... Página inicial- FAQ / Ajuda- Add Favoritos


  Bibliotecas
  Biografias autores
  Dicas de estudo
  Dicionários
  Exercícios Prontos
  Mapas
  Personalidades
  Saiba fazer
  Sites de buscas
  Tradutores
  Universidades
  Vestibular
  Administração
  Artes
  Astronomia
  Biologia
  Contabilidade
  Corpo humano
  Direito
  Diversos
  Economia
  Educação física
  Engenharia
  Filosofia
  Física
  Geografia
  História
  Informática
  Inglês
  Matemática
  Medicina
  Português
  Psicologia
  Química
  Religião
  Sociologia
  Completos
  Resumos


BUSCA

 


Publicidade


Recomende


Sobre o site

Contato
-----------------------
Créditos
----------------------- Na mídia
----------------------- Objetivos
----------------------- Parceiros
----------------------- P. de privacidade
-----------------------
Publicidade


  Matérias :: Geografia :: Geral

  Autoria: Danilo C. Oliveira


 

Blocos Econômicos

São associações de países que estabelecem relações econômicas privilegiadas entre si. O primeiro bloco surge na Europa em 1957, com a criação da Comunidade Econômica Européia (CEE), atual União Européia (UE). Mas a tendência de regionalização da economia só se fortalece nos anos 90, com o fim da Guerra Fria. Na América se destacam o Nafta, o Mercosul e, em menor grau, o Pacto Andino e o Caricom; na Europa, a UE e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI); na África há o SADC; na Ásia, o Asean. Também está em fase de implantação o bloco transcontinental Apec, que reúne países da América e da Ásia, e continuam as negociações para a formação de um bloca abrangendo toda a América, o Alca.

Tipos de blocos

      Os blocos econômicos classificam-se em zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum e união econômica e monetária. Na zona de livre comércio, há redução ou a eliminação das taxas alfandegárias que incidem sobre a troca de mercadorias dentro do bloco. A união aduaneira, além de abrir mercados inteiros, regulamenta o comércio dos países-membros com nações externas ao bloco. Já o mercado comum garante a livre circulação de pessoas, serviços e capitais.

Principais Blocos Econômicos

ALCA - A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) surge em 1994 com o objetivo de eliminar as barreiras alfandegárias entre os 34 países americanos, exceto Cuba. O prazo mínimo para sua formação é de sete anos, quando poderá transformar-se em um dos maiores blocos comerciais do mundo. Com um produto interno bruto (PIB) total de 9,7 trilhões de dólares (1,2 trilhão a mais que a UE), os países da Alca somam uma população de 783,6 milhões de habitantes, o dobro da registrada na UE. Os Estados Unidos (EUA) propõem a implementação imediata de acordos parciais, com abertura total do mercado em 2006. Já o Brasil e o Mercosul prevêem dificuldades na adaptação de suas economias a essa integração e querem maior prazo para ajustes e que as discussões se aprofundem em vários aspectos, sobretudo a questão dos subsídios agrícolas aos produtores americanos.

UNIÃO EUROPÉIA - Originada da CEE, a União Européia é o segundo maior bloco econômico do mundo em termos de PIB: 8 trilhões de dólares. Formado por 15 países da Europa Ocidental, conta com uma população de 374 milhões. Em 1992 é consolidado o Mercado Comum Europeu, com a eliminação das barreiras alfandegárias entre os países-membros. Aprovado em 1991, em Maastricht (Holanda) o Tratado da União Européia entra em vigor em 1993. É composto de dois outros - o da União Política e o da União Monetária e Econômica, que estabelece a criação de uma moeda única. Há cinco pré-requisitos para que os países sejam admitidos na União Monetária e Econômica: déficit público máximo de 3% do PIB; inflação baixa e controlada; dívida pública de no máximo 60% do PIB; moeda estável dentro da banda de flutuação do Mecanismo Europeu de Câmbio; e taxa de juro de longo prazo controlada. No âmbito social são definidos quatro direitos básicos dos cidadãos da União Européia: livre circulação, assistência previdenciária, igualdade entre homens e mulheres e melhores condições de trabalho.

      Em 15 e março de 1999, todos os 20 integrantes da Comissão Européia - órgão executivo da União Européia - renunciam, depois que vários deles são acusados, pelo Parlamento Europeu, de irregularidades e apadrinhamento. Em maio, o Parlamento aprova a nomeação do ex-primeiro-ministro italiano Romano Prodi para a presidência da Comissão. Em junho os partidos de centro-direita obtêm a maioria nas eleições para o Parlamento Europeu. No mesmo mês, a União Européia chega a um acordo para lançar, em primeiro de julho de 2001, as negociações sobre livre comércio com o Mercosul.

      Implantação do euro - Onze países participam do lançamento da nova moeda em primeiro de janeiro de 1999: Alemanha, Äustria, Bélgica, Espanha, França, Finlândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda (Países Baixos) e Portugal. Inicialmente o euro será usado apenas em transições bancárias. Em 2002, as notas começarão a circular na Europa com poder legal para efetuar quaisquer pagamentos, e as moedas nacionais serão extintas.

      Com o euro, uma moeda européia forte lastreada em economias poderosas passa a competir com o dólar norte-americano no mercado internacional. Porém, o elevado desemprego na Europa, a desaceleração econômica da Alemanha, a guerra em Kosovo, e o aquecimento da economia norte-americana fazem o euro despencar, de janeiro a junho, quase 12% em relação ao dólar. Em meados de junho, a moeda se recupera.

      Três países - Reino Unido, Suécia e Dinamarca não aderem a essa primeira fase do euro, apesar de terem cumprido as exigências, por temer as conseqüências da perda de soberania que representa o fim da emissão de sua moeda própria. A Grécia não preenche as condições exigidas até março de 1998 e tem sua participação adiada. A União Européia negocia com outros 11 países protocolos de adesão ao bloco. Polônia, Hungria, Eslovênia, Estônia e Chipre podem ser admitidos a partir de janeiro de 2003, pois a situação de suas economias é considerada satisfatória. A República Tcheca, que anteriormente fazia parte dessa lista, deve antes melhorar a convivência com os ciganos: em 1999, uma cidade tcheca construiu um muro para mantê-los a distância, fato considerado inadmissível pela União Européia. Em 1997, a Turquia teve seu pedido de entrada recusado por desrespeito aos direitos humanos e à democracia. Em 2000 iniciam-se as negociações com Letônia, Lituânia, Eslováquia, Bulgária, Romênia e Malta.

      Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda (Países Baixos), Portugal, Reino Unido e Suécia.

MERCOSUL - Criado em 1991, o mercado Comum do Sul (Mercosul) é composto de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, nações sul-americanas que adotam políticas de integração econômica e aduaneira. A origem do Mercosul está nos acordos comerciais entre Brasil e Argentina elaborados em meados dos anos 80. No início da década de 90, o ingresso do Paraguai e do Uruguai torna a proposta de integração mais abrangente. Em 1995, instala-se uma zona de livre comércio. Cerca de 90% das mercadorias fabricadas nos países -membros podem ser comercializadas internamente sem tarifas de importação. Alguns setores, porém, mantêm barreiras tarifárias temporárias, que deverão ser reduzidas gradualmente. Além da extinção de tarifas internas, o bloco estipula a união aduaneira, com a padronização das tarifas externas para diversos itens. O Mercosul tem 209,2 milhões de habitantes e um PIB de 1,1 trilhão de dólares. Chile e Bolívia são membros associados e assinam tratados para a formação da zona de livre comércio, mas não entram na união aduaneira.

      Argentina x Brasil - O bloco enfrenta dificuldades com o conflito de interesses de Brasil e Argentina. Um dos principais pontos de atrito é o regime automotivo comum. Em dezembro de 1998 é assinada uma ata para criar um sistema de transição que vai de janeiro de 2000 a dezembro de 2004, quando haverá livre comércio de produtos do setor automobilístico entre os membros do Mercosul. Outra fonte de divergência é o açúcar: a Argentina quer manter seus produtores protegidos da concorrência com os brasileiros depois do ano 2000, quando deveriam ser abolidas todas as tarifas de importação. Para o governo argentino, o Brasil concede subsídios que tornam o produto nacional artificialmente mais competitivo.

      Os conflitos dos países vizinhos agravam-se em janeiro de 1999, quando o real se desvaloriza, o que provoca temores de uma invasão de produtos brasileiros na Argentina. Em junho, o presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e o da Argentina, Carlos Menem, anunciam a integração de políticas macroeconômicas dos dois países e dos demais membros do bloco. Entre as metas estão a uniformização das taxas de juros, do déficit público e dos níveis de inflação e adoção de uma moeda única.

      Em julho, a Argentina estabelece salvaguardas aos tecidos de lã e de algodão brasileiros e cria uma resolução que permite medidas de proteção contra seus parceiros comerciais. O Brasil contesta e leva o vizinho a julgamento na Organização Mundial do Comércio (OMC). No mês seguinte, a Argentina passa a exigir selo de qualidade para a entrada de calçados brasileiros no país. Em setembro, os produtores de sapatos das duas nações concordam em limitar a venda brasileira em 1,7 milhões de pares entre outubro e dezembro de 1999. O acordo também prevê uma cota de exportação de 4,4 milhões de pares para o Brasil no primeiro semestre de 2000. A eleição de Fernando de la Rúa, da União Cívica Radical, à Presidência da Argentina em outubro traz boas perspectivas para o Mercosul, pois seu partido é, historicamente, comprometido com a continuidade do bloco.

NAFTA - O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) é um instrumento de integração das economias dos EUA, do Canadá e do México, Iniciado em 1988 por norte-americanos e canadenses, o bloco recebe a adesão dos mexicanos em 1993. Com ele, consolida-se o intenso comércio regional da América do Norte e enfrenta-se a concorrência representada pela EU. O Nafta entra em vigor em janeiro de 1994, com um prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países.

Membros: Canadá, EUA e México.

OMC - A nova ordem econômica mundial e o sistema multilateral de comércio no pós segunda guerra mundial deram origem, em 1947, ao Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT). Sob o camando do GATT forma realizadas oito rodadas de negociações tarifárias, sendo a última delas realizada entre 1986 a 1993 no Uruguai a que deu origem a Organização Mundial do Comércio (OMC).

      A OMC iniciou seus trabalhos em 1995 e passou a ser a grande arena de negociação e regulamentação multilateral do comércio. A entidade conta hoje com 144 países membros, que representam mais de 95% do comércio externo mundial.

      No final de 2001 iniciou-se em Doha, no Catar, as primeiras rodadas rodadas de negociação sob o comando da OMC, que conservou os princípios do GATT, mas sua atribuições foram ampliadas com poderes de determinar sanções ou retaliações aos países membros.

      Segundo o Banco Mundial, 64% das decisões que a OMC tomou favoreceram as nações desenvolvidas.

 

 


 

<-Anterior

Página 1
Próxima->

Geografia geral - Geografia do Brasil - Exercícios resolvidos

 

Cola da Web.: É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, exceto em trabalhos escolares.