Números racionais
Um número
racional é um número que pode ser escrito na forma m ;
n .
Onde
m e n são números inteiros, sendo que n deve ser não
nulo, isto é, n deve ser diferente de zero.
Freqüentemente usamos m/n para significar a divisão de m
por n. Quando não existe possibilidade de divisão,
simplesmente usamos uma letra como q para entender que
este número é um número racional.
Como podemos
observar, números racionais podem ser obtidos através
da razão (em Latim: ratio=razão=divisão=quociente)
entre dois números inteiros, razão pela qual, o
conjunto de todos os números racionais é denotado por
Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura a
notação:
Q = {m/n : m e
n em Z, n não nulo}
Quando existe
interesse, indicamos Q+ para entender o conjunto dos
números racionais positivos e Q_ o conjunto dos números
racionais negativos. O número zero é também um número
racional.
Em Frações
já detalhamos o estudo de frações e como todo número
racional pode ser posto na forma de uma fração, então
todas as propriedades válidas para frações são
também válidas para números racionais. Para
simplificar a escrita, muitas vezes usaremos a palavra
racionais para nos referirmos aos números racionais.
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Dízima
periódica
Uma dízima
periódica é um número real da forma:
m,npppp...
onde m, n e p
são números inteiros, sendo que o número p se repete
indefinidamente, razão pela qual usamos os três pontos:
... após o mesmo. A parte que se repete é denominada
período.
Em alguns
livros é comum vermos: uma barra sobre o período ou uma
barra debaixo do período ou o período dentro de
parênteses. Para nossa facilidade de escrita na montagem
desta Página, usaremos o período sublinhado, pois a
linguagem HTML não possui símbolos especiais para
colocarmos a barra sobre o período.
Exemplos:
Dízimas periódicas
0,3333333... =
0,3
1,6666666... =
1,6
12,121212... =
12,12
0,9999999... =
0,9
7,1333333... =
7,13
Uma dízima
periódica é simples se a parte decimal é formada
apenas pelo período.
Exemplos:
Dízimas periódicas simples.
0,333333... =
0,(3) = 0,3
3,636363... =
3,(63) = 3,63
Uma dízima
periódica é composta se possui uma parte que não se
repete entre a parte inteira e o período.
Exemplos:
Dízimas periódicas compostas.
0,83333333...
= 0,83
0,72535353...
= 0,7253
Observação:
Uma dízima periódica é uma soma infinita de números
decimais.
Exemplos:
0,3333... =
0,3 + 0,03 + 0,003 + 0,0003 + ...
0,8333... =
0,8 + 0,03 + 0,003 + 0,0003 + ...
4,7855... =
4,0 + 0,70 + 0,080 + 0,005 + 0,0005 + ...
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A conexão
entre números racionais e números reais
Um fato
importante que relaciona os números racionais com os
números reais é que todo número real que pode ser
escrito como uma dízima periódica é um número
racional. Isto significa que podemos transformar uma
dízima periódica em uma fração.
O processo
para realizar esta tarefa será mostrado na seqüência
com alguns exemplos numéricos. Para pessoas interessadas
num estudo mais aprofundado sobre a justificativa para o
que fazemos na seqüência, deve-se aprofundar o estudo de
séries geométricas no âmbito do Ensino Médio ou mesmo
estudar números racionais do ponto de vista do Cálculo
Diferencial e Integral ou da Análise na Reta no âmbito
do Ensino Superior.
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A geratriz
de uma dízima periódica
Dada uma
dízima periódica, qual será a fração que dá origem
a esta dízima? Esta fração é de fato um número
racional denominado a geratriz da dízima periódica.
Para obter a geratriz de uma dízima periódica devemos
trabalhar com o número dado pensado como uma soma
infinita de números decimais. Para mostrar como funciona
o método, utilizaremos diversos exemplos numéricos.
Seja S a
dízima periódica 0,3333333..., isto é, S=0,3. Observe
que o período tem apenas 1 algarismo. Iremos escrever
este número como uma soma de infinitos números decimais
da forma:
S =
0,3+0,03+0,003+0,0003+0,00003+...
Multiplicando
esta soma "infinita" por 101=10 (o período tem
1 algarismo), obteremos:
10 S = 3 +
0,3+0,03+0,003+0,0003+...
Observe que
são iguais as duas últimas expressões que aparecem em
cor vermelha!
Subtraindo
membro a membro a penúltima expressão da última,
obtemos:
10 S - S = 3
donde segue
que
9 S = 3
Simplificando,
obtemos:
S = 1
3
=
0,33333... = 0,3
Exercício:
Usando o mesmo argumento que antes, você saberia mostrar
que:
0,99999... =
0,9 = 1
Vamos tomar
agora a dízima periódica T=0,313131..., isto é,
T=0,31. Observe que o período tem agora 2 algarismos.
Iremos escrever este número como uma soma de infinitos
números decimais da forma:
T
=0,31+0,0031+0,000031+...
Multiplicando
esta soma "infinita" por 102=100 (o período
tem 2 algarismos), obteremos:
100 T = 31 +
0,31+0,0031+0,000031+...
Observe que
são iguais as duas últimas expressões que aparecem em
cor vermelha!
Subtraindo
membro a membro a penúltima expressão da última,
obtemos:
100
T - T = 31
donde
segue que
99 T = 31
e
simplificando, temos que
S = 31
99
=
0,31313131... = 0,31
Um terceiro
tipo de dízima periódica é T=7,1888..., isto é,
T=7,18. Observe que existe um número com 1 algarismo
após a vírgula enquanto que o período tem também 1
algarismo. Escreveremos este número como uma soma de
infinitos números decimais da forma:
R = 7,1 +
0,08+0,008+0,0008+...
Manipule a
soma "infinita" como se fosse um número comum
e passe a parte que não se repete para o primeiro membro
para obter:
R-7,1 =
0,08+0,008+0,0008+...
Multiplique
agora a soma "infinita" por 101=10 (o período
tem 1 algarismo), para obter:
10(R-7,1) =
0,8 + 0,08+0,008+0,0008+...
Observe que
são iguais as duas últimas expressões que aparecem em
cor vermelha!
Subtraia
membro a membro a penúltima expressão da última para
obter:
10(R-7,1) -
(R-7,1) = 0,8
Assim:
10R - 71 - R +
7,1 = 0,8
Para evitar os
números decimais, multiplicamos toda a expressão por 10
e simplificamos para obter:
90 R = 647
Obtemos
então:
R = 647
90
=
7,1888... = 7,18
Um quarto
tipo de dízima periódica é
T=7,004004004...,
isto é, U=7,004. Observe que o período tem 3
algarismos, sendo que os dois primeiros são iguais a
zero e apenas o terceiro é não nulo. Decomporemos este
número como uma soma de infinitos números decimais da
forma:
U = 7 +
0,004+0,004004+0,004004004+...
Manipule a
soma "infinita" como se fosse um número comum
e passe a parte que não se repete para o primeiro membro
para obter:
U-7 =
0,004+0,004004+0,004004004+...
Multiplique
agora a soma "infinita" por 103=1000 (o
período tem 3 algarismos), para obter:
1000(U-7) = 4
+ 0,004+0,004004+0,004004004+...
Observe que
são iguais as duas últimas expressões que aparecem em
cor vermelha!
Subtraia
membro a membro a penúltima expressão da última para
obter:
1000(U-7)
- (U-7) = 4
Assim:
1000U
- 7000 - U + 7 = 4
Obtemos
então
999 U = 6997
que pode ser
escrita na forma:
U = 6997
999
=
7,004004... = 7,004
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Números
irracionais
Um número
real é dito um número irracional se ele não pode ser
escrito na forma de uma fração ou nem mesmo pode ser
escrito na forma de uma dízima periódica.
Exemplo: O
número real abaixo é um número irracional, embora
pareça uma dízima periódica:
x=0,10100100010000100000...
Observe que o
número de zeros após o algarismo 1 aumenta a cada
passo. Existem infinitos números reais que não são
dízimas periódicas. Dois importantes números
irracionais, são:
e =
2,718281828459045...
e
Pi =
3,141592653589793238462643...
que são
utilizados nas mais diversas aplicações práticas como:
cálculos de áreas, volumes, centros de gravidade,
previsão populacional, etc...
Exercício:
Determinar a medida da diagonal de um quadrado cujo lado
tem 1 metro. O resultado numérico é um número
irracional e pode ser obtido através da relação de
Pitágoras. O resultado é a raiz quadrada de 2, denotada
aqui por R[2] para simplificar as notações estranhas.
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Representação
geométrica dos racionais
Podemos
representar geometricamente o conjunto Q dos números
racionais através de uma reta numerada. Consideramos o
número 0 como a origem e o número 1 em algum lugar e
tomamos a unidade de medida como a distância entre 0 e 1
e por os números racionais da seguinte maneira:
Ao observar a
reta numerada notamos que a ordem que os números
racionais obedecem é crescente da esquerda para a
direita, razão pela qual indicamos com uma seta para a
direita. Esta consideração é adotada por convenção,
o que nos permite pensar em outras possibilidades.
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Ordem no
conjunto Q
Dizemos que um
número racional r é menor do que outro número racional
s se a diferença r-s é positiva. Quando esta diferença
r-s é negativa, dizemos que o número r é maior do que
s. Para indicar que r é menor do que s, escrevemos:
r < s
Do ponto de
vista geométrico, um número que está à esquerda é
menor do que um número que está à direita na reta
numerada.
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Simetria no
conjunto Q
Todo número
racional q exceto o zero, possui um elemento denominado
simétrico ou oposto -q e ele é caracterizado pelo fato
geométrico que tanto q como -q estão à mesma
distância da origem do conjunto Q que é 0.
Exemplos:
O oposto de
3/4 é -3/4
O oposto de 5
é -5
Do ponto de
vista geométrico, o simétrico funciona como a imagem
virtual de algo colocado na frente de um espelho que
está localizado na origem. A distância do ponto real q
ao espelho é a mesma que a distância do ponto virtual
-q ao espelho.
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Módulo de
um número racional
O módulo ou
valor absoluto de um número racional q é maior valor
entre o número q e seu elemento oposto -q, que é
denotado pelo uso de duas barras verticais | |, por:
|q| =
max{-q,q}
Exemplos:
|0| = 0
|2/7| = 2/7
|-6/7| = 6/7
Do ponto de
vista geométrico, o módulo de um número racional q é
a distância comum do ponto q até a origem (zero) que é
a mesma distância do ponto -q à origem, na reta
numérica racional.
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A soma
(adição) de números racionais
Como todo
número racional é uma fração ou pode ser escrito na
forma de uma fração, definimos a adição entre os
números racionais a/b e c/d, da mesma forma que a soma
de frações, através de:
a
b
+
c
d
=
a.d + b.c
bd
Propriedades
da adição de números racionais
Fecho: O
conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto
é, a soma de dois números racionais ainda é um número
racional.
Associativa:
Para todos a, b, c em Q:
a + ( b + c )
= ( a + b ) + c
Comutativa:
Para todos a, b em Q:
a + b = b + a
Elemento
neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a todo q em Q,
proporciona o próprio q, isto é:
q + 0 = q
Elemento
oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que
q + (-q) = 0
Subtração de
números racionais: A subtração de dois números
racionais p e q é a própria operação de adição do
número p com o oposto de q, isto é:
p - q = p +
(-q)
Na verdade,
esta é uma operação desnecessária no conjunto dos
números racionais.
A
Multiplicação (produto) de números racionais
Como todo
número racional é uma fração ou pode ser escrito na
forma de uma fração, definimos o produto de dois
números racionais a/b e c/d, da mesma forma que o
produto de frações, através de:
a
b
× c
d
=
a.c
b.d
O produto dos
números racionais a e b também pode ser indicado por a
× b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as
letras.
Para realizar
a multiplicação de números racionais, devemos obedecer
à mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática:
(+1) ×
(+1) = (+1)
(+1) ×
(-1) = (-1)
(-1) ×
(+1) = (-1)
(-1) ×
(-1) = (+1)
Podemos assim
concluir que:
Números com
sinais O produto é
iguais
positivo
diferentes
negativo
Propriedades
da multiplicação de números racionais
Fecho: O
conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, o
produto de dois números racionais ainda é um número
racional.
Associativa:
Para todos a, b, c em Q:
a × ( b × c
) = ( a × b ) × c
Comutativa:
Para todos a, b em Q:
a × b = b ×
a
Elemento
neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por todo q em Q,
proporciona o próprio q, isto é:
q × 1 = q
Elemento
inverso: Para todo q=a/b em Q, q diferente de zero,
existe q-1=b/a em Q, tal que
q × q-1 = 1
Esta última
propriedade pode ser escrita como:
a
b
× b
a
= 1
Divisão de
números racionais: A divisão de dois números racionais
p e q é a própria operação de multiplicação do
número p pelo inverso de q, isto é:
p ÷ q = p ×
q-1
Provavelmente
você já deve ter sido questionado:
Porque a
divisão de uma fração da forma a/b por outra da forma
c/d é realizada como o produto da primeira pelo inverso
da segunda?
É claro que a
divisão de números racionais esclarece a questão:
a
b
÷ c
d
=
a
b
× d
c
=
ad
bc
Na verdade, a
divisão é um produto de um número racional pelo
inverso do outro, assim esta operação é também
desnecessária no conjunto dos números racionais.
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Propriedade
distributiva (mista)
Distributiva:
Para todos a, b, c em Q:
a × ( b + c )
= ( a × b ) + ( a × c )
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Potenciação
de números racionais
Definição: A
potência qn do número racional q é um produto de n
fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente.
qn = q × q ×
q × q × ... × q
n vezes
Exemplos:
(2/5)3 = (2/5)
x (2/5) x (2/5) = 8/125
(-1/2)3 =
(-1/2) x (-1/2) x (-1/2) = -1/8
(-5)2 = (-5) x
(-5) = 25
(+5)2 = (+5) x
(+5) = 25
Observação:
Quando o expoente é n=2, a potência q2 pode ser lida
como: q elevado ao quadrado e quando o expoente é n=3, a
potência q3 pode ser lida como: q elevado ao cubo. Isto
é proveniente do fato que área do quadrado pode ser
obtida por A=q2 onde q é a medida do lado do quadrado e
o volume do cubo pode ser obtido por V=q3 onde q é a
medida da aresta do cubo.
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Radiciação
de números racionais
A raiz
n-ésima (raiz de ordem n) de um número racional q é a
operação que resulta em um outro número racional r que
elevado à potência n fornece o número q. O número n
é o índice da raiz enquanto que o número q é o
radicando (que fica sob o estranho sinal de radical).
Leia a
observação seguinte para entender as razões pelas
quais evito usar o símbolo de radical neste trabalho.
Assim:
r =
Rn[q] é equivalente a q = rn
Por
deficiência da linguagem HTML, que ainda não
implementou sinais matemáticos, denotarei aqui a raiz
n-ésima de q por Rn[q]. Quando n=2, simplesmente
indicarei a raiz quadrada (de ordem 2) de um número
racional q por R[q].
A raiz
quadrada (raiz de ordem 2) de um número racional q é a
operação que resulta em um outro número racional r
não negativo que elevado ao quadrado seja igual ao
número q, isto é, r2=q.
Exemplos:
A raiz cúbica
de 125 é igual a 5 pois 53 = 125.
A raiz cúbica
de -125 é igual a -5 pois (-5)3 = -125
A raiz
quadrada de 144 é igual a 12 pois 122=144.
A raiz
quadrada de 144 não é igual a -12 embora (-12)2=144.
Não existe a
raiz quadrada de -4 no conjunto Q dos números racionais.
Observação
importante: Não existe a raiz quadrada de um número
racional negativo no conjunto dos números racionais. A
existência de um número cujo quadrado seja igual a um
número negativo só será estudada mais tarde no
contexto dos Números Complexos.
Erro muito
comum: Freqüentemente lemos em alguns materiais
didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas o
aparecimento de:
R[9] = ±3
mas isto está
errado. O certo é:
R[9] = +3
Não existe um
número racional não negativo que multiplicado por ele
mesmo resulte em um número negativo.
A raiz cúbica
(de ordem 3) de um número racional q é a operação que
resulta na obtenção de um um outro número racional que
elevado ao cubo seja igual ao número q. Aqui não
restringimos os nossos cálculos são válidos para
números positivos, negativos ou o próprio zero.
Exemplos:
R3[8] = 2,
pois 23 = 8.
R3[-8] = -2,
pois (-2)3 = -8.
R3[27] = 3,
pois 33 = 27.
R3[-27] = -3,
pois (-3)3 = -27.
Observação:
Obedecendo à regra dos sinais para a multiplicação de
números racionais, concluímos que:
Se o índice n
da raiz for par, não existe raiz de número racional
negativo.
Se o índice n
da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de
qualquer número racional.
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Médias
aritmética, ponderada, geométrica e harmônica
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Média
aritmética
Consideremos
uma coleção formada por n números racionais:
x1 , x2 , x3 ,
..., xn
A média
aritmética entre esses n números é a soma dos mesmos
dividida por n, isto é:
A = x1 +
x2 + x3 + ... + xn
n
Exemplo:
Se um grupo de 9 pessoas tem as idades:
12, 54, 67,
15, 84, 24, 38, 25, 33
então a idade
média do grupo pode ser calculada pela média
aritmética:
A =
12+54+67+15+84+24+38+25+33
9
isto é:
A = 352
9
= 39,11
o que
significa que a idade média está próxima de 39 anos.
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Média
aritmética ponderada
Consideremos
uma coleção formada por n números racionais:
x1 , x2 , x3 ,
..., xn
de forma que
cada um esteja sujeito a um peso, respectivamente,
indicado por:
p1
, p2 , p3 , ... , pn
A média
aritmética ponderada desses n números é a soma dos
produtos de cada um por seu peso, dividida por n, isto
é:
A
= x1 p1 + x2 p2 + x3 p3+ ... + xn pn
p1 + p2 + p3+
... + pn
Exemplo: Um
grupo de 64 pessoas, que trabalha (com salário por dia),
em uma empresa é formado por sub-grupos com as seguintes
características:
12
ganham R$ 50,00
10
ganham R$ 60,00
20
ganham R$ 25,00
15
ganham R$ 90,00
7 ganham
R$ 120,00
Para calcular
a média salarial (por dia) de todo o grupo devemos usar
a média aritmética ponderada:
A =
50×12 + 60×10 + 25×20 + 90×15 + 120×7
12 + 10 + 20 +
15 + 7
ou seja
P = 3890
64
= 60,78
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Média
geométrica
Consideremos
uma coleção formada por n números racionais não
negativos:
x1 , x2 , x3 ,
... , xn
A média
geométrica entre esses n números é a raiz n-ésima do
produto entre esses números, isto é:
G
= Rn[x1 x2 x3 ... xn]
Exemplo: A a
média geométrica entre os números 12, 64, 126 e 345,
é dada por:
G = R4[12 ×
64 × 126 × 345] = 76,013
Aplicação
prática: Dentre todos os retângulos com a área igual a
64 cm2, qual é o retângulo cujo perímetro é o menor
possível, isto é, o mais econômico? A resposta a este
tipo de questão é dada pela média geométrica entre as
medidas do comprimento a e da largura b, uma vez que
a.b=64.
A média
geométrica G entre a e b fornece a medida desejada.
G = R[a × b]
= R[64] = 8
Resposta: É o
retângulo cujo comprimento mede 8 cm e é lógico que a
altura também mede 8 cm, logo só pode ser um quadrado!
O perímetro neste caso é p=32 cm. Em qualquer outra
situação em que as medidas dos comprimentos forem
diferentes das alturas, teremos perímetros maiores do
que 32 cm.
Interpretação
gráfica da média geométrica: A média geométrica
entre dois segmentos de reta pode ser obtida
geometricamente de uma forma bastante simples.
Sejam AB e BC
segmentos de reta. Trace um segmento de reta que contenha
a junção dos segmentos AB e BC, de forma que eles
formem segmentos consecutivos sobre a mesma reta. Dessa
junção aparecerá um novo segmento AC. Obtenha o ponto
médio O deste segmento e com um compasso centrado em O e
raio OA, trace uma semi-circunferência começando em A e
terminando em C. O segmento vertical traçado para cima a
partir de B encontrará o ponto D na
semi-circunferência. A medida do segmento BD corresponde
à média geométrica das medidas dos segmentos AB e BC.
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Média
harmônica
Consideremos
uma coleção formada por n números racionais positivos:
x1 , x2 , x3 ,
... , xn
A média
harmônica H entre esses n números é a divisão de n
pela soma dos inversos desses n números, isto é:
Aplicações
práticas: Para os interessados em muitas aplicações do
conceito de harmonia, média harmônica e harmônico
global, visite o nosso link: Harmonia.