Hidrografia Brasileira
Hidrografia é a área ocupada por
um rio principal e todos os seus tributários, cujos limites
constituem as vertentes, que por sua vez limitam outras
bacias. No Brasil, a predominância do clima úmido propicia uma
rede hidrográfica numerosa e formada por rios com grande
volume de água. As bacias hidrográficas brasileiras são
formadas a partir de três grandes divisores:
·
Planalto
Brasileiro
·
Planalto das
Guianas
·
Cordilheira dos
Andes
O Brasil é dotado de uma vasta e
densa rede hidrográfica, sendo que muitos de seus rios
destacam-se pela extensão, largura e profundidade. Em
decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de
planalto que apresentam em seu leito rupturas de declive,
vales encaixados, entre outras características, que lhes
conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica.
Quanto à navegabilidade, esses rios, dado o seu perfil não
regularizado, ficam um tanto prejudicados. Dentre os grandes
rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são
predominantemente de planície e largamente utilizados para a
navegação. Os rios São Francisco e Paraná são os principais
rios de planalto. De maneira geral, os rios têm origem em
regiões não muito elevadas, exceto o rio Amazonas e alguns de
seus afluentes que nascem na cordilheira andina.
Ressaltam-se oito grandes bacias
hidrográficas existentes no território brasileiro; a do Rio
Amazonas, do Rio Tocantins, do Atlântico Sul, trechos Norte e
Nordeste, do Rio São Francisco, as do Atlântico Sul, trecho
leste, a do Rio Paraná, a do Rio Paraguai e as do Atlântico
Sul, trecho Sudeste.
Bacias Hidrográficas
Brasileiras
Bacia Amazônica
É a maior bacia hidrográfica do
mundo, com 7.050.000 km², sendo que 3.904.392,8 km² estão em
terras brasileiras. Seu rio principal (Amazonas), nasce no
Perú com o nome de Vilcanota e recebe posteriormente os nomes
de Ucaiali, Urubamba e Marañon. Quando entra no Brasil,
passa-se a chamar Solimões e, após o encontro com o Rio Negro,
perto de Manaus, recebe o nome de Rio Amazonas. O Rio
Amazonas percorre 6.280 km, sendo o segundo maior do planeta
em extensão (após o Rio Nilo, no Egito, com 6.670 km) é o
maior do mundo em vazão de água. Sua largura média é de 5
quilômetros e possui 7 mil afluentes, além de diversos cursos
de água menores e canais fluviais criados pelos processos de
cheia e vazante.
A Bacia Amazônica está
localizada em uma região de planície e tem cerca de 23 mil km
de rios navegáveis, que possibilitam o desenvolvimento do
transporte hidroviário. A navegação é importante nos grandes
afluentes do Rio Amazonas, como o Madeira, o Xingú, o Tapajós,
o Negro, o Trombetas e o Jari. Em 1997 é inaugurada a na
bacia, a Hidrovia do Rio Madeira, que opera de Porto Velho até
Itacoatiara, no Amazonas. Possui 1.056km de extensão e por lá
é feito o escoamento da maior parte da produção de grãos e
minérios da região.
Bacia do São Francisco
Possui uma área de 645.067,2 km²
de extensão e o seu principal rio é o São Francisco, com 3.160
km de extensão. É o maior rio totalmente brasileiro e percorre
5 estados (Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e
Sergipe). Além disso é fundamental na economia da região que
percorre, pois permite a atividade agrícola em suas margens e
oferece condições para a irrigação artificial de áreas mais
distantes, muitas delas semi-áridas. Os principais afluentes
perenes são os rios Cariranha, Pardo, Grande e das Velhas. Seu
maior trecho navegável se encontra entre as cidades de
Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) com 1.371km de extensão. O
potencial hidrelétrico do rio é aproveitado principalmente
pelas grandes usinas de Xingó e Paulo Afonso.
Bacia do Tocantins – Araguaia
É a maior bacia localizada
inteiramente em território brasileiro, com 813.674,1 km². Seus
principais rios são o Tocantins e o Araguaia. O rio Tocantins,
com 2.640 km de extensão, nasce em Goiás e desemboca na foz do
Amazonas. Possui 2.200 km navegáveis (Entre as cidades de
Peixe-GO e Belém-PA) e parte de seu potencial hidrelétrico é
aproveitado pela usina de Tucuruí, no Pará - a 2ª maior do
país e uma das cinco maiores do mundo. O Rio Araguaia nasce em
Mato Grosso, na fronteira com Goiás e une-se ao Tocantins no
extremo norte do estado de Tocantins. A construção da Hidrovia
Araguaia-Tocantins, tem sido questionada pelas ONGs
(Organizações Não-Governamentais) em razão dos impactos
ambientais que ela pode provocar, cortando dez (10) áreas de
preservação ambiental e 35 (trinta e cinco) áreas indígenas,
afetando uma população de 10 mil índios.00 km navegáveis
(Entre as cidades de Peixe-GO e Belém-PA) e parte de seu
potencial hidrelétrico é aproveitado pela usina de Tucuruí, no
Pará - a 2ª maior do país e uma das cinco maiores do mundo. O
Rio Araguaia nasce em Goiás, próximo a cidade de Mineiros e ao
Parque Nacional das Emas e une-se ao Tocantins no extremo
norte do estado de Tocantins. A construção da Hidrovia
Araguaia-Tocantins, tem sido questionada pelas ONGs
(Organizações Não-Governamentais) em razão dos impactos
ambientais que ela pode provocar, cortando dez (10) áreas de
preservação ambiental e 35 (trinta e cinco) áreas indígenas,
afetando uma população de 10 mil índios.
Bacia do Atlântico Sul
É composta de várias pequenas e
médias bacias costeiras, formadas por rios que desaguam no
Oceano Atlântico. O trecho norte-nordeste engloba rios
localizados no norte da bacia amazônica e aqueles situados
entre a foz do rio Tocantins e a do rio São Francisco. Entre
eles, está o Rio Parnaíba, na divisa entre o Piauí e o
Maranhão, que forma o único delta oceânico das Américas. Entre
a foz do rio São Francisco e a divisa do Rio de Janeiro e São
Paulo estão as bacias do trecho leste, no qual se destaca o
rio Paraíba do Sul. A partir dessa área começam as bacias do
sudeste-sul. Seu rio mais importante é o Itajaí, no estado de
Santa Catarina.
Bacia do Atlântico Sul - trechos sudeste e sul
A
bacia do Atlântico Sul, nos seus trechos sudeste e sul, é
composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do
Iguape, entre outros. Os mesmos possuem importância regional,
pela participação em atividades como transporte hidroviário,
abastecimento d'água e geração de energia elétrica.
Bacia do Atlântico Sul -
trechos norte e nordeste
Vários rios de grande porte e
significado regional podem ser citados como componentes dessa
bacia, a saber: rio Acaraú, Jaguaribe, Piranhas, Potengi,
Capibaribe, Una, Pajeú, Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru,
Mearim e Parnaíba.
Em especial, o rio Parnaíba é o
formador da fronteira dos estados do Piauí e Maranhão, por
seus 970 km de extensão, desde suas nascentes na serra da
Tabatinga até o oceano Atlântico, além de representar uma
importante hidrovia para o transporte dos produtos agrícolas
da região.
Bacia do Atlântico Sul -
trecho leste
Da mesma forma que no seu trecho
norte e nordeste, a bacia do Atlântico Sul no seu trecho leste
possui diversos cursos d'água de grande porte e importância
regional. Podem ser citados, entre outros, os rios Pardo,
Jequitinhonha, Paraíba do Sul, Vaza-Barris, Itapicuru, das
Contas e Paraguaçu.
Bacias do rio Paraná e Uruguai
A bacia platina, ou do rio da
Prata, é constituída pelas sub-bacias dos rios Paraná,
Paraguai e Uruguai, drenando áreas do Brasil, Bolívia,
Paraguai, Argentina e Uruguai.
O rio Paraná possui cerca de
4.900 km de extensão, sendo o segundo em comprimento da
América do Sul. É formado pela junção dos rios Grande e
Paranaíba. Possui como principais tributários os rios
Paraguai, Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Representa trecho da
fronteira entre Brasil e Paraguai, onde foi implantado o
aproveitamento hidrelétrico binacional de Itaipu, com 12.700
MW, maior usina hidrelétrica em operação do mundo.
Posteriormente, faz fronteira entre o Paraguai e a Argentina.
Em função das suas diversas quedas, o rio Paraná somente
possui navegação de porte até a cidade argentina de Rosário.
O rio
Paraguai, por sua vez, possui um comprimento total de 2.550
km, ao longo dos territórios brasileiro e paraguaio e tem como
principais afluentes os rios Miranda, Taquari, Apa e São
Lourenço. Nasce próximo à cidade de Diamantino, no estado de
Mato Grosso, e drena áreas de importância como o Pantanal
mato-grossense. No seu trecho de jusante banha a cidade de
Assunción, capital do Paraguai, e forma a fronteira entre este
país e a Argentina, até desembocar no rio Paraná, ao norte da
cidade de Corrientes.
O rio Uruguai, por fim, possui
uma extensão da ordem de 1.600 km, drenando uma área em torno
de 307.000 km2. Possui dois principais formadores,
os rios Pelotas e Canoas, nascendo a cerca de 65 km a oeste da
costa do Atlântico. Fazem parte da sua bacia os rios Peixe,
Chapecó, Peperiguaçu, Ibicuí, Turvo, Ijuí e Piratini.
O rio
Uruguai forma a fronteira entre a Argentina e Brasil e, mais
ao sul, a fronteira entre Argentina e Uruguai, sendo navegável
desde sua foz até a cidade de Salto, cerca de 305 km a
montante.
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