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Cubismo

Iniciado no ano de 1907 na França, o Cubismo foi uma corrente de vanguarda europeia cuja tendência era o uso de formas geométricas como cones, cilindros, esferas, pirâmides, prismas e cubos, em oposição à uniformidade sugerida pela arte renascentista e realista. Trata-se do movimento artístico que mais exerceu influência na história da Arte Moderna, perdurando até o ano de 1918.

O estilo cubista surgiu com o quadro Demoiselles d’Avignon, criado pelo pintor espanhol Pablo Picasso. Em sua obra, Picasso inovou ao reproduzir a nudez feminina através de formatos geométricos muito bem arquitetados, abrindo mão das convencionais formas arredondadas e dos sombreamentos. Uma importante influência para esse trabalho foi a arte africana, que já vinha sendo estudada pelo pintor.

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O movimento cubista não se conformava com a visão do mundo sob apenas uma perspectiva, como propunha o padrão estético europeu, que tinha a preferencia pelas formas perfeitas e mais próximas do real.

As obras cubistas, ao contrário, primavam pela fragmentação e pela geometrização das figuras, com uma representação em diferentes planos geométricos e áreas irregulares, que proporcionavam ao espectador uma visão da obra sob diversos ângulos. Por isso, diz que a simultaneidade é a caraterística mais expressiva do Cubismo.

Quadro cubista Demoiselles d’Avignon
Demoiselles d’Avignon

Fases do Cubismo

Durante sua existência, o Cubismo se dividiu em duas fases:

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Fase analítica – durou entre 1910 e 1912 e ganhou esse nome pela complexidade das imagens, permitindo a análise e a reflexão do espectador sobre cada parte do quadro, de modo a compreendê-lo em sua totalidade. Tal período foi marcado pelas obras Du cubisme de Albert Gleizes e Jean Metzinger, e Les peintres cubistes de Guillaume Apollinaire.

Fase sintética – de 1912 a 1913 se inicia a fase do Cubismo sintético em resposta à fase anterior, buscando uma síntese das formas através da aplicação de cores fortes e figuras decorativas. Nessa fase foi introduzida a colagem, uma técnica cubista que consistia em montar a obra a partir de diversos materiais, como fotografias, jornais, madeiras, etc.

Com a difusão do Cubismo, muitos artistas, inclusive de áreas distintas, foram influenciados pela corrente de vanguarda. Na literatura, vários escritores projetaram as técnicas cubistas aos seus trabalhos, passando a tratar sobre assuntos misturados, em tempos e espaços diferentes, com linguagem predominantemente coloquial e com um jogo de palavras que davam impressão de imagem.

Artistas

Os principais expoentes do Cubismo europeu foram, na pintura, Pablo Picasso, Robert Delaunay, Juan Gris, Georges Braques e Fernand Léger; na literatura, Guillaume Apollinaire e Blaise Cendrars; na música, Igor Stravinsky; e na escultura, Raymond Duchamp-Villon e Constantin Brancusi. No Brasil, o Cubismo se consolidou somente após a Semana de Arte Moderna de 1922, tendo influenciado muitos artistas de renome como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Rego Monteiro, Di Cavalcante e Oswald de Andrade.

Referências bibliográficas

CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens. São Paulo: Atual, 2005.

Por: Mayara Lopes Cardoso

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