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Bárbaros

Quando falamos que uma pessoa é bárbara estamos tentando inculcar nela o sentido de que ela não é civilizada. Mas, afinal da onde tem origem esse significado?

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Origem:

A palavra bárbara é um termo descendente dos gregos, significa, na verdade, “aquele que não é grego”. Assim, era uma forma da civilização grega designar os estrangeiros, além daqueles cuja base linguística não era a grega. O início da utilização desse termo se deu em alusão aos persas, cujo idioma cultural fazia com que os gregos entendessem como “bar-bar-bar”.

No entanto, esse termo bárbaro vai ficar amplamente conhecido devido à sua caracterização aos povos germânicos. A civilização do Império Romano, nos anos posteriores ao nascimento de Cristo, dava essa denominação para aqueles que não habitavam dentro das fronteiras do Império, além é claro, de não falar o latim – língua oficial romana. Entre os denominados bárbaros, estão: os francos, os lombardos, os hunos, os visigodos, os vikings e os ostrogodos.

Átilo, líder dos hunos, povos bárbaros.
Átila O Huno

Esses povos tinham culturas diferentes, ou seja, cada um tinha a sua base cultural própria. Com isso, os romanos passaram a utilizar o conceito bárbaro. Podemos lembrar que esse conceito tinha um caráter depreciativo, ou seja, era utilizado para diminuir aqueles que não pertenciam à cultura romana. Essa forma de agir tem características no etnocentrismo.

Quem eram os povos bárbaros?

Povos como os hunos, francos, e lombardos eram politeístas – acreditavam em vários deuses –, viviam da agricultura e tinha os seus hábitos culturais diferentes dos romanos. O deus principal era Odin, deus do vento e da guerra. Eles acreditavam em uma vida após a morte, onde os guerreiros iriam desfrutar de um paraíso após o seu falecimento.

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Organização social:

A organização social dos bárbaros era distinta da romana. Baseava-se em um clã formado por famílias ligadas por parentescos, onde cada um protegia o outro, onde a ofensa a qualquer membro era uma ofensa ao grupo. Como não havia Estado, a instituição de decisão era a Assembleia de Guerreiros, cujo objetivo era decidir todas as questões, inclusive quem seria o governante. Após a decisão, o governante decidia sua guarda pessoal que lhe jurava fidelidade no caso de algum ataque e, em troca, ganhava prêmios e recompensas – como terras e riquezas de outros povos.

Queda do Império Romano

Os bárbaros foram um dos causadores da queda do Império Romano. O enfraquecimento desse sistema político deu-se através das invasões bárbaras. Estas que aconteceram em duas ondas: a primeira com a sua penetração e assimilação da cultura romana, de forma pacífica, muitos deles receberam pedaços de terras e foram bem recebidos fazendo com que a cultura romana fosse “mesclada” com a cultura dos diversos bárbaros. A segunda onda deu-se através das fronteiras do Império Romano, cujo fluxo de pessoas era bem grande, fortalecendo a ocupação das terras romanas.

Diversos aspectos das culturas bárbaras incidiram fortemente em todo o cenário, posterior, da Idade Média. Sua arte e cultura influenciaram muitos aspectos, sobretudo aqueles que tangem a arquitetura e religião.

Os Hunos:

Por fim é válido frisar nos hunos, cujo povo era, dentre todos, o mais violento e adoradores das guerras. Na verdade, eles eram nômades – não tinham residência fixa e vivam percorrendo vários lugares – e muito bons em criar cavalos. Eles vivam nas suas carroças, e algumas barracas que armavam por onde estavam. Sua fonte de renda era os saques à outras populações e povoados, por isso a guerra era fundamental. Sua presença nas regiões causavam medo, pois eles eram extremamente violentos e cruéis com os inimigos. Seu principal líder foi Átila, o líder huno responsável por diversas conquistas e batalhas vencidas.

Por: Claudio Armelin Melon

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