Anti-semitismo
Anti-semitismo,
agitação política, social e econômica contra os judeus. O termo designa o
comportamento depreciativo com relação ao povo judeu em geral,
independentemente da religião.
O
termo semita, aplicado a princípio a todos os descendentes de Sem, faz
referência a um grupo de povos árabes e judeus do sudoeste asiático. O termo
anti-semitismo foi definido em 1879, para designar a hostilidade contra os
judeus, justificada pela teoria que considera a raça ariana superior, tanto
fisicamente como pelo caráter e pela inteligência.
O
fenômeno anti-semita tem sido explicado de diversas formas e aparece nos
períodos de instabilidade e crise social e econômica, como ocorreu na Alemanha
até 1880 e no período da II Guerra Mundial.
O
exemplo do anti-semitismo alemão foi seguido em outros países da Europa
central e ocidental. Na França, o anti-semitismo tornou-se um dos pontos-chave
para a separação entre a Igreja e o Estado, culminando com o caso Dreyfus. Na
Rússia foram adotadas medidas para impedir os judeus de possuir terras e
limitar sua admissão nas instituições de educação superior. Na Europa
oriental a perseguição aos judeus conduziu a uma série de massacres
organizados, conhecidos como progoms e iniciados em 1881.
Na
Alemanha o anti-semitismo foi instaurado sob o regime nazista liderado por Adolf
Hitler. Pouco depois da ascensão dos nacional-socialistas ao poder, em 1933,
foi aprovada uma legislação especial, deixando os judeus fora da proteção da
legislação. Os judeus foram presos legalmente e confinados em campos de
concentração. No fim da guerra, 6 milhões de judeus (dois terços da
população da Europa) haviam sido exterminados.
Depois
da II Guerra Mundial, em 1948, surgiu uma nova forma de anti-semitismo,
cuja raiz foi a criação do Estado de Israel, quando os judeus invadiram terras
ocupadas majoritariamente pelos árabes, causando o deslocamento destes antigos
habitantes. A reação veio através da Organização para a Liberação da
Palestina (OLP), que manteve uma frente de guerrilhas contra Israel, tanto
dentro de suas fronteiras como em outros países. Entretanto, este conflito não
é explicado unicamente por movimentos anti-semitas, mas também pelas
tentativas de expansão territorial do Estado de Israel.
Na
antiga União Soviética (URSS) o anti-semitismo é conservado depois do
pós-guerra. Para o comunismo soviético ortodoxo, o judaísmo, o mesmo que o
sionismo religioso secular, é inaceitável como religião. Ainda que os
distúrbios políticos na URSS e na Europa oriental ao final da década de 1980
tenham permitido a emigração dos judeus para Israel, a volta do nacionalismo
que acompanhou a queda da URSS e o declínio do comunismo pode ser relacionada
com novos movimentos anti-semitas.