1. Introdução
Diabetes Gestacional é uma patologia que acomete
subitamente as mulheres não diabéticas que
engravidam. No diabetes Gestacional, a mulher desenvolve
o Diabetes somente durante a gestação porque
produz uma quantidade insuficiente de insulina para ela
e seu bebê.
Ao término da gestação, a mulher retorna
ao seu estado normal de produção de insulina.
Isso ocorre porque a placenta produz substâncias
que bloqueiam a ação da insulina, proporcionando
uma elevação na glicose.
Os sintomas do Diabetes Gestacional são: urinar
muito, sede exagerada, comer muito, perda ou aumento exagerado
de peso, cansaço, fraqueza e desânimo. O Diabetes
Gestacional pode estar presente mesmo sem que a mulher
apresente quaisquer desses sintomas.
2. Diabetes Gestacional
2.1 O que é Diabetes Gestacional?
Diabetes Gestacional é a diabetes que aparece durante
a gravidez e geralmente desaparece depois do nascimento
do bebê. Uma análise do sangue é o único
meio para saber se a paciente tem ou não Diabetes
Gestacional. Por isso, todas as mulheres grávidas
devem ser analisadas. As mulheres que possuem diabetes
em suas famílias têm maiores possibilidades
de terem Diabetes Gestacional, outros fatores podem ser:
1. Ter sobrepeso.
2. Haver tido Diabetes Gestacional anteriormente.
3. Haver tido um bebê que faleceu antes de nascer.
4. Ter mais de 25 anos de idade.
O açúcar no sangue se eleva quando a comida
escolhida para comer se converte em açúcar
rapidamente. E todo o açúcar que provem das
refeições, não está sendo utilizado
pelas células, o que vai provocando sua concentração
no sangue. Além disso, o corpo da paciente não
fabrica insulina suficiente.
No período da gravidez, a placenta (órgão
responsável pela nutrição do feto)
produz algumas substâncias (hormônios) em grande
quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento
do bebê, os hormônios criam resistência à ação
da insulina no organismo materno. Todas as mulheres grávidas
têm algum grau de resistência insulínica,
mas as mulheres com Diabetes Gestacional apresentam uma
resistência mais exagerada. O Diabetes Gestacional
costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana
de gravidez, exatamente quando a placenta começa
a produzir grandes quantidades de hormônios.
2. 2 O que ocorre com o bebê?
O bebê utiliza açúcar da mãe
para obter energia e cresce até nascer. Quando o
açúcar da mãe está elevado,
assim será o de seu bebê e então o
bebê produz insulina para diminuir a quantidade de
açúcar em seu sangue. O bebê pode utilizar
o açúcar da mãe, mas não pode
utilizar sua insulina, pois a insulina não pode
atravessar a placenta.
O açúcar que bebê não utiliza é armazenado
por ele em forma de gordura. E é por isso que o
bebê engorda e fica muito grande. Isso é conhecido
como macrossomia. Se o bebê é muito grande,
a mãe pode ser lastimada ou o bebê durante
o parto pode ser lastimado ou necessitar de uma cesárea.
Se o açúcar da mãe estiver elevado
no momento do parto, seu bebê produzirá uma
grande quantidade de insulina e uma vez que nasça
não utilizará mais açúcar da
mãe. Do mesmo modo terá excesso de insulina
em sua corrente sanguínea. Por essa razão,
algumas vezes, os bebês podem ter o nível
de açúcar muito baixo, conhecido como hipoglicemia.
Depois do parto, o bebê deverá ser observado
cuidadosamente para detectar um possível baixo nível
de açúcar no sangue.
Além disso, o bebê pode nascer com a cor da
pele amarelada (icterícia). Isso dura pouco tempo
e requererá o uso de lâmpada infravermelha
para fazer a pele do bebê voltar a normalidade. Apenas
em casos muito raros, pode ocorrer morte prematura. Para
prevenir a morte prematura é importante que a mulher
grávida evite fumar, ingerir bebidas alcoólicas
ou usar drogas para garantir a saúde do bebê.
2.3 Para saber se o bebê está bem
Todas as mulheres grávidas (que tenham ou não
Diabetes Gestacional) devem ser bem examinadas em cada
visita ao médico, e ele deverá observar seu
peso, pressão arterial e em algumas ocasiões
realizar exames de sangue e urina. Outras provas que deverão
ser realizadas são:
1. Ultra-sonografia, que permite ver uma imagem de seu
bebê sem usar raios-x.
2. Um exame que cheque as batidas do coração
do bebê durante movimento.
3. Um exame que determine o tamanho do bebê, sua
respiração, seus movimentos e o tono muscular
durante contrações suaves.
Há outras provas que servem para detectar possíveis
defeitos no nascimento. Os defeitos de nascimento durante
o parto não são provocados pela Diabetes
Gestacional. Todas as mulheres grávidas correm um
pequeno risco de ter bebês com defeitos de nascimento.
Comumente se utilizam de exames para detectá-los:
1. Um AFP (alfa feto proteína), que é uma
análise do sangue.
2. Uma amniocentésis, que é uma amostra que
se tira do líquido que rodeia o bebê. Esse
exame também indica se os pulmões do bebê estão
preparados e maduros para o parto.
Deve-se controlar o nível de açúcar
do sangue da mãe, por ela e pelo bebê. Controlar
significa tratar de manter o nível de açúcar
no sangue entre 80mg/dl e 150mg/dl a maior quantidade de
tempo possível. O médico pode alterar um
pouco esses números. Existem cinco maneiras para
ajudar a manter controlado o açúcar no sangue:
1. Fazer sua própria análise de glicose no
sangue (monitoramento de glicemia)
2. Seguir um plano de alimentação específico.
3. Fazer exercícios regularmente.
4. Se necessário, injetar insulina.
5. Ter apoio emocional.
O nível de açúcar no sangue do bebê é analisado
imediatamente depois do nascimento. Isso se faz para saber
se o nível de açúcar está baixo
(hipoglicemia). Se esse nível estiver normal, não
farão nada ao bebê. Caso contrário,
se o nível estiver muito baixo, o bebê necessitará de
tratamento. É possível que mantenham o bebê em
observação durante algumas horas.
2.4 Insulina
Nem sempre a causa do elevado nível de açúcar
no sangue se encontra na alimentação, a tensão
o estresse, as infecções e alguns medicamentos
podem também elevar o açúcar no sangue.
E frequentemente a gravidez provoca a elevação
do açúcar.
Se a paciente necessitar de insulina, não significa
que tudo o que ela fez fracassou. Significa que ela necessita
de mais ajuda para manter o açúcar de seu
sangue em níveis normais. A aplicação
de insulina será por um período curto durante
a gravidez, não haverá danos nem a mãe
nem a criança.
2.5 Amamentação
Não haverá transmissão de diabetes
ao bebê através do leite materno. A mãe
deve manter uma boa saúde e comer as mesmas comidas
que estão no programa de comidas da gravidez.
Logo que terminar de amamentar, a mãe deve fazer
o necessário para perder todo o peso extra. E perder
peso pouco a pouco da seguinte maneira:
1. Realizar exercícios físicos.
2. Evitar os açúcares simples e comidas ricas
em gordura.
3. Observar com cuidado a quantidade de comida ingerida.
4. Comer três vezes ao dia.
5. Tomar bastante água.
3. Conclusão
São poucas as mulheres que seguem tendo com Diabetes
depois do parto. Aproximadamente 2% das mulheres com Diabetes
Gestacional continuarão tendo Diabetes depois do
parto.
Após o nascimento do bebê, a mãe necessitará de
outra análise de seu sangue para assegurar que sua
Diabetes desapareceu. Essa análise deve ser realizada
entre a segunda e sexta semana do nascimento do bebê.
E o mais importante, se a paciente já foi acometida
de Diabetes Gestacional, ela pode ter outra vez em sua
próxima gravidez. E se voltar a ficar grávida,
a paciente precisará informar ao médico que
já fora acometida de Diabetes Gestacional. O médico
novamente irá analisá-la para saber se há Diabetes
Gestacional e deverá seguir as mesmas orientações
e cuidados que teve anteriormente.
Bibliografia
www.diabetesaldia.com
www.diabetes.org.br