Estatística
Há três ramos principais da estatística:
estatística descritiva, que envolve a organização e a dados; a teoria da
probabilidade, que proporciona uma base racional para lidar com situações
influenciadas por fatores relacionados com o acaso, assim como estimar erros; e
a teoria da inferência, que envolve análise e interpretação de amostras.
A Estatística, de modo geral,
constitui um valioso instrumento para tomada de decisões.
Outra característica da
Estatística é o uso de modelos. Estes são formas simplificadas
de algum problema ou situação real. A característica
fundamental dos modelos é o fato de reduzirem situações
complexas a formas mais simples e mais compreensíveis.
Neste curso, daremos ênfase a
teoria da probabilidade como ferramenta para tomada de decisão.
PROBABILIDADE
As origens da
matemática da probabilidade remontam ao século XVI. As
aplicações iniciais referiam-se quase todas a jogos de azar. Os
jogadores aplicavam o conhecimento da teoria das probabilidades
para planejar estratégias de apostas. Mesmo hoje ainda muitas
aplicações que envolvem jogos de azar, tais como diversos tipos
de loterias, os cassinos de jogos (No Brasil Bingos) e os
esportes organizados. Todavia, a utilização das probabilidades
ultrapassou de muito o âmbito desses jogos. Hoje muitas
organizações (públicas ou privadas) já incorporaram a teoria
das probabilidades em seus processos diários de
deliberações&rdquo.
O ponto central em todas as
situações onde usamos probabilidade é a possibilidade de
quantificar quão provável é determinado EVENTO.
As probabilidades são
utilizadas para exprimir a chance de ocorrência de determinado
evento.
EXPERIMENTOS ALEATÓRIOS,
ESPAÇO AMOSTRAL E EVENTO.
Encontramos na natureza dois
tipos de fenômenos: determinísticos e aleatórios.
Os fenômenos determinísticos
são aqueles em que os resultados são sempre os mesmos, qualquer
que seja o número de ocorrência dos mesmos.
Se tomarmos um determinado
sólido, sabemos que a uma certa temperatura haverá a passagem
para o estado líquido. Esse exemplo caracteriza um fenômeno
determinístico.
Nos fenômenos aleatórios, os
resultados não serão previsíveis, mesmo que haja um grande
número de repetições do mesmo fenômeno.
Por exemplo: se considerarmos a
produção agrícola de uma determinada espécie, as produções
de cada planta serão diferentes e não previsíveis, mesmo que
as condições de temperatura, pressão, umidade, solo sejam as
mesmas para todas as plantas.
Podemos considerar
como experimentos aleatórios os fenômenos
produzidos pelo homem.
Exemplos:
a) lançamento de uma moeda;
b) lançamento de um dado;
c) determinação da vida útil
de um componente eletrônico;
d) previsão do tempo.
A cada experimento aleatório
está associado o resultado do mesmo, que não é previsível,
chamado evento aleatório.
Um conjunto S que consiste de
todos os resultados possíveis de um experimento aleatório é
denominado espaço amostral.
PROBABILIDADE DE UM EVENTO
A probabilidade de um evento A,
denotada por P(A), é um número de 0 a 1 que indica a chance de
ocorrência do evento A. Quanto mais próxima de 1 é P(A), maior
é a chance de ocorrência do evento A, e quanto mais próxima de
zero, menor é a chance de ocorrência do evento A. A um
evento impossível atribui-se probabilidade zero, enquanto que um
evento certo tem probabilidade 1,0.
As probabilidades podem ser
expressas de diversas maneiras, inclusive decimais, frações e
percentagens. Por exemplo, a chance de ocorrência de um
determinado evento pode ser expressa como 20%; 2 em 10; 0,20 ou
1/5.