Processo Histórico da Organização do Distrito Federal

Após a independência, José Bonifácio apresenta à Assembléia Constituinte a proposta de transferência da capital do império do Rio de Janeiro para o interior do país. Muitos políticos, jornalistas e intelectuais da época defendem a mudança.  Uma capital no interior do país garantiria a ocupação de terras quase despovoadas e abriria novas frentes de desenvolvimento. A idéia é incorporada pela Constituição republicana de 1891. No ano seguinte, a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, chefiada pelo geógrafo belga Luís Cruls, demarca um lugar para o novo Distrito Federal. A área, conhecida como retângulo Cruls, possui um trecho escolhido em 1954 para sediar a nova capital.

Brasília é construída  em 41 meses, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, com o trabalho de 30 mil operários. Com projeto urbanístico de Lúcio Costa e arquitetônico de Oscar Niemeyer, a nova capital é inaugurada em 21 de abril de 1960, data escolhida em homenagem a Tiradentes. No ano de fundação, a cidade já conta com 150 mil habitantes, entre funcionários públicos, instalados no Plano Piloto (parte central), e candangos, operários migrantes que trabalharam na construção da capital, moradores das cidades satélites.

A população aumenta rapidamente à medida que a estrutura político-burocrática se instala em Brasília.

O Distrito Federal constitui uma unidade atípica na federação. Não é um estado nem possui municípios. Consiste em um território autônomo, dividido em regiões administrativas. Exceto Brasília, capital federal e sede do governo do Distrito Federal, as demais   regiões administrativas são conhecidas  como cidades-satélites. Mantêm certa autonomia administrativa, mas suas atividades econômicas e sociais dependem de Brasília.

Em 1961 criam-se as primeiras subprefeituras: Planaltina, Taguatinga, Sobradinho, Gama, Paranoá, Brazlândia e Núcleo Bandeirante. Em 1964, as subprefeituras  são substituídas por regiões administrativas. Em 1989, são incluídas quatro novas regiões administrativas ( Ceilândia, Guará, Cruzeiro e Samambaia). Em 1993, mais quatro ( Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas e Riacho Fundo). Em 1994, as três últimas ( Lago Sul, Lago Norte e Candangolândia).

Dividido em 19 regiões administrativas, o Distrito federal está encravado no estado de Goiás, no planalto central , a uma altitude média de 1.100m. Seu relevo é plano, com a predominância do cerrado e o clima demarcado por duas estações. As chuvas acontecem entre outubro e março e se tornam escassas depois de abril. Depois, a temperatura baixa e chega a atingir perto de 13º C em julho. Durante a estiagem, a umidade relativa do ar alcança níveis críticos, particularmente nos horários mais quentes do dia. Entre novembro e abril, a qualidade do ar melhora, favorecida pela evaporação das águas do lago Paranoá. Com quase 40Km² de área e 500 milhões de m³ de água, esse lago artificial foi projetado para amenizar as severas condições climáticas do inverno.

Sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Brasília é a principal atração do Distrito Federal. Com largas avenidas, que permitem rápida ligação entre os pontos mais extremos do Plano Piloto, a cidade abriga, além do Palácio do Planalto, sede do governo federal, e o Palácio da Alvorada, residência presidencial, o Congresso, o Supremo Tribunal Federal, ministérios, órgãos públicos e embaixadas. Em 1987, a Unesco declara Brasília patrimônio cultural da humanidade por seu valor arquitetônico e por ter sido cidade construída no século XX para ser uma capital. 

Em 1986, pela primeira vez foram eleitos representantes do Distrito Federal ao Congresso: três senadores e oito deputados. Até 1990 o governador do DF foi nomeado pelo presidente da República; nesse ano houve a primeira eleição popular,  e o vencedor foi Joaquim Roriz, do P.T.R.  

Relação entre aspectos sócio-econômico e meio ambiente do D.F

A economia da cidade se baseia no comércio, serviços, administração pública, agricultura e indústria.

A economia do DF está mudando de perfil e o setor privado está suplantando o setor público. Por meios de incentivos fiscais, o governo distrital quer trazer, para o seu parque industrial pelo menos 60 empresas, especialmente das área de alimentos, tecnologia de ponta (produção de sofware) e de comércio em geral. A previsão é de que sejam criados uma média de 20 mil empregos. O DF tem cerca d4e 180 mil desempregados.

A capital federal é totalmente dependente da União: dos 4,2 bilhões de reais arrecadados em 1998, mais de 2,2 bilhões vieram dos cofres federais. Como outros estados, o DF gasta mais do que arrecada.  Por abrigar o primeiro escalão da burocracia federal, depende de repasses da União para sustentar sua folha de pagamentos e é com esses recursos que para os funcionários da saúde, educação e da segurança. Se o DF tivesse que pagar o funcionalismo desses setores, ultrapassaria o limite da lei camata, que fixa um teto de 60% da receita para a folha de pagamento.

O DF apresenta  a maior renda per capita do Brasil: 6.393 dólares, mais que o dobro da média nacional, segundo informações do IPEA. O desemprego, contudo atinge 21% da população economicamente ativa. Os trabalhadores menos qualificados das cidades-satélites são os mais afetados Mesmo assim, a desigualdade social no DF é mais equilibrada que a média do país A população com renda mais baixa, equivalente a 45% da população ocupada do DF, detém quase 1/3 da renda da região.

Dados  econômicos:  composição do PIB: agropecuária: 2%  - indústria: 10,9% - serviços: 87,1% - participação no PIB nacional: 2,6% - renda per capita estadual: US$ 6.393 – agricultura: milho (132.541t ), soja (65.630t ), feijão ( 29.324t ), tomate ( 18.605 t), laranja ( 66.983.000 frutos ), pecuária: bovinos ( 110.058 ), suínos ( 102.919 ) – mineração: ferro ( 150..290 t ) Indústria: construção civil, gráfica e de transformação. Telecomunicações: telefonia fixa e telefonia móvel.

Com a vegetação típica de cerrados, apenas 6% da área total são revestidos de florestas, que aí assumem a forma de matas-galerias e matas de encostas de vale. Os solos, muito lixiviados, são em geral pobres. Com apenas 6% da população habitando na zona ruaral, o DF possui uma qualidade de vida sobretudo na área do plano piloto que em média, é mais elevada que no restante do país. No DF, o índice de domicílios urbanos com energia elétrica é 96,5%, no caso dos automóveis individuais, a média é de 1 para 4,7 hab., em outros itens como número de médicos, telefones, saneamento básico, transportes públicos, as médias são sempre superiores às do resto do país. Os ritmos do crescimento demográfico das cidades satélites em relação ao plano piloto, reflexo das desigualdades existentes entre as duas áreas, sendo, Ceilândia, o caso mais expressivo   os problemas sociais são muito graves, pois as correntes migratórias, que para lá se dirigem desordenadamente, e não há um suporte de atividades econômicas que criem um número suficiente de empregos. A indústria é incipiente, e a maioria  dos trabalhadores das cidades-satélites só encontram empregos na área do plano piloto.

Projetada para 500 mil habitantes, Brasília deparou-se, desde o início de sua construção, com elevadas taxas de crescimento populacional. Pólo de esperança e de atração para muitos brasileiros, o DF hoje alcança população em torno de 1,8 milhão de habitantes. Essa ocupação intensiva não foi acompanhada por um sistema de planejamento voltado ao uso ordenado e racional do território. O DF tem 42% de sua área protegida por reservas ambientais, mas o descontrole trouxe conseqüências negativas e preocupações quanto ao futuro.

A maior prioridade, entretanto, é a racionalização do uso dos recursos hídricos, sob pena de a curto prazo ocorrer a falta de água para abastecimento urbano, agricultura, indústria e lazer. Água é fator limitante, segundo as características de solo e clima da região do DF, o que vem sendo agravado pela poluição e exploração predatória.

Brasília oferece grandes atrativos que a credenciam como promissor pólo de desenvolvimento sustentável: uma das rendas per capita mais altas do país, um grande esforço educacional, traduzido progressivamente na melhor capacitação de sua mão de obra – fator de maior qualidade e competitividade à empresa moderna e crescente consciência ambiental quanto à utilização não predatória dos nossos recursos naturais.

A importância geográfica

O Distrito Federal Ocupa uma área de 5.782,80 quilômetros quadrados dentro do estado de Goiás, no Planalto Central, a uma altitude média de 1.100 metros acima do nível do mar limitada a oeste pelo Rio Descoberto e a leste pelo Rio Preto

Com topografia suave, apresentando altitude entre 750 e 1349 metros, o DF é drenado por rios, que pertencem às mais importantes bacias fluviais do Brasil: Bacia Platina, Bacia do São Francisco e Bacia Amazônica. Seu ponto mais alto é a colina do Rodeador, que possui 1349m e está localizada a noroeste do Parque Nacional de Brasília. A Região do DF compreende uma velha estrutura de rochas metamórficas ou metamorfizadas, pré-cambrianas ou neo-paleozóicas. As unidades  pedagógicas mais representativas são os latossolos vermelhos-escuros, os latossolos vermelho-amarelados (solos planos e profundos), os litossolos (solos rasos), os solos aluviais ( de argila impermeável ) e os cambissolos.

A origem dos cerrados é controvertida, Acredita-se  que três são os motivos principais  pela sua formação: fatores climáticos, relativos à divisão das estações em seca e chuvosa; edáficos, relativos à composição do solo e antrópicos, ligados à ações do homem como queimadas, criação de gado e derrubadas de matas. O DF possui em sua área todos os tipos de vegetação normalmente englobados no termo cerrado.

Localização: Região Centro-Oeste do Brasil

Área Geográfica: 5.782,80 Km²  -    5.822,1Km²

Relevo: Planalto de topografias suaves

Ponto mais elevado: Pico do Roncador, na serra de Sobradinho

Rios Principais: Paranoá, Preto, Santo Antônio do Descoberto, São Bartolomeu

Vegetação: Cerrado

Clima: Tropical

Unidades de Conservação: 1.486Km²

Nº Municípios: 01

Município mais populoso: Brasília

Hora local:  A mesma

População: 2.043.169 ( 2000)

Densidade: 352,2 hab/Km²

Crescimento demográfico: 2,8% ao ano

Habitante: Brasiliense

Capital: Brasília         

Autoria: Messias Rocha de Lira 

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