Introdução
à Análise Combinatória
Análise Combinatória é um conjunto
de procedimentos que possibilita a construção de grupos
diferentes formados por um número finito de elementos de um
conjunto sob certas circunstâncias.
Na maior parte das vezes, tomaremos conjuntos Z com m elementos e
os grupos formados com elementos de Z terão p elementos, isto
é, p será a taxa do agrupamento, com p<m.
Arranjos, Permutações ou Combinações, são os três tipos
principais de agrupamentos, sendo que eles podem ser simples, com
repetição ou circulares. Apresentaremos alguns detalhes de tais
agrupamentos.
Observação: É muito
freqüente encontrarmos na literatura sobre os termos: arranjar,
combinar ou permutar, mas todo o cuidado é pouco com os mesmos,
que às vezes são utilizados em concursos em uma forma
dúbia!
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Notações comuns neste trabalho Expressão geral Exemplo
numérico
Sinal de divisão /
n! = 1.2.3...n 6!=1.2.3.4.5.6=720
C(n,p)=n!/[p!(n-p)!] C(6,2)=6!/[2!4!]=15
A(n,p)=n!/(n-p)! A(6,4)=6!/4!=30
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Arranjos
São agrupamentos formados com p elementos, (p<m) de forma que
os p elementos sejam distintos entre sí pela ordem ou pela
espécie. Os arranjos podem ser simples ou com repetição.
Simples
Não ocorre a repetição de qualquer elemento em cada grupo de p
elementos.
Fórmula: As(m,p) = m!/(m-p)!
Cálculo para o exemplo: As(4,2) = 4!/2!=24/2=12
Exemplo: Seja Z={A,B,C,D}, m=4 e p=2. Os arranjos simples desses
4 elementos tomados 2 a 2 são 12 grupos que não podem ter a
repetição de qualquer elemento mas que podem aparecer na ordem
trocada. Todos os agrupamentos estão no conjunto:
As={AB,AC,AD,BA,BC,BD,CA,CB,CD,DA,DB,DC}
Com repetição
Todos os elementos podem aparecer repetidos em cada grupo de p
elementos.
Fórmula: Ar(m,p) = mp
Cálculo para o exemplo: Ar(4,2) = 42=16
Exemplo: Seja C={A,B,C,D}, m=4 e p=2. Os arranjos com repetição
desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 16 grupos que onde aparecem
elementos repetidos em cada grupo. Todos os agrupamentos estão
no conjunto:
Ar={AA,AB,AC,AD,BA,BB,BC,BD,CA,CB,CC,CD,DA,DB,DC,DD}
Condicional
Todos os elementos aparecem em cada grupo de p elementos, mas
existe uma condição que deve ser satisfeita acerca de alguns
elementos.
Fórmula: N=A(m1,p1).A(m-m1,p-p1)
Cálculo para o exemplo:
N=A(3,2).A(7-3,4-2)=A(3,2).A(4,2)=6×12=72
Exemplo: Quantos arranjos com 4 elementos do conjunto
{A,B,C,D,E,F,G}, começam com duas letras escolhidas no
subconjunto {A,B,C}?
Aqui temos um total de m=7 letras, a taxa é p=4, o subconjunto
escolhido tem m1=3 elementos e a taxa que este subconjunto será
formado é p1=2. Com as letras A,B e C, tomadas 2 a 2, temos 6
grupos que estão no conjunto:
PABC = {AB,BA,AC,CA,BC,CB}
Com as letras D,E,F e G tomadas 2 a 2, temos 12 grupos que estão
no conjunto:
PDEFG = {DE,DF,DG,ED,EF,EG,FD,FE,FG,GD,GE,GF}
Usando a regra do produto, teremos 72 possibilidades obtidas pela
junção de um elemento do conjunto PABC com um elemento do
conjunto PDEFG. Um típico arranjo para esta situação é
CAFG.
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Permutações
Quando formamos agrupamentos com m elementos, de forma que os m
elementos sejam distintos entre sí pela ordem. As permutações
podem ser simples, com repetição ou circulares.
Simples
São agrupamentos com todos os m elementos distintos.
Fórmula: Ps(m) = m!
Cálculo para o exemplo: Ps(3) = 3!=6
Exemplo: Seja C={A,B,C} e m=3. As permutações simples desses 3
elementos são 6 agrupamentos que não podem ter a repetição de
qualquer elemento em cada grupo mas podem aparecer na ordem
trocada. Todos os agrupamentos estão no conjunto:
Ps={ABC,ACB,BAC,BCA,CAB,CBA}
Com repetição
Dentre os m elementos do conjunto C={x1,x2,x3,...,xn}, faremos a
suposição que existem m1 iguais a x1, m2 iguais a x2, m3 iguais
a x3, ... , mn iguais a xn, de modo que m1+m2+m3+...+mn=m.
Fórmula: Se m=m1+m2+m3+...+mn, então
Pr(m)=C(m,m1).C(m-m1,m2). C(m-m1-m2,m3) ... C(mn,mn)
Anagrama: Um anagrama é uma (outra) palavra construída com as
mesmas letras da palavra original trocadas de posição.
Cálculo para o exemplo: m1=4, m2=2, m3=1, m4=1 e m=6, logo:
Pr(6)=C(6,4).C(6-4,2).C(6-4-1,1)=C(6,4).C(2,2).C(1,1)=15
Exemplo: Quantos anagramas podemos formar com as 6 letras da
palavra ARARAT. A letra A ocorre 3 vezes, a letra R ocorre 2
vezes e a letra T ocorre 1 vez. As permutações com repetição
desses 3 elementos do conjunto C={A,R,T} em agrupamentos de 6
elementos são 15 grupos que contêm a repetição de todos os
elementos de C aparecendo também na ordem trocada. Todos os
agrupamentos estão no conjunto:
Pr={AAARRT,AAATRR,AAARTR,AARRTA,AARTTA,
AATRRA,AARRTA,ARAART,ARARAT,ARARTA,
ARAATR,ARAART,ARAATR,ATAARA,ATARAR}
Circulares
Ocorre quando obtemos grupos com m elementos distintos formando
uma circunferência de círculo.
Fórmula: Pc(m) = (m-1)!
Cálculo para o exemplo: P(4)=3!=6
Exemplo: Seja um conjunto com 4 pessoas K={A,B,C,D}. De quantos
modos distintos estas pessoas poderão sentar-se junto a uma mesa
circular (pode ser retangular) para realizar o jantar sem que
haja repetição das posições?
Se considerássemos todas as permutações simples possíveis com
estas 4 pessoas, teriamos 24 grupos, apresentados no
conjunto:
Pc={ABCD,ABDC,ACBD,ACDB,ADBC,ADCB,BACD,BADC,
BCAD,BCDA,BDAC,BDCA,CABD,CADB,CBAD,CBDA,
CDAB,CDBA, DABC,DACB,DBAC,DBCA,DCAB,DCBA}
Acontece que junto a uma mesa "circular" temos
que:
ABCD=BCDA=CDAB=DABC
ABDC=BDCA=DCAB=CABD
ACBD=CBDA=BDAC=DACB
ACDB=CDBA=DBAC=BACD
ADBC=DBCA=BCAD=CADB
ADCB=DCBA=CBAD=BADC
o que significa existem somente 6 grupos distintos, dados
por:
Pc={ABCD,ABDC,ACBD,ACDB,ADBC,ADCB}
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Combinações
Quando formamos agrupamentos com p elementos, (p<m) de forma
que os p elementos sejam distintos entre sí apenas pela
espécie.
Simples
Não ocorre a repetição de qualquer elemento em cada grupo de p
elementos.
Fórmula: C(m,p) = m!/[(m-p)! p!]
Cálculo para o exemplo: C(4,2)=4!/[2!2!]=24/4=6
Exemplo: Seja C={A,B,C,D}, m=4 e p=2. As combinações simples
desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 6 grupos que não podem ter
a repetição de qualquer elemento nem podem aparecer na ordem
trocada. Todos os agrupamentos estão no conjunto:
Cs={AB,AC,AD,BC,BD,CD}
Com repetição
Todos os elementos podem aparecer repetidos em cada grupo até p
vezes.
Fórmula: Cr(m,p) = C(m+p-1,p)
Cálculo para o exemplo:
Cr(4,2)=C(4+2-1,2)=C(5,2)=5!/[2!3!]=10
Exemplo: Seja C={A,B,C,D}, m=4 e p=2. As combinações com
repetição desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 10 grupos que
têm todas as repetições possíveis de elementos em grupos de 2
elementos não podendo aparecer o mesmo grupo com a ordem
trocada. De um modo geral neste caso, todos os agrupamentos com 2
elementos formam um conjunto com 16 elementos:
Cr={AA,AB,AC,AD,BA,BB,BC,BD,CA,CB,CC,CD,DA,DB,DC,DD}
mas para obter as combinações com repetição, deveremos
excluir deste conjunto os 6 grupos que já apareceram antes, pois
AB=BA, AC=CA, AD=DA, BC=CB, BD=DB e CD=DC, assim as combinações
com repetição dos elementos de C tomados 2 a 2, são:
Cr={AA,AB,AC,AD,BB,BC,BD,CC,CD,DD}
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Regras gerais sobre a Análise Combinatória
Problemas de Análise Combinatória normalmente são muito
difíceis mas eles podem ser resolvidos através de duas regras
básicas: a regra da soma e a regra do produto.
Regra da soma: A regra da soma nos diz que se um elemento pode
ser escolhido de m formas e um outro elemento pode ser escolhido
de n formas, então a escolha de um ou outro elemento se
realizará de m+n formas, desde que tais escolhas sejam
independentes, isto é, nenhuma das escolhas de um elemento pode
coincidir com uma escolha do outro.
Regra do Produto: A regra do produto diz que se um elemento H
pode ser escolhido de m formas diferentes e se depois de cada uma
dessas escolhas, um outro elemento M pode ser escolhido de n
formas diferentes, a escolha do par (H,M) nesta ordem poderá ser
realizada de m.n formas.
Exemplo:
Consideremos duas retas paralelas ou concorrentes sem que os
pontos sob análise estejam em ambas, sendo que a primeira r
contem m pontos distintos marcados por r1, r2, r3, ..., rm e a
segunda s contem n outros pontos distintos marcados por s1, s2,
s3, ..., sn. De quantas maneiras podemos traçar segmentos de
retas com uma extremidade numa reta e a outra extremidade na
outra reta? É fácil ver isto ligando r1 a todos os pontos de s
e assim teremos n segmentos, depois ligando r2 a todos os pontos
de s e assim teremos n segmentos, e continuamos até o último
ponto para obter também n segmentos. Como existem m pontos em r
e n pontos em s, teremos m.n segmentos possíveis.
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Número de Arranjos simples
Seja C um conjunto com m elementos. De quantas maneiras
diferentes poderemos escolher p elementos (p<m) deste
conjunto? Cada uma dessas escolhas será chamada um arranjo de m
elementos tomados p a p. Construiremos uma tabela com os m
elementos de C.
c1 c2 c3 c4 c5 ... cm-2 cm-1 cm
Cada vez que um elemento for retirado, indicaremos esta
operação com a mudança da cor amarela para a cor bege.
Para escolher o prameiro elemento do conjunto C que possui m
elementos, temos m possibilidades. Vamos supor que a escolha
tenha caído sobre o m-ésimo elemento de C.
c1 c2 c3 c4 c5 ... cm-2 cm-1 cm
Para escolher o segundo elemento, devemos observar o que sobrou
no conjunto e constatamos que agora existem apenas m-1 elementos.
Suponhamos que tenha sido retirado o último elemento dentre os
que sobraram no conjunto C. O elemento retirado na segunda fase
é o (m-1)-ésimo.
c1 c2 c3 c4 c5 ... cm-2 cm-1 cm
Após a segunda retirada, sobraram m-2 possibilidades para a
próxima retirada. Do que sobrou, se retirarmos o terceiro
elemento como sendo o de ordem (m-2), teremos algo que pode ser
visualizado como:
c1 c2 c3 c4 c5 ... cm-2 cm-1 cm
Se continuarmos o processo de retirada, cada vez teremos 1
elemento a menos do que na fase anterior. Para retirar o p-ésimo
elemento, restarão m-p+1 possibilidades de escolha.
Para saber o número total de arranjos possíveis de m elementos
tomados p a p, basta multiplicar os números que aparecem na
segunda coluna da tabela abaixo:
Retirada Número de possibilidades
1 m
2 m-1
3 m-2
... ...
p m-p+1
No.de arranjos m(m-1)(m-2)...(m-p+1)
Denotaremos o número de arranjos de m elementos tomados p a p,
por A(m,p) e a expressão para seu cálculo será dada por:
A(m,p) = m(m-1)(m-2)...(m-p+1)
Exemplo: Consideremos as 5 vogais de nosso alfabeto. Quais e
quantas são as possibilidades de dispor estas 5 vogais em grupos
de 2 elementos diferentes? O conjunto solução é:
{AE,AI,AO,AU,EA,EI,EO,EU,IA,IE,
IO,IU,OA,OE,OI,OU,UA,UE,UI,UO}
e a solução numérica é A(5,2) = 5.4= 20 possibilidades
Exemplo: Consideremos as
5 vogais de nosso alfabeto. Quais e quantas são as
possibilidades de dispor estas 5 vogais em grupos de 2 elementos
(não necessariamente diferentes)?
Sugestão: Colocar uma
reta com as 5 vogais e outra reta paralela à anterior com as 5
vogais, usar a regra do produto para concluir que existem 5x5=25
possibilidades.
O conjunto solução é:
{AA,AE,AI,AO,AU,EA,EE,EI,EO,EU,IA,IE,II,
IO,IU,OA,OE,OI,OO,OU,UA,UE,UI,UO,UU}
Exemplo: Quantas placas de carros podem existir no atual sistema
brasileiro de trânsito que permite 3 letras iniciais e 4
algarismos no final?
XYZ-1234
Sugestão: Considere que existem 26 letras em nosso alfabeto que
podem ser dispostas 3 a 3 e 10 algarismos que podem ser dispostos
4 a 4 e em seguida utilize a regra do produto.
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Número de Permutações simples
Este é um caso particular de arranjo em que p=m. Para obter o
número de permutações com m elementos distintos de um conjunto
C, basta escolher os m elementos em uma determinada ordem. A
tabela de arranjos com todas as linhas até a ordem p=m,
permitirá obter o número de permutações de m elementos:
Retirada Número de possibilidades
1 m
2 m-1
... ...
p m-p+1
... ...
m-2 3
m-1 2
m 1
No.de permutações m(m-1)(m-2)...(m-p+1)...4.3.2.1
Denotaremos o número de permutações de m elementos, por P(m) e
a expressão para seu cálculo será dada por:
P(m) = m(m-1)(m-2)...(m-p+1)...3.2.1
Em função da forma como construímos o processo, podemos
escrever:
A(m,m) = P(m)
Como o uso de permutações é muito intenso em Matemática e nas
ciências em geral, costuma-se simplificar a permutação de m
elementos e escrever simplesmente:
P(m) = m!
Este símbolo de exclamação posto junto ao número m é lido
como o fatorial de m, onde m é um número natural.
Embora zero não seja um número natural no sentido que tenha
tido origem nas coisas da natureza, procura-se dar sentido para a
definição de fatorial de m de uma forma mais ampla, incluindo
m=0 e para isto podemos escrever:
0!=1
Em contextos mais avançados, existe a função gama que
generaliza o conceito de fatorial de um número real, excluindo
os inteiros negativos e com estas informações pode-se
demonstrar que 0!=1.
O fatorial de um número inteiro não negativo pode ser definido
de uma forma recursiva através da função P=P(m) ou com o uso
do sinal de exclamação:
(m+1)! = (m+1).m!
0! = 1
Exemplo: De quantas
formas podemos colocar juntos 3 livros A, B e C diferentes em uma
estante? O número de arranjos é P(3) = 6 e o conjunto solução
é:
P={ABC,ACB,BAC,BCA,CAB,CBA}
Exemplo: Quantos anagramas são possíveis com as letras da
palavra AMOR? O número de arranjos é P(4) = 24 e o conjunto
solução é:
P={AMOR,AMRO,AROM,ARMO,AORM,AOMR,MARO,MAOR,
MROA,MRAO,MORA,MOAR,OAMR,OARM,ORMA,ORAM,
OMAR,OMRA,RAMO,RAOM,RMOA,RMAO,ROAM,ROMA}
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Número de Combinações simples
Seja C um conjunto com m elementos distintos. No estudo de
arranjos, já vimos antes que é possível escolher p elementos
de A, mas quando realizamos tais escolhas pode acontecer que duas
coleções com p elementos tenham os mesmos elementos em ordens
trocadas. Uma situação típica é a escolha de um casal (H,M).
Quando se fala casal, não tem importância a ordem da posição
(H,M) ou (M,H), assim não há a necessidade de escolher duas
vezes as mesmas pessoas para formar o referido casal. Para evitar
a repetição de elementos em grupos com a mesma quantidade p de
elementos, introduziremos o conceito de combinação.
Diremos que uma coleção de p elementos de um conjunto C com m
elementos é uma combinação de m elementos tomados p a p, se as
coleções com p elementos não tem os mesmos elementos que já
apareceram em outras coleções com o mesmo número p de
elementos.
Aqui temos outra situação particular de arranjo, mas não pode
acontecer a repetição do mesmo grupo de elementos em uma ordem
diferente.
Isto significa que dentre todos os A(m,p) arranjos com p
elementos, existem p! desses arranjos com os mesmos elementos,
assim, para obter a combinação de m elementos tomados p a p,
deveremos dividir o número A(m,p) por m! para obter apenas o
número de arranjos que contem conjuntos distintos, ou
seja:
C(m,p) = A(m,p) / p!
Como A(m,p) = m.(m-1).(m-2). ... .(m-p+1), então:
C(m,p) = [ m.(m-1).(m-2). ... .(m-p+1)] / p!
o que pode ser reescrito
C(m,p) = [ m.(m-1).(m-2). ... .(m-p+1)] /
[(1.2.3.4....(p-1)p]
Se multiplicarmos numerador e denominador desta fração
por
(m-p)(m-p-1)(m-p-2)...3.2.1
que é o mesmo que multiplicar por (m-p)!, o numerador da
fração ficará:
m.(m-1).(m-2).....(m-p+1)(m-p)(m-p-1)...3.2.1 = m!
e o denominador ficará:
p! (m-p)!
Assim, a expressão simplificada para a combinação de n
elementos tomados p a p, será:
m!
C(m,p) =
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p! (m-p)!
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Número de arranjos com repetição
Seja C um conjunto com m elementos distintos e considere p
elementos escolhidos neste conjunto em uma ordem determinada.
Cada uma de tais escolhas é denominada um arranjo com
repetição de m elementos tomados p a p. Acontece que existem m
possibilidades para a colocação de cada elemento, logo, o
número total de arranjos com repetição de m elementos
escolhidos p a p é dado por mp. Indicamos isto por:
Arep(m,p) = mp
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Número de permutações com repetição
Consideremos 3 bolas vermelhas, 2 bolas azuis e 5 bolas amarelas.
Coloque estas bolas em uma ordem determinada. Iremos obter o
número de permutações com repetição dessas bolas. Tomemos 10
compartimentos numerados onde serão colocadas as bolas. Primeiro
coloque as 3 bolas vermelhas em 3 compartimentos, o que dá
C(10,3) possibilidades. Agora coloque as 2 bolas azuis nos
compartimentos restantes para obter C(10-3,2) possibilidades e
finalmente coloque as 5 bolas amarelas. As possibilidades são
C(10-3-2,5).
O número total de possibilidades pode ser calculado como:
10! 7! 5! 10!
C(10,3).C(10-3,2).C(10-3-2,5) =
--------------------------------------------------------------------------------
×
--------------------------------------------------------------------------------
×
--------------------------------------------------------------------------------
=
--------------------------------------------------------------------------------
3!7! 2!5! 5!0! 3!2!5!
Tal metodologia pode ser generalizada.
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Número de combinações com repetição
Considere m elementos distintos e ordenados. Escolha p elementos
um após o outro e ordene estes elementos na mesma ordem que os
elementos dados. O resultado é chamado uma combinação com
repetição de m elementos tomados p a p. Denotamos o número
destas combinações por Crep(m,p). Aqui a taxa p poderá ser
maior do que o número m de elementos.
Consideremos o conjunto A = (a,b,c,d,e) e p = 6. As coleções
(a,a,b,d,d,d); (b,b,b,c,d,e); (c,c,c,c,c,c) são exemplos de
combinações com repetição de 5 elementos escolhidos 6 a
6.
Podemos representar tais combinações por meio de símbolos com
pontos ¤ e vazios Ø onde cada ponto ¤ é repetido (e colocado
junto) tantas vezes quantas vezes aparece uma escolha do mesmo
tipo, enquanto o vazio Ø serve para separar os objetos em
função das suas diferenças
(a,a,b,d,d,d) <=> ¤¤Ø¤ØØ¤¤¤Ø
(b,b,b,c,d,e) <=> ؤ¤¤Ø¤Ø¤Ø¤
(c,c,c,c,c,c) <=> ØØ¤¤¤¤¤¤ØØ
Cada símbolo possui 10 lugares com exatamente 6 ¤ e 4 Ø. Para
cada combinação existe uma correspondência biunívoca com um
símbolo e reciprocamente. Podemos construir um símbolo pondo
exatamente 6 pontos em 10 lugares. Após isto, os espaços vazios
são prenchidos com barras. Isto pode ser feito de C(10,6) modos.
Assim:
Crep(5,6) = C(5+6-1,6)
Generalizando isto, podemos mostrar que:
Crep(m,p) = C(m+p-1,p)
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Propriedades das combinações
O segundo número, indicado logo acima por p é conhecido como a
taxa que define a quantidade de elementos de cada escolha.
Taxas complementares
C(m,p) = C(m,m-p)
Exemplo: C(12,10) = C(12,2)=66.
Relação do triângulo de Pascal
C(m,p) = C(m-1,p) + C(m-1,p-1)
Exemplo: C(12,10) = C(11,10)+C(11,9)=11×55=605
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Número Binomial
O número de combinações de m elementos tomados p a p, indicado
antes por C(m,p) é chamado Coeficiente Binomial ou número
binomial, denotado na literatura científica como:
( n )
p
Exemplo:
( 8 ) = C(8,2) = 28
2
Observação: Existe uma
importante extensão do conceito de número binomial ao conjunto
dos números reais e podemos calcular o número binomial de um
número real r qualquer tomado a uma taxa inteira p, somente que,
neste caso, não podemos mais indicar como sendo a combinação
C(r,p). Como Pi=3,1415926535..., então:
( Pi ) = Pi(Pi-1)/2 = 3,36400587375
2
Tais cálculos são úteis em Probabilidade e Estatística.
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Teorema Binomial
Se m é um número natural, para simplificar um pouco as
notações, escreveremos C(m,p) =mp. Então:
(a+b)m = am + m1am-1b + m2 am-2b2 + m3 am-3 b3 +...+ mm bm
Alguns casos particulares com m=2,3,4 e 5, são:
(a+b)2 = a2 + 2ab + b2
(a+b)3 = a3 + 3 a2b + 3 ab2 + b3
(a+b)4 = a4 + 4 a3b + 6 a2b2 + 4 ab3 + b4
(a+b)5 = a5 + 5 a4b + 10 a3b2 + 10 a2b3 + 5 ab4 + b5
A demonstração segue pelo Princípio da Indução
Matemática.
Vamos considerar a Proposição P(m) de ordem m, dada por:
P(m): (a+b)m = am+m1am-1b +m2 am-2b2 +m3am-3b3+... +mmbm
P(1) é verdadeira pois (a+b)1 = a + b
Vamos considerar verdadeira a proposição P(k), com
k>1:
P(k):(a+b)k = ak + k1 ak-1b + k2 ak-2b2 + k3 ak-3b3 +...+
kkbk
para provar a propriedade P(k+1).
Para que a proposição P(k+1) seja verdadeira, deveremos chegar
à conclusão que:
(a+b)k+1 = ak+1 + (k+1)1 akb + (k+1)2 ak-1b2 +...+
(k+1)(k+1)bk+1
(a + b)k+1= (a + b).(a + b)k
(a + b).[ak + k1 ak-1 b + k2 ak-2 b2 + k3 ak-3 b3 + ... + kk
bk]
a.[ak + k1 ak-1 b + k2 ak-2 b2 + k3 ak-3 b3 + ... + kk bk]
+
b.[ak + k1 ak-1 b + k2 ak-2 b2 + k3 ak-3 b3 + ... + kk bk]
ak+1 + k1 ak b + k2 ak-1 b2 + k3 ak-2 b3 + ... + kk a bk +
akb + k1 ak-1 b2 + k2 ak-2 b3 + k3 ak-3 b4 + ... + kk bk+1
ak+1 + [k1+1] ak b + [k2+k1] ak-1 b2 + [k3+k2] ak-2 b3 + [k4+k3]
ak-3 b4 + ... + [kk-1+kk-2] a2 bk-1 + [kk+kk-1] a bk + kk
bk+1
ak+1 + [k1+k0] ak b + [k2+k1] ak-1 b2 + [k3+k2] ak-2 b3 + [k4+k3]
ak-3 b4 + ... + [kk-1+kk-2] a2 bk-1 + [kk+kk-1] a bk + kk
bk+1
Pelas propriedades das combinações, temos:
k1+k0 = C(k,1) + C(k,0) = C(k+1,1) =(k+1)1
k2+k1 = C(k,2) + C(k,1) = C(k+1,2) =(k+1)2
k3+k2 = C(k,3) + C(k,2) = C(k+1,3) =(k+1)3
k4+k3 = C(k,4) + C(k,3) = C(k+1,4) =(k+1)4
... ... ... ... ... ...
kk-1+kk-2 = C(k,k-1) + C(k,k-2) = C(k+1,k-1) =(k+1)k-1
kk+kk-1 = C(k,k) + C(k,k-1) = C(k+1,k) =(k+1)k
E assim podemos escrever:
(a+b)k+1 = ak+1 + (k+1)1 ak b + (k+1)2 ak-1 b2 + (k+1)3 ak-2 b3
+
(k+1)4 ak-3 b4 + ... + (k+1)k-1 a2 bk-1 + (k+1)k a bk + kk
bk+1
que é o resultado desejado.