O Brasil na Segunda Guerra
Mundial
A
guerra transformara-se numa guerra total. Dispostos a interceptar remessas de
alimentos e matérias-primas para a Inglaterra e os Estados Unidos, os nazistas,
sem nenhuma declaração formal de guerra, empreenderam uma campanha submarina
no Atlântico, na qual atacaram, de 15 a 17 de agosto de 1942, cinco navios
brasileiros (Baependi, Itajiba, Araraquara, Aníbal Benévolo e Araras).
Este
ataque obrigou o governo brasileiro a abandonar a neutralidade que vinha
mantendo. Durante a II Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos,
realizada no Rio de Janeiro, em janeiro de 1942, foi anunciado o rompimento das
relações diplomáticas e comerciais do Brasil com a Alemanha, a Itália e o
Japão. No dia 22 de agosto Getúlio Vargas reuniu o ministério para a
declaração de guerra à Alemanha e à Itália. Foi iniciada a mobilização
geral e foram tomadas providências para o aumento da produção agrícola e da
indústria extrativa de matérias primas estratégicas.
A
contribuição militar inicial não se limitou ao fornecimento das bases aéreas
e navais do Nordeste, que possibilitaram a invasão da África do Norte. A
Marinha Brasileira fez a cobertura das rotas mercantes do Atlântico Sul,
protegendo os navios que levavam materiais estratégicos.
Em
meados de 1944, sob o comando do general Mascarenhas de Morais, partiu
para a Itália a Força Expedicionária Brasileira (FEB). O primeiro
escalão da FEB, sob o comando do general Zenóbio da Costa, desembarcou em Nápoles,
em 16 de julho de 1944, onde foi incorporado ao 5º Exército Americano.
Dirigiu-se para o norte, onde se desenvolveria a ofensiva aliada entre os rios
Arno e Pó. Os expedicionários lutaram ao lado das forças aliadas nas batalhas
de Camaiore, Monte Castelo, Castelnuovo, Montese e Fornovo.
Durante o conflito a Marinha Brasileira acompanhou, prestando cobertura, mais de
3 mil navios mercantes. As cinzas dos 451 oficiais e praças mortos no conflito,
entre eles oito pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) foram transladados do
cemitério de Pistóia, na Itália, para o Brasil, em 5 de outubro de 1960, e
hoje repousam no monumento aos mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.