
Maior potência econômica e militar do planeta, os Estados Unidos da América (EUA) possuem o quarto território mais extenso do mundo, banhado pelos oceanos Atlântico e Pacífico. A costa leste, região das 13 colônias que deram origem à nação, é a mais populosa e industrializada, enquanto na planície central está a maior área agrícola.
Os recursos naturais e as possibilidades econômicas dos EUA atraíram milhões de imigrantes nos séculos XIX e XX que ajudaram a construir a identidade nacional. Ainda hoje, o país se destaca como o principal pólo de imigração internacional. Sua cultura e estilo de vida têm grande influência global por meio do cinema, da literatura, da música e da TV. A luta pela independência, no século XVIII, é um marco de afirmação da república e da democracia no mundo moderno. No entanto, os EUA têm uma história de extermínio dos povos indígenas e de discriminação racial, em especial contra negros e hispânicos de origem latino-americana - comunidade que mais cresceu no país na década de 90.
O PIB do país é maior que o da Alemanha e o do Japão somados. Sozinha, a nação responde por mais de um quarto da produção mundial, tendo posição central na economia internacional. Também oferece elevado padrão de vida à população, com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e uma das maiores rendas per capita do mundo. Após o término da Guerra Fria, os EUA consolidam sua hegemonia no cenário mundial, atuando em vários conflitos. O maior atentado da história, ocorrido em 11 de setembro em Nova York e Washington, coloca a nação diante de um novo adversário: o terrorismo. Em retaliação ao ataque, atribuído a extremistas islâmicos abrigados no Afeganistão, os EUA lançam em outubro a ofensiva militar contra esse país, em parceria com o Reino Unido.
História
A América do Norte é habitada por indígenas no fim do século XV, quando Cristóvão Colombo chega ao continente. Entre os séculos XVI e XVII, espanhóis exploram a Flórida e o Colorado e franceses criam assentamentos ao longo do vale do Mississipi. Holandeses fundam a colônia de Nova Amsterdã – tomada em 1664 pelos ingleses e rebatizada como Nova York. Antes, os britânicos ocupam ao leste a Virgínia, Massachusetts, Connecticut e a Pensilvânia. Para trabalhar em suas colônias, negros são trazidos da África como escravos a partir de 1619.
Independência – O regime de relativa autonomia das 13 colônias britânicas muda entre 1764 e 1775, quando a Inglaterra aumenta taxas e restringe atividades econômicas. Em resposta, as colônias declaram guerra à metrópole em 1775. Em 4 de julho de 1776, é lida em Filadélfia a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, reconhecida pelos ingleses em 1783. A Constituição dos EUA é ratificada pelos 13 estados em 1787, entrando em vigor em 1789 com George Washington como primeiro presidente.
Os EUA estendem seu território até o Pacífico por meio de compra de possessões, guerras e conquista de áreas indígenas. Em 1803, compram a Louisiana da França. Em 1819, a Flórida, da Espanha. Na guerra contra o México (1846/1848), conquistam as terras do Texas à Califórnia, onde se dá a corrida do ouro. Migrações para o oeste, de 1850 a 1890, dizimam as tribos indígenas. A expansão chega até o Alasca, comprado da Rússia em 1867.
Guerra Civil – A prosperidade crescente aumenta os conflitos entre o norte, mais desenvolvido e industrializado – disposto a abolir a escravidão –, e o sul, agrário e escravagista. Em 1860, o abolicionista Abraham Lincoln é eleito presidente, e os sulistas decidem separar-se da União, o que deflagra a guerra entre as duas regiões, de 1861 a 1865, com saldo de 617 mil mortos. O norte vence, e a escravidão é abolida, mas as punições impostas aos perdedores após o assassinato de Lincoln, em 1865, criam ressentimentos e fortalecem a discriminação racial.
Segue-se um período de desenvolvimento industrial e construção de ferrovias ligando os EUA de costa a costa.
No fim do século XIX, o país emerge como potência imperialista: em 1898 o Havaí é anexado e, na guerra contra a Espanha, conquista territórios no Caribe (Porto Rico) e no Pacífico (Filipinas e Guam). Em 1903, os EUA forçam a independência do Panamá, para obter a posse da Zona do Canal, que liga o Atlântico ao Pacífico. Na I Guerra Mundial, lutam ao lado do Reino Unido e da França.
New Deal – Pressionado pelos conservadores, o Congresso aprova, em 1920, a emenda constitucional que proíbe fabricar e vender bebidas alcoólicas (Lei Seca). Isso fortalece o contrabando e o crime organizado. A prosperidade econômica do país é interrompida em 1929, quando a quebra da Bolsa de Nova York mergulha a economia mundial na depressão.
O democrata Franklin Delano Roosevelt assume a Presidência em 1933 e, durante quatro mandatos consecutivos, até sua morte, em 1945, implanta uma política de desenvolvimento baseada em investimentos estatais para estimular a recuperação econômica. Conhecida como New Deal, essa diretriz ganha impulso com a entrada do país na II Guerra Mundial, depois do ataque japonês à base de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941. Em 1945, em tese para apressar a rendição do Japão, o governo do presidente Harry Truman joga bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Os EUA se tornam a maior potência econômica do pós-guerra.
Guerra Fria – A divisão do mundo em esferas de influência dos EUA e da União Soviética (URSS) recebe o nome de Guerra Fria e promove o fortalecimento militar das duas nações. O primeiro embate se dá em 1950, com o envio de tropas dos EUA à Coréia para conter a expansão comunista na Ásia. Internamente, o país é varrido pelo macarthismo, uma onda de intolerância contra intelectuais e artistas acusados de serem comunistas pelo senador Joseph McCarthy, responsável pelas subcomissões de investigação do Senado. Com a eleição do democrata John Kennedy em 1960, aumentam os gastos com a defesa e a preocupação com os direitos civis. O governo reforça sua posição contra a influência soviética em Cuba e envia os primeiros assessores militares ao Vietnã. Kennedy é assassinado em 1963, e seu sucessor, Lyndon Johnson, aprova leis contra discriminação aos negros. Em 1969, astronautas norte-americanos pousam na Lua, vencendo a corrida espacial entre EUA e URSS.
Em 1962 começa a fracassada intervenção militar no Vietnã, que provoca conflitos internos nos EUA. Sua retirada da guerra vietnamita só ocorre em 1973, no governo do republicano Richard Nixon, derrubado pelo escândalo de Watergate, em 1974. Os acordos para a limitação de armas nucleares em 1976 e 1979 marcam a política de distensão com a URSS. Entre 1977 e 1980, com o presidente democrata Jimmy Carter, aumentam a inflação, o desemprego e os impasses com o Irã sob o poder dos aiatolás.
Os republicanos voltam ao poder em 1980 com Ronald Reagan, que corta gastos públicos e endurece relações com a URSS e regimes de esquerda. Em 1986 estoura o escândalo Irã-Contras, envolvendo assessores diretos de Reagan na venda ilegal de armas ao Irã com repasse do dinheiro aos Contras, guerrilheiros direitistas em luta contra o governo sandinista (de esquerda) da Nicarágua.
A reeleição de Reagan em 1984 coincide com a ascensão de Mikhail Gorbatchov ao governo soviético. Em 1987, Reagan e Gorbatchov assinam o primeiro acordo para a destruição de armas nucleares de médio alcance. O vice de Reagan, George Bush, eleito presidente em 1988, continua a política de reaproximação com a URSS até a dissolução do bloco soviético, em 1991. Bush organiza uma coalizão militar de cerca de 30 países que expulsa as tropas iraquianas do Kuwait, na Guerra do Golfo.
Boom econômico – O presidente democrata Bill Clinton, eleito em 1992, põe fim a 12 anos de domínio republicano na Casa Branca e abre uma fase de prosperidade que ajuda em sua reeleição, em 1996. Clinton obtém êxito na conclusão da Rodada Uruguai do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt), em 1994, e fortalece as exportações norte-americanas. Consegue ainda a aprovação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), com Canadá e México, em vigor desde 1994. Uma expansão de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1999 marca o oitavo ano de crescimento ininterrupto, o mais longo da história do país. A taxa de desemprego cai para 4,2% em 1999. Ao mesmo tempo, Clinton se desgasta com dois escândalos: o Whitewater, envolvendo transações imobiliárias irregulares quando era governador de Arkansas, e o caso amoroso com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.
Política externa – A mediação dos EUA no histórico acordo de Paz de Oslo entre israelenses e palestinos, em 1993, e no tratado que põe fim à Guerra da Bósnia, em 1995, favorece a política externa de Clinton. Em março de 1999, os EUA promovem o ingresso de Polônia, Hungria e República Tcheca – antigos aliados soviéticos – na aliança militar ocidental, a Otan. No mesmo ano, lideram a campanha de bombardeios da Otan contra a Iugoslávia.
FATOS RECENTES – George W. Bush (filho do ex-presidente Bush) é eleito para a Casa Branca num dos mais conturbados pleitos da história norte-americana, realizado em 7 de novembro de 2000. Apuradas as urnas de todos os estados, exceto a Flórida, o candidato democrata, Al Gore, conta com 267 delegados para o Colégio Eleitoral e Bush, com 246. Nesse cenário, os 25 votos da Flórida passam a decidir quem será o novo presidente. Bush vence com uma diferença inferior a 0,5% dos votos, e a legislação local obriga a uma nova apuração eletrônica. Gore exige a recontagem manual, afirmando que dezenas de milhares de votos nos condados de Palm Beach e Miami-Dade – de tradição democrata – escaparam à contagem automatizada por defeito das cédulas. Bush recorre à Suprema Corte para impedir esse processo e inicia uma batalha judicial que dura até 12 dezembro, quando vence o prazo legal para o término da apuração. Gore desiste e reconhece a vitória de Bush.
Novo Congresso – O Partido Republicano perde espaço, mas mantém a maioria no Congresso eleito. Na Casa dos Representantes, inteiramente renovada, conquistam 220 dos 435 assentos, contra 210 dos democratas (três estão vagos e dois são ocupados por políticos independentes). No Senado, com 34 cadeiras em disputa de um total de 100, republicanos e democratas passam a dividir igualmente os assentos. Em maio de 2001 o senador republicano James Jeffords deixa o partido para se tornar independente, o que dá maioria aos democratas.
Protocolo de Kyoto – O novo presidente adota posições polêmicas em relação ao meio ambiente e à defesa nacional. Em março, os EUA se negam a ratificar o Protocolo de Kyoto, por considerar que prejudica os interesses econômicos do país. Nesse documento, assinado em 1997, no Japão, os EUA e demais países industrializados se comprometiam a reduzir a emissão dos gases que provocam o aquecimento da atmosfera - o efeito estufa.
No mês seguinte, Bush anuncia a retirada dos EUA dos tratados que representem obstáculo ao desenvolvimento do programa Defesa Nacional de Mísseis – uma rede de lançadores de foguetes capaz de destruir mísseis intercontinentais lançados contra o país. A decisão - que afeta o Tratado Antimísseis Balísticos, assinado em 1972 com a União Soviética - é criticada pelo risco de deflagrar nova corrida armamentista entre as potências nucleares.
Terror nos EUA – No dia 11 de setembro, os EUA sofrem, no próprio território, o mais grave atentado terrorista de todos os tempos: a destruição das torres gêmeas do World Trade Center (WTC), em Nova York, o segundo maior edifício do país, e de uma das alas do Pentágono (o quartel-general das Forças Armadas), em Washington, por extremistas muçulmanos que seqüestram aviões comerciais norte-americanos e os utilizam como mísseis em atentados suicidas. Os ataques são atribuídos à organização terrorista Al Qaeda ("a base", em árabe), liderada pelo saudita Osama bin Laden. Em represália, os EUA lançam um ataque militar ao Afeganistão, onde Bin Laden se esconde sob a proteção da milícia Taliban, que controla a nação.
Torres destruídas – O pesadelo começa a bordo de um Boeing 767 da American Airlines que havia decolado às 7h59 de Boston rumo a Los Angeles, com 92 pessoas a bordo. Cinco seqüestradores, armados de faca e estilete, assumem o comando do avião. Em terra, os controladores do tráfego aéreo perdem o sinal do Boeing. Às 8h45, a aeronave – com os tanques cheios de combustível – choca-se contra a Torre Norte do WTC e explode, incendiando o edifício.

Um segundo Boeing 767, da United Airlines, levando 65 pessoas, é seqüestrado em pleno vôo, às 8h15, na mesma rota de Boston a Los Angeles, e arremessado às 9h03 contra a Torre Sul. No momento dos ataques, milhares de pessoas, na maioria funcionários de bancos, corretoras de valores e escritórios de advocacia, estavam nas torres, que abrigavam 400 empresas de 25 países. O fogo se alastra pelos andares superiores até que, um após o outro, os dois edifícios desmoronam – a Torre Sul às 9h59 e a Norte, às 10h20.
Pentágono atingido - Um pouco antes, às 9h38, o Pentágono é atingido por um terceiro avião – um Boeing 757 da American Airlines, com 64 pessoas, desviado no trajeto entre Washington e Los Angeles. Uma das cinco alas do edifício é destruída e morrem centenas de pessoas, inclusive os ocupantes do Boeing. Naquele momento, um quarto avião seqüestrado cai, às 10h10, num descampado no estado da Pensilvânia, sem deixar sobreviventes. A queda, não totalmente esclarecida, é atribuída a uma briga entre os seqüestradores e passageiros, mas foi levantada a hipótese de que o avião teria sido abatido por caças da Força Aérea Norte-Americana. No fim de outubro, as estimativas apontavam mais de 5 mil mortos nos atentados.
Bin Laden – Com o país em estado de choque, Bush qualifica os ataques como "atos de guerra" e promete punir os responsáveis e os governos que colaborarem com eles. Os seqüestradores são identificados: 19 estrangeiros, todos com passaporte de países árabes. Pelo menos dois fizeram curso de pilotagem nos EUA. Sem divulgar provas conclusivas, o governo norte-americano aponta Bin Laden como o mentor da operação. Dono de uma fortuna estimada em 270 milhões de dólares, ele já era procurado por outros atentados contra alvos americanos – as duas embaixadas dos EUA na África, em 1998, e o destróier USS Cole, no Iêmen, em 2000.
Bin Laden vive no Afeganistão, onde – ironicamente, com ajuda dos EUA – participou da luta contra os invasores soviéticos e, mais tarde, ajudou o Taliban a derrotar as demais facções afegãs na guerra civil pelo domínio do país. Em seus pronunciamentos, prega a "guerra santa" contra os EUA, aos quais acusa, entre outras coisas, de profanar um lugar sagrado do Islã com sua base militar na Arábia Saudita e de patrocinar a ocupação de terras palestinas por Israel.
Guerra ao terror – As autoridades afegãs se recusam a entregar Bin Laden aos EUA. Bush forma uma ampla coligação internacional para capturá-lo "vivo ou morto", destruir as bases da Al Qaeda e derrubar o Taliban. Um grande dispositivo militar se desloca para a região, com a participação de soldados britânicos. A Otan aciona pela primeira vez o artigo 5º da aliança ocidental, segundo o qual um ataque a qualquer país membro será considerado agressão aos demais. Federação Russa e China apóiam a ação militar. Os países de maioria muçulmana endossam a posição dos EUA, mas evitam envolver-se no confronto, com medo de que o forte sentimento antiamericano em suas populações se volte contra os governantes locais. Esse risco se evidencia nas manifestações contra os EUA na Indonésia, em Bangladesh e, principalmente, no Paquistão, cujo governo apoiava o Taliban e muda de lado com a oferta de ajuda econômica dos EUA.
Bombardeio – No dia 7 de outubro, os Estados Unidos e o Reino Unido atingem o Afeganistão com mísseis e ataques aéreos. Boa parte das instalações militares do Taliban e da Al Qaeda é destruída. Os bombardeios diários visam a preparar a invasão por tropas terrestres norte-americanas e inglesas, além de fortalecer os rebeldes afegãos da Aliança do Norte, que luta contra o Taliban. Ao mesmo tempo, a aviação dos EUA despeja toneladas de alimento, em pacotes, na tentativa de mostrar que o inimigo dos ocidentais é o Taliban, e não a população. Mesmo assim, alvos civis são atingidos por engano.
Terrorismo biológico – Dentro dos EUA, surge um novo tipo de terrorismo, praticado com armas biológicas. Cartas com a bactéria do anthrax – doença que na forma respiratória costuma ser fatal – aparecem em diversos lugares do país a partir de meados de outubro. O primeiro caso, na Flórida, provoca a morte de um jornalista que abriu uma carta postada antes dos atentados de 11 de setembro. As cartas, despachadas no próprio país, multiplicam-se, chegando a interromper os trabalhos do Congresso por vários dias, e deixam, até o início de novembro, um saldo de quatro mortos e 14 contaminados. As investigações não estabelecem vínculo entre a disseminação do anthrax e a rede de terroristas que cometeu os atentados em Nova York e em Washington.
Desaceleração – Após uma década de expansão recorde, a economia norte-americana reduz o ritmo de crescimento em 2001: 0,3% de abril a junho e 0,4 % de julho a setembro, bem menos que a taxa de 1,3% registrada no primeiro trimestre. As estatísticas revelam a maior queda desde 1991 e são vistas como a primeira indicação oficial de que a recessão pode estar a caminho. Para superar a crise, acentuada pelos ataques terroristas, o governo corta os juros no decorrer do ano e propõe a intervenção estatal em larga escala. No início de novembro, Bush pressiona o Congresso para aprovar um pacote de 100 bilhões de dólares em incentivos, créditos e diminuição de impostos. A aviação, o setor mais atingido pelos atentados, demite cerca de 100 mil empregados e deve receber uma ajuda de 15 bilhões de dólares. Em outubro, o país registra o maior índice de desemprego desde 1996 (5,4%).
Onda de atentados abala a população – Os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono chocam a população dos EUA, que se percebe vulnerável a ataques pela primeira vez em 60 anos – desde a ofensiva japonesa contra Pearl Harbor. O sentimento patriótico é demonstrado em atos públicos e confirmado nas pesquisas de opinião. A reação imediata dos norte-americanos é de apoio incondicional à decisão do governo de revidar até que os responsáveis sejam punidos.
Em nome da segurança, a opinião pública aceita restrições à liberdade civil, tão cara aos norte-americanos. A nova Lei Antiterrorismo, enviada por Bush ao Congresso e aprovada em menos de dois meses, facilita o "grampo" dos telefones e a violação das mensagens na internet, além de permitir a prisão de estrangeiros por até uma semana sem acusação formal.
Anthrax – O pânico que toma conta do espírito norte-americano ganha um novo componente nas semanas seguintes ao atentado, diante da propagação de cartas enviadas com a bactéria do anthrax. No país, dissemina-se o temor de uma contra-ofensiva química ou bacteriológica. Essa situação tem como reflexo imediato a queda na atividade econômica.
Comunidade latina aumenta presença no país – A grande novidade trazida pelo Censo de 2000 é o crescimento acelerado da população hispânica nos EUA – imigrantes latino-americanos e seus descendentes. Essa comunidade aumentou 60% na última década, somando atualmente 35,3 milhões de pessoas - dos quais 20,6 milhões são mexicanos. Com base nos resultados, demógrafos antecipam para os próximos anos a ascensão dos hispânicos como principal minoria no país. Eles deverão substituir os negros, que são 36,4 milhões, incluindo os que têm também ascendentes de outras etnias. Dos 850 mil imigrantes que chegam a cada ano aos EUA, 350 mil vêm da América Latina. Os hispânicos formam uma população jovem, com uma média de 26 anos, em comparação com a idade média dos norte-americanos, de 35 anos. Um terço deles vive em Los Angeles, Nova York e Miami. Outros pólos de concentração de latinos são Chicago e Houston.
DADOS GERAIS
NOME OFICIAL – Estados Unidos da América (United States of America).
CAPITAL – Washington
LOCALIZAÇÃO – centro da América do Norte
GEOGRAFIA – Área: 9.372.614 km². Hora local: -2h. Clima: temperado continental (L), subtropical (SE), de montanha (centro e Montanhas Rochosas), árido tropical (SO), mediterrâneo (costa O), árido frio (NO).
Principais cidades – Nova York (aglomerado urbano: 16.390.000; cidade: 7.420.166 em 1998), Los Angeles (aglomerado urbano: 12.576.000; cidade: 3.597.556 em 1998); Chicago (2.896.016), Houston (1.953.631), Filadélfia (1.517.550), Washington DC (572.059) (2000).
POPULAÇÃO – 285,9 milhões (2001); nacionalidade: norte-americana ou estadunidense; composição: euramericanos 84%, afro-americanos 12%, asiáticos 3%, ameríndios 1% (1996).
Idioma –inglês (principal), espanhol.
Religião – cristianismo 84,7% (independentes 28,2%, protestantes 23,2%, católicos 20,8%, outros 22,4%, dupla filiação 9,9%), sem religião 9%, outras 6%, ateísmo 0,4% (2000).
Densidade demográfica – 30,5 hab./km² (2001)
Moeda – dólar americano (US$).
PIB – US$ 9,15 trilhões (1999). PIB agropecuária: 1%. PIB indústria: 24%. PIB serviços: 75% (1999). Crescimento do PIB: 3,3% ao ano (1990-1999).
Renda per capita – US$ 31.910 (1999).
Força de trabalho – 143 milhões (1999).