... Página inicial- FAQ / Ajuda- Add Favoritos


  Bibliotecas
  Biografias autores
  Dicas de estudo
  Dicionários
  Exercícios Prontos
  Mapas
  Personalidades
  Saiba fazer
  Sites de buscas
  Tradutores
  Universidades
  Vestibular
  Administração
  Artes
  Astronomia
  Biologia
  Contabilidade
  Corpo humano
  Direito
  Diversos
  Economia
  Educação física
  Engenharia
  Filosofia
  Física
  Geografia
  História
  Informática
  Inglês
  Matemática
  Medicina
  Português
  Psicologia
  Química
  Religião
  Sociologia
  Completos
  Resumos


BUSCA

 


Publicidade


Recomende


Sobre o site

Contato
-----------------------
Créditos
----------------------- Na mídia
----------------------- Objetivos
----------------------- Parceiros
----------------------- P. de privacidade
-----------------------
Publicidade


  Matérias :: História :: Geral

 

  Autoria: Evandro Gonçalves dos Santos


 


Conflitos Regionais

INTRODUÇÃO: A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁSIA E DA ÁFRICA

Apesar de ter sido durante a 1º Guerra Mundial (em regiões Asiáticas) que começaram a se formar os movimentos nacionalistas que propunham a libertação dos povos dominados por potências imperialistas européias, a descolonização da Ásia e da África, só foi possível, depois que a 2º Guerra Mundial terminou, porque ouve o declínio dos países europeus e porque o avanço do nacionalismo estimularam os movimentos de libertação .


A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁSIA

  • Independência da Índia

A Índia era um país bastante misturado, havia evidente diferenças sociais, falavam-se mais de 15 línguas, com 845 dialetos e muitas religiões, sendo o Hinduísmo e o Islanismo as religiões que predominavam, e para retardar a libertação, a Inglaterra estimulava a rivalidade que havia entre Hindu e Muçulmanos .

Foi na Índia que o movimento nacionalista pró- independência ganhou força, comandado pelo partido do Congresso Nacional Indiano, que tinha como principais líderes Nehru e Mahatama Gandhi * , esse partido, defendia a autonomia política; uma confederação democrática; modernização do estado; igualdade política para todas as religiões, etnias e classes; reformas sociais ; econômicas e administrativa .

* Mahatama Gandhi- Considerado a maior figura da luta nacional indiana, Gandhi dedicou a vida à luta pela independência de seu país, e quando em 1920 assumiu a liderança do movimento, pregou resistência pacífica, recorreu à jejuns, marchas e desobediência civil .

Ao final do conflito mundial, a Inglaterra, com o seu poder econômico e militar abalado, foi obrigado a conceder a independência da Índia, em 1947 por não poder manter o domínio colonial .

Depois da independência , o país que tinha rivalidades internas não permaneceu unificado, se dividiu em dois estados soberanos :

- República União Indiana, de maioria Hinduísta, governada por Nehru .

- República do Paquistão, ( Dividida em oriental e ocidental ) De maioria Muçulmana, governada por Ali Jinnah que era chefe da liga Muçulmana .

Mais tarde , uma ilha situada ao sul da Índia formou um outro estado de nome República do Sri Lanka.

  • Independência da Indonésia

No séc. XVII, na Indonésia , suas principais ilhas Java e Sumatra Passaram a fazer parte do domínio colonial dos Países Baixos, mas os japoneses acabaram ocupando a região e prometeram autonomia para o país .

Em 1945, com a derrota do Japão na 2º Guerra Mundial, foi declarada a independência da Republica Indonésia, mas a Holanda não reconheceu e iniciou-se um período de lutas entre o exercito holandês e os guerrilheiros nacionalistas, e foi em 1949, depois da medição da ONU e dos EUA, que estavam interessados em estabelecer sua influência na região, que q Holanda reconheceu a independência da Indonésia .

  • Independência da Indochina

As regiões do Vietnã, Laos e Camboja , faziam parte da antiga Indonésia . A região do Camboja (que era formado pela fundação Funã) em 1863, tornou-se protetorado Francês . Em 1940 o Japão dominou toda a Indochina, e então no Vietnã formou-se um movimento nacionalista para lutar contra os invasores denominado Vietminh (Liga Revolucionária para a independência do Vietnã), Liderado por Ho chiminh, que em 1931, fundou o partido Comunista Indochinês.

No decorrer da Guerra do Vietnã, o território do Camboja sofreu infiltração dos vietcongues que estavam à procura dos inimigos, e Camboja até então neutro, mobilizou-se; Junto à uma sucessão de golpes de estado, verificou-se uma guerra sangrenta que dizimou sua população pelo genocídio, doenças e fome .Com a derrota do Japão na Guerra , Ho Chiminh proclamou a independência da República Democrática do Vietnã embora a França não tenha reconhecido . Em 1954 foi convocada a conferência de Genebra para restabelecimento da paz, que serviu também para dividir o Vietnã em dois estados : Vietnã do sul com capital Saigon, e o Vietnã do Norte, com capital em Hanói reconhecer a independência de Laos, Camboja e Vietnã .

 

A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA

  • Independência da Argélia

Interessados na exploração econômica , a França na primeira década do séc. xIx, dominou a Argélia . Em 1954, formou-se a frente de Libertação Nacional (FLN) que usando a tática da guerrilha, iniciou a guerra da independência contra os colonizadores, mas a França com o objetivo de sufocá-los, cometeram várias atrocidades , como atrocidades e torturas ; quando em 1958 o general De Gaulle assumiu o governo da França, começou-se a negociação da independência da Argélia, e só em 1962 após um período de complicadas negociações entre os líderes da Frente de Libertação Nacional, o governo francês e os franceses que moravam na Argélia, a independência foi reconhecida .

  • A guerra do Congo

O Congo foi colonizado na 1º década do séc. xx , pela Bélgica ; na década de 50, o líder nacionalista Patrice Lumumba, passou a lutar pela libertação do Congo, desencadeando agressivas manifestações populares . Em 1960, muitos belgas abandonaram a região, e a Bélgica concedeu independência ao Congo, mais Moisés Tshombe, governador da província de Katanga , iniciou um movimento de caráter separatista, que foi apoiado por tropas mercenárias belgas e financiado por empresas internacionais (interessadas nas riquezas minerais) .

Com o apelo do governo, a ONU enviou uma força de paz à região, que não resolveram muita coisa e se retiraram em 1964, deixando o país praticamente unificado, mas Tshome tentou se apossar do poder e provocou uma nova rebelião .

  • Independência das Colônias Portuguesas

As colônias portuguesas Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e os arquipélagos de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, foram as que mais tardiamente conseguiram sua libertação.

Em 1961, a luta pela independência teve início em Guiné-Bissau, e foi comandada pelo fundador do partido da Independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC),Com o seu assassinato, Luís Cabral assumiu o comando do movimento, proclamando a independência; Em 1974, com a queda do regime fascista em Portugal, o novo governo reconheceu a independência de Guiné-Bissau. No ano seguinte, Portugal também reconheceu a independência de Cabo Verde .

Em Moçambique, afrente de libertação de Moçambique (FREMILO), fundada por Eduardo Mondlane, iniciou, em 1964, um movimento armado contra o colonialismo português, vários dos confrontos entre as duas forças terminaram com a derrota dos portugueses, e em 1975 o governo democrático de Portugal reconheceu a independência da república Popular de Moçambique .

Agostinho Neto fundou o movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), mas ouve também, outras organizações com o mesmo objetivo ; após a queda do salazarismo em Portugal, foi assinado em 1974, o Acordo de Alvor, que estabelecia a independência de Angola para o ano seguinte . O arquipélago de São Tomé e Príncipe, conseguiu se libertar do domínio Português em 1975 .

 

A guerra da Coréia ( 1950-1953)

Essa guerra ocorreu no apogeu da guerra fria. Esse conflito violento envolveu os EUA e a URSS, quando a Coréia do Norte (apoiada pelos soviéticos) invadiu a Coréia do sul (apoiada pelos americanos) e quase ocorrendo um conflito mundial. A China comunista participou da guerra ao lado dos soviéticos. O conflito se assinalou pela intervenção militar direta dos EUA, ao qual se juntaram contingentes da ONU, a pz foi assinalada em 27 de julho de 1953 e estabeleceu a divisão do território em dois países: Coréia do Norte socialista e Coréia do sul influenciada pelos EUA.

A Guerra do Vietnã (1961-1975)

Ocorreu após a independência do domínio francês em 1974, pois o Vietnã estava dividido em dois governos: no norte, a República Democrática do Vietnã (apoiada pelos socialistas) e, no sul, a República do Vietnã (apoiada primeiro ministro Ngo Dinh Dien e pelo mundo capitalista). A unificação deveria ocorrer através de eleições, mais isso não foi possível pois o governo do Vietnã do Sul não permitiu que as eleição se realizassem. Os comunistas organizaram a resistência ao regime, criando, em 1960, a Frente de Libertação Nacional (FLN) e, em 1961, o exército de libertação nacional, o Vietcong.

O conflito entre as duas repúblicas levou os EUA a intervirem militarmente para garantir o governo do sul, Saigon. Através de técnicas de guerrilha, o Vietnã do Norte promoveu uma longa guerra. Em resposta a esse movimento o governo do presidente John Kennedy, dos EUA, aumentou para quinze mil o número de conselheiros militares norte americanos no Vietnã do Sul, criando um comando militar na região. Em 1963 a tensão pública se agravou com o assassinato do primeiro ministro. O governo norte americano resolveu intervir militarmente e em agosto de 1964 ordenou ataques aéreos do Vietnã do Norte. A partir daí a guerra se generalizou no país: o Vietnã do Sul e as forças norte americanas passaram a lutar contra as tropas do Vietnã do Norte e contra o Vietcong, de 1964 a 1969 os efetivos norte americanos na área passaram de 148 000 para 541 000 homens.

Em 1968, o Vietcong conseguiu ocupa a cidade Hue, antiga capital religiosa do Vietnã. Os EUA determinou a suspensão dos bombardeios, iniciando um recuo norte americano. Em maio de 1968 em Paris iniciaram as negociações entre o Washington e Hanói (capital do Vietnã do norte); no ano seguinte foram administradas na conversações as representantes de Saigon (capital do Vietnã do sul) e da Frente de Libertação Nacional (FLN).

As conversações se arrastavam sem qualquer solução; nos EUA crescia as manifestações contrárias à manutenção da guerra a medida que iria sendo divulgada pela TV, a violência e os constantes ataques norte-americanos a população das cidades e de aldeias camponesas em defesas, além da devastação das plantações e os recursos minerais, provocada pelo uso de agentes químicos proibido por convenções internacionais.

Em 1970 porém contrariando a união pública do país e a internacional o novo presidente dos EUA, ampliou o conflito bombardeando o Camboja sob o pretexto de eliminar "redutos". Em 1972 as tropas norte-americanas atacaram a capital norte-vietnamista. O Vietnã do norte, a Frente de Libertação Nacional (FLN) e o Vietcong resistiram porém em 1973 pressionado pela opinião pública do país, os EUA saíram do país. Em 1975 com a vitória dos nortistas o país foi unificado pelo regime socialista.

O fim da Guerra do Vietnã não significou, porém, a paz na região. Além dos graves problemas internos determinados pela divergência política-ideológica, que não foram eliminadas pelo conflito e pelos efeitos devastadores das lutas, o Vietnã defrontou-se com os países fronteiriços: com o Camboja em 1977, com a China, que em 1979 chegou a invadi-lo por 15 dias, e com a Tailândia, em 1990.

 

África do Sul: a violência do racismo

A República Sul-Africana foi a nação em que o racismo mais teve influência na política. Sua antiga Constituição incluía artigos de clara segregação racial e discriminação entre os cidadãos, conhecidos como leis do "apartheid".

O apartheid atingia a habitação, o emprego, a educação e os serviços públicos. Foi implantado para favorecer a permanência no poder de uma minoria branca. Mas, a partir de 1990, Frederick de Klerk, sucessor de Pieter Botha, vendo-se acuado pelas pressões estrangeiras, condena oficialmente o apartheid e liberta líderes políticos, entre eles Nelson Mandela.

Shaperville, 21 de março de 1960. Vinte mil negros protestam contra a lei que os obriga a portar cartões de identificação. O exército atira sobre a multidão. Saldo: 67 mortos e 186 feridos. O Congresso Nacional Africano, que é o maior grupo organizado de oposição ao apartheid, responde à brutalidade do ataque abandonando a política de não-violência. O líder do movimento, Nelson Mandela, viria a ser preso e sentenciado à prisão perpétua.

A África do Sul tem uma população de cinco milhões de brancos, 29 milhões de negros, 2 milhões de mulatos e um milhão de asiáticos. O governo é composto quase exclusivamente de brancos.

A África do Sul é um país de grande importância estratégica para o mundo ocidental. Ao longo de sua costa viajam quase todos os navios que transportam petróleo para o Ocidente. A África do Sul é rica em ouro, diamantes, carvão, ferro, minérios, cromo e urânio, vital para a indústria militar.

Os colonizadores brancos, vindos na maioria da Holanda - mas muitos também da França -, começaram a chegar à África do Sul no século XVII. No final do século XVIII, explodiu a guerra entre eles e os bantos da África Central, que já habitavam a região. Os colonizadores ingleses só começaram a chegar em maior número, depois de 1814. As tensões entre holandeses e ingleses culminaram na Guerra dos Bôeres, que prolongou-se de 1888 a 1902.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, as leis de segregação racial na África do Sul eram semelhantes às que haviam nos Estados Unidos. Quando o Partido Nacional subiu ao poder, em 1948, tratou de montar um aparelho de repressão mais eficiente, com o objetivo de reforçar o apartheid. O apartheid estabelece a existência de quatro grupos: brancos, negros, mulatos e asiáticos. Estes grupos deveriam viver em territórios separados, designados pelas autoridades. No ponto mais baixo da escala social ficavam os 29 milhões de negros. Estes trabalham nas minas, sob a autoridade de capatazes brancos, e vivem em guetos miseráveis e superpovoados. A minoria de cinco milhões de brancos goza de alto padrão de vida e detém todo o poder.

1986. A comunidade internacional, condenando o apartheid, determina várias sanções econômicas contra a África do Sul. O regime começa a se deteriorar. Ondas de violência varrem o país.

5 de julho de 1989. O presidente sul-africano Pieter Botha entrevista-se com Nelson Mandela para preparar sua libertação. Mas, foi o seu sucessor na liderança do Partido Nacional, Frederick de Klerk, que no dia 2 de fevereiro de 1990 anuncia no Parlamento as primeiras medidas para pôr fim ao sistema de apartheid. Liberaliza o Congresso Nacional Africano, o Congresso Pan-Africano e o Partido Comunista Sul-Africano.

11 de fevereiro. Nelson Mandela, líder do Congresso Nacional Africano, preso por 28 anos, é libertado. 1991. Negociações multirraciais são iniciadas para estabelecer as bases de um período de transição.

O presidente De Klerk pede perdão pelo apartheid, em outubro de 1992. Um ano depois, em outubro de 93, De Klerk e Mandela recebem o Prêmio Nobel da Paz.

1994. É posta em vigor a nova Constituição provisória não-racial, que outorga direito de voto à maioria negra.

27 de abril de 1994. Primeiras eleições multirraciais na África do Sul. Nelson Mandela sai candidato pelo Congresso Nacional Africano e se torna presidente. Um desafio para o CNA de Mandela: fazer uma África do Sul mais humana e com melhores condições de vida para a maioria de sua população.

Guerra Irã-Iraque

O radicalismo xiita do Irã alertou o presidente do Iraque, Saddam Hussein, seguidor da seita sunita. Aproveitando-se da fragilidade política no Irã, Saddam Hussein declarou guerra ao Irã em setembro de 1980, alegando que a presença iraniana no canal de Chatt-el-Arab (onde ficam as reservas de petróleo iranianas) era ilegal.

Hussein visava conquistar territórios e a chefia moral do mundo árabe, excluindo a presença dos xiitas do Oriente Médio. Para tanto, o Iraque acreditava que venceria facilmente e provocaria um clima de descontentamento no Irã, o que levaria à substituição do regime de Khomeini.

No entanto, a população xiita se uniu contra os iraquianos, retomou as posições ocupadas e invadiu o Iraque em 1982. A partir daí, a guerra se alastrou no Golfo Pérsico, comprometendo as exportações de petróleo.

Destruído, o Irã aceitou um cessar-fogo em julho de 1988, a retirada das tropas até fronteiras reconhecidas internacionalmente e o início das negociações de paz. O conflito matou aproximadamente 500 mil pessoas e um milhão ficaram feridas.

 
 

<-Anterior

Página 1
Próxima->

História geral - História do Brasil - Exercícios resolvidos

 

Cola da Web.: É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, exceto em trabalhos escolares.