Definição
Ângulo diedro
ou diedro ou ângulo diédrico é a reunião de dois
semiplanos de mesma origem, não contidos num mesmo plano.
A origem comum dos semiplanos
é a aresta do diedro e os dois semiplanos são suas faces.
Podemos estender a definição
acima para termos o diedro nulo, quando suas faces são coincidentes e
raso se suas faces são semiplanos opostos.
Características
O interior de um diedro é
convexo.
Os pontos do interior de um
diedro são pontos internos ao diedro.
A reunião de um diedro com se
interior é um setor diedral ou diedro completo, também conhecido
por diedro convexo.
O exterior de um diedro é
côncavo.
Os pontos do exterior de um
diedro são os pontos externos ao diedro.
A reunião de um diedro com seu
exterior é também conhecida por diedro côncavo.
Secções
Secção de um diedro é a
intersecção do diedro com um plano secante à aresta.
Propriedades
Duas secções paralelas de um
diedro são congruentes.
As secções são dois ângulos de
lados com sentidos respectivamente concordantes e, portanto, elas são
congruentes.
Secção Reta
ou Normal
É a secção cujo plano é
perpendicular à aresta do diedro.
Propriedades
Secções normais de um mesmo
diedro são congruentes.
De fato as secções normais de
um mesmo diedro são paralelas e, portanto, congruentes.
Natureza
Reto
Um diedro é reto se, e somente se, sua secção normal forma um ângulo reto.
Agudo
Um diedro é agudo se, e
somente se, sua secção normal forma um ângulo agudo.
Obtuso
Um diedro é obtuso se, e somente se, sua secção normal forma um ângulo obtuso.
Adjacentes
Dois diedros são
adjacentes se, e somente se, suas secções normais forem ângulos adjacentes.
Opostos
Dois diedros são
opostos pela aresta se, e somente se, as
Pela Aresta
secções normais forem
ângulos opostos pelo vértice.
Definição
Dadas três semi-retas Va,
Vb, Vc, de mesma origem V, não coplanares, consideremos os
semi-espaços e1, e2, e3, como segue:
e1,
com origem no plano (bc) e contendo Va;
e2,
com origem no plano (ac) e contendo Vb;
e3,
com origem no plano (ab) e contendo Vc.
Triedro determinado por Va,
Vb, Vc é a intersecção dos semi espaços e1,
e2
e e3.
Sob uma outra orientação, a
figura geométrica definida acima é chamada setor triedral ou ângulo
sólido de três arestas. Seguindo essa orientação, o triedro é a reunião dos
três setores angulares definidos por Va, Vb e Vc.
Elementos
V é o vértice.
Va, Vb,
Vc são as arestas.

di(a), di(b), di(c) são os
diedros do triedro. Cada um deles é determinado por duas faces do triedro.
O triângulo ABC com um único
vértice em cada aresta é uma secção do triedro.
Um triedro notável é aquele
cujas faces são ângulos retos e cujos diedros são diedros retos. Esse triedro é
chamado triedro tro-retângulo (ou triedro tri-retangular).
Natureza
Polar
Um triedro é polar
de outro se, e somente se, tem o mesmo vértice do outro, se suas arestas são
respectivamente perpendiculares aos planos das faces do outro e se formam
ângulos agudos com as arestas correspondentes do outro.
Definição
Superfície poliédrica limitada
convexa é a
reunião de um número finito de polígonos planos e convexos (ou regiões
poligonais convexas), tais que:
a)
dois polígonos
não estão num mesmo plano;
b)
cada lado de
polígono não está em mais que dois polígonos;
c)
havendo lados de
polígonos que estão em um só polígono, eles devem formar uma única poligonal
fechada, plana ou não, chamada contorno;
d)
o plano de cada
polígono deixa os demais num mesmo semi-espaço (condição de convexidade).
As superfícies poliédricas
limitadas convexas que têm contorno são chamadas abertas. As que não tem
contorno são chamadas fechadas.
Uma superfície poliédrica
limitada convexa aberta ou fechada não é uma região convexa.
Chamamos de Poliedro
Convexo o polígono plano convexo (ou região poligonal convexa) com um número
finito n (n
4)
tal que dois polígonos não estão num mesmo plano, cada lado de polígono é comum
a dois e somente dois polígonos e o plano de cada polígono deixa os demais
polígonos num mesmo semi-espaço.
Nessas condições, ficam
determinados n semi-espaços, cada um dos quais tem origem no plano de um
polígono e contém os restantes. A intersecção desses semi-espaços é o
poliedro convexo.
Elementos
Uma superfície poliédrica
limitada convexa tem:
Faces
São os polígonos;
Arestas
São os lados dos
polígonos;
Vértices
São os vértices dos polígonos;
Ângulos
São os ângulos dos
polígonos.
Um poliedro convexo tem:
Faces
São os polígonos convexos;
Arestas
São os lados dos
polígonos;
Vértices
São os vértices dos polígonos.
Natureza
Poliedro Euleriano
Os poliedros para os quais vale a relação de Euler (
V – A + F = 2, onde V é o número de vértices,
A é o número de arestas e F o número de faces do poliedro), são chamados
poliedros eulerianos.
Todo poliedro convexo é euleriano, mas nem
todo poliedro euleriano é convexo.
Poliedro de Platão
Um poliedro é chamado poliedro de Platão se, e somente se, todas as suas faces
têm o mesmo número (n) de arestas, se todos os ângulos poliédricos têm o mesmo
número (m) de arestas e se vale a relação de Euler.
Existem cinco, e
somente cinco, classes de poliedros de Platão.
São eles: Tetraedro,
Hexaedro, Octaedro, Dodecaedro e
Icosaedro.
Para facilitar a compreensão,
relaciono abaixo os valores de m, n, A, V e F dos poliedros de Platão:
|
m |
n |
A |
V |
F |
Nome |
|
3 |
3 |
6 |
4 |
4 |
Tetraedro |
|
3 |
4 |
12 |
8 |
6 |
Hexaedro |
|
4 |
3 |
12 |
6 |
8 |
Octaedro |
|
3 |
5 |
30 |
20 |
12 |
Dodecaedro |
|
5 |
3 |
30 |
12 |
20 |
Icosaedro |
Poliedros Regulares
Um poliedro é regular quando suas faces são polígonos regulares e congruentes e
quando seus ângulos poliédricos são congruentes. Existem cinco, e apenas
cinco, tipos de poliedros regulares. São eles: Tetraedro Regular,
Hexaedro Regular, Octaedro Regular,
Dodecaedro Regular e Icosaedro Regular.
Todo poliedro regular é poliedro de Platão,
mas nem todo poliedro de Platão é um poliedro regular.
Definição
Consideremos uma região
poligonal convexa plana (polígono plano convexo) A1 A2 … An
de n lados e uma reta r não paralela nem contida no plano da região (polígono).
Chama-se prisma ilimitado convexo ou prisma convexo indefinido à
reunião das retas paralelas a r que passam pelos pontos da região
poligonal dada. Se a região poligonal (polígono) A1 A2 … An
for côncava, o prisma ilimitado resultará côncavo.
Ao considerarmos um polígono
convexo (região poligonal convexa) ABCD…MN situado num plano a e um segmento de
reta
,
cuja reta suporte intercepta o plano a. Chama-se prisma (ou prisma
convexo) à reunião de todos os segmentos congruentes e paralelos a
,
com uma extremidade nos pontos do polígono e situados num mesmo semi-espaço dos
determinados por a.
A definição de prisma (prisma
convexo limitado ou prisma convexo defindo ou prisma convexo) pode ser escrita
como uma reunião da parte do prisma convexo ilimitado, compreendida entre os
planos de duas secções paralelas e distintas, com essas secções.
Elementos
Um prisma ilimitado convexo
possui: n arestas, n diedros e n faces (que são faixas de
plano).
Um prisma convexo possui:
Bases
Duas bases congruentes (as secções citadas acima);
Faces Laterais
n faces laterais (paralelogramos);
Faces
( n + 2 ) faces;
Arestas Laterais n
arestas laterais;
Arestas
3n arestas;
Diedros
3n diedros;
Vértices
2n vértices;
Triedros
2n triedros.
A altura de um prisma é a
distância h entre os planos das bases. É interessante notar que, para o
prisma, é válida a relação de Euler:

Secção
Secção
de um prisma é a intersecção do prisma com um plano que intercepta todas as
arestas laterais. Notemos que a secção de um prisma é um polígono com vértice em
cada aresta lateral.
Secção Reta
ou Secção Normal é a secção cujo plano é perpendicular às arestas
laterais.
Natureza
Prisma Reto
é aquele cujas arestas laterais são perpendiculares oas planos das bases. Num
prisma reto as faces laterais são retângulos. Prisma Oblíquo é aquele
cujas arestas são oblíquas aos planos das bases. Prisma Regular é um
prisma cujas bases são polígonos regulares.
Um prisma será tringulas,
quadrangular, pentagonal, etc., conforma a base for um triângulo, um
quadrilátero, um pentágono, etc.
Paralelepípedos e Romboedros
Paralelepípedo
É um prisma cujas bases são paralelogramos. A superfície total de um
paralelepípedo é a reunião de seis paralelogramos.
Paralelepípedo Reto
É um prisma reto
cujas bases são paralelogramos. A superfície total de um paralelepípedo reto é a
reunião de quatro retângulos (faces laterais) com dois paralelogramos (bases).
Paralelepípedo
Reto-Retângulo
ou Paralelepípedo Retângulo ou Ortoedro É um prisma reto cujas
bases são retângulos. A superfície total de um paralelepípedo retângulo é a
reunião de seis retângulos.
Cubo
É um paralelepípedo retângulo
cujas arestas são congruentes.
Romboedro
É um paralelepípedo que possui as doze arestas congruentes entre si. A
superfície total de um romboedro é a reunião de seis losangos.
Romboedro Reto
É um paralelepípedo reto que possui as doze arestas congruentes entre si. A
superfície total de um romboedro reto é a reunião de quatro quadrados (faces
laterais) com dois losangos (bases).
Romboedro Reto-Retângulo
ou Cubo
É um romboedro reto cujas bases são quadrados. A superfície de um romboedro reto
é a reunião de seis quadrados.
Definição
Consideremos uma região
poligonal plano-convexa (polígono plano-convexo) A1 A2 … An
de n ladose um ponto V fora de seu plano. Chama-se pirâmide convexa
indefinida (ou ângulo poliédrico ou ângulo sólido) à reunião das semi-retas
de origem em V e que passam pelos pontos da região poligonal (polígono) dada. Se
a região poligonal (polígono) A1 A2 … An for
côncava, a pirâmide ilimitada resulta côncava.
Consideremos um polígono
convexo (região poligonal convexa) ABC…MN situado num plano a e um ponto V fora
de a. Chama-se pirâmide (ou pirâmide convexa) à reunião dos segmentos com
uma extremidade em V e a outra nos pontos do polígono.
V é o vértice e o polígono
ABC…MN, a base da pirâmide.
Podemos, também, definir
pirâmide como segue: Pirâmide Convexa Limitada ou Pirâmide Convexa
é a parte da pirâmide ilimitada que contém o vértice quando se divide essa
pirâmide pelo plano de uma secção, reunida com essa secção.
Elementos
Uma pirâmide ilimitada convexa
possui:
Arestas
n arestas
Diedros
n diedros
Faces
n faces (são os ângulos ou setores angulares planos).
Uma pirâmide convexa possui:
Bases
Uma base (a secção acima citada)
Faces Laterais
n faces laterais
(Triângulos)
Faces
(n + 1)
faces
Arestas Laterais
n arestas laterais
Arestas
2n arestas
Diedros
2n diedros
Vértices
(n + 1)
vértices
Ângulos Poliédricos
(n + 1)
ângulos poliédricos
Triedros
n triedros
A altura de uma pirâmide é a
distância h entre o vértice e o plano da base.
Para uma pirâmide, a relação
de Euler também é válida.
Secções
É uma região poligonal plana
(polígono plano) com um só vértice em cada aresta.
Natureza
Pirâmide regular
é uma pirâmide cuja
base é um polígono regular e a projeção ortogonal do vértice sobre o plano da
base é o centro da base. Numa pirâmide regular, as arestas laterais são
congruentes e as faces laterais são triângulos isósceles congruentes. Chama-se
apótema de uma pirâmide regular à altura (relativa ao lado da base) de
uma face lateral. Tetraedro é uma pirâmide triangular. Tetraedro
regular é um tetraedro que tem as seis arestas congruentes entre si.
Uma pirâmide será triangular,
quadrangular, pentagonal, etc., conforme a base for um triângulo, um
quadrilátero, um pentágono, etc.
Definição
Superfícies regradas
desenvolvíveis cilíndricas
são superfícies geradas por uma reta g (geratriz) que se mantém paralela
a uma reta dada r (direção) e percorre os pontos de uma linha dada d
(diretriz). São superfícies regradas por serem geradas por retas e
desenvolvidas por poderem ser aplicadas, estendidas ou desenvolvidas num
plano (planificadas) sem dobras ou rupturas. Superfície cilíndrica de rotação
ou revolução é uma superfície gerada pela rotação (ou revolução) de uma
reta g (geratriz) em torno de uma reta e (eixo), fixa, sendo a
reta g paralela e distinta da reta e. Considera-se que cada ponto
da geratriz descreve uma circunferência com centro no eixo e cujo plano é
perpendicular ao eixo. A superfície cilíndrica de revolução de eixo e,
geratriz g e raio r é o lugar geométrico dos pontos que estão a
uma distância dada (r) de uma reta dada (e). Chamamos de
cilindro circular ilimitado ou cilindro circular indefinido à reunião
das retas paralelas a s e que passam pelos pontos do círculo.
Consideremos um círculo
(região circular) de centro O e raio r, situado num plano a, e um
segmento de reta PQ, não nulo, não paralelo e não contido em a. Chama-se
Cilindro circular ou cilindro à reunião dos segmentos congruentes e
paralelos a PQ, com uma extremidade nos pontos do círculo e situados num mesmo
semi-espaço dos determinados por a. Também podemos definir cilindro como
a reunião da parte do cilindro circular ilimitado, compreendida entre os planos
de duas secções circulares paralelas e distintas em relação a essas secções..
Elementos
Um cilindro possui:
Bases
Duas bases em forma de círculos, congruentes e situados em planos paralelos (as
secções citadas acima)
Geratrizes
São os segmentos com uma extremidade em um ponto da circunferência de centro
O e raio r e a outra no ponto correspondente da circunferência de
centro O’ e raio r.
Raios
r é o raio da base
Superfícies
Superfície lateral
é a reunião das geratrizes. A área dessa superfície é chamada área
lateral e indicada por Al. Superfície Total é a
reunião da superfície lateral com os círculos das bases. A área dessa
superfície é a área total e indicada por At.
Natureza
Se as geratrizes são oblíquas
aos planos das bases, temos o cilindro circular oblíquo. Se são
perpendiculares aos planos das bases, temos o cilindro circular reto. O
cilindro circular reto é também chamado de cilindro de revolução,
pois é gerado pela rotação de um retângulo em torno de um eixo que contém seus
lados. O cilindro equilátero é um cilindro cuja secção meridiana é um
quadrado, onde g = h = 2r.
Secção meridiana é a
intersecção do cilindro com um plano que contém a reta OO’ determinada
pelos centros das bases. A secção meridiana de um cilindro oblíquo é um
paralelogramo e a de um cilindro reto é um retângulo.
Definição
Superfícies regradas
desenvolvíveis cônicas
são superfícies geradas por uma reta g (geratriz),
passando por um ponto dado V (vértice) e que percorre os pontos de uma
linha dada d (diretriz), com V fora de d. Superfície
cônica de rotação ou revolução é uma superfície gerada pela rotação (ou
revolução) de uma reta g (geratriz) em torno de uma reta e (eixo),
fixa, sendo a reta g oblíqua ao eixo e. O vértice (V) é a
intersecção das retas g e e. Consideremos um círculo (região
circular) de centro O e raio r e um ponto V fora de seu
plano. Chama-se cone circular ilimitado ou cone circular indefinido
à reunião das semi-retas de origem em V e que passam pelos pontos do
círculo.
Agora, consideremos um círculo
(região circular) de centro O e raio r situado num plano a e um
ponto V fora de a. Chama-se cone circular ou cone à reunião
dos segmentos de reta com uma extremidade em V e outra nos pontos do
círculo. A definição de cone também pode ser expressa como uma parte do
cone ilimitado que contém o vértice quando se divide este cone pelo plano de uma
secção circular, reunida com esta secção.
Elementos
O cone possui:
Bases
Uma base – círculo de centro O e raio r ou a secção citada acima
Geratrizes
São os segmentos com uma
extremidade em V e a outra nos pontos da circunferência base
Vértices
O ponto V citado acima
Raio r
é o raio da base
Altura
Distância entre
o vértice e o plano da base
Eixo
é a reta
determinada pelo vértice e pelo contro da base
Apótema
é a geratriz de um cone
circular reto
Superfícies
Superfície lateral
é a reunião das
geratrizes. A área dessa superfície é chamada área lateral e indicada por Al.
Superfície total é a reunião da superfície lateral com o círculo da base.
A área total dessa superfície é chamada área total e indicada por At.
Natureza
A natureza dos cones é
definida pela posição da reta VO em relação ao plano da base. Se esta
reta é oblíqua ao plano da base, temos um cone circular oblíquo. Se a
reta VO é perpendicular ao plano da base, temos o cone circular reto.
Este cone também é chamado de cone de revolução, pois é gerado pela
rotação de um triângulo retângulo em torno de um eixo que contém um de seus
catetos. Cone equilátero é um cone cuja secção meridiana é um triângulo
equilátero
.
A Secção meridiana de
um cone é a intersecção do cone com um plano que contém a reta VO. A
Secção meridiana de um cone de revolução é um triângulo isósceles.
Definição
Consideremos o ponto O
e um segmento de medida r. Chama-se esfera de centro O e
raio r ao conjunto dos pontos P do espaço, tais que a distância
seja
menor ou igual a r.
Esfera
também é o sólido de revolução gerado pela rotação de um semicírculo em torno de
um eixo que contém o diâmetro.
Elementos
Pólos relativos a uma secção
da esfera são as extremidades do diâmetro perpendicular ao plano desta secção.
Considerando a superfície de
uma esfera de eixo e, temos:
Pólos
São as
intersecções da superfície com o eixo
Equador
É a secção
(circunferência) perpendicular ao eixo, pelo centro da superfície
Paralelo
É uma secção
(circunferência) perpendicular ao eixo. É “paralela” ao equador
Meridiano
É uma secção
(circunferência) cujo plano passa pelo eixo
Distância Polar
É a distância de um ponto qualquer de um paralelo ao pólo
Fuso Esférico
É a intersecção da
superfície de uma esfera com um diedro (ou setor diedral) cuja aresta
contém um diâmetro dessa superfície esférica
Cunha Esférica
É a intersecção de
uma esfera com um diedro (ou setor diedral) cuja aresta contém o diâmetro da
esfera.
Natureza
Por natureza, a esfera
sempre será um sólido de revolução gerado pela rotação de um semicírculo em
torno de um eixo que contém o diâmetro, como já foi dito anteriormente.
Secção
Toda secção plana de uma
esfera é um círculo. Se o plano secante passa pelo centro da esfera, temos como
secção um círculo máximo da esfera. Sendo r o raio da esfera, d
a distância do plano secante ao centro e s o raio da secção, temos a
relação:
.
Rearranjando esta equação, é fácil chegar na bem conhecida
,
que é o famoso e muito utilizado Teorema de Pitágoras, aplicado no triângulo
retângulo OMA, onde O é o centro da esfera, M é a projeção
perpendicular do centro O no plano secante e A é o ponto de
intersecção do plano com a superfície da esfera.
Superfície
Chama-se de superfície
de uma esfera de centro O e raio r ao conjunto dos pontos P
do espaço, tais que a distância OP seja igual a r.
A superfície de uma esfera é
também a superfície de revolução gerada pela rotação de uma semicircunferência
com extremidades no eixo.