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Regimes Totalitários

Ao final da Primeira Guerra Mundial, a democracia parecia ter triunfado na Europa. Ao longo do período entre esse conflito e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o povo de vários países desencantou-se com a democracia. Houve uma polarização das posições políticas: grande parte do operariado optou pela revolução, enquanto outra parte da sociedade, principalmente as classes médias, defendeu governos fortes, ultranacionais e anticomunistas. O que propiciou o surgimento de regimes totalitários.

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Totalitarismo

O termo “totalitarismo” refere-se a uma concepção política que exalta o Estado, a nação ou uma classe social, às quais o indivíduo deve estar totalmente submetido. A todos os aspectos de sua vida privada passam para um segundo plano, imolando-se o indivíduo no altar do coletivismo grosseiro. Daí o argumento de Adolf Hitler, inspirador do totalitarismo nazista: “… a missão principal dos Estados Germânicos é cuidar e pôr um paradeiro a uma progressiva mistura de raças”.

O totalitarismo e a ditadura têm poucas diferenças, assim como o socialismo e o comunismo. O fascismo é totalitário, e o Estado fascista; síntese e unidade de todo valor interpreta, movimenta e domina toda a vida do povo.

Ditadura

É o exercício temporário do poder político, unipessoal ou colegiado, caracterizado pela concentração de atribuições pré-fixadas e destinado a sanar mal público iminente ou real. Tal definição pode parecer estranha a quem estiver habituado ao uso indiscriminado do vocábulo, que, por ter natureza analógica – apresenta vários sentidos correlatos, análogos, embora não idênticos – presta-se a uma série de preconceitos e mal-entendidos. (Veja mais em: Ditadura Militar).

Ilustração de um regime totalitário

Nazismo

Nazismo é um movimento autoritário que nasceu na Alemanha após 1ª guerra mundial e cresceu quando Hitler subiu ao poder na Alemanha em 1933. O Nazismo se baseia no anti-comunismo, no anti-semitismo, e na crença na superioridade da raça ariana em relação às outras raças e pregava a “limpeza racial” no país com a perseguição a outros povos como judeus, curdos, etc…Também queria a expansão da Alemanha Nazista na Europa.

Ao final da 1ª Guerra Mundial, além de perder territórios para França, Polônia, Dinamarca e Bélgica, os alemães são obrigados, por determinação do Tratado de Versalhes, a pagar pesadas reparações financeiras aos países vencedores. O pagamento dessa penalidade provoca o crescimento da dívida externa e compromete os investimentos internos, gerando falências, inflação e desemprego em massa: as tentativas fracassadas de revolução socialista (1919, 1921 e 1923) e as sucessivas quedas de gabinetes de orientação social-democrata criam condições favoráveis ao surgimento e à expansão do nazismo no país.

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O intervencionismo e a planificação econômica adotados por Hitler eliminam, no entanto, o desemprego e provocam o rápido desenvolvimento industrial, estimulando a indústria bélica e a edificação de obras públicas, além de impedir a retirada do capital estrangeiro do país.

Neonazismo – A imigração e a dificuldade de assimilação dos trabalhadores das regiões periféricas da economia européia; a recessão e o desemprego; a degradação do nível de vida; a diminuição da arrecadação de impostos e o ressurgimento de velhos preconceitos étnicos e raciais favorecem, a partir dos anos 80, a retomada de movimentos autoritários e conservadores denominados “neonazistas”.

Os movimentos manifestam-se de forma violenta e têm nos estrangeiros o alvo preferencial de ataque. Valendo-se também da via institucional parlamentar (Frente Nacional, na França; Liga Lombarda e Movimento Social Fascista, na Itália) para dar voz ativa às suas reivindicações, os movimentos neonazistas têm marcado a sua presença no cotidiano europeu, em especial na Alemanha, Áustria, França e Itália.

Fascismo

Fascismo começou na Itália com o líder Benito Mussolini que era um sentimento nacionalista assim como o nazismo. Eles aboliam todo o tipo de estrangeirismos, como empresas, palavras de origem estrangeira no idioma nacional, etc.

Suas principais características são o totalitarismo, que subordina os interesses do indivíduo ao Estado, o nacionalismo, que tem a nação como forma suprema de desenvolvimento e organização social coesa, e o corporativismo: os sindicatos patronais e dos trabalhadores, convertidos em corporações sob a intervenção direta do Estado, são os mediadores das relações entre o capital e o trabalho.

Em 1924, o Partido Fascista assume o poder em uma Itália que atravessa profunda crise econômica, agravada por greves e manifestações de trabalhadores urbanos e rurais. A implantação do regime significou o cerceamento à liberdade civil e política, a derrota da revolução social esquerdista, a eliminação dos sindicatos, limitações ao direito dos empresários de administrar sua força de trabalho e o unipartidarismo. A política adotada, entretanto, foi eficiente na modernização da economia industrial italiana e na diminuição do desemprego

Autoria: Marina Pascon Capelas

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