
A partida das tropas imperiais para a Guerra da Cisplatina, retratada por Debret
Em 1825, intensificou-se a luta pela independência da Província Cisplatina, que tinha sido incorporada ao Brasil na época do Reino Unido. A Argentina, que tinha interesse em anexar a região, defendeu e apoiou de pronto o separatismo platino, dando início a uma guerra contra o Império brasileiro.
A Guerra da Cisplatina não era aceita pela maioria dos brasileiros. Contudo ela foi levada à frente e de forma intempestiva pelo Imperador, com gastos elevados e mais empréstimos ingleses. Em 1828, quando o Brasil já acumulava várias derrotas e algumas vitórias inexpressivas, deu-se a intervenção diplomática da Inglaterra, no sentido de solucionar o conflito que afetava os seus interesses na bacia do Prata. Assim, o Império e a Argentina desistiam da Cisplatina e reconheciam a nova nação, que adotou o nome de República do Uruguai.
A desastrosa e custosa campanha da Cisplatina contribuiu para o aumento das críticas ao Imperador, que desde 1823 praticava um governo despótico, onde seus interesses pessoais se sobrepunham aos interesses nacionais. (Ver: Questão Cisplatina)
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