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Segunda Guerra Mundial
- Os
motivos da Guerra-
Introdução
Para
entender a Segunda Guerra Mundial, temos que saber os
motivos, e alguns deles vieram da 1ª Guerra Mundial, pode-se
falar que a 2ª Guerra Mundial e continuação da 1ª Guerra
Mundial, um deles que julgamos o mais importante foi o
Tratado de Versalhes.
A Segunda
Guerra Mundial teve inicio em meados de setembro de 1939 e
viria a ser a maior catástrofe causada pelo homem em toda a
nossa história.
Os fatos
A humilhação sofrida pela
Alemanha com o Tratado de Versalhes cria as condições ideais
para a germinação do nacional-socialismo – nazismo – alemão
e a ascensão de Hitler ao poder, em 1933. O
nacional-socialismo toma o poder pela violência, elimina as
dissensões internas com métodos violentos e combate a
divisão do mundo produzida pela 1ª Guerra, quando os
mercados mundiais são repartidos entre França, Bélgica,
Reino Unido, Holanda, Itália, Japão e Estados Unidos.
A política alemã não deixa
dúvidas quanto aos desejos de Hitler: o carvão e o ferro da
Sibéria; o petróleo da Rumânia e Cáucaso; o trigo da
Ucrânia. E, especialmente, o reordenamento do mundo
colonial.
Reação mundial ao nazismo
– As
potências ocidentais têm uma posição dúbia em relação ao
nazismo. Pressentem o perigo representado por Hitler, mas
permitem o crescimento da Alemanha nazista como forma de
bloquear a União Soviética. A invasão da Polônia, em 1º de
setembro de 1939, por tropas e aviões alemães, não
surpreende a Europa. Todos estão à espera da guerra.
Origens do Eixo
– Itália e Alemanha têm regimes políticos semelhantes, mas o
que mais as aproxima é o limitado espaço territorial de que
dispõem e a acirrada competição pelos mercados
internacionais. No período após a 1ª Guerra, algumas nações
são favorecidas no plano internacional. É o caso do Reino
Unido e da França, donos de vastos impérios coloniais; dos
Estados Unidos, avançando rapidamente na disputa pelo
mercado mundial; e da União Soviética, rica em recursos
naturais e em acelerado processo de desenvolvimento. Já
Alemanha, Itália e Japão situam-se em uma área de 4 milhões
de quilômetros quadrados e possuem uma população superior à
do Reino Unido e Estados Unidos, somados. Assim, o Japão
pretende dominar a Ásia; a Itália ocupa a Albânia e a
Abissínia (Etiópia); a Alemanha militariza a Renânia, em
1936, e anexa a Áustria, em 1938.
Na Conferência de Munique,
em 1938, da qual participaram a França, a Alemanha, a Itália
e a Inglaterra, Hitler consegue a cessão dos Sudetos (região
da Checoslováquia). No ano seguinte, o führer alemão cria o
protetorado da Boêmia e anexa o porto lituano de Memel, no
mar Báltico. Stalin percebe que as anexações alemãs caminham
em direção à União Soviética e firma com Hitler o Pacto
Germano-Soviético, em 1939, pelo qual anexa a Lituânia,
Letônia, Estônia e parte da Polônia e Finlândia.
Causas da Guerra
Diplomáticas
Quase todos os historiadores
concordam que a causa diplomática mais profunda da Segunda
Guerra Mundial tem sua origem no Tratado de Versalhes,
assinado entre as potências vencedoras da Primeira Grande
Guerra (Estados Unidos, Inglaterra, França) e as Vencidas (a
Alemanha e a Áustria).
A Alemanha se viu despojada
da Alsácia-Lorena (que havia conquistado na guerra
franco-prussiana de 1870), como teve de ceder à Polônia uma
faixa de território que lhe dava acesso ao Mar Báltimo (o
chamado "corredor polonês"). A cidade alemã de Danzig
passaria ao controle da Liga das Nações e o território do
Sarre, rico em carvão foi cedido por um período de 15 anos à
França. Também foi vedado a Alemanha possuir um exército
superior a 100 mil homens exigiu-se a desmilitarização da
Renania (Região fronteiriça com a França), assim como o
desmantelamento das fortificações situadas a 50 Km do Reno.
Viu-se compelida a entregar todos os navios mercantes cuja
tonelagem ultrapassasse a 1.600 toneladas e ceder gado,
carvão, locomotivas, vagões, cabos submarinos, etc. A
quantidade da sua dívida para com os aliados foi fixada na
Conferência de Bologne (21 de junho de 1920) em 269 bilhões
de marcos-ouro a serem pagas em 42 anualidades. Não poderia
desenvolver pesquisas bélicas, possuir submarinos ou
realizar projetos militares (aviões, canhões, etc.). O velho
Império Austro-Húngaro foi desfixada na Conferência de
Bologne (21 de junho de 1920) em 269 bilhões de marcos-ouro
a serem pagas em 42 anualidades. Não poderia desenvolver
pesquisas bélicas, possuir submarinos ou realizar projetos
militares (aviões, canhões, etc.). O velho Império
Austro-Húngaro foi desmembrado pelo tratado de Paz de St.
Germain-en-Laye, onde teve que entregar o Tirol do Sul para
a Itália, reconhecer a Independência da Hungria,
Techcoslováquia, Polônia e Iugoslávia, Polônia e Iugoslávia,
além de lhe ser vedada a união com a Alemanha. A Áustria foi
proibida de possuir um exército superior a 30 mil homens.
Estas sanções aplicadas
pelos vencedores tornaram-se fonte de amargos rancores, que
facilmente foram explorados pela extrema direita
nacionalista (nazistas e capacetes-de-aço, que começam a
proliferar na Alemanha em 1919).
O grande erro do Tratado de
Versalhes foi ter ferido profundamente o sentimento nacional
dos alemães, e, por outro lado, não lhes ter suprimido o
potencial industrial.
Com seus 65 milhões de
habitantes e sua tradição militar, a Alemanha fatalmente
viria reivindicar o seu lugar no rol das potências
européias. Os diplomatas burgueses se esqueceram da lição do
Congresso de Viena (1815), quando os vencedores de Napoleão
procuraram não humilhar a França, a nação mais povoada da
Europa Ocidental naquela época.
Esta contradição entre
potencial demográfico e industrial e o não reconhecimento
diplomático de um estatuto privilegiado para a Alemanha,
terminaram por fazer com que a ascensão de Hitler fosse
possível.
O novo sistema defensivo:
os aliados ocidentais, principalmente a França, ao
estimularem o surgimento de novos estados-nacionais na
Europa Centro-Oriental, visavam substituir a Rússia (então
em plena guerra civil) como um fator de dissuasão para
qualquer tentativa alemã de agressão. A Tchecoslováquia e a
Polônia assinaram tratados de defesa mútua com a França e
com a Inglaterra, esperava-se que estes dois países
obrigassem os alemães a lutar em duas frentes - como ocorreu
durante a Primeira Guerra Mundial - caso tentassem repetir o
erro de 1914. A França por sua vez, iniciou a construção da
"Linha Maginot" um complexo sistema defensivo que partia da
fronteira suíça até a um complexo sistema defensivo que
partia da fronteira suíça até a da Bélgica. Desta forma
esperava evitar um ataque de surpresa por parte de seu
poderoso vizinho. No entanto os efeitos morais e
psicológicos desta atitude, tiraram-lhe qualquer alternativa
ofensiva, limitando-se a ter que agir caso os alemães o
fizessem primeiro.
A Inglaterra, no período
entre-guerras, tornou-se cada vez mais apaziguadora, segura
de ser uma ilha e de possuir a mais poderosa frota naval do
mundo dando-lhe proteção suficiente caso houvesse um novo
conflito. Os Estados Unidos voltaram nos anos vinte a adotar
a política do isolacionismo, não querendo envolver-se nas
querelas dos países europeus. Estas ambigüidades e atitudes
defensistas seriam habilmente exploradas por Hitler na
década dos anos trinta.
Econômicas
A crise econômica que se
abate sobre o sistema capitalista mundial a partir de 1929,
vai ser o fator mais poderoso para que um novo arranjo do
poder em escala mundial seja pleiteado.
A crise levou os países
capitalistas a tomarem medidas protecionistas visando salvar
os mercados internos das importações estrangeiras, ocorrendo
uma verdadeira guerra tarifária. A produção mundial,
reduziu-se em 40%, sendo que a diminuição do ferro atingiu a
60%, a do aço 58%, a do petróleo 13% e a do carvão 29%.
O desemprego grassou nos
principais países industrializados: 11 milhões nos Estados
Unidos, 6 milhões na Alemanha, 2 milhões e meio da
Inglaterra e um número um pouco superior na França. Não está
longe da verdade o fato ter provocado a aflição e o
desemprego em mais de 70 milhões de pessoas (contando-se os
seus dependentes). Como a economia já estava suficientemente
internacionalizada (com exceção da URSS que se lançava nos
Planos Qüinqüenais) todos os Continentes foram atingidos,
aumentando ainda mais a miséria e o desemprego. A América
Latina por exemplo teve que reduzir em 40% suas importações
e sofreu uma queda de 17% em suas exportações.
É nesse contexto caótico que
a Alemanha no Ocidente e o Japão no Oriente vão tentar
explorar o debilitamento de seus rivais. Uma nova luta por
mercados e novas fontes de matérias-primas levaria o mundo à
Segunda Guerra Mundial.
Políticas
A conjuntura externa caótica
e a situação interna de desespero conduzem Hitler ao poder
na Alemanha em 1933. Atuando implacavelmente, em menos de um
ano sufocou todos os movimentos oposicionistas
(sociais-democratas, comunistas e liberais) dando início à
"Revolução Nacional-socialista" que tinha como objetivo
fazer a Alemanha retornar ao grau de potência européia.
Naturalmente que para tal era necessário romper com o
tratado de Versalhes, pois este impedia a conquista do
"espaço vital", como o rearmamento. Atenuava-se o desemprego
e atendia-se necessidades da poderosa burguesia financeira e
industrial da Alemanha. Para evitar a má vontade das
potências ocidentais, Hitler coloca-se como campeão do
anti-comunismo a nível mundial, assinando com o Japão
(novembro de 1936) e com a Itália (janeiro de 1937) o Pacto
Anti-Comintern - cujo fim é ampliar o isolamento da URSS e,
quando for possível, atacá-la.
O Japão, que igualmente
passa por convulsões internas graves, dá início em 1931, a
uma política externa agressiva, explorando o enfraquecimento
dos Impérios Coloniais europeus que se mostram impotentes
para superar a crise econômica. Em 1937, após ter ocupado a
rica região da Manchúria, invade o resto do território
chinês, dando início ao longo conflito na Ásia. Seu
expansionismo vai terminar por chocar-se com os interesses
norte-americanos na Ásia (Filipinas) e levar à guerra contra
os Estados Unidos.
Conclusão
As causas para o inicio da
Segunda da Guerra Mundial não fogem dos motivos comuns para
se iniciar uma briga entre crianças ou entre dois times de
futebol em fim de campeonato.
A humilhação de um povo de
uma história, o pouco caso para com as necessidades de uma
nação, a vontade de tirar proveito sobre as franquezas do
próximo, a vergonha, são motivos que na mão de líderes de
países podem acarretar em verdadeiras tragédias para a
humanidade.
A humilhação sofrida pela
Alemanha com o Tratado de Versalhes criou as condições
ideais para a germinação do ideal de guerra e a ascensão de
Hitler ao poder, somente facilitou o inicio do evento que
teria repercussões mundiais.
Fatos como este devem ser
tomados como exemplos para novas ocasiões futuras, onde
nenhum líder ou povo deve ser subestimado ou humilhado e
onde o entendimento e acordos devem prevalecer para o bem de
todos.
Bibliografia
- Ernest Mandel e sua
opinião
Historiador e economista já
falecido.
Era professor da
Universidade de Bruxelas e foi prisioneiro de um campo de
trabalho nazista durante a Guerra.
- A segunda Grande Guerra
sob os olhos do povo -
Vários Autores – Editora
Nova
Anexos
1889 Adolf Hitler †1945
"O HOMEM Q ARRASTOU O MUNDO
PARA A MAIOR GUERRA"
Principal personagem da
Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler arrastou a Alemanha,
humilhada pela derrota da Primeira Guerra, para um conflito
que visava sobretudo à busca de novos territórios, que ele
chamava de "espaço vital" necessário ao "Império dos Mil
Anos" e à purificação da raça ariana. Foi em nome dela que
assassinou milhões de pessoas, principalmente judeus. "A
ruina da nação só pode ser impedida por uma tempestade de
paixão. Mas só os apaixonados podem despertar paixão nos
outros", afirmava Führer (líder) alemão.
Hitler nasceu na pequena
cidade austríaca de Braunau-am Inn, em 20 de abril de 1889;
tentou ser artista, mas não passou nos testes da Academia de
Belas-Artes de Viena. O máximo que conseguiu foi se tornar
pintor de cartazes de propaganda.
Com o início da Primeira
Guerra, em 1914, Hitler se apresentou voluntariamente para
servir o Exército alemão, depois de fugir do alistamento nas
forças armadas austríacas um ano antes. Foi considerado um
ótimo soldado, tendo sido ferido duas vezes em combate.
Quando o conflito acabou, em 1918, ele estava hospitalizado
e quase cego.
No período entre guerras,
Hitler iniciou sua vida política em munique. Em 1919
filiou-se a um grupo de extrema direita, o Partido dos
Trabaljadores Alemães, que no ano seguinte passou a se
chamar Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores
Alemães, o Partido Nazista, que defendia a supremacia da
raça ariana.
Em 1923, já uma destacada
liderança da política partidária, Hitler foi preso por
liderar uma tentativa de golpe de Estado realizada numa
cervejaria em Munique. Seu julgamento serviu para difundir
suas idéias por toda a Alemanha. A sentença foi branda: pena
de dezenove (19) meses de prisão, período que escreveu o
livro Mein Kampf (Minha Luta).
Ao deixar a prisão Hitler
havia se tornado um personalidade política no país. Nas
eleições parlamentares de 1930 o Partido Nazista se tornou o
segundo maior da Alemanha, Hitler foi nomeado chefe de
governo (chanceler) pelo presidente Paul von Hindenburg,
então às voltas com uma crise política. No poder, ele
começou a perseguir oposicionistas e judeus e a rearmar
rapidamente a Alemanha, contrariando termos do acordo que
pôs fim à Primeira Guerra. "O Führer é o Partido e o Partido
é o Führer; assim como me percebo com apenas uma parte do
Partido, o Partido se percebe com apenas uma parte de mim.",
afirmou Hitler em 1935, num congresso do Partido Nazista. Em
1939 Hitler lançava seu golpe definitivo na tentativa de
colocar em prática a doutrina do nazismo; forças alemãs
invadiram a polônia em busca do "espaço vital".
Tanto nos primeiros anos do
conflito, quando a Alemanha demonstrava seu vigor militar
conquistando territórios, quanto nos últimos, quando ficou
clara a derrota, Hitler portou-se da mesma maneira: tinha fé
inabalável na supremacia alemã. Quando as tropas soviéticas
já estavam em Berlim, a poucos dias de desfechar o golpe
definitivo contra a Alemanha, Hitler casou-se com sua amante
de vários anos, Eva Braun, no bunker no qual se abrigava,
construindo no subsolo da chancelaria, prática adotada
depois do atentado que sofreu em 8 de novembro de 1939 (ele
sofreria ainda outra tentativa de assassinato em 20 de julho
de 1944, praticado por oficiais alemães dissidentes). No dia
30 de abril de 1945, ela suicidou-se com veneno. Ele depois
de ter matado seu cachorro, também suicidou-se com um tiro
na cabeça. Seus auxiliares cumpriram as ordens e crenaram os
corpos. Em abril de 1995 a revista alemã Der Spiegel
revelou, a partir de documentos da extinta União Soviética,
que os corpos de Hitler e Eva não foram cremados
imediatamente após o suicídio. Segundo a revista, os restos
do casal teriam sido amontuados em caixas de munição e
enterrados em um campo militar soviético de Magdeburg, na
extinta Alemanha Oriental, com o conhecimento de Stálin. Em
1970, de acordo com a revista, o então chefe de KGB (a
polícia política soviética), Yuri Antropov. propôs ao lider
Leonid Brejnev transferir os restos mortais para outro local
e queima-los, o que teria acontecido em 3 de abril de 1970.
*1883 Benito Mussolini †1945
"O DITADOR QUE O POVO MATOU
E EXPÔS COMO UM PORCO"
Com lances teatrais de uma
tragicomédia, Benito Mussolini governou a Itália durante 21
anos, provocando ódio e amor nos italianos e inspirando a
adoção de regimes autoritários em outros países. Seu governo
pode ser resumido em uma frase de sua autoria: "Pode-se
conseguir sucesso com 97% de aplauso público e 3% de
realizações sólidas."
Filho de um ferreiro
socialista, Mussolini nasceu na cidade de Predappio, no
centro da Itália, em 29 de julho de 1883. Estdante rebelde
foi expulso de dois colégios por agressão a colegas e
professores. em 1902 foi para a Suíça com o único propósito
de escapar do serviço militar obrigatório. Dois anos depois
voltou para a Itália e tornou-se jornalista e militante
socialista. Uma ficha policial da época destaca Mussolini
como "um dos mais talentosos e perigosos jovens oradores que
fazem em público a defesa do socialismo".
A devoção de Mussolini pelo
socialismo durou pouco. em 1014, contrariando a orientação
do grupo de esquerda ao qual pertencia, defendeu a
participação da Itália na Primeira Guerra Mundial, fato que
provocou sua expulsão do Partido Socialista. Livre das
amarras impostas pela orientação de esquerda, alistou-se no
Exército e partiu para o front, onde em 23 de fevereiro de
1917 foi ferido em combate.
Terminada a guerra, em
1919criou grupos paramilitares inspirados nas legiões do
antigo Império Romano, os "faci d'Azione Rivoluzionaria",
que recebiam grande apoio da burguesia, temerosa com a
expansão de grupos comunistas e socialistas na Itália. Nesse
ano Mussolini passou a utilizar o codinome pelo qual ficou
mundialmente conhecido, Duce (lider).
O poder dos facistas cresceu
em todo país. Em 27 de outubro de 1922 Mussolini liderou a
Marcha Sobre Roma, uma operação muito mais simbólica que
militar, exigindo que o poder lhe fosse entregue.
Pressionado, o rei Vittorio Emanuelle III nomeou o Duce como
primeiro-ministro dois dias depois. Mussolini governou com
mão de ferro, acumulando poderes especiais e liquidando as
oposições, dedicando especial atenção aos esquerdistas ao
qual servira. construiu grandes obras públicas e fez ações
para exaltar sua imagem e a da Itália. Um de seus orgulhos
era dizer que graças ao facismo os trens italianos estavam
partindo na hora marcada. Um dos fatos mais importantes de
seu governo foi o acordo com a Igreja Católica, criando o
Estado do Vaticano, dentro de Roma, por meio do Tratado de
Latrão, em 1929.
Seguindo o exemplo do líder
Alemão Adol Hitler, ordenou operações militares para
conquistar territórios. Em outubro de 1935 a Itália invadiu
a Etiópia e em abriu de 1939a Albânia. Em maio do mesmo ano
Mussolini e Hitler fizeram uma aliança militar que uniu os
dois paísesno Pacto de Aço. "Tenho os alemães no bolsp.
(...) Hitler é um peso-leve descuidado que carece totalmente
dos meus dons e pode ser facilmente manipulado para servir
aos interesses italianos." Declarou o Duce na época.
A participação da Itália na
Segunda Guerra foi sempre uma sombra da alemã, já que suas
Forças Armadas em julho de 1940, 11 dias antes da rendição
francesa às tropas alemãs. Na ocasião, ele fez uma previsão
extremamente otimista sobre o conflito: "Até setembro tudo
estará acabado e só precisarei de uns poucos milhares de
mortos para participar de uma cnferência de paz na qualidade
de vencedor."
Três anos depois a guerra
ainda não tinha acabado e as tropas aliadas já controlavam a
sul da Itália. Em 25 de julho de 1943 o Grande Conselho
Facista decidiu por 19 votos a 7 destruir Mussolini, que foi
preso no dia seguinte. O novo governo italiano fez as pases
com os aliados e declarou guerra à Alemanha. Em 12 de
setembro de 1943 Mussolini foi resgatado da prisão, numa
base militar, por pára-quedistas alemães e estabeleceu então
a República de Salò, que era mantida por tropas alemãs e
contava com o apoio de uns poucos facistas que ainda lhe
eram fiéis. O Duce continuava violento. Mandou executar
vários partidários acusados de traição, inclusive um genro.
o conde Galeazzo Ciano, que tinhasido seu ministro das
Relações Exteriores.
Mas a sorte da Itália já
estava selada e os alemães começaram a abandonar o país. E,
27 de abril de 1945 Mussolini estava fugindo para a Suíça
disfarçado de soldado alemão, ao lado da amante Clara
Petacci, escoltado por um comboio de 30 veículos ocupados
por soldados alemães, quando foi reconhecido por partisans,
guerrilheiros antifacistas de esquerda, nos arredores de
Azzano. O Duce fez uma inter´retação teatral para os
guerrilheiros: fingil-se de bêbado, sentado sobre o galão de
gasolina. não convenceu. No dia seguinte ele e Clara foram
executados durante a viagem para Milão, por Walter Audisio,
integrante da resistência e do Partido Comunista. O corpo do
Duce foi levado para Milão e exposto ao público na Praça
Loreto, pendurado pelos pés como um porco, ao lado da amante
e de outros facistas mortos, numa estrutura de madeira
improvisada.
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