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Modernismo no Brasil - Segunda Fase

Em 1930, tem início os quinze anos da ditadura de Getúlio Vargas. Com o objetivo de obter apoio junto ás massas, Getúlio toma uma série de medidas: o país é dotado de uma legislação trabalhista e previdenciária, decreta-se o salário  mínimo e adotam-se providências para a criação de um partido trabalhista.

Em 1945, é decretada a anistia para os presos políticos e são convocadas eleições para dezembro. Porém, as suspeitas de um novo golpe getulista, naquele ano, provocam o descontentamento dos militares, que, num   movimento liderado pelo general Góis Monteiro, depõem o ditador.


Poesia

Nas décadas de 30 e 40, a poesia brasileira vive um dos melhores dos seus momentos. Trata-se de um período de maturidade e alargamento das conquistas dos modernistas da Primeira Geração. Maturidade, porque já não a necessidade de escandalizar os meios culturais e acadêmicos. Sem radicalismos e excessos, os poetas sentem-se à vontade tanto para escrever um poema como versos livres quanto para fazer um soneto.

A geração de 30 e 45, voltam-se para questões universais do homem e para os problemas da sociedade capitalista.

Em Vinícius de Moraes, a temática universalizante também estará presente, embora suplantada por uma poesia personalista.


Vinicius de Moraes

Completa  o grupo dos principais poetas da geração do modernismo brasileiro.

Poeta espiritualista, desenvolve uma poesia intimista e reflexiva, de profunda sensibilidade feminina, reforça a tendência de sua geração. Contudo, a sua obra trilha caminhos próprios, caminha cada vez mais para uma percepção material da vida, do amor e da mulher.. Partindo de uma poesia religiosa e idealizante, chega a ser um dos poetas mais sensuais de nossa literatura.

Marcus Vinícius Mello de Moraes nasceu na Gávea, Guanabara no dia 19 de outubro de 1913. Nasce, em meio a forte temporal, na madrugada, no antigo nº 114 (casa já demolida) da rua Lopes Quintas, na Gávea, ao lado da chácara de seu avô materno, Antônio Burlamaqui dos Santos Cruz. São seus pais d. Lydia Cruz de Moraes e Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, este, sobrinho do poeta, cronista e folclorista Mello Moraes Filho e neto do historiador Alexandre José de Mello Moraes.

1924 Inicia o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, na rua São Clemente.
Começa a cantar no coro do colégio, durante a missa de domingo. Liga-se de grande amizade a seus colegas Moacyr Veloso Cardoso de Oliveira e Renato Pompéia da Fonseca Guimarães, este, sobrinho de Raul Pompéia, com os quais escreve o "épico" escolar, em dez cantos, de inspiração camoniana: os acadêmicos. A partir daí participa sempre das festividades escolares de encerramento do ano letivo, seja cantando, seja atuando nas peças infantis.


Cronologia da Vida e da Obra

1927

Conhece e torna-se amigos dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajoz, com os quais começa a compor. Com eles, e alguns colegas do Colégio Santo Inácio, forma um pequeno conjunto musical que atua em festinhas, em casa de famílias conhecidas

1928

Compõe, com os irmãos Tapajoz, "Loura ou morena" e "Canção da noite", que têm grande sucesso popular.
Por essa época, namora invariavelmente todas as amigas de sua irmã Laetitia.


1929

Bacharela-se em Letras, no Santo Inácio.


1930

Entra para a faculdade de Direito da rua do Catete, sem vocação especial.


1931

Entra para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR).


1933

Forma-se em Direito e termina o Curso de Oficial de Reserva.


1935

Publica Forma e exegese, com o qual ganha o prêmio Felipe d’Oliveira.


1936

Publica, em separata, o poema "Ariana, a mulher".
Substitui Prudente de Morais Neto, como representante do Ministério da Educação junto à Censura Cinematográfica.
Conhece Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, dos quais se torna amigo.


1938

Publica novos poemas e é agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford (Magdalen College), para onde parte em agosto do mesmo ano.
Funciona como assistente do programa brasileiro da BBC.


1939

Casa-se por procuração com Beatriz Azevedo de Mello.
Regressa da Inglaterra em fins do mesmo ano, devido à eclosão da II Grande Guerra. Em Lisboa encontra seu amigo Oswald de Andrade com quem viaja para o Brasil.


1940

Nasce sua primeira filha, Susana.


1941

Começa a fazer jornalismo em A Manhã, como crítico cinematográfico e a colaborar no Suplemento Literário


1942

Inicia seu debate sobre cinema silencioso e cinema sonoro, a favor do primeiro, com Ribeiro Couto, e em seguida com a maioria dos escritores brasileiros mais em voga, e do qual participam Orson Welles e madame Falconetti.
Nasce seu filho Pedro.
A convite do então prefeito Juscelino Kubitschek, chefia uma caravana de escritores brasileiros a Belo Horizonte,


1943

Publica suas Cinco elegias, em edição mandada fazer por Manuel Bandeira, Aníbal Machado e Otávio de Faria.
Ingressa, por concurso, na carreira diplomática.


1944

Dirige o Suplemento Literário de O Jornal


1945

Colabora em vários jornais e revistas, como articulista e crítico de cinema.
Faz amizade com o poeta Pablo Neruda. Faz crônicas diárias para o jornal Diretrizes.


1946

Parte para Los Angeles, como vice-cônsul, em seu primeiro posto diplomático. Ali permanece por cinco anos sem voltar ao Brasil.
Publica em edição de luxo, ilustrada por Carlos Leão, seu livro, Poemas, sonetos e baladas


1947

Em Los angeles, estuda cinema com Orson Welles e Gregg Toland. Lança, com Alex Viany, a revista Film.


1951

Casa-se pela segunda vez com Lila Maria Esquerdo e Bôscoli. Começa a colaborar no jornal Última Hora, a convite de Samuel Wainer, como cronista diário e posteriormente crítico de cinema.


1953

Nasce sua filha Georgiana.
Colabora no tablóide semanário Flan, de Última Hora. Compõe seu primeiro samba, música e letra, "Quando tú passas por mim". Faz crônicas diárias para o jornal A Vanguarda, a convite de Joel Silveira. Parte para Paris como segundo secretário de Embaixada.


1954

Sai a primeira edição de sua Antologia Poética. A revista Anhembi publica sua peça Orfeu da Conceição, premiada no concurso de teatro do IV Centenário do Estado de São Paulo.


1955

Compões em Paris uma série de canções de câmara com o maestro Cláudio Santoro. Começa a trabalhar para o produtor Sasha Gordine, no roteiro do filme Orfeu Negro. No fim do ano vem com ele ao Brasil, por uma curta estada, para conseguir financiamento para a produção da película, o que não consegue, regressando em fins de dezembro a Paris.


1956

Volta ao Brasil em gozo de licença-prêmio.
Nasce sua terceira filha, Luciana.
Colabora no quinzenário Para Todos a convite de seu amigo Jorge amado, em cujo primeiro número publica o poema "O operário em construção".
Paralelamente aos trabalhos da produção do filme Orfeu Negro, tem o ensejo de encenar sua peça Orfeu da Conceição, no Teatro Municipal, que aparece também em edição comemorativa de luxo.


1958

Sofre um grave acidente de automóvel. Casa-se com Maria Lúcia Proença. Parte para Montevidéu. Sai o LP Canção do Amor Demais, de músicas suas com Antônio Carlos Jobim, cantadas por Elizete Cardoso. No disco ouve-se, pela primeira vez, a batida da bossa novas, no violão de João Gilberto, que acompanha acantora em algumas faixas, entre as quais o samba "Chega de Saudade", considerado o marco inicial do movimento.


1959

Sai o Lp Por Toda Minha Vida, de canções suas com Jobim, pela cantora Lenita Bruno.
O filme Orfeu negro ganha a Palme d’Or do Festival de Cannes e o Oscar, de Hollywood, como melhor filme estrangeiro do ano.
Aparece o seu livro Novos poemas II.
Casa-se sua filha Susana.


1961

Começa a compor com Carlos Lira e Pixinguinha.


1962

Começa a compor com Baden Powell, dando inicio à série de afro-sambas, entre os quais, "Berimbau" e "Canto de Ossanha".
Compõe, com música de Carlos Lyra, as canções de sua comédia-musicada Pobre menina rica.


1963

Começa a compor com Edu Lobo.
Casa-se com Nelita Abreu Rocha e parte em posto para Paris, na delegação do Brasil junto a UNESCO.


1969

É exonerado do Itamaraty. Casa-se com Cristina Gurjão.


1973

Publica "A Pablo Neruda".


1976

Escreve as letras de "Deus lhe pague", em parceria com Edu Lobo.
Casa-se com Marta Rodrihues Santamaria.


1978

Excursiona pela Europa com Toquinho.
Casa-se com Gilda de Queirós Mattoso, que conhecera em Paris.


1980

É operado a 17 de abril, para a instalação de um dreno cerebral.
Morre, na manhão de 9 de julho, de edema pulmonar, em sua casa, na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher.
Extraviam-se os originais de seu livro O dever e o haver.

Poesia 

Características

A poesia : da transcendência espiritual ao amor sensual

Como poeta, Vinícius situa-se entre o grupo de poetas religiosos que se formou no Rio de Janeiro entre os anos 30-40. Quando publicou sua Antologia poética, em 1955, Vinícius de Moraes advertiu que sua obra consistia de duas fases “ A primeira , transcendental, freqüentemente mística, resultante de sua fase cristã, termina com o poema “Ariana, a mulher”, editado em 1936”. Na segunda fase “ estão nitidamente marcados os movimentos de aproximação do mundo material, com difícil mas consistente  repulsa ao idealismo dos primeiros anos”.

Temas específicos: espiritualidade; amor platônico; amor real; a mulher; a sensualidade. 


1ª Fase Místico - Religiosa
 

A exemplo de outros poetas de suas geração, a primeira fase da poesia de Vinícius é marcada pela preocupação religiosa, pela angústia existencial diante da condição humana e pelo desejo de superar, por meio da transcendência mística, as sensações de pecado, culpa e desconsolo que a vida terrena lhe oferecia. De Versos mais longos e melancólicos. 

Compreendem os livros:

O caminho para a distância (1933);

Forma e exegese (1935);

Ariana, mulher (1936);

Novos poemas (1938);

Cinco elegias (1943) livro de transição.

Em O caminho para a distância, o poeta manifesta sua preocupação religiosa e sua angústia diante do mundo , revelando  também o seu conflito entre o sensualismo e o sentimento religiosa. O amor é tido como um elemento negativo que, ligando-o ao mundo terreno, impede a libertação  do espírito. O livro guarda um tom adolescente e as imagens não têm  o vigor que alcançariam mais tarde. Trata-se de uma obra imatura.

A partir de Forma e exegese, os versos ganham liberdade expressiva e tornam-se mais extensos. O poeta volta-se para o cotidiano, sem contudo abandonar o desejo de transcendência. A mulher torna-se figura central de sua poesia - mas ainda envolta por um forte misticismo, que contribui para  a sua caracterização como um ser divinizado - ,o poeta procura harmonizar sensualismo e erotismo com os apelos espirituais.

O tom declamatório e os versos longos, que nos lembram versículos bíblicos, mantêm o poeta ainda distante das conquistas expressivas mais modernas. Essa primeira fase, segundo o próprio Vinícius, termina  com  Ariana, a mulher. Cinco elegias seria o livro de transição.

Os poemas dessa fase geralmente são longos, com versos igualmente longos, em linguagem abstrata, alegórica e declamatória. Observe:

No sangue e na lama

O corpo sem vida tomou.

Mas nos olhos d homem caido

Havia ainda a luz do sacrifício que redime

E no grande Espírito que adejava o mar e o monte

Mil vozes clamavam que a vitoria do homem forte tombado na luta

Era novo Evangelho para o homem da paz que larva no campo.


2ª Fase de Encontro com o Mundo Material e Cotidiano

Cinco elegias (1943) é a obra que marca, na poesia de Vinícius, a passagem para uma fase de proximidade maior com o mundo material. O poeta passa a interessar-se por temas cotidianos, pelas coisas simples da vida e explora com sensualismo os temas do amor e da mulher. A linguagem também tende à simplicidade o verso livre passa a ser mais empregado, a comunicação torna-se mais direta e dinâmica.

Pode-se dizer que pela primeira vez, Vinícius de Moraes adere às propostas dos modernistas de 22, apesar de sempre terem feito parte de sua poesia certa dicção clássica e o gosto pelo soneto. Contudo, em suas mãos, o soneto ganha roupagem diferente, mais moderna e real, fazendo uso do vocábulo do cotidiano, pouco comuns nesse tipo de composição. É o caso, por exemplo deste soneto, em que o erotismo é recriado a partir de uma forma clássica e de uma linguagem crua e direta:


Soneto de devoção 

Essa mulher que se arremessa, fria

E lúbrica em meus braços, e nos seios

Me arrebata e me beija e balbucia

Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia

Que se ri dos meus pálidos receios

A única entre todas a quem dei

Os carinhos que nunca a outra daria

Essa mulher  que a cada amor proclama

A miséria e a grandeza de quem ama

E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! - uma cadela

Talvez... - mas na moldura de uma cama

Nunca mulher nenhuma foi tão bela.

A partir de Poemas, sonetos e baladas, dá-se a superação da angústia e da melancolia; o poeta integra-se à realidade, e sua poesia adquire um ritmo mais tranqüilo e uma expressão mais coloquial, exulta, simples e direta. Nessa fase, sua temática ganha novas características universalizantes e sociais. O poema “O operário em Construção” (1956) é o que melhor exempligfica essa preocupação; por meio de uma linguagem simples e direta, quase didática, o poeta manifesta solidariedade às classes oprimidas e almeja atingir a consciência daqueles que o lêem ou ouvem.

São desse período a Antologia poética (1955), o Livro dos sonetos (1957) e Novos poemas II (1959), que traz o poema "Receita de mulher". Na década de 1960 publicou mais três livros: Procura-se uma rosa, Para viver um grande amor (ambos de 1962) e Para uma menina com uma flor (1966), de crônicas. A Arca de Noé (1970) é um livro de poesia para crianças.

Poeta lírico por excelência, em sua segunda fase, Vinícius alia temas modernos à mais apurada forma clássica de composição, o soneto, deixando-nos obras primas, como o poema abaixo:


Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive) :

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Deste ultimo Vinícius, poeta sensual e social, para o cantor e compositor Vinícius é um passo. A partir dos anos 60 afasta-se da poesia e entrega-se de corpo alma à música.

Se a poesia brasileira perdeu para a música popular um grande talento  que ainda  poderia deixar novas contribuições, não se sabe.

Dizem, na minha família, que eu cantei antes de falar. E havia uma cançãozinha que eu repetia e que tinha um leve tema de sons. Fui criado no mundo da música, minha mãe e minha avó tocavam piano, eu me lembro de como me machucavam aquelas valsas antigas.

Meu pai também tocava violão, cresci ouvindo música. Depois a poesia fez o resto.

(Entrevista a Clarice Lispector)


Música popular 

O interesse de Vinícius pela música data de 1927, quando começou a compor com Paulo e Haroldo Tapajós, mas só se firmou a partir da década de 1950. Em 1956 António Carlos Jobim (Tom Jobim) musicou sua peça Orfeu da Conceição, premiada no concurso de teatro do IV Centenário de São Paulo. Montada no mesmo ano no Rio de Janeiro, a peça ajudou a popularizar composições de Tom e Vinícius, como Se todos fossem iguais a você. A versão cinematográfica Orphée noir (Orfeu do carnaval, de Marcel Camus, ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1959 e o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Cada vez mais voltado para a música, escreveu letras para músicas inéditas de Tom Jobim, como Lamento do morro e Mulher, sempre mulher, gravadas em 1956. Dois anos depois, o disco Canção do amor demais, de Elizete Cardoso, com canções de Tom e Vinícius, marcou o início da bossa nova. Em 1961, no Teatro Santa Rosa, no Rio de Janeiro, estreou sua peça Procura-se uma rosa. No mesmo ano, Vinícius conheceu Carlos Lira, seu parceiro em Minha namorada (1964) e outras canções. A parceria com o violonista Baden Powell, a partir de 1962, rendeu mais de cinqüenta músicas, entre elas sucessos como Berimbau e Samba em prelúdio. Com Pixinguinha, Vinícius fez a música do filme Sol sobre a lama (1962), de Alex Viany, e com Francis Hime compôs, entre outras canções, Sem mais adeus (1963).

O maior sucesso de Vinícius foi Garota de Ipanema (1963), em parceria com Tom Jobim. Em 1965, Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius, venceu o I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior. Edu seria seu parceiro em outro sucesso, Canção do amanhecer. Seu último parceiro, a partir de 1970, foi o violonista Toquinho (Antonio Pecci Filho), com quem compôs Morena flor, Tarde em Itapoan, Essa menina etc. Vinícius também fez música para poemas seus, como Serenata do adeus e Medo de amar. Vinícius de Morais morreu no Rio de Janeiro, em 9 de julho de 1980.


Crítica de cinema

Creio no Cinema, arte muda, filha da Imagem, elemento original de poesia e plástica infinitas, célula simples de duração efêmera e livremente multiplicável. Creio no Cinema, meio de expressão total em seu poder transmissor e sua capacidade de emoção, possuidor de uma forma própria que lhe é imanente e que, contendo todas as outras, nada lhes deve. Creio no Cinema puro, branco e preto, linguagem universal de alto valor sugestivo, rico na liberalidade e poder de evocação."


Vinicius de Moraes

No início dos anos 40, o já destacado poeta e escritor Vinicius de Moraes assumiu o cargo de crítico de cinema do jornal A Manhã, passando depois para o Última Hora e por outras publicações. Com humor inteligente e a visão poética que lhe é peculiar, ele acompanhou pelas décadas seguintes o crescimento da popularidade dessa arte e de artistas como Marilyn Monroe, Marcello Mastroianni, Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, James Stewart, Grace Kelly e uma constelação de estrelas que desfilavam por filmes antológicos. Sem se limitar ao que via na tela, mergulhou pelos bastidores, analisando o trabalho de diretores como Orson Welles, Alfred Hitchcock, Vitorio De Sica, François Truffaut e Billy Wilder, entre muitos outros.

Vinicius reportou o surgimento de mitos e descreveu a formação da identidade do cinema moderno. Dessas observações foram selecionadas uma série de críticas cinematográficas e crônicas, especialmente entre 1940 e 1959. Confira alguns deliciosos artigos de Vinicius sobre a sétima arte em sua Era de Ouro. 

O certo é que Vinícius, como nenhum outro, foi o poeta mais conhecido e amado do público brasileiro, aquele que levou às rodas de bar, aos teatros e ao rádio composições de requinte literário.

Autoria: Andressa Fiorio

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