Independência
do Brasil
I
– Introdução
Ocorreram
muitas revoltas pela libertação do Brasil, nas quais muitos brasileiros
perderam a vida.
Os
que morrem achavam que valia a pena sacrificar-se para melhorar a situação do
povo brasileiro. Queriam uma vida melhor, não só para eles, mas para todos os
brasileiros.
Mas
a Independência do Brasil só aconteceu em 1822. E não foi uma separação
total, como aconteceu em outros países da América que, ao ficarem
independentes, tornaram-se repúblicas governadas por pessoas nascidas no país
libertado. O Brasil independente continuou sendo um reino, e seu primeiro
imperador foi Dom Pedro I, que era filho do rei de Portugal.
Historicamente,
o processo da Independência do Brasil ocupou as três primeiras décadas do século
XIX e foi marcado pela vinda da família real ao Brasil em 1808 e pelas medidas
tomadas no período de Dom João. A vinda da família real fez a autonomia
brasileira ter mais o aspecto de transição.
O
processo da independência foi bastante acelerada pelo que ocorreu em Portugal
em 1820. A Revolução do Porto0 comandada pela burguesia comercial da cidade do
Porto, que foi um movimento que tinha características liberais para Portugal
mas, para o Brasil, significava uma recolonização.
O
processo de nossa independência acabou em 1822, quando Dom Pedro proclamou a
Independência, se separando assim de Portugal.
Antes
do Brasil conseguir sua Independência muitos brasileiros perderam a vida, para
melhorar a situação do povo brasileiro.
II
– Desenvolvimento
1
– Chegada da Família Real no Brasil
No
início do século XIX Napoleão Bonaparte era imperador da França. Ele queria
conquistar toda a Europa e para tanto derrotou os exércitos de vários países.
Mas não conseguiu vencer a marinha inglesa.
Para
enfrentar a Inglaterra, Napoleão proibiu todos os países europeus de
comercializar com os inglês. Foi o chamado Bloqueio Continental.
Nessa
época, Portugal era governado pelo príncipe regente Dom João. Como Portugal
era um antigo aliado da Inglaterra, Dom João ficou numa situação muito difícil:
se fizesse o que Napoleão queria, os ingleses invadiriam o Brasil, pois estavam
muito interessados no comércio brasileiro; se não o fizesse, os franceses
invadiriam Portugal.
A
solução que Dom João encontrou, com a ajuda dos aliados ingleses, foi
transferir a corte portuguesa para o Brasil.
Em
novembro de 1807 Dom João com toda a sua família e sua corte partiram para o
Brasil sob a escolta da esquadra inglesa. 15 mil pessoas vieram para o Brasil em
quatorze navios trazendo suas riquezas, documentos, bibliotecas, coleções de
arte e tudo que poderam trazer.
Quando
o exército de Napoleão chegou em Lisboa, só encontrou um reino abandonado e
pobre.
O
príncipe regente desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de 1808. Ainda em
Salvador Dom João abriu os portos do Brasil aos países amigos, permitindo que
navios estrangeiros comerciassem livremente nos portos brasileiros.
Essa
medida foi de grande importância para a economia brasileira.
De
Salvador, a comitiva partiu para o Rio de Janeiro, onde chegou em 08 de março
de 1808. O Rio de Janeiro tornou-se a sede da corte Portuguesa.
Com
a chegada da Família Real ao Brasil, novos tempos para a colônia.
2
– O Reino de Dom João – um novo Brasil
Com a instalação
da corte no Brasil, o Rio de Janeiro tornou-se a sede do império português e
Dom João teve de organizar toda a administração brasileira.
Criou três
ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha e o da Fazenda e
Interior; instalou também os serviços auxiliares e indispensáveis ao
funcionamento do governo, entre os quais o Banco do Brasil, a
Casa da Moeda, a Junta Geral do Comércio e a Casa da Suplicação ( Supremo
Tribunal).
A 17 de dezembro
de 1815 o Brasil foi elevado a reino e as capitanias passaram em 1821 a
chamar-se províncias.
Em 1818 com a
morte da rainha D. Maria I, a quem Dom João substituía, deu-se no Rio de
Janeiro a proclamação e a coroação do Príncipe Regente, que recebeu o título
de Dom João VI.
A
aclamação de D. João VI deu-se nos salões do Teatro de São João.
3
– As mudanças econômicas no Brasil
Depois
da chegada da família real duas medidas de Dom João deram rápido impulso à
economia brasileira: a abertura dos portos e a permissão de montar indústrias
que haviam sido proibidas por Portugal anteriormente.
Abriram
–se fábricas, manufaturas de tecidos começaram a surgir, mas não
progrediram por causa da concorrência dos tecidos ingleses.
Bom
resultado teve, porém, a produção de ferro com a criação da Usina de
Ipanema nas províncias de São Paulo e Minas Gerais.
Outras
medidas de Dom João estimularam as atividades econômicas do Brasil como:
-
Construção de
estradas;
-
Os portos foram
melhorados. Foram introduzidos no país novas espécies vegetais, como o chá;
-
Promoveu a vinda
de colonos europeus.
A
produção agrícola voltou a crescer. O açúcar e do algodão, passaram a ser
primeiro e segundo lugar nas exportações, no início do século XIX. Neste período
surgiu o café, novo produto, que logo passou do terceiro lugar para o primeiro
lugar nas exportações brasileira.
Usina
de ferro de Ipanema.
4
– Medidas de incentivo à cultura
Além
das mudanças comerciais, a chegada da família real ao Brasil também causou um
reboliço cultural e educacional. Nessa época, foram criadas escolas como a
Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Comércio, a Escola
Real de Ciências, Artes e Ofícios, a Academia de Belas-Artes e dois Colégios
de Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador. Foram fundados
o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real, cujo acervo
era composto por muitos livros e documentos trazidos de Portugal. Também foi
inaugurado o Real Teatro de São João e o Jardim Botânico. Uma atitude muito
importante de dom João foi a criação da Imprensa Régia. Ela editou obras de
vários escritores e traduções de obras científicas. Foi um período de
grande progresso e desenvolvimento.
O
Teatro de São João inaugurado em 1818. 1º número de A Gazeta do Rio de
Janeiro.
5
– A volta da Família Real a Lisboa
Tanto
movimento por aqui provocou a indignação do outro lado do Atlântico. Afinal,
o Brasil deixara de ser uma simples colônia. Nosso país tinha sido elevado à
condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Quer dizer, enquanto a família
real esteve por aqui, a sede do reino foi o Rio de Janeiro, que recebeu muitas
melhorias. Enquanto isso, em Portugal, o povo estava empobrecido com a guerra
contra Napoleão e o comércio bastante prejudicado com a abertura dos portos
brasileiros. Os portugueses estavam insatisfeitos e, em 1820, estourou a Revolução
Liberal do Porto, cidade ao norte de Portugal. Os rebeldes exigiram a volta de
dom João e a expulsão dos governantes estrangeiros. Queriam também que o comércio
do Brasil voltasse a ser feito exclusivamente pelos comerciantes portugueses.
Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821.
Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil. Assim, agradava aos
portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa
para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos.
Embarque
da Família Real, de volta a Portugal.
6
– Dom Pedro o defensor do Brasil
A
situação do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821. No final desse
ano, um fato novo redefiniu a situação: chegaram ao Rio de Janeiro decretos da
corte que exigiam a completa obediência do Brasil às ordens vindas da metrópole.
No dia 9 de dezembro de 1821, o governo brasileiro voltou a ser dependente de
Portugal. Dom Pedro recebeu ordens para voltar a Portugal, mas o Partido
Brasileiro, grupo formado por grandes fazendeiros, comerciantes e altos funcionários
públicos, o convenceu a ficar. O regente recebeu listas com assinaturas de
cerca de 8.000 pessoas pedindo que ele permanecesse no país. Em 9 de janeiro de
1822, apoiado pelas províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais,
dom Pedro decidiu permanecer. Ele foi à sacada e disse: "Se é para o bem
de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!". Essa data
ficou conhecida como o Dia do Fico.
Portugal
não aceitou pacificamente a decisão de Dom Pedro. As tropas portuguesas
sediadas no Rio de Janeiro tentaram força-lo a embarcar, o povo reagiu em
defesa de Dom Pedro . Pressionados essas tropas voltaram para Portugal.
D.
Pedro recusou-se a partir. Momentos decisivos do rompimento com Portugal.
Dom
Pedro estimulado pelo entusiasmo popular, tomou novas decisões. Primeiramente
reformou o ministério dando-lhe força e unidade . Para isso nomeou a 16 de
janeiro de 1822, José Bonifácio de Andrada e Silva Ministro dos Negócios do
Interior, da Justiça e dos Estrangeiros. Em 04 de abril aconselhado por José
Bonifácio decretou que as ordens vindas de Portugal, só teriam valor se
aprovadas por ele, como isso, enfrentando as exigências das cortes.
Em
03 de junho de 1822, convocou uma Assembléia Nacional Constituinte para fazer
as novas leis do Brasil. Isso significava que, definitivamente, os brasileiros
fariam as próprias leis. Para o Parlamento português (denominado Cortes) não
poderia haver desobediência maior.
As
agitações populares tomaram conta das ruas nas principais cidades brasileiras.
E em 1º de agosto Dom Pedro dirigiu um manifesto aos brasileiros, convocando-os
a se unirem. Em 06 de agosto, dirigiu outro manifesto às nações exigindo o
reconhecimento, pelos outros povos, dos direitos do Brasil.
No
dia 14 de agosto, Dom Pedro partiu para a província de São Paulo que se
encontrava agitada por lutas internas. A regência ficou entregue à sua esposa
dona Leopoldina. Durante a sua ausência, chega ao Rio de Janeiro uma carta das
Cortes Portuguesas, na qual exigia a volta imediata de Dom Pedro à Portugal e a
anulação da convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
Leopoldina
e José Bonifácio enviaram um correio para levar essa carta a Dom Pedro. José
Bonifácio e Leopoldina enviam outra carta, cada um reforçava a idéia de que
havia chegado a hora de tomar uma decisão.
A
proclamação da Independência é considerada necessária por D. Leopoldina e o
conselho do Estado.
7
– A Proclamação da Independência do Brasil
Dom
Pedro estava voltando à São Paulo, após uma viagem a Santos. Era 16 horas e
30 minutos do dia 07 de setembro de 1822, quando o correio alcançou Dom Pedro
nas margens do rio Ipiranga e entregou-lhe as cartas. Ele começou a lê-las.
Eram
uma instrução das Cortes portuguesas, uma carta de Dom João VI, outra da
princesa e um ofício de José Bonifácio. Todos diziam a mesma coisa: que
Lisboa rebaixava o príncipe a mero delegado das Cortes, limitando sua
autoridade às províncias, onde ela ainda era reconhecida. Além disso, exigiam
seu imediato regresso a Portugal, bem como a prisão e processo de José Bonifácio.
A princesa recomendava prudência, mas José Bonifácio era alarmante,
comunicando-lhe que além de seiscentos soldados lusitanos que já haviam
desembarcado na Bahia, outros 7 mil estavam em treinamento para serem colocados
em todo o Norte do Brasil. Terminava afirmando: "Só existem dois caminhos:
ou voltar para Portugal como prisioneiro das cortes portuguesas ou proclamar a
Independência, tornando-se imperador do Brasil".
Dom
Pedro sabia que o Brasil esperava dele uma atitude. Depois de ler, amassou e
pisoteou as cartas, montou seu cavalo e cavalgou até às margens do Ipiranga e
gritou à guarda de honra: "Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e
querem nos escravizar...Deste dia em diante, nossas relações estão
rompidas".
Após
arrancar as insígnia de cores azuis e brancas de seu uniforme, o príncipe
sacou a espada e gritou: " Por meu sangue, por minha honra e por Deus,
farei do Brasil um país livre", em seguida, erguendo a espada, afirmou:
"Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou
Morte!".
Momento em que D.
Pedro proclama a Independência do Brasil nas margens do Rio Ipiranga em São Paulo.
A
notícia se espalhou por todo o Brasil. O povo cantou e dançou nas ruas. O
Brasil não era mais uma nação acorrentada.
No
dia seguinte, iniciou a viagem de retorno ao Rio de Janeiro. Na capital foi
saudado como herói.
No
dia 1º de dezembro de 1822, aos 24 anos, foi coroado imperador do Brasil e
recebeu o título de Dom Pedro I.
Festejos
da aclamação de D. Pedro I à Imperador do Brasil
8
– As guerras pela Independência
A
Independência havia sido proclamada, mas nem todas as províncias do Brasil
puderam reconhecer o governo do Rio de Janeiro e unir-se ao Império sem pegar
em armas. As Províncias da Bahia, do Maranhão, do Piauí, do Grão-Pará e ,
por último, Cisplatina, dominadas ainda por tropas de Portugal , tiveram que
lutar pela sua liberdade, até fins de 1823.
Na
Bahia, a expulsão dos portugueses só foi possível quando Dom Pedro I enviou
para lá uma forte esquadra comandada pelo almirante Cochrane, para bloquear
Salvador. Sitiados por terra e por mar, as tropas portuguesas tiveram finalmente
que se render em 02 de julho de 1823.
Após
a vitória na Bahia, a esquadra de Cochrane, seguindo para o norte, bloqueou a
cidade de São Luís. Esse bloqueio apressou a derrota dos portugueses não só
no Maranhão, mas também no Piauí.
Do
Maranhão um dos navios de Cochrane continuou até o extremo norte, e, ameaçando
a cidade de Belém, facilitou a rendição dos portugueses no Grão-Pará.
No
extremo Sul, a cidade de Montevidéu, sitiada por terra e bloqueada por uma
esquadra brasileira no rio do Prata teve de se entregar.
Com
o reconhecimento da Independência pela Cisplatina completou-se a união de
todas as províncias, sob o governo de Dom Pedro I, firmando assim o Império
Brasileiro.
9
– O reconhecimento da Independência
Unidas todas as
províncias e firmado dentro do território brasileiro o Império, era necessário
obter o reconhecimento da Independência por parte das nações estrangeiras.
A primeira nação
estrangeira a reconhecer a Independência do Brasil foram os Estados Unidos em
maio de 1824. Não houve dificuldades, pois os norte-americanos eram a favor da
independência de todas as colônias da América.
O reconhecimento
por parte das nações européia foi mais difícil porque os principais países
da Europa, entre eles Portugal, haviam-se comprometido, no Congresso de Viena em
1815, a defender o absolutismo, o colonialismo e a combater as idéias de
liberdade.
Entre
as primeiras nações européias apenas uma foi favorável ao reconhecimento do
Brasil independente: a Inglaterra, que não queria nem romper com seu antigo
aliado, Portugal, nem prejudicar seu comércio com o Brasil. Foi graças à sua
intervenção e às demoradas conversações mantidas junto aos governos de
Lisboa e do Rio de Janeiro que Dom João VI acabou aceitando a Independência do
Brasil, fixando-se as bases do reconhecimento.
A
29 de agosto de 1825 Portugal, através do embaixador inglês que o
representava, assinou o Tratado luso-brasileiro de reconhecimento. O Brasil,
entretanto, teve que pagar a Portugal uma indenização de dois milhões de
libra esterlinas, e Dom João VI obteve ainda o direito de usar o título de
Imperador do Brasil, que não lhe dava, porém qualquer direito sobre a antiga
colônia.
A
seguir as demais nações européias, uma a uma, reconheceram oficialmente a
Independência e o Império do Brasil.
Em
1826 estava firmada a posição do Brasil no cenário internacional.
10-
Hino da Independência
Dom
Pedro I adorava música e tocava vários instrumentos musicais. Após a Independência
do Brasil, Evaristo da Veiga fez a letra e Dom Pedro I compusera o música do
Hino da Independência.
D.
Pedro I tocando o Hino da Independência composta por ele.
Já
podeis da Pátria filhos
Ver contente a mãe gentil
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Brava
gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Os
grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil
Brava
gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Não
temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil
Vossos peitos, vossos braços,
São muralhas do Brasil
Vossos peitos, vossos braços,
Vossos peitos, vossos braços,
São muralhas do Brasil
Brava
gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Parabéns,
ó Brasileiros!
Já com garbo juvenil
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Brava
gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
III – Conclusão
Enquanto
o Brasil era colônia de Portugal, o Brasil enfrentou com bravura e venceu os
piratas, os franceses e os holandeses. Ocorreram muitas lutas internas e muitos
perderam a sua vida para tentar tornar seu país livre e independente de
Portugal. Essa luta durou mais de trezentos anos.
O
processo da Independência foi muito longo e por ironia do destino foi um
português que a proclamou.
Em
07 de Setembro de 1822, Dom Pedro filho do rei de Portugal Dom João VI,
pressionado pelas Cortes de Lisboa para retornar a imediatamente para Portugal ,
pois o interesse das Cortes eram a recolonização do Brasil e também sofrendo
pressões do povo brasileiro ele às margens do Ipiranga proclama a independência
do Brasil e definitivamente separando-se de Portugal.
Porém
a independência do Brasil não ocorreu em todas as províncias do Brasil, as
províncias da Bahia, do Maranhão, do Piauí, do Grão-Pará e da Cisplatina,
ainda estavam dominadas pelos portugueses e precisaram de muitas lutas para que
elas tornassem também independentes. Essas lutas se estenderam até 1823.
Depois
de todas as províncias estarem independentes, houve a necessidade do
reconhecimento da Independência por parte das outras nações. O primeiro país
da América a reconhecer a nossa independência foi os Estados Unidos. Os países
europeus o reconhecimento foi mais difícil, e o Brasil teve até que pagar uma
indenização à Portugal, depois de demoradas conversações a Independência
do Brasil foi reconhecida por todas as nações européia e em 1826 o Brasil
firmou sua posição de país independente no cenário internacional.
Mais
será que o Brasil conseguiu realmente a sua independência ? Acho que a
resposta é sim e não ao mesmo tempo. Porque o Brasil atualmente tem seu
governo, formado por brasileiros, e não é mais uma colônia de outro país.
Mas por outro lado ele ainda continua dependendo dos outros países, possuindo
uma dívida externa muito alta. Os estrangeiros continuam invadindo o nosso país
montando empresas estrangeiras em nosso país, e com isso as nossas riquezas
acabam indo para fora enquanto isso nosso país continua tento desemprego,
pessoas miseráveis, baixo salários, etc, e os países que aqui se estalam
quase não pagam impostos e enviam grandes remessas de dinheiro para seu país
de origem deixando ele cada vez mais rico as custas de nosso país.
Por
tudo isso, ainda falta muita coisa para conseguirmos nossa total independência,
e para isso acontecer muita coisa precisa ser mudada em nosso país. As riquezas
produzida com o trabalho do brasileiro deve contribuir para elevar o nível de
vida da nossa população, a vida dos brasileiros deve ser mais respeitada e
protegida e para isso ainda temos que lutar muito ainda para que possamos
conseguir realmente a nossa total independência.