ALCA
O
QUE É
A
Área de Livre Comércio das Américas, ALCA, é uma idéia grandiosa que
começou a ser elaborada à três anos. Através dela as barreiras comerciais
entre os países que formam a América seriam derrubadas em breve. Produtos e
serviços fluiriam pelo continente sem restrições e sem impostos, os preços
internos cairiam e economias frágeis como a do Paraguai, teriam a oportunidade
de sair da estagnação.
A
Alca ainda não foi concretizada, ainda é um projeto previsto para 2005. No dia
16 de maio, houve em Belo Horizonte um conferência para decidir sobre os
próximos passos deste acordo, a ALCA.
Este
é um projeto grandioso, que se tornaria maior que a União Européia, quando
concreto, gerando uma riqueza anual de 9 trilhões de dólares.
CONFERÊNCIA
DE BELO HORIZONTE
Na
conferência em Belo Horizonte, representantes de 34 países das três Américas
se reuniram com o intuito de discutir sobre o projeto como um todo, e acabaram
defrontando-se com uma forte disputa entre o Brasil e os Estados Unidos, duas
das economias mais fortes das Américas. Os Estados Unidos, que querem se
sobressair no bloco e criar medidas protecionistas apenas à sua economia,
querem a abolição das tarifas alfandegárias já em 1998. O Brasil não
concordou com esta medida do tranco tarifário, pois a considera prejudicial
para si e benéfica para os Estados Unidos.
A
conseqüência imediata, seria que os Estados Unidos inundariam o Brasil com
seus produtos, isentos de impostos de importação, e que são melhores e mais
baratos que os nacionais. Assim, como o Brasil coerentemente decidiu, isso seria
prejudicial à economia nacional, realizando, assim, "um belo ato de
protecionismo à industria nacional". Isto poderia produzir efeitos
devastadores na indústria nacional e assim, no nível de emprego. Mesmo se o
Brasil concordasse com os Estados Unidos, eles continuariam a dificultar a
entrada em seu país de vários artigos brasileiros competitivos, pois além das
tarifas alfandegárias, adotam inúmeras barreiras sobre os produtos
brasileiros. Inúmeros produtos brasileiros sofrem restrições ou nem são
aceitos, como a carne brasileira, que não é importada pelos E.U.A porque tem
aftosa, segundo eles. Dentre muitos outros, esse é um truque usado para
proteger o mercado americano. No conclave diplomático em Belo Horizonte, venceu
a posição brasileira, avalizada pelos seus parceiros do Mercosul - Argentina,
Uruguai e Paraguai.
Os
países engajados no Mercosul querem tempo para estudar como seria um abraço
com os Estados Unidos querem também um prazo mais longo para melhorar o que
produzem de forma que a competição comercial venha a ser mais equilibrada no
interior do bloco, eles querem, na verdade até o ano trabalhar para reduzir a
burocracia, facilitar os negócios e acabar com as restrições não tarifárias
às importações como cotas e exigências sanitárias só então, em 2003 se
começará a discutir a extinção dos impostos .
"A
pressa oferece riscos muito grandes e o Brasil, assim como os outros países do
Mercosul quer se proteger" disse Roberto Teixeira da Costa, presidente da
seção do brasileira do Conselho de Empresários da América latina. Os
empresários brasileiros que compareceram à conferência trabalharam bem ao
convencer o governo e os empresários argentinos de sua posição.
O
Brasil se mostrou responsável ao assumir que não está capacitado para entrar
neste mercado, colhendo os frutos merecidos.
Medida
de protecionismo
Escala
feita pelo International Institute for Management Development (IMD).País Grau
de Abertura Chile 8,67 Dinamarca 8,55 Hong Kong 8,46 Irlanda 8,20 Suécia 8,00
México 7,90 Nova Zelândia 7,87 Finlândia 7,74 Holanda 7,72 Hungria 7,65
Luxemburgo 7,64 Portugal 7,51 Áustria 7,50 Noruega 7,49 Austrália 7,41Turquia
7,33 Cingapura 7,31 Alemanha 7,30 Bélgica 7,19 Colômbia 7,02 Itália 7,00
Espanha 6,95 Grécia 6,94 Argentina 6,88 República Checa 6,80 Inglaterra 6,79
Canadá 6,63 Israel 6,44 Estados Unidos 6,29 França 6,26 Malásia 6,26 Taiwan
6,03 Tailândia 5,95 Filipinas 5,53 Brasil 5,40 Indonésia 5,35 África do Sul
5,11 Suíça 5,10 Coréia 5,07 Índia 4,98 Islândia 4,82 Venezuela 4,75 Rússia
4,56 Polônia 4,48 China 3,79 Japão 3,52 O cálculo sobre abertura comercial
considera as tarifas e as barreiras não tarifárias.
Fonte:
Revista Veja, 21 de maio de 1997
PATAMAR
GERAL DA LIBERAÇÃO DOS MERCADOS MUNDIAIS
A
International Institute for Managment Development, IMD, fez uma pesquisa dos
países mais abertos comercialmente, (ao lado) usando como critério as impostos
e as barreiras não tarifárias dos mesmos.
Neste
ranking os E.U.A., cujas importações correspondem a 12% de seu PIB, estão em
29º lugar e o Brasil, cujas importações correspondem à 8% do seu PIB, está
em 35º. Esta "igualdade" é importante quando se quer formar um bloco
comercial pois os dois países (E.U.A. e Brasil) são potenciais negociadores.
O
verdadeiro interesse dos E.U.A. em quebrar as barreiras não é mais os carros
japoneses ou seu desemprego, e sim resolver o seu problema do déficit da
balança comercial que em 1996 foi de 160 bilhões de dólares, sendo que suas
exportações para outros continentes vem caindo e a solução encontrada foi de
expandir estas importações para o próprio continente Americano, o que podemos
ver já que as exportações para os países do Mercosul cresceram 160% de 1990
à 1995.
O
Mercosul vêm se tornando muito atrativo para o mercado mundial já que países
com a Holanda, Espanha, Alemanha, França, e Itália, vêm fazendo muitas feiras
comercias com estes países.
Na
verdade o que está interessando o mundo dos negócios é o poder aquisitivo do
Mercosul, e seu aumento de 3,5% ao ano.