Quando observamos que essas diferenças entre
cada termo e o seu antecessor, é constante, damos o nome de progressão
aritmética (P.A.) À constante damos o nome de razão (r).
Obs.: r =0
P.A. é
constante.
r>0
P.A. é
crescente.
r<0
P.A. é
decrescente.
De um modo geral temos:
Chama-se de progressão aritmética (P.A.),
toda sucessão de números que, a partir do segundo, a diferença entre cada termo
e o seu antecessor é constante. Isto é:
Sucessão: (a1, a2, a3, a4, a5, a6, a7, ..., an,
...)
a2 -
a1 = a3 - a2 = a4 - a3 = ...= an - an -1 = r
1.1 – FÓRMULA DO
TREMO GERAL DE UMA P.A.
Vamos considerar a seqüência (a1, a2, a3, a4,
a5, a6, a7, ..., an) de razão r, podemos escrever:
Somando membro a membro essas n - 1 igualdades,
obtemos:
a2 + a3+ a4+ an -1 + an
= a1+ a2+ a3+ ... an -1+ (n-1).r
Após a simplificação temos a fórmula do
termo geral de uma P.A.:

Prof. Júlio Oliveira
Nota Importante:
Quando procuramos uma P.A. com 3, 4 ou 5
termos, podemos utilizar um recurso bastante útil.
•
Para 3 termos: (x, x+r, x+2r) ou
(x-r, x, x+r)
•
Para 4 termos: (x, x+r, x+2r,
x+3r) ou (x-3y, x-y, x+y, x+3y). Onde y = 
•
Para 5 termos: (x, x+r, x+2r,
x+3r, x+4r) ou
(x-2r, x-r, x, x+r,
x+2r)
Prof. Júlio Oliveira
1.2 – INTERPOLAÇÃO ARITMÉTICA
Interpolar ou inserir k meios aritméticos entre
dois números a1 e an, significa obter uma P.A. de k+2
termos, cujos os extremos são a1 e an.
Pode-se dizer que todo problema que envolve
interpolação se resume em calcularmos a razão da P.A.
Ex.: Veja esta P.A. (1, ..., 10), vamos inserir
8 meios aritméticos, logo a P.A. terá 8+2 termos, onde:
a1 = 1; an = 10 ; k = 8 e n = k + 2 = 10
termos.
an = a1 + (n-1).r
r =

a P.A. ficou assim: (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,
10)
1.3 – SOMA DOS n TERMOS DE UMA P.A.(Sn)
Vamos considerar a P.A.
(a1, a2, a3, ..., an-2, an-1, an) (1).
Agora vamos escrevê-la de uma outra forma:
(an, an-1, an-2, ..., a3, a2, a1) (2).
Vamos representar por Sn a soma de todos os
membros de (1) e também por Sn a soma de todos os membros de (2), já que são
iguais.
Somando (1) + (2), vem:
Sn = a1 + a2 + a3 + ...
+ an-2 + an-1 + an
Sn = an + an-1 + an-2 +...+ a3 +
a2 + a1
2Sn = (a1 + an)
+ (a2 + an-1) + (a3 + an-2) ...
+ (an-1 + a2) + (an + a1)
Observe que cada parênteses representa a soma
dos extremos da P.A. , portanto representa a soma de quaisquer termos
eqüidistantes dos extremos. Então:
2Sn
= (a1 + an) + (a1 + an) + ... +(a1 + an) + (a1 + an)

n - vezes
2Sn =
que é
a soma dos n termos de uma P.A.
2.
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Chamamos Progressão Geométrica (P.G.) a uma
seqüência de números reais, formada por termos, que a partir do 2º, é igual ao
produto do anterior por uma constante q dada, chamada de razão da
P.G.
Dada uma seqüência (a1, a2,
a3, a4, ..., an,...), então se ela for uma P.G.
an
= an-1
.
q , com n
2 e n
IN,
onde:
a1 – 1º termo
a2 = a1. q 

a3 = a2. q² 

a4 = a3. q³ 
.
an = an-1. q 
2.1 – CLASSIFICAÇÃO DAS P.G'S.
1.
Crescente:
2.
Decrescente:
3.
Alternante ou Oscilante: quando q < 0.
4.
Constante: quando q = 1
5.
Estacionária ou Singular: quando q = 0
2.2 – FÓRMULA DO TERMO GERAL
Vamos considerar uma P.G. (a1, a2,
a3, a4,..., an,...). Pela definição temos:
a1 = a1
a2 = a1. q 

a3 = a2. q²


a4 = a3. q³

.
an = an-1. q


Depois de multiplicarmos os dois membros das
igualdades e simplificarmos, vem:
an = a1.q.q.q....q.q
(n-1 fatores)

Termo Geral da P.A.
2.3 – INTERPOLAÇÃO GEOMÉTRICA
Interpolar, Inserir ou Intercalar m
meios geométricos entre dois números reais a e b significa obter uma P.G. de
extremos a e b, com m+2 elementos. Podemos resumir que
problemas envolvendo interpolação se reduzem em calcularmos a razão da P.G. Mais
à frente resolveremos alguns problemas envolvendo Interpolação.
2.4 – SOMA DOS TERMOS DE UMA P.G. FINITA
Dada a P.G. (a1, a2, a3,
a4, ..., an-1, an...), de razão
e a
soma Sn de seus n termos pode ser expressa por:
Sn = a1+a2+a3+a4...
+an(Eq.1) Multiplicando ambos os membros por q, vem:
q.Sn = (a1+a2+a3+a4...
+an).q
q.Sn = a1.q+a2.q+a3
+.. +an.q (Eq.2) . Encontrando a diferença entre a
(Eq.2) e a (Eq.1),
temos:









q.Sn - Sn =
an . q - a1
Sn(q
- 1) = an . q - a1
ou
,
com 
Obs.:
Se a P.G. for constante, isto é, q = 1 a soma Sn será:

2.5 – SOMA DOS TERMOS DE UMA P.G. INFINITA
Dada a P.G. infinita: (a1, a2,
a3, a4, ...), de razão q e S sua soma,
devemos analisar 3 casos para calcularmos a soma S.

1. Se a1= 0
S = 0,
pois
2. Se q <–1 ou q > 1, isto é
e a1
0, S
tende a
ou
. Neste
caso é impossível calcular a soma S dos termos da P.G.
3. Se –1< q < 1, isto é,
e a1
0, S
converge para um valor finito. Assim a partir da Fórmula da soma dos n
termos de uma P.G. , vem:
Quando n tende a
, qn
tende a zero, logo:

que
é a fórmula da soma dos termos de uma P.G. Infinita.
Obs.: S nada mais é do que o limite da Soma dos
termos da P.G., quando n tende para
É
representada desta forma:

2.6 – PRODUTO DOS TERMOS DE UMA P.G. FINITA.
Dada a P.G. finita: (a1, a2,
a3, ...an-1, an), de razão q e P
seu produto, que é dado por:
ou

Multiplicando membro a membro, vem:
Esta
é a fórmula do produto dos termos de uma P.G. finita.
Podemos também escrever esta fórmula de outra
forma, pois:

Logo:

Julio César Oliveira
EXERCÍCIOS
1.
Qual número que se deve somar a 1, 3 e 4 para que se tenha, nessa ordem,
uma P.G. ?
Resp: –5
2.
A seqüência ( x+2, x–2, 3x–6,...) é uma P.G. Calcule seu 4º termo.
Resp: 0 ou –54
3.
Determine quantos termos tem a P.G. (6, 18, 1458).
Resp: 6
4.
(ITA-SP) Dada a P.G. finita
, onde
.
Determinar se é correta a igualdade:

Resp: Não são iguais.
5.
Numa P.G. o 5º termo é igual a 243. Calcule seu 1º termo sabendo que ele
é igual a razão.
Resp: 3
6.
Ao escalar uma montanha, um alpinista percorre 256 m na primeira hora,
128 m na segunda hora, 64 m na terceira hora e assim por diante. Determine o
tempo (em horas) necessário para complementar o percurso de:
a) 480m b) 500m c) 600m
Resp: a) 4h, b) 5h, c) impossível