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Corrida Espacial
As primeiras experiências com
foguetes datam de 1935. São realizadas simultaneamente na
Alemanha e Estados Unidos e estão diretamente vinculadas às
pesquisas sobre novos armamentos. Durante a Segunda Guerra
Mundial, o governo alemão usa os princípios de propulsão de
foguetes para construir as primeiras bombas voadoras, a V-1
e a V-2. É com essa tecnologia capturada dos alemães que
Estados Unidos e União Soviética dão início à chamada
corrida espacial: a luta pela primazia na conquista do
espaço. Cada passo dessa corrida traduz-se em avanços
tecnológicos: novos materiais, aperfeiçoamento de motores,
armamentos, satélites meteorológicos e de comunicação.
A disputa entre Estados Unidos
e União Soviética (URSS) pela conquista do espaço foi o
grande impulso para a exploração espacial e resultou em
grandes avanços científicos e tecnológicos, além de
descobertas importantes. Em 1957, a URSS saiu na frente,
lançando o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial a
entrar em órbita. Uma semana depois, foi lançado o Sputnik
2, com a cadela Laika, o primeiro ser vivo a ir para o
espaço.
Em 1958, os EUA reagiram com a
criação da Nasa (National Aeronautics & Space Administration),
reponsável pelo programa espacial do país. Nesse mesmo ano
foi lançado o primeiro satélite artificial americano, o
Explorer 1.
A partir de 1960, o principal
objetivo das viagens espaciais passou a ser o envio do homem
ao espaço. Novamente a União Soviética sai na frente, em 12
de abril 1961, com a viagem tripulada por Iuri Gagarin na
cápsula espacial Vostok 1. A viagem durou uma hora e 48
minutos e percorreu cerca de 40 mil quilômetros em volta da
Terra numa única órbita. Em 62, os americanos enviaram John
Glenn para o espaço. Assim, a URSS vence a primeira etapa da
corrida espacial.
O projeto espacial americano
sofreu um processo de aceleração, pois eles perceberam que a
URSS estava na frente. Assim, aperfeiçoaram-se, e como o
projeto soviético vinha sendo atrapalhado por algumas
interrupções tomaram a dianteira. O projeto soviético para
enviar o homem à Lua começou com a nave Soyuz 1, mas foram
os americanos os primeiros a chegarem na superfície lunar em
20 de julho de 1969, quando o módulo lunar Eagle, da nave
Apollo 11, pousou no solo e o primeiro homem a pisar em
outro corpo celeste, Neil Armstrong deu fim à corrida
espacial. A famosa fala do astronauta tornou-se célebre na
História do século XX: "Um pequeno passo para o homem, mas
um grande passo para a Humanidade".
As viagens à Lua começaram bem
antes das viagens à Marte e foram símbolo do domínio mundial
americano, já que o contexto era o da Guerra Fria, na qual
EUA e União Soviética disputavam o poder político e
econômico.
A principal missão do Projeto
Apollo era levar homens à Lua e trazê-los de volta à salvo,
mas a possibilidade de não dar certo era tão grande que o
presidente dos EUA, Richard Nixon, já tinha um discurso
pronto para cada uma das situações: o sucesso ou o fracasso
da operação. Os astronautas também já estavam preparados
para o pior e levavam consigo cápsulas de cianureto para
serem ingeridas caso ficassem presos no espaço.
Ao total, foram 17 naves do
Projeto Apollo. A Apollo 13 teve problemas no abastecimento
de oxigênio do módulo de comando ao entrar na órbita lunar e
não conseguiu fazer a aterrissagem.
Depois de chegarem à Lua em
1969, os norte-americanos prometem mandar um homem a Marte
até 1985, mas seu programa espacial é desacelerado. Surgem
novas prioridades: as pesquisas de novos materiais,
medicamentos, armamentos, com grande participação de
capitais privados.
Mais uma vez, a União
Soviética saiu na frente, a partir da década de 70, com a
estação espacial Salyut, lançada em 19 de abril de 1971,
para a realização de vários estudos sobre a ausência da
gravidade. Em resposta, os americanos lançaram, em maio de
1973, a Skylab. Em 86, a URSS lançou a Mir, que já foi
destruída.
Durante a Guerra Fria,
importantes projetos espaciais foram realizados. A sonda
americana Voyager 1, lançada em 1977, foi a Júpiter e a
Saturno e a Voyager 2, lançada no mesmo ano, visitou
Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As duas sondas
encontram-se agora fora do sistema solar. O Telescópio
Espacial Hubble, a nave Galileu, a Estação Espacial
Internacional Alpha, a exploração de Marte e o Neat
(Programas de Rastreamento de Asteróides Próximos da Terra)
fazem parte dessa geração.
Em 1978, a Agência Espacial
Européia entra na corrida espacial com os foguetes
lançadores Ariane. A França passa a controlar sozinha o
projeto Ariane em 1984 e, atualmente, detém cerca de 50% do
mercado mundial de lançamento de satélites.
Os ônibus espaciais também
entraram em órbita na década de 80. Em resposta ao
norte-americano Space Shuttle, da Nasa, a Rússia lançou o
Buran.
O interesse pelo quarto
planeta do sistema solar, Marte data do século XVII. A
suposta existência de água no planeta vermelho levantou a
suspeita da existência de vida em Marte.
As imagens obtidas na década
de 60 pelas sondas espaciais Mariner descartaram a hipótese
de existência de vida inteligente em Marte. Recentemente, a
hipótese de existência de vida, mesmo que primitiva, no
planeta vermelho, voltou à discussão por causa da descoberta
de microfósseis de formas primitivas de vida em um meteorito
encontrado na Antártida e, supostamente, originado daquele
planeta.
As missões não tripuladas
enviadas a Marte, como Mars Pathfinder e Mars Global
Surveyor, são exemplos de desenvolvimento científico e
tecnológico inéditos que resultaram em grande número de
dados e imagens.
Entre os argumentos
encontrados para justificar os investimentos em projetos
espaciais está o fato de Marte apresentar algumas
características semelhantes às da Terra, o que pode auxiliar
nos estudos sobre o desenvolvimento da vida em nosso
planeta. O planeta vermelho também apresenta condições
apropriadas para uma eventual missão tripulada.
A exploração de Marte teve
início na década de 60, com a Marte 1 lançada em 1962 pelos
russos, mas que perdeu contato com a Terra no caminho. Os
EUA também fracassaram em 1964 quando mandaram a Mariner 3.
No mesmo ano, os americanos enviaram a Mariner 4 que
orbitou Marte e enviou fotos.
A sonda americana Mariner 9
ficou na órbita do planeta, em 1971, e mapeou 85% da
superfície marciana. Em 1973, a Rússia enviou as sondas
Marte 4 e 6.
Em 1975, os americanos
lançaram a Viking 1, que pousou e enviou imagens, nas quais
foram descobertas as calotas de gelo nos dois pólos. No
mesmo ano, a Viking 2 enviou mais uma grande quantidade de
dados.
A norte-americana Mars
Observer foi enviada em 1992 e permitiu detalhadas pesquisas
sobre o solo marciano, além de ter enviado muitas imagens à
Terra.
A Pathfinder, norte-americana,
pousou em solo marciano em 1997. Foi a primeira vez que
foram obtidas fotos coloridas, além dos muitos dados
científicos.
Mais duas missões estão sendo
preparadas, a Mars Climate Orbiter e a Mars Polar Lander. A
primeira tem o objetivo de estudar o clima, e a segunda, de
buscar água em solo marciano através de perfuração. É o caso
do projeto da Nasa chamado "Referência Marte", que pretende
enviar uma nave tripulada a aquele planeta até o ano de
2014.
Missões
SOHO - Europa / USA (12/12/95)
- O propósito científico principal da SOHO é estudar a
estrutura interna do Sol, observando oscilações de
velocidade e variações de brilho, e observar os processos
físicos que formam e aquecem a coroa solar, e a origem do
vento solar.
NEAR - USA (17/02/96) - A
missão NEAR (Near Earth Asteroid Rendez-vous) é a primeira
de uma série de naves em pequena escala projetadas para vôo
de três anos a um custo de até 150 milhões de dólares. A
nave é equipada com um espectrômetro de raios X/gama,
infravermelho, uma máquina fotográfica provida com CCD, um
altímetro à laser, e um magnetômetro. O propósito científico
principal da NEAR é a órbita do asteróide 433 Eros. A nave
foi programada para estudar o asteróide durante um ano
depois de entrar em órbita em fevereiro de 1999. A NEAR
obteve imagens do Cometa Hyakutake em março de 1996, e voou
a 1.200 quilômetros do asteróide 253 Mathilde no dia 27 de
junho de 1997.
Mars Global Surveyor - USA
(07/11/96) - Esta nave tem estudado a superfície e atmosfera
Marciana, e tem enviado mais dados sobre o planeta vermelho
que todas as outras missões combinadas.
Mars Pathfinder - USA
(04/12/96) - A Mars Pathfinder fez uma aterrissagem segura
no planeta vermelho no dia 04 de julho de 1997. Um tremendo
sucesso, a missão durou três vezes mais do que se esperava.
Com a ajuda do pequeno robô Sojourner, a missão enviou mais
de 17.000 imagens. Aprendemos muito mais sobre Marte,
principalmente sobre a provável existência de água líquida
há muito tempo em sua superfície.
Lunar Prospector - USA (10/97)
- A Lunar Prospector foi projetada para uma investigação da
órbita polar da Lua, inclusive a composição da superfície e
possível gelo depositado, medição dos campos magnéticos e de
gravidade.
Space Infrared Telescope
Facility - EUA (25/08/03) - Esta missão é composta de um
telescópio de infravermelho que estudará o início do
universo, galáxias antigas e estrelas em formação, e
detectará discos de poeira próximos à estrelas, onde
planetas podem ser formados.
Mars Reconnaissance Orbiter -
(previsto para 2005) - Esta missão irá analisar em detalhes
a superfície em busca de sinais de água em Marte.
Kepler Mission - (previsto
para 2007) - A missão Kepler pesquisará planetas semelhantes
a Terra. Um telescópio equipado com o equivalente a 42
câmeras digitais monitorarão o brilho de 100.000 estrelas,
esperando que planetas cruzem a linha de visão de suas
estrelas.
Advanced Radio Interferometry
Between Space and Earth (sem data prevista) - Se aprovada,
esta missão irá estudar os buracos negros, através de
imagens com resolução 3.000 vezes maior que a do Telescópio
Hubble da NASA. A missão consistirá de um radiotelescópio no
espaço operando em conjunto com muitos rádio-telescópios na
Terra.
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