[Continuação]
Período de transição.
No
final do século XVIII o comércio se ressentiu da decadência
geral que estreitou cada vez mais o mercado consumidor. Houve
breves períodos de reação, em que a exportação excedeu a
importação e as estatísticas revelaram saldo favorável, mas
tornaram-se cada vez mais raras.
As
vilas pouco evoluíram em relação ao período inicial. Mesmo
Vila Boa, mais próspera, carecia de boas casas, de condições
sanitárias e de conforto. O ensino era precário, tanto em
sentido quantitativo quanto qualitativo: somente em 1788 chegaram
os primeiros professores, três de primeiras letras, para Vila
Boa, Meia Ponte e Pilar, dois de cultura latina e um de
retórica. A decadência dos arraiais mineiros provocou a
ruralização da vida, já presente à época do governo de Cunha
Meneses.
O
desenvolvimento da agricultura tornou-se imperioso, não só para
abastecer o mercado interno, despojado de condições para
importação, mas também como veículo de intensificação do
comércio externo, capaz de dar combate à estagnação da
capitania. O comércio era dificultado pelos transportes
deficientes e pelos impostos. A partir da década de 1780, quando
caíram as barreiras restritivas, a navegação fluvial
apresentou-se como meio capaz de propiciar novas condições de
vida, fundamentadas no intercâmbio mais efetivo com o exterior,
mas de resultados pouco compensadores.
Da
instalação da corte portuguesa no Rio de Janeiro à
independência (1808-1822), a política governamental delineou-se
rumo à integração e valorização dos domínios portugueses.
Objetivava-se então reerguer as capitanias do Centro-Oeste por
meio do aproveitamento técnico das vias fluviais, da renovação
das técnicas agropecuárias e da pacificação e utilização do
indígena como mão-de-obra.
Iniciou-se
então um novo surto de expansão territorial, determinado por
algumas novas descobertas auríferas, pelo progresso da pecuária
e pela necessidade de conter o indígena, um dos principais
entraves ao estabelecimento regular da navegação e do comércio
fluviais. Fracassaram as sucessivas tentativas de incremento das
sociedades mercantis, quer pelas dificuldades geográficas, quer
pela natureza dos produtos agropecuários exportáveis, que não
atraíam os comerciantes paraenses mais interessados no ouro, já
então inexistente.
Movimentos
separatistas.
No
início do século XIX, Goiás foi obrigado a ceder áreas de seu
território às províncias do Maranhão e de Minas Gerais. Pelo
alvará de 18 de março de 1809, o norte foi desmembrado da
ouvidoria sediada em Vila Boa e constituiu-se em comarca, com
sede em São João das Duas Barras. O isolamento levou-o a
desligar-se paulatinamente do sul e a vincular-se comercialmente
ao Maranhão e ao Pará. A tendência à secessão, já latente,
materializou-se após a revolução constitucionalista do Porto,
que chegou ao conhecimento dos goianos em 24 de abril de 1821.
Em
Natividade, em 14 de setembro, foi proclamada uma junta
provisória, que se recusou a aceitar ordens de Vila Boa.
Aderiram os antigos arraiais de mineração do norte, cujos
eleitores não compareceram para a escolha do governo
provisório, em 8 de abril de 1822, em Vila Boa. A junta de
Natividade considerou ilegal o novo governo. Palma, alegando ter
sido sempre abandonada pelo sul, constituiu-se em província
autônoma. As lutas pela liderança do movimento provocaram
cisão entre Palma e Natividade e enfraqueceram o movimento, que
acabou por ser debelado em 1823.
As
características mais relevantes do período monárquico foram a
busca de soluções para os problemas econômico-financeiros e
para a pacificação social. O comércio fluvial e as atividades
agrárias foram incentivados. A pecuária passou a representar o
sustentáculo econômico da província, motivando a penetração
de novas levas humanas no território goiano: baianos,
maranhenses, piauienses, mineiros e paulistas. A agricultura,
até a segunda metade do século, tinha ocupado posição
secundária. Foram exceções as culturas do fumo, de Natividade
e Meia Ponte, e do café, em diversas regiões. Desenvolveu-se a
indústria de couros. Até o final da quarta década, a
província experimentou um lento progresso, que não chegou a
representar dinamização em sentido global.
Caetano
Maria Lopes Gama foi o primeiro presidente de Goiás nomeado pelo
imperador (1824). Seu sucessor, Miguel Lino de Morais (1827), ao
ver que nada era possível realizar por falta de recursos,
incentivou o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.
Graças a essa medida, houve produção em larga escala de
algodão, fato que levou o presidente à criação, em 1828, de
uma fábrica de tecidos, primeiro estabelecimento manufatureiro
de Goiás.
Logo
em seguida, com o objetivo de facilitar a aquisição de
instrumentos agrícolas, Lino de Morais incrementou o
estabelecimento de uma fábrica de ferro em São José de
Mossâmedes. Mandou à pacificação dos indígenas,
principalmente caiapós e canoeiros, a índia Damiana da Cunha,
que se tornou famosa por seu heroísmo e abnegação nas lutas
pela catequese.
Lutas
regionais.
Foi
Lino de Morais o primeiro a compreender e expor, por ocasião da
instalação do Conselho Geral em 1830, a necessidade de mudança
da capital goiana, o que só veio a efetivar-se um século
depois. Isso foi causa de animosidades e conspirações contra
seu governo, que terminaram com sua deposição, em 14 de agosto
de 1831, por um golpe político-militar.
Nos
governos seguintes, pela primeira vez ocupados por goianos --
José Rodrigues Jardim, padre Luís Gonzaga de Camargo Fleury e
José de Assis Mascarenhas -- especial atenção foi dada ao
problema da instrução pública. Multiplicou-se a partir de
então o número de escolas primárias em todo o território da
província. Em 1835 iniciou-se a publicação do Correio Oficial,
que por mais de um século divulgou os atos governamentais e
matérias de interesse geral. Antes desse jornal, havia circulado
em Meia Ponte, durante mais de três anos, o Matutina
Meia-Pontense, primeiro órgão da imprensa goiana, fundado em
1830.
A
elevação paralela do nível educacional preparou o ambiente
para a criação, em 1846, do Liceu de Goiás. Tais
empreendimentos foram prova do esforço dos presidentes da antiga
província, dos quais há que destacar, além dos citados, o
comendador Antônio de Pádua Fleury, Olímpio Machado, José
Martins Pereira de Alencastre e João Bonifácio Gomes de
Siqueira. Percebe-se, porém, por seus relatórios e memoriais,
que se obstinavam em impulsionar a navegação do Araguaia (da
mesma forma que antes os sucessivos governadores da capitania
teimavam em incrementar a exploração do ouro) em detrimento de
outras medidas administrativas.
A
população, que no final do século XVIII se mostrava
estacionária e que em 1837 fora estimada em 117.000 habitantes,
atingiu em 1872 a casa de 160.000. A progressiva decadência de
Vila Boa após o surto mineratório levou o presidente José
Vieira Couto de Magalhães a defender a mudança da capital para
a região do Araguaia (Leopoldina), em 1863. Graças a sua
atuação, concretizou-se o intercâmbio regular com o Pará, com
o estabelecimento da navegação a vapor do Araguaia, em 1868 e,
posteriormente, do Tocantins, até Belém.
Em
1865, Goiás se viu na contingência de enviar tropas ao sul de
Mato Grosso, então invadido pelo exército paraguaio. Goiás
participou ativamente da guerra do Paraguai, na condição de
fornecedora de tropas e de víveres para os combatentes.
O
presidente Augusto Ferreira França mandou para o campo de guerra
um batalhão de infantaria, um esquadrão de cavalaria e ainda um
batalhão de voluntários goianos. Terminada a guerra, seguiu-se,
até a proclamação da república, um período sem
acontecimentos merecedores de menção, em vista da
descontinuidade administrativa ocasionada pela sucessiva mudança
de quadros dirigentes, como resultado da instabilidade da
política liberal e conservadora que caracterizou os últimos
anos do segundo império. Em compensação, a partir de 1870
houve um florescimento das atividades literárias e
jornalísticas, graças à atuação de Félix de Bulhões,
poeta, jornalista e líder abolicionista.
A
partir da década de 1860 a província progrediu também
economicamente, devido sobretudo ao crescimento do rebanho bovino
e à expansão da agricultura. A indústria de couros prosperou,
juntamente com o início da fabricação de tecidos de algodão,
graças à abundância de matéria-prima. Existiam já em 1861
cerca de 1.500 teares. No município de Formosa, começaram a ser
fabricados implementos agrícolas de ferro.
Primeira
república.
A
república não trouxe modificação sensível ao panorama geral
da vida goiana. Logo depois da promulgação da constituição de
1891, uma expedição chefiada por Luís Cruls demarcou uma área
pertencente ao estado de Goiás, no planalto central, como ponto
ideal para a localização da sede do governo brasileiro. O
grande estado mediterrâneo, quase isolado do resto do país,
tinha sua principal fonte de riqueza na atividade agropecuária,
que não se arruinara ou se modificara com a deficiência de
braços resultante da abolição da escravatura.
Do
final do período monárquico até 1930, o povoamento se
intensificou graças à atividade rural e à expansão das
ferrovias, que facilitaram o intercâmbio comercial com o sul e
contribuíram para o povoamento das regiões sul, sudeste e
sudoeste do estado. Novos povoados se formaram a partir de 1888
e, até 1930, constituíram-se 12 novos municípios.
A
população, que em 1890 era de 225.000 almas, duplicou em trinta
anos. O norte ainda era a região menos povoada. Em 1924 foi
tentada pela primeira vez, embora sem sucesso, a colonização
européia, com o estabelecimento da colônia alemã de Uvá e
Itapirapuã. A navegação fluvial, que havia prosperado no
século anterior, ainda foi intensa nos primeiros anos da
república, principalmente em função do abastecimento dos
seringais da Amazônia. As comunicações com o sul melhoraram à
medida que se expandiam os trilhos. Até o final da primeira
década do século, o intercâmbio se fazia por Araguari, para
onde os produtos goianos eram levados em lombo de burros.
Em
1913 Goiandira passou a ser servida pela estrada de ferro, mas
somente em 1930 esta se estendeu até Bonfim (Silvânia). Em
1926, um século após a construção do Hospital São Pedro de
Alcântara de Vila Boa (1825), foi instalado o segundo hospital
do estado, em Anápolis (Hospital Evangélico Goiano).
Coronelismo.
Em
decorrência da agropecuária extensiva formaram-se os
latifúndios, com suas implicações econômicas e sociais. No
campo predominaram características semifeudais. No norte,
região mais desabitada, reinou certa instabilidade, motivada
pelo banditismo de jagunços e pela luta dos coronéis.
Com
a república, os clãs que se formaram ao longo do império, já
então depositários do poder econômico, dominaram a vida
política. Os vícios eleitorais e o coronelismo, decorrentes da
estrutura econômica e social, somados à "política dos
governadores" implantada por Campos Sales, deram origem às
oligarquias dos coronéis, já consolidadas em 1920 e que se
sucederam até 1930: José Leopoldo de Bulhões Jardim, José
Xavier de Almeida, Eugênio Rodrigues Jardim e Antônio Ramos
Caiado. O personalismo desses chefes, que se sobrepunham aos
poderes legislativo e judiciário, e as relações de vassalagem
pelo voto caracterizam a política da época. A oposição se
estruturou em função das contradições interpartidárias, da
reação no plano nacional, pelos movimentos de 1922 e 1924 e do
contato com o tenentismo do sudoeste goiano. Sua liderança foi
assumida por intelectuais e liberais aliados aos políticos
dissidentes. Coligaram-se os movimentos aliancistas, e, com a
vitória da revolução de 1930, a máquina eleitoral e
administrativa cheia de falhas, que dominava o estado havia mais
de trinta anos, começou a ser desarticulada. A intensificação
da interiorização e a dinamização econômica caracterizaram o
período posterior a 1930.
Nova
capital.
A
partir da década de 1930, o estado entrou numa fase de real
prosperidade. O novo governo, chefiado por Pedro Ludovico
Teixeira, escolheu como meta inicial a mudança da capital do
estado. Em dezembro de 1932 foi decretada a mudança de sede do
governo para um local próximo da cidade de Anápolis, que iria
receber em breve a Estrada de Ferro de Goiás.
Com
poucos recursos, baseada num empréstimo concedido pelo Banco do
Brasil, iniciou-se a construção da nova capital, a que foi dado
o nome de Goiânia, de acordo com projeto do engenheiro Atílio
Correia Lima e do urbanista Armando de Godói. Em março de 1937,
já concluídos os principais edifícios públicos e algumas
casas de moradia, foi decretada a transferência da capital,
inaugurada em 1942.
A
construção de Goiânia coincidiu com a instalação, pelo
governo federal, de colônias agrícolas em várias regiões do
estado, como decorrência da política da marcha para o oeste.
Desse modo, constituíram-se cidades novas como Ceres, Rialma,
Uruana, Britânia e outras, as duas primeiras fundadas pelo
engenheiro Bernardo Saião Carvalho Araújo, que foi mais tarde
encarregado pelo presidente Juscelino Kubitschek de comandar a
construção de Brasília.
Modernização.
A
transferência da capital do estado para Goiânia; a chegada da
estrada de ferro a Anápolis, permitindo o adensamento
populacional do sul; a programação da expansão agrícola pelo
governo federal com a criação da Colônia Agrícola Nacional de
Goiás, em 1941; e a escolha do planalto central, por
determinação da constituição de 1946, para sede da nova
capital do Brasil, concretizada com a inauguração de Brasília
-- tudo isso representa alguns dos condicionamentos mais
relevantes do processo de modernização de Goiás.
A
eletrificação, empreendida pela Celg com recursos do estado,
contribuiu para o aceleramento da urbanização e o início da
industrialização, bem como trouxe novos atores à cena
política, embora predominasse ainda a liderança da
agropecuária na representação legislativa e executiva. Eleito
em 1961, Mauro Borges Teixeira, filho de Pedro Ludovico Teixeira
e militar de carreira, foi o primeiro governante goiano a tentar
o planejamento econômico e administrativo do estado. O plano
tinha como bases a exploração do potencial mineralógico, por
meio da Metais de Goiás S.A. (Metago); o aproveitamento
industrial das riquezas extrativas e dos produtos agrícolas; e o
aumento da produtividade agrícola mediante o aprimoramento
técnico.
Como
tivesse participado da resistência ao golpe militar de 1964,
Mauro Borges teve seu mandato cassado, foi reformado no posto de
coronel e viu seus direitos políticos suspensos por dez anos. O
governo do estado ficou entregue, até 1965, a um interventor, o
coronel Carlos Meira Matos. Sucederam-se os governos de Otávio
Laje de Siqueira, Leonino de Ramos Caiado, Irapuã Costa Júnior
e Ari Ribeiro Valadão. Em 1983, Íris Resende Machado retomou a
política inaugurada por Mauro Borges, de grandes obras de
infra-estrutura como condição para propiciar a entrada de
investimentos e dinamizar a extração de riquezas minerais,
multiplicar a produção agrícola e fomentar a
industrialização do estado. No governo de seu sucessor,
Henrique Santillo, ocorreu em Goiânia o trágico episódio da
abertura clandestina de uma cápsula de césio 137, que provocou
a morte de quatro pessoas e contaminou centenas de outras. No ano
seguinte, a Assembléia Nacional Constituinte criou o estado de
Tocantins por desmembramento do norte do estado de Goiás, que
assim perdeu 277.322km2 de seu território.
Em
1991, Íris Resende assumiu pela segunda vez o governo do estado
e obteve do governo federal, pelo patrimônio transferido para o
estado de Tocantins, uma indenização que foi investida na
construção de casas populares e na recuperação de estradas
vicinais. Por decisão da Comissão Nacional de Energia Nuclear
(CNEN), o lixo radioativo proveniente do acidente radiológico
passou a ser guardado em depósito especial, construído no
município de Abadia, a vinte quilômetros de Goiânia.
Cultura
Entidades
culturais.
O
estado conta com duas grandes instituições de ensino superior:
a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Católica de
Goiás, ambas sediadas na capital. Entre as entidades culturais,
destacam-se a Academia Goiana de Letras, fundada em 1930, a
seção goiana da União Brasileira de Escritores, a Academia
Feminina de Letras e Artes de Goiás, a Agremiação Goiana de
Teatro e o Instituto
Histórico
e Geográfico de Goiás.
Dentre
as bibliotecas existentes no estado, destacam-se as da
Universidade Federal de Goiás, a maior das quais é a da
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Das bibliotecas
mantidas pelas entidades culturais, a mais importante é a do
Instituto Histórico e Geográfico. O Departamento Estadual de
Estatística e a Delegação da Fundação IBGE mantêm
bibliotecas especializadas, e a Prefeitura de Goiânia, a
Biblioteca Pública Municipal.
Museus.
Entre
os museus destacam-se, em Goiânia, o Museu Professor Zoroastro
Artiaga, pertencente ao estado, com coleções de zoologia,
mineralogia e peças indígenas; o Museu Antropológico do
Instituto de Ciências Humanas e Letras, com peças indígenas,
especialmente das tribos carajás, craôs e caiapós; e o Museu
Ornitológico, particular, que dispõe de peças provenientes de
outros países. A prefeitura municipal de Cristalina mantém um
pequeno museu com exemplares de minérios, animais e madeiras da
região, no qual se destacam as pedras preciosas e semipreciosas,
em bruto e lapidadas pelos alunos da escola existente na cidade.
Acervo
arquitetônico.
O
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tombou
praticamente todo o conjunto arquitetônico da cidade de Goiás,
na qual se destaca a praça Monsenhor Confúcio, os antigos Paço
Municipal e Palácio dos Governadores, várias igrejas e capelas.
Entre outros monumentos importantes figuram, em Niquelândia, a
igreja de Nossa Senhora do Rosário; em Pilar de Goiás, o
conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade; e em
Pirenópolis, a matriz de Nossa Senhora do Rosário (1728).
Folclore.
Entre
os festejos folclóricos tradicionais do estado, destacam-se as
festas do Divino Espírito Santo, de Santana, do Senhor Bom Jesus
da Lapa e de Nossa Senhora do Rosário. Entre as danças
populares, o congado (auto popular), o cururu (dança com canto
em desafio), o maribondo, o quebra-machado e o recortado (dança
popular sapateada).
Turismo.
As
principais atrações para apreciadores de arte e arquitetura
estão nas cidades de Goiás, antiga capital do estado, Pilar de
Goiás, Pirenópolis e Goiânia. Caldas Novas, estância
hidromineral muito procurada, apresenta piscinas naturais, grutas
e uma lagoa com água à temperatura de 38o a 42o C.
No
município de Paraúna, no sudoeste do estado, encontram-se na
serra do Caiapó extensas muralhas de pedra, trabalhadas pelo
vento, que simulam grandiosa cidade em ruína. Outros pontos de
interesse são as minas de cristal-de-rocha de Cristalina, bem
como, para os apreciadores da caça e da pesca, certos trechos do
rio Araguaia com torneio de pesca; o lago Azul, na represa do rio
Paranaíba, no município de Três Ranchos; as termas de
Cachoeira Dourada e o centro de lazer de Pico dos Pireneus.