
Esse profissional busca desvendar todos os aspectos das origens e da história da humanidade.
Trabalhando com a coleta e a análise dos vestígios das civilizações passadas, o arqueólogo tem como objetivo conhecer melhor a história, a cultura e os costumes dos povos. Ano a ano, as descobertas feitas nessa área em todo o mundo ajudam a compreender o caminho e o desenvolvimento de nossos ancestrais.
No Brasil, só a partir dos anos de 1950 tiveram início projetos de pesquisa de campo com atualização metodológica. Mas as atividades ligadas à arqueologia começaram no século passado, quando viajantes reuniram peças e informações em um acervo que foi ampliado no começo do século XX por biólogos, etnólogos e geólogos.
Esse trabalho é dividido em três fases: análise de mapas e fotos e relatórios sobre os sítios (cavernas, paredões, florestas etc.) onde possam existir vestígios históricos – de habitações, templos, sepulturas, esculturas, pinturas, ferramentas, cerâmica, moedas, armas etc. Em seguida, é feita a coleta do material (no caso de sítios de grandes dimensões, o registro é feito por meio de fotos e plantas da área). A terceira fase é a análise laboratorial – com limpeza, tratamento, catalogação e classificação dos objetos, além da seleção do material a ser exposto em museus.
Quem quiser tornar-se arqueólogo precisa reunir características como persistência e interesse investigativo e fazer uma graduação – em História, Ciências Sociais, Geologia ou Geografia – para, em seguida, cursar pós-graduação em Arqueologia. Apenas a USP, a UFPE e a UFRGS têm esse curso.
A área de salvamento arqueológico feito em locais destinados à construção de rodovias e usinas hidrelétricas abriu o mercado de trabalho do arqueólogo, além de ampliar as possibilidades de conhecimento de nossos tesouros pré-históricos.
Mercado
Estável, com tendência ao crescimento no setor de grandes obras de engenharia, como usinas hidrelétricas, para as quais é preciso fazer um estudo de impacto ambiental e salvamento arqueológico. Universidades, museus e instituições ligadas à preservação geralmente oferecem poucas e disputadas vagas.
Opções de trabalho
Fiscalização do patrimônio cultural, incluindo proteção de sítios arqueológicos e áreas tombadas e controle de desmatamentos, escavações clandestinas e poluição de rios. Atuar, ainda, em pesquisa, com a finalidade de descobrir locais para novas explorações.
Remuneração
Salário médio inicial: R$ 1.800,00.
Formação
8 semestres, em média.
Bacharelado em História: Uneb-Salvador/BA; UFU-Uberlândia/MG; Unipar-Umuarama/PR; UFF-Rio de Janeiro/RJ; Furg-Rio Grande-RS; UFSC-Florianópolis/SC; PUC-São Paulo/SP; Unicamp-Campinas/SP; em Ciências Sociais: UnB-Brasília/DF; Associação Educativa Evangélica-Goiânia/GO; UEL-Londrina/PR; Unicap-Recife/PE; Uerj-Rio de Janeiro/RJ; UFRN-Natal/RN; Urcamp-Bagé/RS; USP-São Paulo/SP; Ufscar-São Carlos/SP; em Geografia: Ufal-Maceió/AL; UCSal-Salvador/BA; Ceub-Brasília/DF; Ufes-Vitória/ES; UCG-Goiânia/GO; PUC-Belo Horizonte/MG; Unicentro-Paraná/PR; Unisinos-São Leopoldo/RS; Unesp-Rio Claro/SP; UFS-São Cristóvão/SE; em Geologia: UFBA-Salvador/BA; UFC-Fortaleza/CE; UnB-Brasília/DF; Ufop-Ouro Preto/MG; UFPE-Recife/PE; Uerj-Rio de Janeiro/RJ; Unisinos-São Leopoldo/RS; Unesp-Rio Claro/SP.