Progressão Aritmética (P.A)
I - Introdução:
Em nosso dia-a-dia é bastante comum
encontrarmos seqüências cujos elementos estão dispostos em uma determinada
ordem. Quando estas seqüências apresentam um crescimento ou decrescimento
constante aritmeticamente dizemos que são P.A’s. As P.A’s estão sempre
presentes em provas de vestibulares e de alguns concursos. São questões onde a
maior dificuldade é interpretação dos dados e a escolha correta da fórmula.
Nesta aula veremos alguma dicas de como escolher corretamente a fórmula e se
ela é ou não necessária.
II – Formulário:
1o - Fórmula do termo geral:
an = a1+
(n -1) . r
an = Termo geral
a1= 1º Termo
n = Número de termos
r
= Razão
OBS :
A razão define se a P.A é crescente, decrescente ou constante.
r
>0 crescente
r <
0 decrescente
r =
0 constante
Esta fórmula é
utilizada para calcular o termo geral, ou seja, um determinado valor que ocupa
uma posição determinada na P.A. . este valor ocupa a enésima (n) posição. Pode
ser utilizado para:
a)
a) Numa pilha de tambores: achar quantos
tambores existem em uma fileira.
b)
b) Num telhado: quantas telhas tem uma
determinada fileira.
c)
c) Quantos números múltiplos de determinado
valor existem entre dois extremos. Ex.: Quantos múltiplos de três temos entre 13
e 247
a1= 15
an= 246
r= 3
n= número de termos, logo o
número de múltiplos
246 = 15 + (n-1).3
246 = 15 + 3n-3
246 = 12 + 3n
3n = 246 - 12
n = 234/3 =78
d)
d) etc...
2o- Propriedades:
1º) r= a2 - a1
= a3 - a2 = a4 - a3
= constante
2º) a2 = (a1
+ a3 ) / 2 ( termo médio)
3º) a1 + a6
= a2 + a5 = a3 + a5 (soma dos
termos eqüidistantes)
OBS:
Se a1 = r
temos ainda: a1 + a2 + a3 = a6
a2 + a3
+ a5 = 2 a5
a5
+ a7 = a4 + a3 + a5

5+7=12 4+3+5=12
(a1, a2, a3,
a4, a5, a6, a7, ... )
Ex.: P.A ( 4 , 8, 12, 16, 20, 24, 28,...)
a1 + a3 + a5
= a9
a2 + a3 =
a5 8+12=20
Ex. : Se a2 + a4 + a6
= 48. Quanto vale:
a)
a) a5 + a7 =? .
: a5+7 = a2+4+6 = 48
b)
b)
a24 = ?
. : a24 = a12 + a12 = a12+12
= 96
c)
c)
a6 = ? .
: a6 = (a12 ) / 2 = 48/2 = 24
A progressão aritmética pode ser vista como
sendo uma escada, pois a partir do 2º termo, cada termo é a soma do seu
antecessor com uma constante.
a1 = a1
a2 = a1 + r
a3 = a2 + r = a1
+ 2r
.
.
.
an = an-1 + r = an
= a1 + (n – 1).r
OBS:
Se o número de termos for ímpar podemos utilizar : ( x – r , x , x + r ) 3
termos
( x - 2r , x - r , x , x + r , x + 2r ) 5 termos
3o - Fórmula da Soma dos n primeiros termos:
Sn
= [(a1 + an )/ 2] . n
a1
= 1o termo
Sn
= Soma dos n termos
n = número
de termos
OBS
: Média aritmética : MA = Sn / n
Esta fórmula é muitas vezes
confundida com a do termo geral (vista anteriormente) mas é fácil fazer a
distinção. A da “Soma” serve para calcular a quantidade total de todos os
termos e a do termo geral “é local” só determina o valor dos elementos do termo
escolhido.
Ex. : Numa pilha de tambores arrumados em P.A o
termo geral fornece o número total de tambores de uma fileira escolhida. Já
a “Soma” determina o número total de tambores até aquela fileira incluindo-a.
Ex. : Num telhado onde as telhas estão arrumadas em
P.A o termo geral fornece o número de telhas até uma determinada fileira. Já a
“Soma” fornece o total de telhas até uma determinada fileira, incluindo-a .
DICA
: Para guardar pense an é “ local “
Sn
é “ total “