|
Clima
Introdução
Com o efeito de aumentar
nossos conhecimentos sobre os diversos fatores que alteram o
clima e conseqüentemente as condições de vida no planeta,
foi desenvolvido este trabalho.
Mostramos aqui os principais
distúrbios climáticos e algumas de suas causas e
conseqüências.
Ficará clara a importância de
se tomar atitudes contra a destruição do meio ambiente, pois
assim toda a vida na Terra será eliminada.
Distúrbios como El Niño, La
Niña, efeito estufa, chuva ácida e outros são as
conseqüências das descargas de poluentes expelidos de
indústrias, carros, usinas, etc, do desmatamento, queimas de
diversos materiais e outros fatores.
Iniciaremos falando da
poluição do ar, que é o principal fator de todas as
alterações do clima no Globo Terrestre.
Poluição do Ar
A queima de combustíveis
fósseis (nos transportes, na geração de energia elétrica e
na produção fabril) é o principal fator de poluição
atmosférica nos grandes centros urbanos e industriais,
emitindo poluentes como dióxido de carbono (CO2),
monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), aldeídos (R-CHO),
óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx),
material particulado (MP) e vapor de água (H2O).
O CO, liberado principalmente
do escapamento dos veículos, pode ser perigoso,
principalmente para pessoas com problemas cardiovasculares.
Isso porque o gás tem a capacidade de reagir facilmente com
a hemoglobina, e assim diminuir o volume de oxigênio no
sangue. Sua inalação causa vertigem, náusea e, em
quantidades elevadas, inconsciência e morte cerebral.
Já o CO2 não atua
de forma tão prejudicial, a não ser em grandes
concentrações. É, no entanto, o mais importante causador do
efeito estufa e tem relação direta com as alterações
climáticas registradas no planeta. Quanto aos HC e NOx, eles
ocasionam a formação do ozônio troposférico (O3).
Diferentemente do ozônio estratosférico, que protege de
longe a vida na Terra, filtrando parte da radiação solar, o
ozônio troposférico, localizado próximo à superfície
terrestre, interage diretamente com os seres vivos e, por
causa de seu poder oxidante, constitui perigoso agente
cancerígeno.
A crescente preocupação com os
efeitos das substâncias tóxicas tem produzido medidas
positivas, como a Convenção de Estocolmo, de 2001, que
proibiu a produção e o uso de 12 compostos químicos
classificados como poluentes orgânicos persistentes (POPs).
O acordo foi assinado por representantes de 90 países, entre
eles o Brasil, mas ainda não entrou em vigor. Os compostos
da "dúzia suja" (aldrin, clorano, mirex, dieldrin, DDT,
dioxinas, furanos, PCB, endrin, heptacloro, HCB, toxafeno)
causam câncer e má formação em seres humanos e animais, além
de outros males.
A
Chuva Ácida
As indústrias químicas e as
centrais térmicas jogam na atmosfera produtos
contaminadores, como os gases dióxido de enxofre e monóxido
de nitrogênio os quais, com a ajuda do ozônio das camadas
baixas da atmosfera, oxidam-se e, com a umidade da chuva,
convertem-se em ácidos que se espalham pela terra, águas,
árvores, plantações. O solo perde a fertilidade e os animais
terrestres, aquáticos e aves, acostumados com ambientes
limpos, não se adaptam a esses terrenos que perdem sua
vegetação natural.
A maioria das chuvas é
ligeiramente ácida por causa de uma pequena quantidade de
dióxido de carbono dissolvido na própria atmosfera e tem um
pH de 5,5. A chuva ácida tem um pH entre 5 e 2,2, e tem
efeitos corrosivos para a maioria dos metais, o calcário e o
papel. Pode cair a muitas centenas de milhas de onde se
formou, quando se torna uma solução diluída de ácidos
nítrico e sulfúrico. É letal à vida lacustre e prejudica as
florestas e os solos. Também corrói edifícios e pode ser
perigosa para a saúde dos seres humanos. O efeito é
intensificado pelo fato de a chuva ácida liberar metais
tóxicos, como cádmio e mercúrio, usualmente fixados no solo.
Ciclo da
Chuva Ácida
Inicialmente, é preciso
lembrar que a água da chuva já é naturalmente ácida. Devido
à uma pequena quantidade de dióxido de carbono (CO2)
dissolvido na atmosfera, a chuva torna-se ligeiramente
ácida, atingindo um pH próximo a 5,6. Ela adquire assim um
efeito corrosivo para a maioria dos metais, para o calcário
e outras substâncias.
Quando não é natural, a chuva
ácida é provocada principalmente por fábricas e carros que
queimam combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.
Desta poluição um pouco se precipita, depositando-se sobre o
solo, árvores, monumentos etc. Outra parte circula na
atmosfera e se mistura com o vapor de água. Passa então a
existir o risco da chuva ácida.
O gás carbônico (CO2)
expelido pela nossa respiração é consumido, em parte, pelos
vegetais, plâncton e fitoplâncton e o restante permanecem na
atmosfera.
Hoje em dia, a concentração de
CO2 no ar atmosférico tem se tornado cada vez maior, devido
ao grande aumento da queima de combustíveis contendo carbono
na sua constituição.
Tanto o gás carbônico como
outros óxidos ácidos, por exemplo, SO2 e NOx, são
encontrados na atmosfera e as suas quantidades crescentes
são um fator de preocupação para os seres humanos, pois
causam, entre outras coisas, as chuvas ácidas.
O termo chuva ácida foi usado
pela primeira vez por Robert Angus Smith, químico e
climatologista inglês. Ele usou a expressão para descrever a
precipitação ácida que ocorreu sobre a cidade de Manchester
no início da Revolução Industrial. Com o desenvolvimento e
avanço industrial, os problemas inerentes às chuvas ácidas
têm se tornado cada vez mais sérios. Um dos problemas das
chuvas ácidas é o fato destas poderem ser transportadas
através de grandes distâncias, podendo vir a cair em locais
onde não há queima de combustíveis.
Prejuízos e
Efeitos
Segundo o Fundo Mundial para a
Natureza, cerca de 35% dos ecossistemas europeus já estão
seriamente alterados e cerca de 50% das florestas da
Alemanha e da Holanda estão destruídas pela acidez da chuva.
Na costa do Atlântico Norte, a água do mar está entre 10% e
30% mais ácida que nos últimos vinte anos. Nos EUA, onde as
usinas termoelétricas são responsáveis por quase 65% do
dióxido de enxofre lançado na atmosfera, o solo dos Montes
Apalaches também está alterado: tem uma acidez dez vezes
maior que a das áreas vizinhas, de menor altitude, e cem
vezes maior que a das regiões onde não há esse tipo de
poluição.
Monumentos históricos também
estão sendo corroídos: a Acrópole, em Atenas; o Coliseu, em
Roma; o Taj Mahal, na Índia; as catedrais de Notre Dame, em
Paris e de Colônia, na Alemanha. Em Cubatão, São Paulo, as
chuvas ácidas contribuem para a destruição da Mata Atlântica
e desabamentos de encostas. A usina termoelétrica de
Candiota, em Bagé, no Rio Grande do Sul, provoca a formação
de chuvas ácidas no Uruguai. Outro efeito das chuvas ácidas
é a formação de cavernas.
Prejuízos para o homem
SAÚDE: A chuva ácida libera metais tóxicos que estavam no
solo. Esses metais podem alcançar rios e serem utilizados
pelo homem causando sérios problemas de saúde.
PRÉDIOS, CASAS, ARQUITETURA: a chuva ácida também ajuda a
corroer os materiais usados nas construções como casas,
edifícios e arquitetura, destruindo represas, turbinas
hidrelétricas, etc.
Prejuízos
para o meio ambiente
LAGOS: os lagos podem ser os mais prejudicados com o efeito
da chuva ácida, pois podem ficar totalmente acidificados,
perdendo toda a sua vida.
DESMATAMENTOS: a chuva ácida faz clareiras, matando duas ou
três árvores. Imagine uma floresta com muitas árvores
utilizando mutuamente, agora duas árvores são atingidas pela
chuva ácida e morrem, algum tempo após muitas plantas que se
utilizavam da sombra destas árvores morrem e assim vão indo
até formar uma clareira. Essas reações podem destruir
florestas.
AGRICULTURA: a chuva ácida afeta as plantações quase do
mesmo jeito que das florestas, só que é destruída mais
rápido já que as plantas são do mesmo tamanho, tendo assim
mais áreas atingidas.
Efeito Estufa
A
causa fundamental de todas as situações meteorológicas na
Terra é o Sol e a sua posição em relação ao nosso planeta,
não devendo entender-se por isto as variações estacionais
que ocorrem ao mesmo tempo que a Terra progride na sua
órbita anual. A energia calorífica fornecida pelo Sol afeta
diretamente a densidade do ar (o ar quente é mais leve do
que o ar frio), provocando assim todos os gradientes de
pressão importantes que causam o movimento do ar numa
tentativa para minimizar a distribuição deles. O movimento
constante da atmosfera depende, assim, do balanço de
energia, fator que temos de considerar sob dois aspectos: o
balanço, ou "orçamento", entre a Terra e o espaço, porque
este determina a temperatura média da atmosfera, e o
balanço, ou "orçamento", no seio da atmosfera em si, porque
este é a causa fundamental das condições meteorológicas.
O Sol emite radiação de onda
curta a uma razão que varia pouco, pelo que é designada
constante solar. Esta emissão fornece a energia para toda a
vida natural e movimentos no nosso planeta. Quando atinge a
Terra a radiação solar é refletida, retrodifundida e
absorvida por várias componentes: 6% é retrodifundida para o
espaço pelo próprio ar, 20% é refletida pelas nuvens e 4%
pela superfície do Globo. Deste modo, 30% da radiação
perde-se para o planeta por estes processos, que
coletivamente constituem o albedo. As nuvens absorvem 3% da
radiação solar restante, ao passo que o vapor de água, as
poeiras e outros componentes no ar contam para mais 16%. O
resultado de todas estas interferências atmosféricas é
garantir que apenas 51% da radiação solar incidente atinja
verdadeiramente a superfície do Globo.
Esta quantidade é apenas uma
média e dissimula na quantidade de radiação solar que chega
ao solo em diferentes pontos do planeta. Porque a Terra é
esférica, as regiões tropicais são atingidas por três vezes
mais radiação solar do que as regiões polares. Além disso,
devido à distribuição da nebulosidade, as regiões
equatoriais recebem somente mais metade da radiação solar do
que a recebida pelos desertos quentes e secos da Terra, onde
cerca de 80% da radiação total penetra na atmosfera atinge o
solo. E nas latitudes médias nubladas a radiação solar
recebida no solo é somente um terço da que se encontra nos
desertos.
A
entrada da radiação solar tem de ser equilibrada por uma
saída de calor enviado pela Terra, o que resulta de radiação
pela atmosfera.
Ao
contrário da radiação de onda curta, a radiação da Terra
ocorre sob a forma de onda longa e é por isso muito mais
absorvida pelo vapor de água e dióxido de carbono existentes
na atmosfera. Da radiação emitida pelo globo terrestre (a
parte sólida da Terra), cerca de 90% é absorvida pela
atmosfera, que irradia cerca de 80% de novo para o solo.
Deste modo, a atmosfera atua como uma cobertura ou como o
vidro de uma estufa, e daí o chamado efeito estufa. Como
resultado, apenas uma pequeníssima quantidade de radiação
terrestre se escapa diretamente para o espaço.
Tudo isso faz com que cada vez mais menos radiação seja
emitida de volta para o espaço. Quanto mais dióxido de
carbono e outros gases de efeito estufa ficarem presentes no
ar, mais radiação ficará sendo emitida de volta para a
Terra. Quanto mais isto acontecer mais a Terra irá ficar
quente. E se a temperatura global mudar um pouquinho, isto
poderá acarretar em uma série de problemas.
El Niño
Uma componente do sistema
climático da terra é representada pela interação entre a
superfície dos oceanos à baixa atmosfera adjacente a ele. Os
processos de troca de energia e umidade entre eles
determinam o comportamento do clima, e alterações destes
processos podem afetar o clima regional e global.
El Niño representa o
aquecimento anormal das águas superficiais e
sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A palavra El
Niño é derivada do espanhol, e refere-se à presença de águas
quentes que todos os anos aparecem na costa norte de Peru na
época de Natal. Os pescadores do Peru e Equador chamaram a
esta presença de águas mais quentes de Corriente de El Niño
em referência ao Niño Jesus ou Menino Jesus. Na atualidade,
as anomalias do sistema climático que são mundialmente
conhecidas como El Niño e La Niña representam uma alteração
do sistema oceano-atmosfera no Oceano Pacífico tropical, e
que tem conseqüências no tempo e no clima em todo o planeta.
Nesta definição, considera-se não somente a presença das
águas quentes da Corriente El Niño, mas também as mudanças
na atmosfera próxima à superfície do oceano, com o
enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para
oeste) na região equatorial. Com esse aquecimento do oceano
e com o enfraquecimento dos ventos, começam a ser observadas
mudanças da circulação da atmosfera nos níveis baixos e
altos, determinando mudanças nos padrões de transporte de
umidade, e portanto variações na distribuição das chuvas em
regiões tropicais e de latitudes médias e altas. Em algumas
regiões do globo também são observados aumento ou queda de
temperatura.
La Niña
O fenômeno La Niña, ou
episódio frio do Oceano Pacífico é o resfriamento anômalo
das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial Central
e Oriental. De modo geral, pode-se dizer que La Niña é o
oposto do El Niño, pois as temperaturas habituais da água do
mar à superfície nesta região, situam-se em torno de 25º C,
ao passo que, durante o episódio La Niña, tais temperaturas
diminuem para cerca de 23º a 22º C. As águas mais frias
estendem-se por uma estreita faixa, com largura de cerca de
10 graus de latitude ao longo do equador, desde a costa
Peruana, até aproximadamente 180 graus de longitude no
Pacífico Central.
Assim como o El Niño, La Niña
também pode variar em intensidade. Um exemplo dessa variação
é o intenso episódio de La Niña ocorrido em 1988/89,
comparado ao episódio mais fraco de 1995/96.
Outros nomes como "El Viejo"
ou "anti-El Niño" também foram usados para se referir a este
resfriamento, mais o termo La Niña ganhou mais popularidade.
Segundo o Centro Meteorológico Nacional dos Estados Unidos (NCEP),
ocorreram outros eventos de La Niña em 1904/05, 1908/09,
1910/11, 1916/17, 1924/25, 1928/29, 1938/39, 1950/51,
1955/56, 1964/65, 1970/71, 1973/74, 1975/76, 1988/89 e
1995/96.
Camada de Ozônio
Em setembro de 2000, o buraco
na camada de ozônio sobre a região da Antártica atingiu
tamanho recorde: 28,5 milhões de quilômetros quadrados, o
triplo da área dos Estados Unidos (EUA). Dois anos depois,
porém, o buraco havia diminuído para 15,6 milhões de
quilômetros quadrados e se dividido em dois. Essas mudanças,
porém, nada dizem sobre o futuro. Segundo a Organização
Meteorológica Mundial (OMM), a camada continuará frágil por,
no mínimo, uma década.
O aparecimento de buracos na
camada de ozônio é um processo natural. No hemisfério sul,
eles surgem e se dissipam durante a primavera, em virtude de
reações de destruição e produção de ozônio. A atividade
humana acentua, porém, esse mecanismo da natureza. As
emissões de substâncias químicas halogenadas artificiais,
entre elas os clorofluorcarbonos (CFCs), e o processo de
aquecimento global intensificam as reações químicas que
destroem o ozônio.
A estratosfera, situada entre
20 e 35 quilômetros de altitude, é composta basicamente de
ozônio, gás rarefeito constituído de moléculas com três
átomos de oxigênio. A formação dessa camada de ozônio, há
400 milhões de anos, foi crucial para o desenvolvimento da
vida na Terra. Ela funciona como uma espécie de filtro do
planeta, absorvendo parte da radiação ultravioleta B (UVB)
emitida pelo Sol. Sem essa proteção, a radiação diminuiria a
capacidade de fotossíntese das plantas e promoveria maior
desenvolvimento de doenças, como câncer de pele e catarata.
Conclusão
Após falar de alguns dos
problemas enfrentados pela humanidade em relação ao meio
ambiente, desfechamos este trabalho conscientes da doença
que sofre nosso planeta.
A poluição do ar interfere em
todos os ecossistemas causando modificações em seu clima,
solo, vegetação e outros fatores importantes para a vida.
Medidas já estão sendo tomadas
pelos países com o objetivo de diminuir as tensões causadas
pela poluição. Mas não adianta só assinar tratados. É
preciso que eles sejam cumpridos pelos países para que
realmente haja uma redução dos problemas causados pela
poluição.
Referências Bibliográficas
|