600
a.C. - 1 d.C.
"Cativeiro
da Babilônia (597-538 a.C.)"
Cativeiro
da Babilônia, período entre a deportação dos judeus da
Palestina para a Babilônia, efetuada pelo rei Nabucodonosor II,
e a libertação, em 538 a.C., pelo rei persa Ciro.
"Império
persa (557-331 a.C.)"
"Taõ
rico quanto Creso (c. 550 a.C.)"
Creso
(reinou de 560 a 546 a.C.), último rei da Lídia,
antigo país da Ásia Menor. Quando seu pai, o rei Aliates da
Lídia, morreu em 560 a.C., Creso depois de uma breve
disputa, com seu meio-irmão, tornou-se rei. Expandiu seus
domínios, dominando todas as cidades gregas situadas na costa da
Ásia Menor (atual Turquia), acumulando uma enorme fortuna a
partir dos saques realizados.
"Buda
(c. 528)"
Buda
(563?-483? a.C.), fundador do budismo, nascido com o nome de
Sidarta, no parque Lumbini, perto de Kapilavastu, onde hoje é o
Nepal. O nome de Buda Gautama, pelo qual se tornou conhecido o
Buda histórico, é uma combinação de seu nome de família,
Gautama, e o epíteto Buda que significa o iluminado.
Começou a buscar a iluminação aos 29 anos, ao descobrir que o
sofrimento é o destino da humanidade. Em busca da verdade,
abandonou a família e a riqueza. Durante seis anos, esforçou-se
para alcançar a iluminação através de um severo ascetismo.
Percebendo a ineficácia deste método, modificou-se a ponto de
perder os discípulos. Aos 35 anos, atingiu a iluminação e
compreendeu as Quatro Grandes Verdades: 1) toda existência é
sofrimento; 2) todo sofrimento é provocado pela ignorância; 3)
pode-se vencer o sofrimento superando a ignorância; 4) esta
superação é alcançada através do Grande Caminho Óctuplo, da
moralidade e da sabedoria. Decidido a divulgar o dharma (lei)
reuniu-se, perto de Benarés, com os antigos discípulos que o
aceitaram como mestre e se ordenaram monges. Um de seus
princípios fundamentais é o caminho do meio, entre
os extremos do sacrifício e da autocompaixão. Morreu aos 80
anos, em Kusinagara, depois de uma vida missionária. Sua
rebelião contra o sistema de castas e os extremismos hedonistas,
ascéticos e espirituais influiu, decisivamente, na formação do
hinduísmo.
"Maratona
(490 a.C.)"
"Partenon
(447-432 a.C.)"
Pártenon,
templo dórico dedicado a Atena Parthenos, situado no alto da
Acrópolis de Atenas. Foi construído no século V a.C. a partir
do projeto dos arquitetos Ictino e Calícrates, embora sua
concepção esteja de certa forma relacionada à figura do
escultor Fídias.
"Sócrates
(399 a.C.)"
Sócrates
(470- 399 a.C.), filósofo grego. Foi o fundador da
filosofia moral, ou axiologia. Nascido em Atenas, familiarizou-se
com a retórica e a dialética dos sofistas, pensadores
profissionais que combateu com veemência. Ao contrário dos
sofistas, que cobravam para ensinar, Sócrates passou grande
parte de sua vida provocando discussões em que ajudava o
interlocutor a descobrir as próprias verdades, num método que
ficou conhecido como maiêutica. Nunca cobrou por suas aulas e
ensinamentos. Antes de Sócrates, os filósofos acreditavam que
deviam procurar uma explicação para o mundo natural. Depois
dele, o pensamento voltou-se para os assuntos que Sócrates
considerava fundamentais: o homem e o humano, temas espelhados na
ética e na filosofia. Sócrates jamais escreveu sobre qualquer
assunto e as informações sobre ele procedem do historiador
Xenofonte e, sobretudo, de Platão, que o descreveu como alguém
que se ocultava atrás de uma irônica profissão da ignorância.
Uma das histórias que sobreviveu ao tempo conta que, ao ser
apontado pelo oráculo de Delfos como o mais sábio de todos os
homens, Sócrates teria respondido: só sei que nada
sei. Sócrates foi o primeiro nome da trindade de
pensadores gregos que marcaram a filosofia e cultura ocidental.
Os outros dois são Platão e Aristóteles. Sócrates nasceu em
Atenas, provavelmente em 470 a.C. Era filho de uma parteira e de
um homem bem relacionado nos meios políticos da cidade. Estudou
com Arquelau, discípulo de Anaxágoras, e lutou em várias
batalhas na guerra do Peloponeso. Casou-se com Xantipa, com quem
teve três filhos. Seus contemporâneos o descrevem como um homem
feio, mas dotado de grande senso de humor, arma que geralmente
utilizava para obrigar um oponente a confessar sua ignorância
sobre um assunto em pauta. Sua contribuição à filosofia teve
acentuado caráter ético. A base de seus ensinamentos foi a
crença na compreensão dos conceitos de justiça, amor, virtude
e conhecimento de si. Sócrates acreditava que todo vício é
produto da ignorância. A virtude, afirmava, é conhecimento.
Aqueles que conhecem o bem, agem de maneira justa. Acusado de
desprezar os deuses do Estado e de introduzir novas divindades,
foi condenado à morte. Embora seus amigos tivessem preparado sua
fuga da prisão, preferiu acatar a lei, morrendo após beber uma
infusão de cicuta.
"China:
a dinastia Tsin unifica o país (361-206 a.C.)"
"Grécia:
período helenístico (336 a.C.-27 d.C.)"
"Geometria
de Euclides (c. 300 a.C.)"
"América
Central: civilização maia (300 a.C.-900 d.C.)"
"Grande
Muralha da China (c. 221-204 a.C.)"
Muralha da
China, Grande, fortificação ao longo da fronteira norte e
nordeste da China, que se estende de Jinwangdao (Chinwangtao),
passando pelo golfo de Chihli (Bo Hai o Po Hai), até as
proximidades de Gaodai (Kaotai) pelo leste, e a província de
Gansu (Kansu) pelo oeste, com uma muralha interior que vai na
direção sul das proximidades de Pequim até quase chegar a
Handan (Hantan). O maior trecho da Muralha foi construído no
reino de Ch'in Shih Huang Ti, primeiro imperador da dinastia Tsin
(ou Qin), como defesa contra ataques dos povos nômades.
"Hispânia
romana (218 a.C.-416 d.C.)"
"China:
dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.)"
Han,
Dinastia, dinastia chinesa (206 a.C.-220 d.C.) fundada
por Liu Pang (mais tarde Gaodi) um humilde soldado que chegou a
ser duque de Pei, depois príncipe de Han e por último
(206 d.C.) imperador da China. Os Han lograram fazer da
China um poderoso estado unificado. Liu forjou seu império, o
dos primeiros Han (antigo ocidental), durante a luta pela
sucessão que veio depois da morte do primeiro imperador, Shi
Huangdi, e o desmembramento de seu curto império Chin
(Qin), tomando a cidade de Ch ang-an, hoje em dia
Xian (Sian) na província de Shaanxi (Shensi), como sua
capital. Os primeiros Han decaíram no século I a.C.por terem
vários imperadores meninos, consortes nepotistas e lutas pelo
poder. Liu Xiu (mais tarde Kuang Wu Ti), o décimo quinto
imperador Han, restabeleceu a dinastia conhecida com o nome dos
Han modernos ou Han orientais (25-220 d.C.) e transferiu a
capital para Luoyang (Lo-yang), na província de Henan (Ho-nan).
Restaurou a estrutura governamental dos primeiros Han, mas por
volta do ano 100 d.C., esta voltou a se deteriorar. Os
primeiros Han somaram quatorze imperadores e os modernos Han
doze.
"Estradas
e República romanas (170 a.C.)"
"Império
romano (44 a.C.-476 d.C.)"
Império
de Roma ou Romano (Império), período da história de Roma
caracterizado por um regime político dominado por um imperador,
que compreende desde o momento em que Otávio recebeu o título
de Augusto (27 a.C.) até a dissolução do Império Romano
do Ocidente (476 d.C.). O Império sucedeu à República de
Roma. Augusto reorganizou o território, acabando com a
corrupção e extorsão que haviam caracterizado a
administração do período anterior. Esse período representa o
auge da idade de ouro da literatura latina, em que se destacam as
obras poéticas de Virgílio, Horácio e Ovídio e a obra em
prosa de Tito Lívio. Os imperadores seguintes da dinastia
Júlio-Cláudia foram: Tibério, Calígula, Cláudio I e
Nero. Durante os últimos anos, cometeram-se muitos excessos de
poder. Vespasiano, junto com seus filhos Tito e Domiciano,
constituíram a dinastia dos Flávios. Ressuscitaram a
simplicidade do início do Império e tentaram restaurar a
autoridade do Senado e promover o bem-estar do povo. Marco
Cocceius Nerva (96-98) foi o primeiro dos denominados cinco bons
imperadores, junto com Trajano, Adriano, Antonino Pio e Marco
Aurélio. Com Trajano, o Império alcançou sua máxima extensão
territorial e seus sucessores estabilizaram as fronteiras. A
dinastia dos Antoninos terminou com o sanguinário Lúcio
Aurélio Cômodo. Constituíram a dinastia dos Severo: Lúcio
Sétimo Severo, hábil governante; Caracala, famoso por sua
brutalidade; Heliogábalo, imperador corrupto; e Alexandre
Severo, que se destacou por sua justiça e sabedoria. Dos 12
imperadores que governaram nos anos seguintes, quase todos
morreram violentamente. Os imperadores ilírios conseguiram que
se desenrolasse um breve período de paz e prosperidade. Esta
dinastia incluiu Cláudio II, o Gótico, e Aureliano.
Diocleciano levou a cabo um bom número de reformas sociais,
econômicas e políticas. Após seu mandato, houve uma guerra
civil que só terminou com a ascensão de Constantino I, o
Grande, que se converteu ao cristianismo e estabeleceu a capital
em Bizâncio. Teodósio I reunificou o Império pela última
vez. Após sua morte, Arcádio se converteu em imperador do
Oriente e Honório, em imperador do Ocidente. Os povos invasores
empreenderam gradualmente a conquista do Ocidente. Rômulo
Augústulo, último imperador do Ocidente, foi deposto no ano de
476. O Império do Oriente, também denominado Império
Bizantino, perduraria até 1453.
"Jesus
Cristo (c. 4 a.C.)"
Jesus
Cristo, personagem principal do cristianismo, nascido em Bélem,
Judéia, em data imprecisa, provavelmente entre 8 a.C. e 29 d.C.
Para os cristãos, Jesus é o Filho de Deus, concebido por Maria,
mulher de José. As principais fontes de informação sobre sua
vida encontram-se nos Evangelhos. Todos os Evangelhos sinópticos
- os três primeiros, de Mateus, Marcos e Lucas, assim chamados
por apresentarem uma visão similar da vida de Cristo - relatam
que Jesus iniciou sua vida pública depois da prisão de João
Batista, que o batizou no rio Jordão. Após o batismo e o retiro
no deserto, Jesus voltou à Galiléia, transferiu-se para
Cafarnaum e começou a pregar. Quando o número de seguidores
cresceu, escolheu 12 discípulos. Com eles, estabeleceu sua base
em Cafarnaum e viajou pelas cidades próximas proclamando a
chegada do reino de Deus. Sua ênfase na sinceridade moral - mais
do que na observância rígida do ritual judaico - provocou a
inimizade dos fariseus. O momento mais importante de sua vida
pública ocorreu em Cesaréia, quando Simão, depois chamado
Pedro, comprovou que Jesus era o Cristo. Esta revelação, a
posterior predição de sua morte e ressurreição, as
condições da missão que seus discípulos deviam cumprir e sua
transfiguração, constituem a base principal das crenças
cristãs. Na época da Páscoa judaica, Jesus fez sua última
viagem a Jerusalém. Os sacerdotes e escribas (Jó. 11;48)
conspiraram com Judas Iscariotes para prendê-lo. Jesus celebrou
a ceia da Páscoa (Mt. 26;27), abençoou o pão e o vinho
anunciando que, quando fiéis se reunissem e repetissem aquele
gesto, farão em memória de mim e advertiu seus
discípulos sobre a iminente traição e morte. Desde então,
este ritual, a Eucaristia, constitui o principal sacramento da
Igreja. Depois de preso, Jesus foi conduzido ao Conselho Supremo
Judaico onde Caifás pediu que Jesus declarasse se era o
Messias, o filho de Deus (Mt. 26,63). Por esta
declaração, Jesus foi condenado à morte, sentenciado por
Pôncio Pilatos. Após ser torturado, Jesus foi levado ao
Gólgota e crucificado. Maria Madalena e Maria, mãe de
Tiago (Mc. 16,1), indo ao sepulcro para ungir seu corpo
antes de o enterrarem, encontraram-no vazio e receberam, através
de um anjo, o anúncio de sua ressurreição. Conforme o Novo
Testamento (ver Bíblia), este fato converteu-se numa das
doutrinas essenciais da cristandade. Todos os evangelhos
assinalam que, após a morte e ressurreição, Jesus continuou a
pregar a seus discípulos. Lucas (24;50,51) e os Atos dos
Apóstolos (1;2,12) relatam sua ascensão aos céus, 40 dias
após a ressurreição. Na história do cristianismo, a vida e
ensinamentos de Jesus foram, muitas vezes, tema de discussão e
de diferentes interpretações. Definir sua natureza tornou-se
objeto de uma disciplina chamada cristologia.
<fim
do trabalho>