Socialismo e Comunismo
Essas doutrinas surgiram no século XIX, juntamente com o nascimento do capitalismo industrial, a partir da teorização do seu desenvolvimento econômico.
Dentre os teóricos, destacou-se Karl Marx, cuja análise político-econômica da história do capitalismo previa:
Para Marx, o comunismo é a última etapa do desenvolvimento histórico do processo revolucionário socialista, com a abolição das classes e do Estado e com a instalação da perfeita igualdade entre os homens, permitindo-lhes o pleno desenvolvimento de suas potencialidades máximas.
Porém, desde o início, os movimentos socialistas apresentaram divergências e divisões que culminaram, após a Primeira Guerra Mundial, com o surgimento de dois grupos distintos:
Assim, o comunismo passou a qualificar o movimento político russo (1917), com base nas teorias marxista-leninistas, enquanto o socialismo passou a indicar a filosofia de Estado dos socialdemocratas.
São características do sistema socialista:
Após a Segunda Guerra Mundial, vários países da Europa adotaram o socialismo (Tchecoslováquia, Hungria, Polônia, Romênia etc.), seguidos pela China (1949). A partir de 1950, vários países dependentes, em sua luta antiimperialista, instituíram o socialismo por meio de revoluções populares (Angola, Cuba, Vietnã, Camboja etc.).
O fim da URSS gerou modificações em todo o mundo socialista; poucos são os países que mantêm atualmente essa forma de organização, como a Coréia do Norte.
A partir de meados da década de 1980, transformações internas na URSS, Glasnost e Perestroika, aceleraram o processo de colapso econômico e institucional. A desintegração do país em 1991 pôs fim à Guerra Fria e possibilitou a democratização nos países do Leste Europeu, que, gradativamente, passaram a adotar práticas capitalistas, deixando de lado a planificação centrada no Estado.
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