubava um pedaço de mata, plantava a mandioca e o milho, mas depois de quatro ou cinco anos a terra se euxaria e a tribo precisava emigrar a terra além.Cansado de tais andanças, um velho índio, já mui velho, um dia recusou seguir adiante e prefere quedar-se na tapera. A mais jovem de suas filhas, a bela Jary ficou entre dois corações: seguir adiante, com os moços de sua tribo, ou ficar na solidão, prestando arrimo ao ancião até que a morte o levasse para a paz do Yvi-Marai. Apesar dos rogos dos moços, terminou permanecendo junto ao pai.descrevemos uma:Essa atitude de amor mereceu ter recompensa. Um dia chegou um pajé desconhecido e perguntou à Jary o que é que ela queria para se sentir feliz. A moça nada pediu, mas o velho pai pediu, "que renovadas forças para poder seguir adiante e levar Jary ao encontro da tribo que lá se foi".Entregou-lhe o pajé uma planta muito verde, perfumada de bondade, e ensinou que ele plantasse, colhesse, as folhas, secasse ao fogo, triturasse, botasse os pedacinhos num porongo, acrescenta-se água quente ou fria e sorvesse essa infusão, "terás nessa nova bebida uma nova companhia saudável mesmo nas horas tristonhas da mais cruel solidão". Dada a receita partiu.Foi assim que nasceu e cresceu a caá-mini. Dela resultou a bebida caá-y que os brancos mais tarde adotaram o nome de chimarrão.Sorvendo a verde seiva o ancião retemperou-se, ganhou força e pode empreender a longa viajada até o reencontro com seus. Foram recebidos com a maior alegria.E a tribo toda adotou o costume de beber da verde erva, amarguentinha e gostosa que dava força e coragem e confortava amizade mesmo nas horas tristonhas da mais total solidão.

O chimarrão é uma tradição gaúcha que acompanha a peonada do campo e da cidade diariamente, o clima quase sempre frio favorece a prática desse outro costume que além de gostoso é revigorante e também fraterno pois a cuia passa de mão em mão, dando seqüência nas trovas e conversas. E é ótimo parceiro do churrasco, pois é diurético e digestivo.


9. Danças Típicas


As danças estão impregnadas do verdadeiro sabor crioulo do Rio Grande do Sul, são legítimas expressões da alma gauchesca. Em todas elas está presente o espírito de fidalguia e de respeito à mulher, que sempre caracterizou o campesino rio-grandense. Todas elas dão margem a que o gaúcho extravase sua impressionante teatralidade.

Anú

HISTÓRIA: Dança típica do fandango gaúcho, o "Anú" divide-se em duas partes bastante distintas: uma para ser cantada e outra para ser sapateada. O período em que o Anú gozou de maior popularidade, no Rio Grande do Sul, foi em meados do século passado. A partir daí - tal como ocorreu como as demais danças do fandango - foi cedendo lugar às danças de conjunto que surgiam, ou se amoldou às características desta nova geração coreográfica. Em princípios de nosso século já estava em desuso na campanha rio-grandense, permanecendo seus vestígios, entre tanto, nos bailes dos mais afastados rincões da Serra Geral.

COREOGRAFIA: O Anú é legítima dança de pares soltos, mas não independentes.É dança grave mas ao mesmo tempo viva. Há um marcante que ordena as figuras e sapateados. Damos, abaixo, a suscessão das diversas partes que compõem o Anú rio-grandense; cada figura pode ser mandada repetir, pelo marcante, à voz de "Outra vez que ainda não vi! “.

Balaio

HISTÓRIA: Balaio é uma dança proveniente do Nordeste brasileiro. Em suas estrofes o Balaio relembra quadrinhas dos sertanejos. Por exemplo: "não quero balaio não"muito estranho ao linguajar gauchesco. Constitui-se em uma dança bastante popular em toda campanha do Rio Grande do Sul. O nome balaio origina-se pelo aspecto de cesto que as mulheres dão às suas saias quando o cantador diz:"Moça que não tem balaio, bota a costura no chão". A esta última voz as mulheres giram rapidamente sobre os calcanhares e se abaixam, fazendo com que o vento se embolse em suas saias.

COREOGRAFIA: Balaio trata-se de uma dança sapateada e, ao mesmo tempo, uma dança de conjunto. A coreografia se divide em duas partes, que correspondem às duas partes do canto. A formação da dança se procede da seguinte forma: forma-se duas rodas concêntricas uma dos homens e outra das mulheres. Cada peão fica de frente para sua respectiva prenda. Na primeira parte da dança há o passeio ao som do canto:"Eu queria ser Balaio, Balaio eu queria ser... , percorrendo o sentido da roda e, ao se encontrarem de novo as mulheres sarandeiam e os homens sapateiam ao som do canto:"Balaio meu bem, Balaio sinhá..." E a dança continua na repetição desta coreografia por mais três vezes.

Chimarrita

HISTÓRIA: A Chimarrita é uma dança que os colonos açorianos trouxeram para o Rio Grande do Sul na segunda metade do século XVIII. A partir de sua chegada, a Chimarrita foi adotando diferentes estilos coreográficos, chegando, até mesmo a apresentar a forma de pares enlaça- dos. Do Rio Grande do Sul, a dança passou para outros estados brasileiros, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, e também para as províncias argentinas de Corrientes e Entre-Rios.

Entre os campeiros do Rio Grande do Sul, a denominação mais usual dessa dança é "Chimarrita", enquanto nas províncias argentinas são as populares variantes "Chamarrita" e "Chamamé"

Quando os colonos açorianos, na segunda metade do século XVIII, trouxeram ao Rio Grande do Sul a"Chamarrita", esta dança era então popular no Arquipélago dos Açores e na Ilha da Mandeira. Desde a sua chegada ao Rio Grande do Sul, a "chamarrita" foi-se amoldando às subsequentes gerações coreográficas, e chegou mesmo a adotar, em princípios de nosso século, a forma de dança de pares enlaçados, como um misto de valsa e chotes.

Do Rio Grande do Sul (e de Santa Catarina) a dança passou ao Paraná, a São Paulo, bem como às províncias argentinas de Corrientes e Entre-Rios, onde ainda hoje são populares as variantes "Chamarrita" e "Chamame". A corruptela "Chimarrita" foi a denominação mais usual desta dança, entre os campeiros do Rio Grande do Sul.

COREOGRAFIA: Em seu feito tradicional, a "Chimarrita" é dança de pares em fileiras opostas. As fileiras se cruzam, se afastam em direções contrárias e tornam a se aproximar, lembrando as evoluções de certas danças tipicamente portuguesas.


10. Conclusão


Após desenvolver o trabalho de Informática Aplicada, pudemos descobrir coisas novas e muito interessantes sobre um estado, que é um exemplo de desenvolvimento, para outros estados e países seguirem.

Além de um povo muito alegre e bonito, o Estado do Rio Grande do Sul é muito rico em cultura, possui belíssimas paisagens, e mantêm o mais conservado possível suas tradições.


11. Bibliografia


www.mre.gov.br
www.brasilchannel.com.br
www.meubrasil.inf.br
www.viajetur.com.br
www.estado.rs.gov.br
www.turismo.rs.gov.br
www.riogrande.com.br
Livro “Barsa”
Livro “ Curiosidades” (Valdomiro Rodrigues Vidal)


Resumo


O Estado em questão, Rio Grande do Sul, está situado na região sul do país e tem como vizinhos o Estado de Santa Catarina, o Uruguai, a Argentina, e o Oceano Atlântico. É bastante conhecido, não só no Brasil mas também em todo o mundo, pela sua população gaúcha, suas tradições, seu palavreado e seu caráter acolhedor. Apresenta seis unidades morfológicas: planície litorânea, baixo platô cristalino, depressão central, planície da campanha, planalto arenito-basáltico e serra. O Estado apresenta características climáticas típicas de regiões subtropicais, distinguindo-se bem a presença de uma estação de inverno, com temperaturas baixas. As chuvas são bem distribuídas e os verões são quentes. Nas regiões altas, os invernos são rigorosos, com grande incidência de geadas e com nevadas ocasionais. Dois tipos de vegetação ocorrem no território gaúcho: campos e florestas, onde aparece a erva-mate, de grande importância para a economia regional. O Rio Grande do Sul foi o último dos Estados brasileiros a ser povoado, tendo contado em sua colonização com diversos contingentes estrangeiros (italianos, poloneses, russos e alemães).Quanto a economia do Estado destaca-se nos campos a pecuária; nas florestas, a agricultura. A criação é atividade tradicional no Estado, cujo rebanho bovino, é um dos maiores do Brasil. Na campanha, distingue-se a criação de ovinos para lã, de que o Rio Grande do Sul é o primeiro produtor nacional. Nas áreas coloniais criam-se porcos. O Estado é um dos mais importantes do Brasil em atividades agrícolas. O Rio Grande do Sul destaca-se ainda pela atividade fabril, sendo superado apenas por São Paulo. A área metropolitana de Porto Alegre é a principal zona industrial do Estado e uma das mais importante da Região Sul.

Autoria: Juliana Pete Silva

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