Conflitos Mundiais Recentes
O processo de paz
no Oriente Médio é paralisado em outubro de 2000, e a violência entre
palestinos e o Exército israelense intensifica-se. Já na península coreana,
as duas Coréias aproximam-se da unificação. A pacificação também avança
em Timor Leste, com a formação de um governo provisório e a perspectiva de
eleições em 2001. A multiplicação dos conflitos internos é uma característica
marcante da última década do século XX. A desintegração de Estados
socialistas - principalmente a União Soviética (URSS) e a Iugoslávia - faz
renascer rivalidades étnicas e religiosas que haviam sido congeladas por
regimes totalitários. Confrontos herdados da Guerra Fria, como a guerra civil
em Angola, também resistem à passagem do milênio. A Federação Russa, que
disputava a hegemonia mundial com os norte-americanos, atravessa os anos 90
mergulhada em uma grave crise interna. Já os Estados Unidos têm sua capacidade
de intervenção militar nas zonas de conflitos aumentada, por causa da ausência
de rivais geopolíticos de porte.
TIPOS
DE CONFLITO
Os conflitos são
classificados em quatro categorias, de acordo com as forças em luta. A primeira
envolve dois ou mais Estados. As demais são disputas internas: guerra civil ou
guerrilha para mudança de regime; separatista resultante de ocupação
estrangeira; e separatista no interior de um Estado. Os conflitos podem também
ter forte conotação étnica ou religiosa. A guerra civil no Afeganistão, por
exemplo, opõe fundamentalistas muçulmanos da milícia Taliban (patane) a
grupos islâmicos de outras etnias (tadjique, uzbeque e hazará). A origem
religiosa distinta é fonte de tensão no Sri Lanka, onde tâmeis (hinduístas)
e cingaleses (budistas) estão em luta desde os anos 80.
Ao todo, 36
confrontos armados estavam acontecem no mundo em 2000, segundo o anuário The
Military Balance, publicado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos
(IISS, em inglês), com sede em Londres, no Reino Unido. Deste total, 27 são
conflitos internos e nove, guerras internacionais. O número de mortos
ultrapassa 100 mil, sendo que 60% das fatalidades ocorrem em solo africano. O
fato de maior destaque no cenário internacional é a ruptura do processo de paz
entre palestinos e israelenses no Oriente Médio, com a eclosão dos mais
violentos choques na região desde a Intifada. O ano registra, por outro lado,
um importante passo em direção à paz, dado pelos dirigentes da Coréia do
Norte e do Sul na histórica reunião de cúpula ocorrida em junho.
Guerra
entre Estados - Embate entre exércitos nacionais regulares. Até o
final de 2000, o mais sério deles é a disputa entre Índia e Paquistão, duas
potências nucleares, pela posse da região da Caxemira. Vários países do
centro e do sul da África também intervêm na guerra civil em curso na República
Democrática do Congo (RDC).
Guerra
civil ou guerrilha - Conflito em que grupos armados ambicionam derrubar
o governo de um determinado país. Um dos mais expressivos são as Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que controlam uma área
desmilitarizada de 42 mil km2 na nação. Em Angola e Serra Leoa, os
guerrilheiros da União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita) e
da Frente Revolucionária Unida (FRU) intensificam, respectivamente, a luta
contra o governo desses países.
Com o término da
Guerra Fria e a conseqüente perda de suporte dos EUA e da URSS, as guerrilhas
buscam novas formas de financiar a luta armada. As Farc e o Exército de Libertação
Nacional (ELN) mantêm aceso o conflito na Colômbia graças aos recursos
obtidos com o tráfico de cocaína e os seqüestros de civis; no Afeganistão, o
governo da milícia fundamentalista Taliban é acusado de sustentar-se com um
imposto de guerra cobrado dos plantadores e comerciantes de ópio e heroína;
enquanto na África a principal fonte de receita para os grupos guerrilheiros é
a venda de diamantes extraídos de minas sob seu controle. Com o objetivo de
impedir o comércio de diamantes ilegais vindos das zonas de guerra - eles
respondem por 10% a 15% da produção mundial -, as maiores empresas do setor
anunciam, em meados de 2000, em Antuérpia (Bélgica), a adoção de medidas de
controle sobre a origem das pedras.
Separatismo
por ocupação estrangeira - Confronto provocado por uma invasão
militar externa. Nessa categoria, merece destaque a reivindicação dos
palestinos pelo reconhecimento de um Estado independente nos territórios
ocupados por Israel em 1967 - Faixa de Gaza e Cisjordânia. O conflito
separatista em Timor Leste chega ao fim em 1999, com o reconhecimento da
independência desta ex-colônia portuguesa pela Indonésia.
Separatismo
no interior de um Estado - Choque entre forças oficiais e movimentos
internos - em geral ligados a minorias étnicas ou religiosas - que tem como
objetivo a formação de Estados independentes. É o caso da guerrilha
separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade), partidária da soberania do País
Basco, região encravada entre a Espanha e a França.
AÇÕES
HUMANITÁRIAS
A década de 90
também registra a crescente participação da comunidade internacional em operações
de caráter humanitário. Organizações como a Cruz Vermelha e a Médicos sem
Fronteiras estão presentes em vários conflitos com o objetivo de dar alívio
imediato a populações civis ameaçadas. É cada vez mais importante o papel de
entidades como a Anistia Internacional ou a Human Rights Watch, que denunciam a
perseguição política e a violação dos direitos humanos por regimes que
cometem crimes contra seu próprio povo.
Desde 1948,
quando os primeiros "capacetes azuis" são enviados à Palestina, a
ONU contabiliza 54 missões de paz - tropas militares que patrulham regiões em
guerra ou em processo de pacificação. A grande maioria (41) é autorizada pelo
Conselho de Segurança entre 1988 e 2000. Atualmente, 15 missões de paz (num
total 37,8 mil militares e policiais) estão em atividade no mundo, cinco delas
formadas em 1999 e 2000. Na Iugoslávia, a ONU assume interinamente a administração
da província de Kosovo e em Timor Leste é responsável pela preparação da
região para a independência.
TRIBUNAIS
DE GUERRA
A falha ou a
omissão dos sistemas judiciários de cada país em punir acusados de crimes de
guerra, genocídios e crimes contra a humanidade leva à formação, na década
de 90, de tribunais em Haia, na Holanda (Países Baixos), para julgar os
culpados pela limpeza étnica na ex-Iugoslávia (1991-1995); e em Arusha, na
Tanzânia, encarregado de punir os responsáveis pelo genocídio de mais de 1
milhão de pessoas em Ruanda (1994). São os primeiros desde Nüremberg, no qual
foram julgados os líderes nazistas após a II Guerra Mundial. Em 1998,
representantes de 120 países aprovam o projeto de criação de um Tribunal
Penal Internacional Permanente, com sede em Haia. A corte começará a funcionar
dentro de um prazo máximo de nove anos, após a ratificação de seu estatuto
por pelo menos 60 nações. Sete votam contra - EUA, China, Israel, Índia,
Turquia, Filipinas e Sri Lanka - e outras 21 se abstêm.
SITUAÇÃO
DOS REFUGIADOS
Em conseqüência
do aumento dos conflitos no mundo, principalmente nos países subdesenvolvidos,
o número de refugiados atingiu o recorde de 27 milhões em 1995, em 1999 eram
aproximadamente 22,2 milhões de refugiados. Deste total, 11,7 milhões são
formalmente reconhecidos como refugiados - indivíduos que estão fora de seu país
por temer perseguição racial, étnica, religiosa ou política.
A Ásia é o
continente com o maior número de refugiados - 4,8 milhões. Somente a guerra
civil no Afeganistão provoca o êxodo de 2,5 milhões de pessoas para o Irã, o
Paquistão e a Índia, o maior contingente do mundo. Os ataques dos EUA
aumentaram mais ainda o número de refugiados naquela região. Em seguida vêm
os iraquianos foragidos em vários países do Oriente Médio desde o fim da
Guerra do Golfo (1991), juntamente com os curdos.
Na África, onde
há 3,5 milhões de refugiados, a guerra que começa com um acerto de contas
entre hutus e tutsis, na região dos Grandes Lagos, causa um dos maiores
movimentos de população da história. A maior parte dos ruandeses (mais de 2
milhões) já retornou, porém 519,6 mil burundineses permanecem em nações
vizinhas. Conflitos em Serra Leoa, Sudão, Somália e Eritréia também geram
grande número de refugiados.
Na Europa, com
2,6 milhões de refugiados, a guerra civil na antiga Iugoslávia (1991-1995) foi
a causa do maior êxodo no continente desde a II Guerra Mundial: 3,5 milhões de
pessoas. Deste total, a grande maioria já foi repatriada, com exceção de
337,6 mil sérvios da Croácia ainda refugiados na Bósnia-Herzegóvina e na
Iugoslávia. Na mesma região da Iugoslávia , especificamente em Kosovo, a
perseguição de Slobodan Milosevic aos albaneses daquela região causou a fuga
de milhares de refugiados para Albânia e Macedônia. Existem 636 mil refugiados
na América do Norte - vindos em sua maioria de países latino-americanos recém-saídos
de conflitos internos - 61 mil na América Latina e 64,5 mil na Oceania.
ARMAMENTOS
NO MUNDO
Atualmente a
questão do armamento é muito delicada , os EUA que pregam o desarmamento são
o país que tem o maior arsenal de guerra do mundo e são o maior exportador de
armas. A Rússia também possui um grande arsenal, mas grande parte dele está
virando sucata.
Um dos principais
problemas atuais é combater o uso de armas biológicas e atômicas, Paquistão
e Índia (inimigos entre si pela disputa da Caxemira) possuem armas atômicas. O
Iraque desenvolveu armas biológicas, mas pouco sabe-se sobre elas.
Outro problema é
a questão do tráfico de armas, estas caem em mãos de organizações
criminosas ou ainda organizações terroristas.
Fundamentais para
a defesa dos Estados em situação de ameaça externa e interna e estratégicas
como instrumentos de dissuasão no cenário internacional, as armas bélicas
movimentam um comércio estimado em 53,4 bilhões de dólares em 1999, de acordo
com o IISS. Os EUA lideram a exportação mundial de armas, respondendo por
49,1% deste mercado, seguido do Reino Unido (18,7%) e da França (17,6%). O
maior importador mundial de armas é a Arábia Saudita (gastos de 6,1 bilhões
de dólares), seguida de Taiwan (Formosa) (2,6 bilhões de dólares), que
aumenta sua demanda por causa do crescimento das tensões com a China comunista
- também uma grande compradora de armas no ano, ao lado da Índia e de alguns
países africanos. Os gastos mundiais com defesa em 1999 chegam a 809 bilhões
de dólares.
ARMAS NUCLEARES -
Os EUA e a Federação Russa são as grandes potências nucleares do planeta,
seguidos por França, China e Reino Unido. Os arsenais, porém, vêm diminuindo
na última década com a assinatura dos Tratados de Redução de Armas Estratégicas
(Start). Índia e Paquistão já realizaram testes com esse tipo de arma.
Israel, embora não assuma oficialmente, também é considerado uma potência
nuclear. Nos anos 90, Irã e Coréia do Norte chegam bem perto de obter a bomba
atômica. Com a desagregação da URSS, cresce o temor de descontrole sobre os
arsenais nucleares soviéticos.
MINAS TERRESTRES
- Em contraste com os altos preços das armas mais sofisticadas, as minas
terrestres são muito baratas - cada unidade custa de 3 a 30 dólares. Sua
disseminação pelas zonas de guerra do mundo se tornou um problema grave para
as populações civis. A Cruz Vermelha calcula que mais de 110 milhões de minas
estejam espalhadas pelo planeta, principalmente em solo africano (Angola, Egito,
Moçambique, Somália, Sudão e Eritréia), europeu (Bósnia-Herzegóvina, Croácia
e Ucrânia) e asiático (Irã, Iraque, Afeganistão, China, Camboja e Vietnã).
De acordo com a organização, esses artefatos já mataram ou mutilaram mais de
1 milhão de pessoas. Em Moçambique, Camboja, Bósnia e Croácia, eles
continuam fazendo vítimas, apesar do fim dos conflitos, por causa do alto custo
do processo de desarmamento.
CONFLITOS
ESTADOS
UNIDOS
Não se pode
dizer em conflitos mundiais sem mencionar os EUA, que desde a 1.ª Guerra
Mundial marca presença em todos.
Maior potência
econômica e militar do mundo, os Estados Unidos da América (EUA) têm um
imenso e diversificado território, com clima predominantemente temperado.
Situado na América do Norte, é o quarto país mais extenso do mundo, banhado
pelos oceanos Atlântico e Pacífico. A costa leste, região das treze colônias
que deram origem à nação. Na planície central encontra-se sua maior área
agrícola. Os recursos naturais dos Estados Unidos, a riqueza de paisagens e de
possibilidades econômicas atraíram milhões de imigrantes ao país nos séculos
XIX e XX. A identidade nacional dos EUA é construída com a contribuição dos
novos habitantes e, ainda hoje, o país se destaca como o principal pólo de
imigração internacional. Sua cultura e estilo de vida exercem grande influência
global por meio do cinema, da literatura, da música e da TV.
A luta pela
independência norte-americana, no século XVIII, é um marco de afirmação da
república e da democracia (no modelo capitalista liberal) no mundo contemporâneo.
Ao lado disso, os EUA têm uma história de extermínio dos povos indígenas e
de discriminação racial, que atinge em particular os negros descendentes de
escravos e os hispânicos de origem latino-americana.
O PIB do país é
o maior do mundo. Sozinha, a nação é responsável por mais de um quarto da
produção econômica mundial, o que lhe garante posição central no comércio
e no sistema financeiro internacionais. Também oferece um elevado padrão de
vida à população, com o terceiro mais alto índice de desenvolvimento humano
(IDH) - atrás apenas do Canadá e da Noruega - e uma das maiores rendas per
capita do mundo. Com base em seu poderio, os EUA atuam em conflitos por todo o
planeta.
Governo
George Bush: comandou a Guerra do Golfo, em 1991, contra o Iraque.
Governo
Clinton - Política externa - Em política internacional, Clinton foi
criticado por sua indecisão, especialmente no caso do governo militar haitiano
e da guerra civil da Bósnia. No primeiro caso, no entanto, conseguiu que as
tropas norte-americanas restaurassem o poder civil do deposto presidente
Jean-Bertrand Aristide. Na Bósnia, facilitou um acordo de paz entre as partes,
assinado em novembro de 1995, em Dayton. A mediação dos EUA no histórico
acordo de Paz de Oslo entre israelenses e palestinos, em 1993, e no tratado que
põe fim à Guerra da Bósnia, em 1995, favorece a política externa de Clinton,
que presidiu a assinatura de um histórico acordo de paz entre Israel e a
Organização para a Libertação da Palestina (OLP), representados pelo
primeiro ministro israelense, Yitzhak Rabin, e o líder da OLP, Yasser Arafat.
O segundo governo
Clinton amplia seus objetivos externos. Em 1998, o presidente visita nove nações
africanas e faz a primeira viagem oficial à China desde o massacre da Praça da
Paz Celestial (1989). Na Cúpula das Américas, em Santiago (Chile), tenta avançar
na implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Em agosto, o
país reage prontamente aos atentados terroristas contra embaixadas
norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, lançando ataques simultâneos
contra alvos supostamente terroristas no Sudão e no Afeganistão. EUA e Reino
Unido lançam em dezembro de 1998 a maior ofensiva militar contra o Iraque desde
a Guerra do Golfo, após a recusa de Saddam Hussein em abrir instalações à
inspeção da comissão da ONU encarregada de eliminar o arsenal iraquiano de
armas de destruição em massa.
Em março de
1999, os EUA promovem o ingresso de Polônia, Hungria e República Tcheca -
antigos aliados soviéticos - na aliança militar ocidental, a Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A campanha de Clinton para obter novas adesões
ao Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT), assinado então
por 152 países e visto como o pilar da política norte-americana de não-proliferação
nuclear, perde força depois que o Senado rejeita sua ratificação pelos EUA,
em outubro de 1999.
Bombardeio à
Iugoslávia - Os EUA lideram a campanha de bombardeios da OTAN contra a Iugoslávia,
entre março e junho de 1999, com o objetivo de defender a população albanesa
da província sérvia de Kosovo. O ataque - o primeiro na história da OTAN
contra uma nação soberana, com fronteiras reconhecidas - ocorre sem a autorização
do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). A operação
militar termina com a capitulação do presidente iugoslavo Slobodan Milosevic,
obrigado a aceitar o plano de paz que determina a retirada das tropas sérvias
de Kosovo, a instauração de um governo interino da ONU na província e o envio
de uma força internacional de paz à região, dominada pelos EUA e seus
aliados.
Impasse no
Oriente Médio - Por insistência de Washington, o líder palestino Yasser
Arafat e o primeiro-ministro de Israel Ehud Barak retomam o cronograma de
retiradas militares israelenses na Cisjordânia em setembro de 1999. As negociações
enfrentam novo impasse em 2000, durante reunião em Camp David, mediada por
Clinton. Yasser Arafat aumenta a pressão pela criação de um Estado
independente na Palestina e os dois lados não chegam a um acordo sobre o status
final da cidade de Jerusalém.
Boom econômico -
Em janeiro de 2000, em seu discurso anual sobre o Estado da União, Clinton
anuncia o mais longo período de crescimento econômico ininterrupto de toda a
história dos EUA. Uma expansão de 5,3% do PIB no segundo trimestre -
considerado surpreendente para uma economia industrializada - marca o nono ano
de crescimento contínuo. Dados preliminares mostram que o desemprego baixa em
2000 para o nível recorde de 4,1%. Mas um estudo da Comissão de Orçamento do
Congresso, divulgado em setembro de 1999, mostra que, apesar da prosperidade, a
diferença de renda entre os cidadãos mais ricos e mais pobres é a maior desde
a década de 40.
Abalos na
"nova economia" - Em abril de 2000, o juiz federal Thomas Penfield
Jackson condena a gigante dos computadores Microsoft por ter violado a lei
antitruste ao distribuir, como parte de seu sistema operacional Windows, o
programa para navegação Internet Explorer. O juiz ordena a divisão da
empresa, que hoje detém 70% do mercado de software do país. A Microsoft
recorre da sentença. O índice Nasdaq, que estabelece a cotação de ações da
chamada "nova economia" da bolsa de Nova York, despenca. Sua queda
também é impulsionada pela inconsistência no valor das ações do setor de
tecnologia e internet, cujas empresas encontram-se supervalorizadas no mercado.
Cerco ao tabaco e
aos transgênicos - Em setembro de 1999, o governo norte-americano dá início a
um processo contra cinco fábricas de cigarros, requerendo indenização pelos
gastos de saúde pública com doenças provocadas pelo tabagismo. Um tribunal do
Distrito de Colúmbia acata, em maio de 2000, ação contra a Monsanto,
produtora de alimentos geneticamente modificados, os chamados transgênicos. A
empresa foi acusada de violar a lei antitruste para baixar artificialmente seus
preços e comercializar produtos potencialmente perigosos para a saúde humana e
o meio ambiente.
Em maio de 2000,
o estado de New Hampshire torna-se o primeiro a abolir a pena de morte desde que
a punição foi reintroduzida no país por decisão da Suprema Corte, em 1976.
Falha em julho, pela terceira vez consecutiva, o teste do escudo antimíssil orçado
em mais de US$ 10 bilhões. O projeto, que deve estar finalizado em 2005, tem
sido alvo de protestos de vários países, entre os quais China e Federação
Russa. Na interpretação de Moscou, o desenvolvimento do escudo viola os
acordos de desarmamento.
Em setembro de
2000, um tribunal do Novo México ordena a libertação do cientista de origem
taiwanesa, Wen Ho Lee, funcionário do Laboratório Nuclear de Los Alamos. Ele
estava preso desde meados de 1999, quando foi acusado de passar segredos
militares para a China.
Governo
George W. Bush - Eleições presidenciais – Em 14 de dezembro de 2000,
após 36 dias das eleições e várias batalhas judiciais, a Suprema Corte proíbe,
por 5 a 4, nova contagem dos votos da Flórida. Com a decisão, Bush assegura a
maioria de 271 entre os 538 votos do Colégio Eleitoral. Al Gore admite a
derrota mas critica a decisão da Justiça norte-americana; enquanto Bush
discursa pregando "reconciliação e união". O Colégio Eleitoral se
reúne em 18 de dezembro de 2000 e ratifica o republicano George W. Bush como o
novo presidente dos Estados Unidos.
Novo congresso
– O Partido Republicano perde espaço, mas mantém a maioria no Congresso
eleito. Na Casa dos Representantes, inteira renovada, conquistam 220 dos 435
assentos, contra 211 dos democratas (duas vagas estavam indefinidas). No Senado,
com 34 cadeiras em disputa de um total de 100, a nova bancada republicana somava
50 representantes, contra 49 dos democratas (uma vaga estava indefinida). A
ex-primeira-dama Hillary Clinton obtém uma vaga no Senado, por Nova York.
O governo
iniciou-se frio e se enterrando cada vez mais em uma pesada recessão econômica
até 11/09/2001....