Congresso de Viena
Em Novembro de 1814,
os países da 6a Coligação
reuniram-se no Congresso de Viena para redesenhar o
mapa da Europa Pós - Napoleônica . Dois princípios
básicos orientaram as resoluções do Congresso :
-
A restauração das dinastias
destituídas pela Revolução e consideradas "legítimas" ;
-
A restauração do equílibrio entre as
grandes potências, evitando a hegemonia de qualquer uma
delas ;
A divisão
territorial não satisfez a nenhuma das potências
participantes, porém foi restabelecido o equilíbrio
entre essas . Veja-os :
-
O Tratado de Paris obrigou a França a
pagar 700 milhões de indenizações as nações
anteriormente por ela ocupadas . Seu território passou a
ser controlado por exércitos aliados e sua marinha de
guerra foi desativada . Suas fronteiras permaneceram as
mesmas de 1789 . Luís XVIII, irmão de Luís XVI foi
reconhecido como novo Rei ;
-
A Rússia anexou parte da Polônia,
Finlândia e a Bessarábia ;
-
A Áustria anexou a região dos Bálcãs
;
-
A Inglaterra ficou com a estratégica
Ilha de Malta, o Ceilão e a Colônia do Cabo, o que lhe
garantiu o controle das rotas marítimas ;
-
A Turquia manteve o controle dos
povos cristãos do Sudeste da Europa ;
-
A Suécia e a Noruega uniram-se ;
-
A Prússia ficou com parte da Saxônia,
da Westfália, da Polônia e com as províncias do Reno ;
-
A Bélgica, industrializada, foi
obrigada a unir-se com à Holanda formando o Reino dos
Países Baíxos ;
-
Os Principados Alemães formaram a
Confederação Alemão com 38 Estados , A Prússia e a
Áustria participavam dessa Confederação ;
-
A Espanha e Portugal não foram
recompensados com ganhos territoriais, mas tiveram
restauradas as suas antigas dinastias . O Brasil foi
elevado a Reino Unido a Portugal e Algarves .
Santa Aliança
Para garantir, em
termos práticos, a aplicação das medidas conservadoras do
Congresso de Viena, o Czar da Rússia propôs a criação da
Santa Aliança . Esta servia de ajuda mútua das monarquias
européias em nome "da religião, da paz e da justiça" . Seu
objetivo era estabelecer o direito de intervenção em
qualquer região européia em que se inicia-se um movimento
liberal ou uma revolução burguesa . Porém após a
independência das Colônias Latino - Americanas, a Santa
Aliança se enfraquece e a Inglaterra por motivos econômicos
se retira da Santa Aliança .
Conclusão :
A situação da França
na época do Diretório era extremamente grave . A Burguesia
estava encurralada entre os Jacobinos e os Monarquistas
internamente e pelos países absolutistas externamente .
Napoleão foi a melhor escolha, pois além de defender os
ideais burgueses, era um elemento aclamado pelo Povo . A
burguesia então poderia de um lado acalmar o Povo e de outro
defender seus ideais . Napoleão significou a última etapa da
Revolução Francesa, a consolidação do Poder Burguês . O
Império Napoleônico somente se sustentou por causa da
Burguesia Industrial e Comercial que lucrava venda de seus
produtos para os outros países agrários submetidos por
Napoleão . A decretação do Bloqueio Continental acabou por
prejudicar mais os países da Europa Continental do que a
Inglaterra . A Inglaterra para resolver o problema
comercializou com as colônias, porém os países da Europa
Continental acabaram entrando em crise, como é o caso da
própria França . As guerras eram muito caras, então a partir
do momento em que a Burguesia para de apoiar Napoleão, o
Império entra em crise . Para os outros países, Napoleão era
a imagem viva da Revolução Francesa sendo suas idéias
aproveitadas por grupos liberais desses países, porém
internamente notava-se a imposição geral da nação . Os
Estados Absolutistas temerosos em perderem seus direitos
feudais e as idéias burguesas espalharem em seu território
combateram incansavelmente Napoleão ate conseguir derruba-lo,
porém a exceção da Inglaterra que não queria ter que
competir com outra nação burguesa que poderia diminuir o seu
domínio . A cada país conquistado por Napoleão, tinha seus
ideais feudais abolidos e em seu lugar colocados ideais
burgueses, sendo aclamados pelo burguesia local . Com a
queda de Napoleão, mostrou-se que a Europa não mais
continuaria absolutista e novas revoluções liberais iriam
surgir, por isso foi criada a Santa Aliança que tentava
impor, geralmente a força, o absolutismo aos países
"renegados".
Não podemos afirmar,
porém se Napoleão não tivesse ascendido ao trono será que
hoje seriamos nações burguesas com ideais Capitalistas ? ...
Em 1814,
com a derrota de Napoleão Bonaparte e o fim da guerra na
Europa, o retorno da Corte voltou a ser discutido em
Portugal. Os portugueses sentiam-se abandonados e queriam
seu rei de volta. A queda de Napoleão tornou mais evidente a
decadência do reino português, que em nada fora beneficiado
com a permanência da família real na América.
Mas não era
apenas Portugal que desejava mudanças. Em 1815, os
vencedores de Napoleão reuniram-se em um Congresso na cidade
de Viena, capital da Áustria, com o objetivo de restaurar a
velha ordem transformada pela Revolução Francesa, evitar que
as idéias liberais se espalhassem e também reconduzir ao
poder as antigas dinastias. Os participantes do Congresso de
Viena, tranqüilos por terem vencido os revolucionários,
discutiam as mudanças que deveriam ser feitas para anular as
conseqüências produzidas pela Revolução Francesa e pelo
governo de Napoleão. A criação da Santa Aliança, uma
associação formada pelos três reinos mais importantes
presentes ao Congresso - Rússia, Áustria e Prússia -, com
poder de intervenção em nações onde movimentos liberais
pudessem pôr em xeque os governos absolutos, contribuía para
ajudar a reconstruir a ordem conservadora européia.
No entanto,
a partir de 1820, a Europa foi sacudida por uma onda de
movimentos de contestação, de inspiração liberal, em reação
às medidas restauradoras do Congresso de Viena. Esses
movimentos combatiam o absolutismo de direito divino dos
reis, mas admitiam a Monarquia desde que os poderes dos
soberanos ficassem limitados por uma Constituição e fossem
respeitadas as liberdades individuais.
Pelo
princípio da legitimidade, defendido pelo príncipe
Talleyrand, representante do rei absolutista da França, Luís
XVIII, no Congresso de Viena, os soberanos das antigas
dinastias européias que haviam sido depostos após a
Revolução Francesa, principalmente no período napoleônico,
deveriam ser restaurados em seus tronos. Assim, Portugal
deveria voltar a ser governado pela dinastia de Bragança,
representada por D. João VI. No entanto, D. João, conhecido
na Europa como o Rei do Brasil, acostumara-se à idéia de
permanecer no Rio de Janeiro, concretizando o tão sonhado
Império luso-americano. A solução encontrada,
atribuída ao próprio Talleyrand, e proposta ao representante
português, conde de Palmela, foi a
elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e
Algarves. Essa medida, além de defender a presença da Europa
e da realeza na América, também agradaria aos súditos do
Brasil, pois destruiria a idéia de Colônia que tanto lhes
desagradava, além de afastá-los da idéia de Independência e
de República.
D. João,
desinteressado de voltar a Lisboa, em 16 de dezembro de 1815
fez publicar a Carta de Lei que dizia: "Que os meus Reinos
de Portugal, Algarves, e Brasil formem dora em diante um só
e único Reino debaixo do título de REINO UNIDO DE PORTUGAL,
E DO BRASIL, E ALGARVES". Saudada com entusiasmo no Rio, a
mudança não foi tão bem recebida pelos portugueses. A
elevação a Reino Unido colocava o Brasil em condições de
igualdade ou até em situação superior a Portugal, visto que
a Corte permanecia no Rio de Janeiro.
O Congresso
de Viena
Realizado na Europa entre 1814 e 1815, o
Congresso foi responsável pela reorganização geopolítica do
continente e deveria refletir o Princípio da Legitimidade
Reunido a partir do outono de 1814, teve como principal
objetivo promover a reorganização territorial da Europa,
após a derrota de Napoleão.
Os princiopais participantes do Congresso foram: Metternich,
representando a Áustria, O Czar Alexandre II, da Rússia; o
Príncipe Hadenberg da Prússia; Lord Castelereagh, pela
Inglaterra, depois substituído pelo Duque de Wellington e
representando a França, o Príncipe de Talleyrand. Havia
ainda representantes de todas as nações européias, pois não
existia uma sequer que não tivesse ali seus interesses em
jogo.
Quando foi
assinada a Ata Final, em 9 de junho de 1815, percebeu-se que
os propósitos iniciais do Congresso, que tinham como meta
decisiva estabelecer os principios da legitimidade e da
restauração, acabaram por não ser cumpridos.
Na prática, ocorreu a legitimidade do poder dos reis sobre a
vontade dos povos, privilegiando os países vencedores na
guerra contra Napoleão.
A Áustria reteve seu domínio sobre a Lombardia e Veneza e
também sobre a maior parte de seus domínios na Polônia,
juntamente com a Prússia, ficando uma parte para a Rússia.
Gênova foi anexada ao Reino da Sardenha; foi confirmada a
soberania da Holanda sobre a Bélgica e Luxemburgo, e a
Prússia ficou com os territórios da Reno.
Dentro
desse quadro de divisões e anexações, destaca-se a divisão
do território italiano e alemão (que deu origem a
Confederação Germânica), enfraquecendo as duas regiões.