Ira
O Exército Republicano Irlandês, mais conhecido como IRA (do inglês Irish Republican Army), é um grupo paramilitar católico que intenciona que a Irlanda do Norte separe-se do Reino Unido e seja reanexada à República da Irlanda. Utiliza-se de métodos tidos como terroristas, principalmente ataques à bomba e emboscadas com armas de fogo. Tem como alvos tradicionais os protestantes, políticos unionistas e representantes do governo britânico. O IRA tem ligações com outros grupos nacionalistas irlandeses e um braço político: o partido nacionalista Sinn Fein.
Eta
A história
O ETA defende a criação de um Estado que abrangeria a Província do País Basco, parte de Navarra e a região norte da França, chamada pelo grupo de Euskadi (pátria basca) Norte.
Historicamente, a região tem ideais separatistas desde o século passado. O principal grupo nacionalista é o PNV, criado em 1895 por Sabín Arana Goiri.
Após a Guerra Civil Espanhola (1936-39), o país passa pela ditadura de Francisco Franco, que se caracteriza por forte centralismo do Estado e proibição de autonomias regionais.
Nos anos 50, os primeiros militantes do ETA estavam ligados ao PNV. Mas os nacionalistas passaram a defender uma posição mais moderada em relação à separação do País Basco.
Em 1959, dissidentes do PNV fundam o ETA, que, sete anos depois, optam pela luta armada para protestar contra a ditadura franquista e defender a autonomia para a região basca.
Em 1975, com a morte do ditador Franco, a questão basca passa a ser discutida mais livremente.
Quatro anos depois, a Constituição espanhola declara a região uma Província Autônoma, com Parlamento, polícia e governo próprios. Em quase 30 anos de conflitos, cerca de 800 pessoas foram mortas durante distúrbios e atentados terroristas.
Saiba mais sobre o grupo separatista ETA
O ETA (sigla em língua basca para Euzkadi Ta Azkatasuna, Pátria Basca e Liberdade) luta para formar uma entidade independente no País Basco, região que compreende uma porção do nordeste da Espanha e uma pequena parte do sudoeste da França.
O grupo terrorista se originou do Partido Nacionalista Basco, fundado em 1894 e que conseguiu sobreviver na clandestinidade sob o governo do ditador Francisco Franco (1939-1975).
Em 1959, alguns membros da legenda, descontentes com a rejeição do partido à luta armada, fundaram o ETA.
Líder nacionalista basco descarta participação do ETA em ataques da Folha Online Arnaldo Otegi, líder do extinto partido basco Batasuna, disse não acreditar que o grupo separatista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade) esteja ligado aos ataques contra trens em Madri (capital espanhola)ocorridos hoje. As explosões deixaram mais de 170 mortos e 400 feridos. As declarações foram feitas à Rádio Popular do País Basco.
Otegi disse que os ataques poderiam ser uma operação de setores de resistência árabe. A Espanha e o Reino Unido foram os principais aliados dos Estados Unidos nas ações militares para a derrubada do antigo regime do Iraque, que depôs o presidente Saddam Hussein.
No ano passado, os EUA incluíram o partido nacionalista basco Batasuna na lista de grupos terroristas. A decisão foi tomada após uma reunião do presidente George W. Bush com o premiê espanhol, José María Aznar. O Batasuna, banido pela Justiça espanhola, é acusado de financiar o grupo terrorista ETA.
O grupo basco ETA, que luta por um Estado independente, já causou a morte de 850 pessoas desde 1968.