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  Matérias :: Geografia :: Países

 
  Autoria: Maygda


 

 

ARGENTINA

 

Introdução

    Com um território de 2.766.890 km2, a Argentina é o segundo maior país da América Latina, atrás do Brasil. Limita-se ao norte com a Bolívia e o Paraguai, a nordeste com o Uruguai e o Brasil, a leste com o Oceano Atlântico e a oeste com o Chile.

    Terra natal de Juan e Evita Perón, a Argentina se destaca por sua economia em desenvolvimento e política conturbada. No período de 1930 a 1983 o país foi governado por militares, que por diversas vezes suspenderam os direitos constitucionais.

    Os setores industriais e de serviços são os que mais se destacam atualmente na economia argentina. A Argentina também tem procurado incentivar o turismo, que proporciona muitos lucros ao país.

 

   Relevo

    A Argentina pode ser fisicamente dividida em quatro regiões principais : Pampas, Patagônia, Andes e

Nordeste. Os Pampas ocupam 25% do território argentino e são formados por planícies férteis localizadas na região leste e central do país. O solo desta região é o mais rico do mundo, totalmente sem

pedras, o que torna a agricultura extremamente produtiva. A vegetação nesta área é composta por gramíneas. Ao sul dos Pampas tem-se a Patagônia, constituída de platôs áridos recortados por desfiladeiros. O principal rio desta região é o Rio Colorado, e a vegetação é composta por arbustos e poucas árvores.

    A região dos Andes, a oeste do território, alcança altitudes de até 6960m no Pico de Aconcágua, o ponto mais alto do hemisfério ocidental. Ainda neste região encontra-se a Serra de Córdoba, com florestas e desertos a noroeste.

    A região Nordeste é composta pelas planícies do Chaco, coberta por florestas e savanas, a zona das Missões e as onduladas terras da Mesopotâmia, situada entre os rios Uruguai e Paraná.

 

   Clima

    O clima predominante no país é o temperado, porém há diversidade climática de acordo com a altitude da região. O Chaco apresenta altas temperaturas e umidade também elevada, enquanto a Patagônia, ao sul, possui clima frio e árido. Nas mais altas montanhas dos Andes o clima é glacial, cobertas de neve durante todo o ano.

 

   População

    A maioria dos argentinos é descendente de italianos (40%) e espanhóis (32%), e os mestiços representam apenas 9% da população. Os negros representam uma parcela mínima, e chegaram ao país para trabalharem como escravos durante o período de colonização.

    A população argentina apresenta um grande e rápido crescimento, o que eventualmente ocasiona problemas sociais. A maioria das pessoas mora na região metropolitana de Buenos Aires, a capital do país.

 

   Cultura

    A arte no país desenvolveu-se bastante apesar dos distúrbios políticos e econômicos do país, e as músicas, pinturas, esculturas e teatro argentinos destacam-se principalmente em Buenos Aires. Os eventos musicais da capital no Teatro Cólon, por exemplo, são famosos no mundo inteiro. A literatura argentina é composta por importantes nomes, entre eles Jorge Luís Borges e Manuel Puig.

 

   Religião

    A população argentina é em sua maioria (90%) composta de católicos, no entanto, há também protestantes (2%) e judeus (2%). A Igreja Católica foi estabelecida como oficial, e os presidentes e vice-presidentes do país devem ser católicos.

 

   História

1516 - chega à Argentina o primeiro europeu, o espanhol Juan Diaz de Solis;  

1526 - Sebastiano Caboto, impressionado com os ornamentos de prata que os índios usam, inicia a busca por metais preciosos. Não encontrando riquezas, o território argentino é esquecido pela Espanha, desinteressada;  

1536 - é fundada por Pedro de Mendoza a cidade de Buenos Aires, que em poucos anos é abandonada devido a seguidos ataques indígenas;  

1580 - Buenos Aires é restabelecida;  

1776 - criado o Vice-reinado de La Plata, incluindo Argentina, sudeste da Bolívia, Uruguai e Paraguai;  

1806 - Forças Britânicas ocupam Buenos Aires;  

1810 - no dia 25 de maio uma revolta em Buenos Aires depõe o rei e uma junta é criada para governar o país;  

1816 - o movimento liderado por Manuel Belgrano ganha forças e é proclamada a independência da Argentina em 9 de julho. O período pós-independência é marcado por contínua guerra civil;  

1835 - o federalista Juan Manuel de Rosas, governador de Buenos Aires, torna-se ditador, permanecendo no poder até 1852;  

1853 - adotada a atual Constituição;  

1862 - Buenos Aires torna-se uma província completamente integrada na estrutura federal;  

1879 - o presidente Júlio Roca expulsa os índios dos Pampas, permitindo o povoamento da região;  

1916 - Hipolito Irigoyen, do Partido Radical, torna-se o primeiro presidente argentino eleito através de voto popular. A Argentina permanece neutra na I Guerra Mundial;  

1930 - Irigoyen é deposto e os conservadores continuam no poder até 1943, quando um golpe militar estabelece uma ditadura no país;

    Durante a II Guerra Mundial a Argentina permanece neutra até março de 1945, quando declarou guerra à Alemanha. No ano seguinte, é eleito Juan Perón, com o apoio da Igreja e dos trabalhadores argentinos;

    Perón permanece 9 anos no poder. Tanto ele quanto sua segunda esposa, Eva Perón, tornam-se

extremamente populares na Argentina, apesar de problemas econômicos e sociais que se iniciam neste período. Em 1955, Perón é deposto pelas Forças Armadas e em 1973, após 18 anos no exílio, foi novamente eleito presidente;  

1974 - com a morte de Perón, assume a presidência sua terceira esposa e vice-presidente, Isabel Perón. Os Peronistas, nesta época, encontram-se divididos, e Isabel não consegue uni-los. Além disso, a inflação atinge índices altíssimos e Isabel acaba deposta em 1976. Os militares iniciam então a perseguição aos guerrilheiros de esquerda, torturando e assassinando milhares de pessoas;  

Em 1983, após a guerra entre a Argentina e a Inglaterra pela posse das Ilhas Malvinas, Raul Alfonsín, um civil do Partido Radical é eleito presidente. Em Junho de 1985, Alfonsín adota um plano econômico para conter a inflação, e o austral torna-se a nova moeda. Em 1987 e 1988 ocorrem rebeliões militares no país, contidas pelo governo;  

Em 1989 é eleito o Peronista Carlos Saul Menem, que restabelece laços com a Inglaterra em 1990 e cria um novo plano econômico em 1992. A economia apresenta melhoras, e Menem é reeleito em 1995.

 

   Política e economia

    A Argentina é uma república cujo presidente é eleito através de voto popular a cada 6 anos. A constituição em vigor é a de 1853, atualizada com emendas. O país é dividido em 23 províncias com certa autonomia, um território e a capital federal. O atual presidente é Carlos Menem, reeleito em 1995.  

    A economia argentina é baseada na indústria e na agricultura, e a pesca tem se desenvolvido bastante a partir da década de 60.

    A agricultura é realizada em cerca de 60% do território nacional, e os principais produtos são o trigo, milho e centeio. A pecuária também se destaca como uma das mais importantes atividades econômicas do país.  

    A indústria emprega 12% da força de trabalho na Argentina, e as principais são as de processamento de alimentos, têxtil, química, de petróleo e automóveis.  

    Os recursos minerais no país são escassos, exceto o petróleo e o carvão. A metade da eletricidade utilizada na Argentina provém de hidrelétricas. Além disso, o país é o líder latino-americano em energia nuclear devido a reservas substanciais de urânio.  

    A economia argentina foi bastante prejudicada a partir da década de 40 devido aos altos índices inflacionários e ao empréstimo de dinheiro internacional. Em 1985 e 1992 foram criados planos econômicos que visavam conter a inflação.

 

ARGENTINA

   GEOGRAFIA

Área:

área total: 2.766.890 km²

área terrestre: 2.736.690 km²

 

Extensão das fronteiras: total 9.665 km. Bolívia 832

km. Brasil 1.224 km. Chile 5.150 km. Paraguai 1.880

km. Uruguai 579 km

Costa: 4.989 km

 

Recursos naturais: plantas férteis dos Pampas, zinco, chumbo, estanho, cobre, ferro, manganês,

petróleo, urânio.

 

Uso da terra:

terra arável: 9%

plantações: 4%

campos e pastos: 52%

florestas: 22%

outro: 13%

Terra irrigada: 17.600 km² (1989)

  

   DEMOGRAFIA

População: 34.292.742 (Julho 1995)

População Urbana

 

Faixas etárias:

< 15 anos: 28% (mulheres 4.706.793; homens

4.903.589)

15 a 64 anos: 62% (mulheres 10.680.074; homens

10.689.728)

65 anos: 10% (mulheres 1.922.552; homens 1.390.006) (Julho 1995)

Taxa de crescimento populacional: 1,11% (1995) Taxa de natalidade: 19,51 nascimentos/1.000

pessoas (1995)

Taxa de mortalidade: 8,62 mortes/1.000 pessoas (1995)

 

Taxa de migração: 0,19 imigrante(s)/1.000 pessoas (1995)

Taxa de mortalidade Infantil: 28,8 mortes/1.000

nascimentos (1995)

 

Expectativa de vida ao nascer:

total População: 71,51 anos

homens: 68,22 anos

mulheres: 74,97 anos (1995)

Taxa de fertilidade: 2,65 nascimento/mulher (1995)

Divisão étnica: brancos 85%. Mestiços, índios e outros grupos 15%

 

Religiões: Católicos Apostólicos Romanos 90%

 

Línguas: Espanhol (oficial)

 

Taxa de alfabetização: a partir dos 15 anos, a maioria lê e escreve.

 

Total População: 95%

homens: 96%

mulheres: 95%

Força de trabalho: 10,9 milhões por ocupação: agricultura 12%. indústria 31%.

Serviços 57% (1985)

 

GOVERNO

Nomes:

oficial: República Argentina

nome: Argentina

oficial local: Republica Argentina

nome local: Argentina

Símbolo: AR

Tipo: republica

Capital: Buenos Aires

Divisões administrativas: 23 províncias e 1 distrito federal

Constituição: 1 Maio 1853

Sistema legal: uma mistura entre o sistema americano e o do Leste Europeu. Não é aceita a

jurisdição compulsória.

Sistema de voto: 18 anos de idade; universal

 

Executivo: chefe de estado e chefe de governo: Presidente: Carlos Saul MENEM (desde 8 Julho 1989)

gabinete: Gabinete; apontado pelo presidente

Legislativo: bicameral Congresso Nacional

Judiciário: Corte Suprema

  

   ECONOMIA

PIB

Produto Nacional Bruto: PNB - paridade de poder de compra - $270,8 bilhões (1994)

Produto Nacional Bruto taxa de crescimento real: 6% (1994)

Produto Nacional Bruto por pessoa: $7.897 (1994)

Taxa de inflação (preços ao consumidor): 3,9% (1994)

Taxa de desemprego: 12% (1994)

 

Orçamento:

receita: $48,46 bilhões

despesas: $46,5 bilhões.

Exportações: $15,7 bilhões (f.o.b. 1994)

 

Importação: $21,4 bilhões (c.i.f. 1994)

Dívida externa: $73 bilhões (Abril 1994)

Produção industrial: taxa de crescimento 12,5%

31% of PNB (1994)

Eletricidade:

capacidade: 17.330.000 kW

produção: 54,8 bilhões kWh

consumo por pessoa: 1.610 kWh (1993)

Indústrias: processamento de alimentos, motor de veículos, bens duráveis, têxtil, química e

petroquímica, imprensa e metalurgia.

Agricultura: 8% do PNB (incluindo pesca); produtos abundantes: comida e bens domésticos.

Moeda: 1 peso = 100 centavos

Taxa de câmbio: Pesos Argentinos por US$1 - 0,99870 (Dezembro 1994).

Ano fiscal: ano calendário

  

   TRANSPORTES

Ferrovias:

total: 34.572 km

Estradas:

total: 208.350 km

pavimentadas: 57.000 km

não pavimentadas: 39.500 km; estradas de terra 111.850 km

Vias fluviais: 11.000 km

Dutos: óleos crus 4.090 km; derivados de petróleo 2.900 km; gás natural 9.918 km

Portos: Bahia Blanca. Buenos Aires. Comodoro Rivadavia. Concepcion del Uruguay. La Plata. Mar del Plata. Necochea. Rio Gallegos. Rosario. Santa Fe. Ushuaia

 

Marinha mercante:

total: 44 navios (1.000 GRT ou maior) totalizando 434.525 GRT/667.501 DWT

 

Aeroportos:

total: 1.602

pavimentadas 3.047 m: 5

pavimentadas 2.438 a 3.047 m: 25

pavimentadas 1.524 a 2.437 m: 55

pavimentadas 914 a 1.523 m: 48

pavimentadas < 914 m: 703

não pavimentadas 3.047 m: 2

não pavimentadas 2.438 a 3.047 m: 1

não pavimentadas 1.524 a 2.438 m: 70

não pavimentadas 914 a 1.523 m: 693

  

   COMUNICAÇÕES

Sistema telefônico: 2.650.000 telefones

Rádio:

estações: AM 171. FM 0. ondas curtas 13

aparelhos: ND

Televisão:

estações: 231

aparelhos: ND

   DEFESA

Divisões: Forças armadas da Argentina.

Fator humano: homens com idade entre 15-49 - 8.573.780; homens que se enquadram no serviço


militar - 6.954.584; homens que alcançam a idade do serviço militar (20) - 301.166 anualmente (1995).

 

 

 

 


 

 

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