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Indicadores Sociais
O que são
Indicadores Sociais?
Indicadores Sociais são estatísticas sobre aspectos da vida
de uma nação que, em conjunto, retratam o estado social
dessa nação e permitem conhecer o seu nível de
desenvolvimento social. Os Indicadores Sociais constituem um
sistema , isto é, para que tenham sentido, é preciso que
sejam vistos uns em relação aos outros, como elementos de um
mesmo conjunto.
A escolha
dos aspectos que retratam o estado social de uma nação é uma
tarefa difícil, porque depende de acordo entre o governo,
políticos em geral e a sociedade organizada ( sindicatos,
associações de moradores, associações de classe, grupos
religiosos, dentre outros) sobre os critérios mais
importantes para se fazer esta escolha. Por exemplo, você
pode achar que o mais importante para se dizer que um país
está se desenvolvendo é a quantidade de exportações que ele
realiza; um amigo seu pode achar que o aumento do número de
trabalhadores é que indica o progresso da nação.
Hoje em
dia, porém, como já existe um consenso sobre os critérios de
seleção dos aspectos que melhor retratam o estado social de
uma nação, já se pode falar de um conjunto mínimo de
Indicadores Sociais. Tal conjunto é composto por informações
sobre as características da população, sobre a dinâmica
demográfica, sobre trabalho e rendimento; sobre saúde,
justiça e segurança pública, educação e condições de vida
das famílias.
Que tipo
de informação os Indicadores podem dar sobre o Brasil?
A
comparação entre as regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e
Centro-Oeste é muito útil para que você conheça melhor o
país. Comparando-se os Indicadores Sociais do Nordeste com
os do Sudeste (por exemplo, número de pessoas que têm em
casa esgoto ligado à rede geral, água tratada e coleta de
lixo), fica claro que no Nordeste as famílias vivem
em piores condições de vida do que no Sudeste.
Ao mesmo
tempo, os Indicadores permitem que você avalie com mais
cuidado as ações dos governos no que se refere à
administração da vida das pessoas. Um governo conseguiu
melhorar os índices de educação em várias regiões, outro
pode ter incentivado a criação de novas indústrias - os
números mostram o que realmente foi realizado!
Quem são
os responsáveis pela produção das informações que integram o
sistema de Indicadores Sociais?
Na grande
maioria dos países, são os órgãos oficiais do governo. No
Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) é o órgão oficial responsável pela produção das
estatísticas que compõem o sistema de Indicadores Sociais.
As principais fontes de dados são as pesquisas do próprio
IBGE, como as pesquisas censitárias (Censo Demográfico
e Contagem Populacional) e por amostra de domicílios (Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios, PNAD).
PIB ou PNB?
Uma das
confusões em torno do PIB é a que mistura taxas trimestrais
de crescimento, divulgadas periódicamente pelo IBGE com
taxas anuais. A taxa trimestral mede o crescimento do PIB
num trimestre em relação ao trimestre anterior e se
constitui na ma medida mais proximada de velocidade corrente
de crescimento do PIB. Essa taxa é anualizada, ou seja,
indica o quanto o PIB cresceria no ano todo se sua
velocidade de expansão continuasse a mesma. Para se evitar
confusões no tratamento das variações do PIB deve-se sempre
tomar a base inicial da medida como 100, e aplicar sobre ela
os índices de crescimento divulgados. Isso permite
visualizar corretamente o fenômeno em curso.
Outra
confusões se dá entre os conceitos de Produto Interno Bruto
-PIB e Produto Nacional Bruto- PNB. Nos Estados Unidos, o
conceito preferido é o de PNB, e por isso êle aparece nos
principais livros de macroeconomia. Na Grã Bretanha e no
Brasil , é mais usado o PIB.
Qual a
diferença entre os dois conceitos? O PIB é o valor de toda a
produção de bens e serviços ocorrida dentro das fronteiras
do país, sem considerar a nacionalidade dos que se
apropriaram dessas rendas, sem descontar rendas
eventualmente enviadas ao exterior e sem considerar as
recebidas do exterior, daí o qualificativo de "interno." O
PNB considera as rendas recebidas do exterior por nacionais
do país e desconta as que foram apropriadas por nacionais de
outros países, daí o qualificativo "nacional."
No caso do
Brasil, o PNB é menor do que o PIB porque uma parcela da
ordem de 3 por cento do PIB brasileiro não é usufruída por
brasileiros e sim enviada ao exterior na forma de lucros,
dividendos e juros do capital estrangeiro. Assim, a renda
interna bruta é de fato menor do que PIB. Nos Estados
Unidos, ao contrário, o PNB é maior do que PIB porque as
rendas obtidas pels empresas americanas no exterior e
enviadas aos Estados Unidos na na forma de remessa de lucros
e dividendos, são consideradas parte do PNB americano.
Portanto: O PIB, descontado dessa renda enviada ao exterior,
ou somado à renda recebida do exterior é chamado PNB. O
conceito de PNB, por esse motivo, está mais próximo ao
conceito de Renda Nacional. O Produto Nacional Bruto ,
descontadas as perdas por depreciação, é exatamente igual à
Renda Nacional Líquida. Assim:
PIB
- Renda
enviada ao exterior
+ Renda
recebida do exterior
= PNB
-
Depreciação
= Produto
Nacional Líquido = Renda Nacional Liquida.
Renda
Nacional Líquida/População = renda per capita.
Renda Per
Capita :
Resultado
da divisão do montante total da renda tributável pelo número
de pessoas, em economia, indicador usado para medir o grau
de desenvolvimento de um país.
Taxas de Mortalidade Infantil
As taxas
de mortalidade infantil representam a relação entre o número
de crianças que morrem entre 0 e 1 anos de idade
incompletos, sobre o total de crianças nascidas vivas em um
determinado ano de referência. As taxas, em geral, se
expressam sob a forma: número de mortos por 1000 nascidos
vivos. Um dos grandes progressos associados aos serviços de
saúde no contexto mundial durante o século XX foi a vigorosa
redução das taxas de mortalidade infantil, inicialmente
registrada nos países desenvolvidos e hoje estendida para
muitos em desenvolvimento.
Um dos
grandes problemas enfrentados pelos países em
desenvolvimento é a inexistência de registros estatísticos
confiáveis para medir as taxas de mortalidade infantil. Em
geral, faltam informações sobre nascimento e morte de
crianças menores de 1 ano que, em muitos casos, sequer são
registradas nos Cartórios e Registros Civis, especialmente
nas regiões rurais, pequenas cidades ou entre os grupos
sociais de menor renda. Neste sentido, este indicador tem
sido estimado ou corrigido através de técnicas indiretas.
As taxas
de mortalidade infantil no Brasil costumam ser mais
fidedignas quando associadas aos Censos Demográficos.
Tomando-os como base observa-se que, nos últimos 40 anos,
ocorreram progressos na redução da mortalidade infantil no
País. As taxas, que se situavam na faixa de 163,4 por mil em
1940, caíram para 87,9 por mil em 1980, como demonstra o
gráfico.
Os dados
de mortalidade infantil poderiam ser estimados,
adicionalmente, de duas formas: através das estatísticas do
Registro Civil ou por Declaração de Nascimentos do
Ministério da Saúde. No entanto, estas duas fontes esbarram
num obstáculo: o forte sub-registro de nascimentos e de
óbitos no Brasil é ainda maior nas regiões menos
desenvolvidas, como Norte e Nordeste.
Em outras
palavras, estas taxas são definidas como a razão entre
óbitos de crianças entre 0 e 12 meses e o número de crianças
nascidas vivas num determinado ano de referência. Esta razão
é expressa em termos de óbitos por 1000 nascidos vivos.
Portanto, conhecer a magnitude do sub-registro de
nascimentos e óbitos é vital para estabelecer uma boa
qualidade da estatística.
Para
resolver este problema, tanto o IBGE como o Ministério da
Saúde têm produzido estimativas de sub-registro de
nascimentos e óbitos. Estas são bastante distintas, segundo
a fonte, gerando dados de mortalidade infantil diferentes. O
gráfico evidencia as estimativas feitas por Simões (1989) e
Szwarcwald, Chequer & Castilho (1992) para o Brasil, no
período 1981-1987.
Somente a
divulgação dos dados do Censo Demográfico de 1991 poderá
estimar com mais precisão a tendência da mortalidade
infantil nos anos 80 e 90. Os poucos dados disponíveis sobre
o assunto tendem a indicar a ocorrência de uma forte queda
nesses indicadores, especialmente a partir da segunda metade
dos anos 80. Tais estimativas são coerentes com um possível
efeito de melhoria das condições de vida oriundas do aumento
nos gastos com políticas de saúde, alimentação e nutrição, a
partir de 1986.
A tabela
estima uma taxa de mortalidade infantil para o Brasil de
41,8 por mil para o ano de 1991, cerca de 53% mais baixa que
a estimada para o período médio da década de 70 (1975). Isto
indica que, ao longo deste período de 16 anos, a mortalidade
infantil caiu a uma taxa geométrica anual de 4,8%, o que é
considerado rápido para os padrões internacionais.
Observe-se que outros países da América Latina tiveram igual
ou maior ritmo de declínio dessa mortalidade. No caso do
Chile, por exemplo, a mortalidade infantil caiu de 55 para
19 por mil, entre 1975 e 1988.
Taxas de Mortalidade Infantil (Menores de 1 Ano)
Por
região e unidade da Federação: 1975 e 1991
|
REG/UF
|
1975 |
1991 |
1996 |
|
Norte |
72,31 |
41,64 |
36,1 |
|
RO |
- |
34,80 |
35,0 |
|
AC |
- |
69,23 |
50,4 |
|
AM |
67,47 |
42,86 |
35,6 |
|
RR |
- |
49,54 |
39,3 |
|
PA |
73,93 |
45,97 |
37,1 |
|
AP |
- |
40,59 |
28,2 |
|
TO* |
- |
42,14 |
37,7 |
|
Nordeste |
121,36 |
68,91 |
60,4 |
|
MA |
106,26 |
45,02 |
65,9 |
|
PI |
96,40 |
44,26 |
54,2 |
|
CE |
140,15 |
55,28 |
58,9 |
|
RN |
146,88 |
50,19 |
63,3 |
|
PB |
151,31 |
80,06 |
71,8 |
|
PE |
136,91 |
116,46 |
62,5 |
|
AL |
140,48 |
118,05 |
84,2 |
|
SE |
106,45 |
54,34 |
56,0 |
|
BA |
95,97 |
49,49 |
52,5 |
|
Sudeste |
74,50 |
28,64 |
25,8 |
|
MG |
76,24 |
29,50 |
26,5 |
|
ES |
60,73 |
32,92 |
30,3 |
|
RJ |
75.87 |
32,06 |
26,0 |
|
SP |
74,65 |
26,77 |
23,9 |
|
Sul |
61,80 |
25,93 |
22,8 |
|
PR |
71,56 |
32,03 |
29,0 |
|
SC |
62,54 |
21,39 |
23,7 |
|
RS |
48,49 |
23,25 |
21,6 |
|
Centro-oeste |
70,32 |
36,94 |
25,8 |
|
MS |
65,48 |
45,52 |
23,6 |
|
MT |
67,02 |
33,38 |
29,3 |
|
GO |
74,39 |
29,66 |
27,5 |
|
DF |
65,71 |
38,61 |
24,1 |
|
Brasil |
87,88 |
41,75 |
37,5 |
|
OBS: As
taxas são estimadas por mil nascidos vivos. Os dados foram
estimados para o período 1970-1980 (com ponto médio em 1975)
com base nos dois Censos Demográficos. Os dados de 1991 são
estimativas feitas a partir dos dados de mortalidade
infantil e de nascidos vivos das Estatísticas do Registro
Civil e de taxas de sub-registro de óbitos e de nascimentos
por Grande Região, estimadas por métodos indiretos, através
das Estatísticas do Registro Civil, para o ano de 1987.
Fonte para os dados de 1996: DPIS/IBGE, Censos Demográficos
e PNADs.
(*) O
Estado de Tocantins foi corrigido com o padrão da região
Centro-oeste e não da Norte.
Causas de Morte
circulatório. Em 1991 tais doenças respondiam por 29,9% das
mortes. Em seguida encontram-se as causas externas (18%),
destacando-se os acidentes, particularmente os de trânsito.
O terceiro grupo são as chamadas "causas mal definidas"
(12,7%), o que demonstra a fragilidade de nosso sistema de
informação e denota que um percentual expressivo de mortes
no País não é assistido pelo sistema de saúde. A quarta
causa de morte são os neoplasmas - os diversos tipos de
câncer. Este perfil de mortalidade expressa as
transformações nos últimos 30 anos, uma vez que nos anos 60
as doenças infecciosas e parasitárias (hoje, sexto lugar na
estrutura de mortalidade) representavam a primeira causa de
morte no País. O perfil de mortalidade no Brasil é
eminentemente urbano, apesar de refletir a violência social
e as fortes desigualdades internas do País.
As
diferenças regionais quanto às causas de mortalidade são
bastante expressivas no Brasil. Em estados como Acre,
Amazonas, Pará, Tocantins e em toda a região Nordeste,
causas mal definidas e não declaradas são as mais freqüentes
nos atestados de óbito. Em alguns estados do Nordeste, como
Maranhão, Paraíba e Sergipe, elas chegam a representar mais
de 50% dos óbitos. Provavelmente, estes óbitos estão
associados à mortalidade infantil e a doenças infecciosas e
parasitárias, ocorridas em localidades onde a oferta de
serviços de saúde é incipiente.
As doenças
do aparelho circulatório são a primeira causa de óbito em
estados como o Amapá, e em todos os Estados das regiões
Sudeste, Sul e Centro-oeste. O Amapá caracteriza-se por uma
população pequena, concentrada em cidades, ao lado de uma
população rarefeita no interior. Os Estados das três regiões
citadas apresentam fortes características urbanas e a
estrutura de mortalidade de sua população é representada, em
geral, pela tríade: doenças cardiovasculares, causas
externas e neoplasmas.
A
mortalidade em Rondônia e Roraima é provocada,
principalmente, pelas causas externas. Nesses Estados muitos
conflitos são gerados pelas ocupações e grilagem de terras,
pela violência dos garimpos e pelos perigos associados à
vida e ao trabalho nas selvas.
Nos
Estados do Norte e do Nordeste, as doenças do aparelho
circulatório aparecem, em geral, como segunda causa de
mortalidade. Já nos do Sudeste, Sul e Centro-oeste são as
causas mal definidas, as externas ou neoplasmas.
Uma análise mais detalhada da
estrutura de mortalidade, em que pesem as diferenças
regionais, mostra que ainda existe uma forte dicotomia em
termos de condições regionais. De um lado, o Norte e o
Nordeste, subdesenvolvidos, expressam um grande contingente
de mortes não assistidas clinicamente. De outro, no Sudeste,
Sul e mais recentemente no Centro-oeste, áreas de forte
urbanização e maior acesso aos serviços de saúde, a
mortalidade é caracterizada pelas doenças
crônico-degenerativas e pelas causas externas. Uma terceira
frente de mortalidade (de menor magnitude) é expressa pelas
áreas de fronteira da região Amazônica, onde predominam as
causas externas, decorrentes dos processos de ocupação
violenta do território, e o incipiente acesso aos serviços
de saúde.
Os limites
da expectativa de vida
A população idosa vem
aumentando rapidamente nas últimas décadas, exigindo cada
vez mais atenção aos direitos e especificidades desse setor
da sociedade por parte do setor público. Países com grande
número de idosos, por exemplo, tendem a ter seu sistema de
previdência social sobrecarregado, pois há uma quantidade
crescente de aposentados sendo sustentados por recursos
provenientes do trabalho de uma quantidade proporcionamente
decrescente de jovens.
Trata-se de um fenômeno tão
profundo que muitos chamam de "revolução demográfica". Nos
últimos 50 anos, por exemplo, a expectativa de vida aumentou
em cerca de 20 anos. Se considerarmos os últimos dois
séculos, ela quase dobrou.
A esse fenômeno está
diretamente ligado o aumento da expectativa de vida. Como a
expectativa de vida não pode aumentar para sempre, tem se
tentado estabelecer "idades-limites", além das quais não se
poderia viver por causa de hipotéticas limitações físicas do
nosso organismo.
Essas previsões-limite
influenciam nas decisões em diversas políticas públicas de
seguridade social, como idade de aposentadoria, valores de
seguro-saúde, etc. Eventuais distorções nas previsões podem
levar a decisões inadequadas à realidade social.
Segundo dados da ONU, o
Brasil é o sexto país do mundo em aumento da população idosa
(ver "Brasil
é hoje um país de meia-idade",
nesta edição). A expectativa de vida brasileira ao nascer,
segundo dados do IBGE de 2000, é de 72,6 anos para mulheres
e 64,8 para os homens. Já no Japão, o recordista, a
expectativa de vida é de 80,8 anos, de acordo com a edição
de 2001 do Relatório de Desenvolvimento
Humano do Programa das Nações
Unidas para Desenvolvimento (PNUD). Na a expectativa de vida
aos 60, no Brasil, é de 17 anos para homens e 20 para
mulheres, igual à taxa média mundial. No Japão, o
recordista, é de 21 anos para homens e 27 para mulheres.
Mortalidade
infantil x expectativa de vida
Para se compreender a
adequação das previsões sobre os limites da expectativa de
vida, é necessário levar em conta que o crescimento mundial
na expectativa de vida tem duas componentes: uma devida ao
aumento da qualidade de vida da população idosa e outra
devida à diminuição da mortalidade infantil.
A primeira componente deve-se
a diversos fatores interligados, como o aumento da renda
média em vários países, melhoria nas condições de educação,
evolução da qualidade sanitária, inovações na medicina
geriátrica, etc.
A segunda, a diminuição da
mortalidade infantil, acontece porque a expectativa de vida
é calculada através de médias sobre toda a população, de
forma que uma alta mortalidade infantil pode "puxar" para
baixo o índice, tornando. Isso pode causar distorções em
países como Serra Leoa, na África Ocidental, onde quase um
terço das crianças não sobrevive além dos 5 anos (no Brasil,
essa taxa é de 4%), o que arrasta seu índice de expectativa
de vida ao baixíssimo valor de 38,3 anos.
A principal razão para o
aumento na expectativa de vida foi, até a década de 1950, a
diminuição da mortalidade infantil. Entretanto, a partir
daquela época, o responsável principal foram melhorias na
condição de vida depois dos 65 anos.
Um parâmetro que reflete mais
adequadamente a evolução da população idosa é a expectativa
de vida aos 60 anos – ou seja, o número de anos estimado que
as pessoas que chegam aos 60 conseguem viver a mais, em
média. Uma expectativa de vida de 15 anos aos 60, por
exemplo, significa que os que acabaram de completar 60 anos
deverão viver até os 75, em média. Esse parâmetro dá uma
idéia melhor da qualidade de vida em idades avançadas do que
a expectativa de vida ao nascer.
Ainda há muitos analfabetos no Brasil?
A Constituição Federal de
1988 tornou obrigatória a escolaridade completa de 1o grau ]
(hoje ensino fundamental) para as crianças entre 7 e 14 anos
de idade. Esta obrigatoriedade constitucional contribuiu, é
claro, para uma melhoria do nível de escolaridade no país.
Mesmo assim, em 2001, ainda era enorme o número de crianças
de 7 a 14 anos fora da escola: 3,5%!
Os avanços na educação
Segundo o Relatório, o perfil
da educação no Brasil melhorou nas últimas décadas.
Reduziu-se a taxa de analfabetismo, aumentou o número de
matrículas escolares e cresceu a escolaridade média, embora
esta ainda seja de dois anos menos que nos países de renda
per capita equivalente à brasileira e nos países
latino-americanos em melhor situação. O nível educacional
brasileiro é intermediário, pelos padrões internacionais.
Varia de 0,83 (Distrito Federal e São Paulo) a 0,54
(Alagoas) e 0,57
(Paraíba). Esse índice
reflete o grau de alfabetização conjuntamente com as
matrículas combinadas nos três níveis de ensino.
Piauí e Sergipe têm os mais
altos índices de repetência no país; Santa Catarina e São
Paulo os mais baixos (mesmo estes, entretanto, estão acima
dos índices equivalentes nos países de médio e alto IDH).
O melhor índice de alunos por
professor é o do Rio Grande do Sul (15). O mais alto, do
Pará (29). No padrão internacional, essa relação é de 25
alunos por professor nos países de IDH alto, 27 nos de IDH
médio e de 45 nos de IDH baixo.
As estatísticas sobre
graduados no ensino superior também colocam o Brasil em boa
situação, com 3,8% da população, quando nos países de IDH
alto esse índice é de 2,7, nos de IDH médio é de 2,4 e nos
de baixo IDH 0,3.
O melhor índice é do Distrito
Federal (11,0), seguido do Rio de Janeiro (6,5) e São Paulo
(5,7). Os índices mais baixos são do Piauí (1,0) e Ceará
(1,6).
A porcentagem do Produto
Interno Bruto aplicada pelo Brasil em educação foi de 3,7%
em 1990 (os países de IDH alto aplicam 4,0%, mas é preciso
notar que o PIB de todos eles é muito maior).
Comparando 1960 com 1990,
verifica-se que o número médio de anos de estudo dos homens
brasileiros passou de 2,4 para 5,1, enquanto o das mulheres
subiu de 1,9 para 4,9 - uma evolução muito mais favorável.
http://economiabr.net/dicionario/economes_r.html
http://www.techway.com.br/techway/revista_idoso
/economia/economia_belisario.htm
http://www.undp.org.br/HDR/Hdr96/rdhb1-2.htm
http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/duvidas/analfabetos.html
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