Com a pressão pela retirada de D. Pedro para a Europa, intensificada a partir de dezembro de 1821 e apoiada facção denominada Partido Português, as facções liberais brasileiras se uniram em uma coalizão de forças políticas, dentro da própria Maçonaria. A ruptura com Portugal era inevitável, e, nesse momento, a ala conservadora de José Bonifácio tornou-se predominante, definindo as feições que marcariam a Independência do Brasil, com o alijamento dos setores populares, a manutenção da unidade territorial e da ordem econômica e social. O projeto de rompimento, também apoiado pelos radicais, dependia da permanência de D. Pedro no Brasil. O abaixo assinado, pela permanência do príncipe-regente, que correu o país e a entrevista com D.Pedro (9/1/1822), para a entrega do documento, foram ações do grupo radical, articuladas por Clemente Pereira e tiveram como resultado o célebre Dia do Fico: o príncipe, desobedecendo às ordens das Cortes, ficava no Brasil e aderia à causa dos liberais, principalmente da elite agrária.
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