[Continuação]
CRACK
Nomes de Rua: Freebase, Pedra, Rock
Apresentação
A base livre (freebase)
e o crack (rock, pedra) são
duas drogas estimulantes quimicamente iguais. Ambas são
derivadas da coca, no entanto o seu processo de preparação
difere: a base livre é conseguida mediante o aquecimento
de uma mistura de cloridrato de cocaína com éter.
Quando o aquecimento é feito com bicarbonato de
sódio, amoníaco e água, o produto
final será o "crack", que possui este
nome devido aos barulhos crepitantes dos resíduos
de bicarbonato de sódio quando aquecidos. Esta forma
de cocaína torna-se passível de ser fumada.
O efeito experimentado pelo consumidor depende sobretudo
da velocidade com que a concentração no sangue aumenta e não propriamente
do nível da concentração da substância. Assim sendo,
a ingestão pelo fumo tem um efeito mais acentuado, dado que penetra
com rapidez nos tecidos pulmonares, atingindo facilmente o coração
e depois o cérebro. Quando inalada, a substância tem que penetrar
a membrana mucosa que é algo grossa e depois circular no sangue até ao
coração, passando depois pelos pulmões antes de atingir
o cérebro. Esta viagem obriga a uma diluição considerável
da droga. Pode ainda ser feita a aspiração dos vapores da combustão,
recorrendo-se para tal a utensílios como cachimbos próprios,
tubos de vidro, canetas esferográficas, papel de alumínio, etc.
São comercializadas sob a forma de pedras brancas ou amareladas ou bolinhas
semelhantes a grãos de chumbo (125 ou 300 miligramas).
À semelhança da cocaína, pertencem ao grupo das substâncias
simpático-miméticas indirectas, contribuindo para o aumento de
neurotransmissores na fenda sináptica e para o estímulo das vias
de neurotransmissão, nas quais a dopamina e noradrenalina estão
implicadas. Não é conhecido algum uso terapêutico destas
substâncias.
Origem
O consumo da chamada base
livre iniciou-se nos anos 70 e atingiu grande popularidade
nos Estados
Unidos. No entanto,
no final desta década, o seu uso decaiu em virtude
do perigo inerente à elaboração do
produto (o éter, implicado na produção
da droga, é extremamente inflamável) e do
seu preço elevado. Sendo assim, o consumo desta
droga ficou circunscrito a um grupo reduzido de pessoas,
que a produziam para consumo particular.
A partir da base livre e com a introdução de uma ligeira variação
no processo de produção, surgiu o crack. Este, apesar de provocar
efeitos semelhantes, é bastante mais simples de preparar do que a base
livre. O aparecimento do crack é um fenómeno relativamente recente. É mencionado
pela primeira vez no New York Times em 1985 e é encontrado em Inglaterra
em 1987. Posteriormente, os media comparam o crack às pragas da Europa
medieval.
Efeitos
Os efeitos destas substâncias são idênticos
aos da cocaína, contudo como atingem o cérebro
em poucos segundos, são mais rápidos e intensos.
Apresentam uma duração de cerca de 5 a 10
minutos.
O indivíduo pode começar por sentir euforia, sensação
de bem-estar intensa e excitação sexual. Contudo, os efeitos
positivos poderão ser rapidamente substituídos por ardor nos
olhos, secura na boca, palpitações, contracções
musculares, dilatação das pupilas, dor de cabeça, depressão
forte, irritabilidade, angústia, insônia e diminuição
do apetite.
Riscos
Com o consumo destas substâncias o indivíduo pode experimentar
insónias, agitação psicomotora, emagrecimento, hipertensão,
arritmias cardíacas, indiferença sexual ou acessos crónicos
de tosse. Como produzem um aumento acentuado da frequência cardíaca
e da pressão sanguínea, poderão causar enfarte do miocárdio
e hemorragias cerebrais. Adicionalmente, o consumo destas substâncias
poderá ainda trazer outras complicações, frequentemente
mortais, como infecções nos brônquios e paragens respiratórias.
Em termos psicológicos, pode provocar a destruturação
da identidade da pessoa. Esta pode tornar-se mais agressiva, ter problemas
a nível de auto-crítica e moral, dificuldades em estabelecer
relações afectivas, desenvolver psicoses, paranóia, comportamento
excessivamente anti-social, podendo inclusivamente orientar-se para a marginalidade
e prostituição.
O consumo de crack por mulheres grávidas poderá acarretar problemas
com o feto, atrasos no crescimento intrauterino e parto prematuro. Crianças
nascidas nestas condições parecem apresentar problemas a nível
comportamental, não conseguindo brincar nem falar como as outras crianças.
Passam também por períodos em que parecem desligar-se do mundo.
Tolerância e Dependência
Apresentam um grande potencial
de dependência.
A tolerância é bastante elevada e desenvolve-se
com facilidade.
Síndrome de Abstinência
Manifesta-se por insônia, fadiga, apatia e depressão
grave.
ECSTASY
Apresentação
Chamada droga de recreio
ou droga de desenho, o Ecstasy é uma
droga de síntese pertencente à família
das fenilaminas. As drogas de síntese são
derivados anfetamínicos com uma composição
química semelhante à da mescalina (alucinogéneo).
Desta forma, o Ecsatsy tem acção alucinogénea,
psicadélica e estimulante.
É, geralmente, consumido por via oral, embora possa também ser
injectado ou inalado.
Surge em forma de pastilhas, comprimidos, barras, cápsulas ou pó.
Pode apresentar diversos aspectos, tamanhos e cores, de forma a tornar-se mais
atractivo e comercial. Esta variabilidade abrange também a composição
das próprias pastilhas, o que faz com que, muitas vezes, os consumidores
não saibam exactamente o que estão a tomar.
Existem outras drogas de desenho entre as quais e podem referir o MDA ou o
MDE e que apresentam nomes de rua como a pílula do amor, eva, etc.
O Ecstasy actua mediante o aumento da produção e diminuição
da reabsorção da serotonina, ao nível do cérebro.
A serotonina parece afectar a disposição, o apetite e o sistema
que regula a temperatura corporal. Não se conhecem usos terapêuticos
para esta substância, embora tenha sido experimentada, antes da sua ilegalização,
em contextos de terapia de casal e psicoterapia pelos seus efeitos entactogénicos.
Origem
O MDMA foi descoberto antes
das anfetaminas ou dos alucinogéneos.
Em 1912, os laboratórios alemães Merck isolaram
acidentalmente o MDMA (MetileneDioxoMetaAnfetamina) e em
1914 patentearam-no como inibidor do apetite, o qual não
chegou a ser comercializado. Só nos anos 50 é que,
com fins experimentais, foi utilizado pela polícia
em interrogatórios e em psicoterapia.
Nos anos 60 e 70 conseguiu
grande popularidade entre a cultura underground californiana
e entre os frequentadores
de discotecas, o que levou à sua proibição
em 1985. Foi baptizado com o nome de Ecstasy (XTC) pelos
vendedores como uma manobra de marketing.
Na Europa, nos finais dos aos 80, o seu consumo aumentou,
como se pode verificar, por exemplo, pelo número de pastilhas apreendidas pelas autoridades
espanholas: 4.325 em 1989 e 645.000 em 1995. Este alargamento na Europa está também
associado à queda do muro de Berlim e ao descontrolo político
de alguns dos países do Leste europeu, onde a indústria farmacêutica
está fortemente implantada. O Ecstasy foi inicialmente consumido em
Ibiza e nos países do mediterrâneo, no contexto da noite e da
música electrónica. O consumo espalhou-se, mais tarde, até à Inglaterra
e Holanda, onde surge a nova cultura da rave entre os jovens.
Efeitos
Os primeiros efeitos surgem
após 20-70 minutos,
alcançando a fase de estabilidade em 2 horas. Diz-se
que o MDMA pode combinar os efeitos da cannabis (aumento
da sensibilidade sensorial e auditiva), os das anfetaminas
(excitação e agitação) e ainda
com os do álcool (desinibição e sociabilidade).
Para além disso, pode oferecer uma forte sensação
de amor ao próximo, de vontade de contacto físico
e sexual.
O Ecstasy pode provocar uma sensação de intimidade e de proximidade
com outras pessoas, aumento da percepção de sensualidade, aumento
da capacidade comunicativa, loquacidade, euforia, despreocupação,
autoconfiança, expansão da perspectiva mental, incremento da
consciência das emoções, diminuição da agressividade
ou perda da noção de espaço.
A nível físico pode ocorrer trismo (contracção
dos músculos da mandíbula), taquicardia, aumento da pressão
sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação
das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, vontade de urinar,
tremores, transpiração, cãibras ou dores musculares.
Os efeitos desaparecem 4 a 6 horas após o consumo. Podem ocorrer algumas
conseqüências residuais nas 40 horas posteriores ao consumo.
Riscos
A longo prazo, o ecstasy
pode provocar cansaço,
esgotamento, sonolência, deterioração
da personalidade, depressão, ansiedade, ataques
de pânico, má disposição, letargia,
psicose, dificuldade de concentração, irritação
ou insônia. Estas conseqüências podem
ainda ser acompanhadas de arritmias, morte súbita
por colapso cardiovascular, acidente cérebro-vascular,
hipertermia, hepatotoxicidade ou insuficiência renal
aguda.
O consumo de ecstasy e a atividade física intensa (várias horas
a dançar) pode provocar desidratação e o aumento da temperatura
corporal (pode chegar a 42º C), o que por sua vez pode levar hemorragia
interna. A desidratação e a hipertimia têm sido causa de
várias mortes em raves. A hipertimia pode ser reconhecida pelos seguintes
sinais: parar de transpirar, desorientação, vertigens, dores
de cabeça, fadiga, cãibras ou desmaio. Como forma de precaução,
aconselha-se a ingestão de água. No entanto, a ingestão
excessiva de água pode também ser perigosa (a intoxicação
de água pode ser fatal).
É de referir que esta droga é frequentemente falsificada e substâncias
como as anfetaminas, a ketamina, o PCP, a cafeína ou medicamentos são
vendidos com o nome de ecstasy.
Tolerância e Dependência
O desenvolvimento de tolerância pode ser favorecido
pelo uso contínuo do ecstasy. A dependência
psicológica pode verificar-se mas não existem
dados conclusivos relativamente à dependência
física.
HEROÍNA
Nomes de Rua: Cavalo, Cavalete,
Chnouk, H, Heroa, Pó,
Poeira
Apresentação
Esta substância é um opiáceo, sendo,
por isso, produzida a partir da papoila (de onde é extraído
o ópio), que é transformada em morfina e
mais tarde em heroína. Os principais produtores
de papoila são o México, Turquia, China, Índia
e os países do chamado Triângulo Dourado (Birmânia,
Laos e Tailândia).
Este alcalóide tem uma acção depressora do sistema nervoso. É comercializada
em pó, geralmente castanho ou branco (quando pura) de sabor amargo.
Foi, durante muito tempo, administrada por via intravenosa, mas o aparecimento
da SIDA e os efeitos devastadores que esta teve nos heroinómanos, levou à procura
de novas formas de consumo. Actualmente, opta-se também por fumar ou
aspirar os vapores libertados pelo seu aquecimento. No entanto, a preparação
de uma injecção de heroína continua a ser um ritual, do
qual fazem parte a colher e o limão.
A heroína é frequentemente misturada com outras drogas como a
cocaína ("speedball"), de forma tornar os efeitos de ambas
mais intensos e duradouros.
Em baixo escalão, a heroína possui várias denominações.
Entre elas podemos referir heroa, cavalo, cavalete, chnouk, castanha, H, pó,
poeira, merda, açúcar, brown sugar, burra, gold (heroína
muito pura), veneno, bomba ou black tar.
Os opiáceos actuam sobre receptores cerebrais específicos localizados
no sistema límbico, na massa cinzenta, na espinal medula e em algumas
estruturas periféricas. A morfina, um dos principais componentes da
heroína é responsável pelos seus mais salientes efeitos.
Funciona como um analgésico poderoso e abranda o funcionamento do Sistema
Nervoso Central e da respiração.
Origem
O elevado número de viciados em morfina (usada
como analgésico), criou a necessidade de se encontrar
outra substância que funcionasse como substituto
e não gerasse dependência. Foi neste contexto
que, em 1874, os laboratórios alemães Bayer
descobrem um novo produto, ao qual dão o nome de
heroína (heroish em alemão significa poderoso,
heróico). A heroína era três vezes
mais forte do que a morfina com doses menores. Foi utilizada
para tratamento de dependentes de morfina (aliviando os
sintomas de abstinência) e de álcool e também
com doentes de tuberculose incurável. Estes doentes,
que acabavam por falecer, viam-se libertos das dores e
tosse e, quando lhes eram administradas doses elevadas,
experimentavam estados de euforia. Durante pouco mais do
que uma década pensou-se que era segura, eficaz
e não produzia efeitos secundários, no entanto,
estes começaram a tornar-se visíveis, apesar
dos esforços da Bayer para controlar as críticas.
Ironicamente, verificou-se que a heroína é ainda
mais viciante do que a morfina.
Os Estados Unidos, em 1912,
fizeram esforços para
combater o comércio de ópio, assinando um
tratado internacional. Dois anos mais tarde, o Congresso
norte-americano passou uma lei de restrição
do uso de opiáceos, tornando, poucos anos depois,
a heroína ilegal. Assim sendo, os indivíduos
a quem antes era administrada heroína como medicamento
e que entretanto tinham desenvolvido dependência,
tornam-se, de um momento para o outro, marginais que se
vêem obrigados a recorrer ao mercado negro para suprimir
as suas necessidades e evitar a penosa síndrome
de abstinência.
Em 1972, verifica-se uma quebra repentina do fornecimento
de ópio, o
qual se associou à acção da polícia. No entanto,
veio a descobrir-se que tal se devia a desenvolvimentos no sudeste asiático,
onde a produção estava a ser incrementada, com o apoio activo
da CIA, para ser enviada para a Europa Ocidental. Como conseqüência,
os consumidores de ópio rapidamente se tornam consumidores de heroína.
Igual aceitação é encontrada entre os consumidores de
anfetaminas, que passam a usar a heroína para combater o excesso de
estímulos causados pelos speeds.
Verifica-se nova quebra do chamado "açúcar castanho" com
o fim da guerra no Vietnam, que é compensada pelo aumento da produção
do sudoeste asiático, com origem no Paquistão e Afeganistão.
O aparecimento desta nova fonte, assim como a distribuição de
metadona na Holanda, fazem com que os preços da heroína decaiam
fortemente.
Efeitos
Os efeitos da heroína duram entre 4 a 6 horas.
Inicialmente podem sentir-se náuseas e vômitos
que são depois substituídos por sensação
de bem-estar, excitação, euforia e prazer.
Concomitantemente, pode sentir-se uma sensação
de tranquilidade, alívio da dor e da ansiedade,
diminuição do sentimento de desconfiança,
sonolência, analgesia, letargia, embotamento mental,
incapacidade de concentração ou depressão.
Para além disso, pode ainda experimentar-se miose,
estupor, depressão do ciclo respiratório
(causa de morte por overdose), edema pulmonar, baixa de
temperatura, amenorreia, anorgasmia, impotência,
náuseas, vômitos, obstipação,
pneumonia, bronquite ou morte.
Riscos
A longo prazo, o consumidor poderá sofrer alterações a
nível de peso (emagrecimento extremo), afecções gastrointestinais
ou patologias ginecológicas (amenorreia, problemas de ovulação).
A nível psicológico, um dependente de heroína poderá tornar-se
apático, letárgico, deprimido e obcecado pela droga. Muitos dos
problemas que o heroinómano poderá ter estão relacionados
com as infecções causadas pelo uso da seringa, falta de hábitos
higiénicos e adulteração da substância. Assim sendo,
existem riscos de aparecimento de chagas, abcessos, processos infecciosos como
hepatites, pneumonias, SIDA, etc.
A quantidade real de heroína na dose vai de 0 a 80%, sendo que a percentagem
mais frequente é de 5%. A adulteração da heroína
faz-se através da sua mistura com produtos tóxicos ou prejudiciais
(açúcar em pó, talco, lactose, farinha, aspirina, cacau).
A mistura de heroína com álcool ou outras drogas depressoras
potencia os riscos de overdose.
Em mulheres grávidas, o consumo pode provocar abortos espontâneos,
cesarianas e partos prematuros. Os recém-nascidos geralmente nascem
mais pequenos do que a média, com sintomas de infecção
aguda e dificuldades respiratórias, ou então com sintomas de
abstinência.
O consumo crónico de heroína poderá implicar défices
acentuados a nível social, podendo estes levar a desestruturação
familiar, desemprego, dificuldades interpessoais, etc.
Tolerância e Dependência
A tolerância é desenvolvida com grande rapidez,
o que leva ao aumento das quantidades consumidas para obtenção
dos mesmos efeitos. Após um período de paragem,
o consumo de uma dose equivalente à tolerância
anteriormente adquirida poderá provocar overdose.
Os opiáceos geram grande dependência, tanto
física como psicológica.
Síndrome de Abstinência
Passa por diferentes fases.
Inicialmente poderão
ocorrer bocejos contínuos, choro, sudação,
hiper-sensibilidade à dor, agitação
e inquietação. De seguida, começa
a ansiedade, irritabilidade, tremores, dores e espasmos
musculares, dilatação da pupila e taquicardia.
Com a progressão do quadro de abstinência
surgem náuseas, vômitos, diarréia,
ejaculação espontânea, dores fortes
e febre.
LSD
(ácido lisérgico)
Nomes de Rua: Ácido,
Pills, Trips,Doce
Apresentação
O LSD, também chamado de ácido, pills,
cones ou trips é uma droga com acção
alucinogénia ou psicadélica. A dietilamida
do ácido lisérgico é sintetizada clandestinamente
a partir da cravagem de um fungo do centeio (Claviceps
purpúrea).
Pode apresentar a forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina, micropontos
ou folhas de papel secante (como selos ou autocolantes), sendo que uma dose
média é de 50 a 75 microgramas. É consumido por via oral,
absorção sub-lingual, injectada ou inalada.
Esta substância age sobre os sistemas neurotransmissores seratononérgicos
e dopaminérgicos. Para além disso, inibe a atividade dos neurónios
do rafe (importantes a nível visual e sensorial).
Não são conhecidas utilizações terapêuticas
desta substância.
Origem
O LSD (ácido lisérgico dietilamida) foi
sintetizado por Albert Hoffman em 1937, mas só em
1953 é que foram descobertos os seus efeitos alucinogéneos.
Este químico alemão estava a trabalhar num
laboratório suíço na síntese
dos derivados do ácido lisérgico, uma substância
que impede o sangramento excessivo após o parto.
A descoberta dos efeitos do LSD verificou-se quando Hoffman
ingeriu, de forma não intencional, um pouco desta
substância e se viu obrigado a interromper o seu
trabalho devido aos sintomas alucinatórios que estava
a sentir.
Inicialmente, foi utilizado como recurso psicoterapêutico e para tratamento
de alcoolismo e disfunções sexuais. Com o movimento hippie começa
a ser utilizado de forma recreativa e provoca grande agitação
nos Estados Unidos. O consumo do LSD difunde-se nos meios universitários
norte-americanos, grupos de música pop, ambientes literários,
etc. Lucy in the Sky with Diamonds, uma das mais conhecidas músicas
dos Beatles, é uma alusão ao LSD.
Recentemente verificou-se um ligeiro aumento do consumo de LSD, provavelmente
como resultado da influência do revivalismo dos anos 70.
Efeitos
Os efeitos variam consoante
a personalidade do sujeito, o contexto (ambiente) e a
qualidade do produto,
podendo
ser agradáveis ou muito desagradáveis. O
LSD pode provocar ilusões, alucinações
(auditivas e visuais), grande sensibilidade sensorial (cores
mais brilhantes, percepção de sons imperceptíveis),
sinestesias, experiências místicas, flashbacks,
paranóia, alteração da noção
temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado,
baforadas delirantes podendo conduzir a actos auto-agressivos
(suicídio) e hetero-agressivos, despersonalização,
perda do controlo emocional, sentimento de bem-estar, experiências
de êxtase, euforia alternada com angústia,
pânico, ansiedade, depressão, dificuldade
de concentração, perturbações
da memória, psicose por “má viagem”.
Poderão ainda ocorrer náuseas, dilatação
das pupilas, aumento da pressão arterial e do ritmo
cardíaco, debilidade corporal, sonolência,
aumento da temperatura corporal.
Estes efeitos duram entre 8 a 12 horas e aparecem cerca
de 30/40 minutos após
o consumo.
Riscos
Não existem provas das conseqüências
físicas do consumo de LSD; apenas se conhecem as
relacionadas com problemas psicológicos, como a
depressão, ansiedade, psicose, etc.
O consumo do LSD poderá provocar a alteração total da
percepção da realidade.
O flashback ou revivescência é o principal perigo do consumo.
Nestas situações, o indivíduo volta a experimentar a vivência
tida com a droga, sem que para tal tenha de a consumir de novo. Estes flashbacks
podem ocorrer semanas após a ingestão da substância.
Em mulheres grávidas pode induzir a contracção das fibras
do músculo uterino.
Há riscos de sobredosagem dada a percentagem muito variável de
pureza do produto. É desaconselhável o consumo não acompanhado/isolado
devido a riscos de distracção perceptiva.
Quando misturado com produtos do tipo anfetaminas torna-se mais perigoso.
Não consumir em caso de problemas de saúde mental, depressão
ou crises de ansiedade.
Tolerância e Dependência
Parece existir tolerância, no entanto os estudos
divergem. A tolerância desaparece rapidamente após
alguns dias de abstinência. Pode criar dependência
psicológica mas não cria dependência
física.
Ó PIO
Apresentação
O ópio, produto natural da papoila Papaver Somniferum,
pertence à categoria dos opiáceos, a qual é também
composta pela morfina, codeína e heroína. É obtido
através da realização de uma incisão
na cápsula da papoila, de onde sai um líquido
de aspecto leitoso que solidifica com facilidade, tornando-se
acastanhado. São necessárias, em média,
3000 plantas para obter um quilo e meio de ópio.
É apresentado sob a forma de tubos pequenos (semelhantes a um cigarro
sem filtro), pó ou pequenas bolinhas já preparadas para o consumo.
A forma mais habitual de consumir ópio é fumá-lo, mas pode
também ser comido, bebido ou injectado.
Os opiáceos actuam sobre receptores cerebrais específicos localizados
no sistema límbico, na massa cinzenta, na espinal medula e em algumas
estruturas periféricas. A nível farmacológico, os principais
efeitos do ópio são causados pela morfina, um dos seus principais
compostos. Tem uma potente acção analgésica e depressora
sobre o Sistema Nervoso Central.
Origem
O ópio é extraído da papoila Papaver
Somniferum que cresce no Médio e Extremo Oriente
e mais recentemente, nos Estados Unidos. Em Portugal, foram
descobertas plantações no Alentejo e Algarve.
A palavra ópio deriva do grego ôpion, que
significa suco ou sumo de uma planta. No latim medieval
chamava-se Opium, opiatum ipistus.
Achados arqueológicos na Suíça mostram-nos que 3200 a
2600 anos A.C. a papaver era já cultivada, pensa-se que para fins alimentares
(45% de óleo), apesar de serem também conhecidas as suas propriedades
narcóticas. Os primeiros escritos a mencionar o ópio são
de Teofrasto e datam de III a.C.. No mundo clássico Greco-latino, a
papaver era usada pelas elites para fins medicinais, sendo considerada um medicamento
mágico. O ópio atinge grande prestígio nos finais da Idade
Média e no Renascimento devido à acção dos "Senhores" de
Veneza que detinham o seu quase monopólio. Entrou na Europa por intermédio
de Paracelsus (1493-1541). Só no século VII é que passa
a ser conhecido no Oriente enquanto um produto mágico oriundo do Ocidente.
Sendo inicialmente uma substância utilizada para fins terapêuticos,
transforma-se numa substância de abuso e de recreação,
assumindo este tipo de consumo particular saliência a partir do século
XVIII. Na China, esta expansão adquiriu características epidémicas
devido às grandes importações da Inglaterra (grande controladora
das plantações da papaver), às quais a China, mais tarde,
se irá opor, gerando as guerras do Ópio e consequentemente um
aumento dos lucros para o mercado desta substância (finais do século
XIX).
No século XIX começam a ser isoladas as substâncias que
compõem o ópio. A primeira foi a morfina em 1806, seguida pela
codeína em 1832 e a papaverina em 1848. Em termos medicinais, estas
substâncias acabam por substituir o ópio, sendo utilizadas como
analgésicos e contra a diarréia.
O aumento de imigrantes chineses nos Estados Unidos, assim como a administração
intravenosa a feridos da guerra civil, fez com que o uso de opiáceos
aumentasse drasticamente neste país. Tal fato criou condições
para que a morfina se tornasse um importante remédio para combater o
vício do ópio.
No final do século XIX, os Estados Unidos começam a tentar controlar
o uso do ópio, tentando mesmo proibi-lo. Charles Henry Brent, o bispo
americano nas Filipinas, leva a cabo uma campanha moralista contra o ópio
e a opiomania, tendo esta grande aceitação. Também na
China se fazem notar movimentos anti-ópio, que são vistos com
desconfiança pela Inglaterra e Holanda, as principais beneficiárias
dos lucros deste comércio.
A pressão americana faz com que em 1909, representantes de países
com colónias no Oriente e na Pérsia se reunissem em Shangai na
Conferência Internacional do Ópio, presidida pelo Bispo Brent, à qual
se seguiu a de Haia em 1911. Em 1912 realizou-se a primeira convenção
internacional do Ópio, que procurou que os países signatários
criassem o compromisso de tomar medidas de controlo do comércio do ópio
nos seus próprios sistemas legais. Em 1913 e 1914 realizam-se novas
convenções, tendo sido a partir desta última que os Estado
Unidos criaram a Lei dos Narcóticos de Harrison, que não só controlava
o comércio, como também tornava ilegal a posse por parte de pessoas
não autorizadas.
Efeitos
O ópio pode produzir o alívio da dor e
da ansiedade, diminuição do sentimento de
desconfiança, euforia, flash, sensação
de bem-estar, tranquilidade, letargia, sonolência,
depressão, impotência, incapacidade de concentração,
embotamento mental. Estes efeitos podem ser acompanhados
de depressão do ciclo respiratório (causa
de morte por overdose), edema pulmonar, baixa de temperatura,
náuseas, vômitos, contracção
da pupila, desaparecimento do reflexo da tosse, obstipação,
amenorreia ou morte.
Os efeitos duram entre 4 a 6 horas.
Riscos
A longo prazo, o ópio pode diminuir a capacidade
de trabalho, provocar enfraquecimento físico e diminuir
o desejo sexual.
Na mulher produzem-se ciclos menstruais irregulares.
Tolerância e Dependência
Existe tolerância assim como grande dependência,
tanto física como psicológica.
Síndrome de Abstinência
O indivíduo poderá experimentar bocejos,
febre, choro, sudação, tremores, náuseas,
agitação, ansiedade, irritabilidade, insônia,
hipersensibilidade à dor, dilatação
das pupilas, taquicardia e aumento da tensão arterial.
Posteriormente poderão ocorrer dores abdominais,
toráxicas e nos membros inferiores, lombalgias,
diarréia ou vômitos
TABACO
Apresentação
O tabaco vem da planta
Nicotiana Tabacum e é uma
substância estimulante. Pode ser encontrado em forma
de charuto, cigarro (com ou sem filtro), cachimbo, rapé e
tabaco de mascar. O tabaco é principalmente fumado,
mas pode também ser inalado ou mastigado. Tem uma
acção estimulante.
A combustão do tabaco produz inúmeras substâncias como
gases e vapores, que passam para os pulmões através do fumo,
sendo algumas absorvidas pela corrente sanguínea. Estes substâncias
são:
?Nicotina: A nicotina é o alcalóide da planta do tabaco. Quando
chega ao Sistema Nervoso Central, actua como um agonista do receptor nicotínico
da acetilcolina. Possui propriedades de reforço positivo e viciantes
devido à activação da via dopaminérgica mesolímbica.
Aumenta também as concentrações da adrenalina, noradrenalina,
vasopresina, beta endorfinas, ACTH e cortisol, que parecem influir nos seus
efeitos estimulantes.
?Substâncias irritantes (como a acroleína, os fenóis, o
peróxido de nitrogénio, o ácido cianídrico, o amoníaco,
etc): provocam a contracção bronquial, a estimulação
das glândulas secretoras da mucosa e da tosse e a alteração
dos mecanismos de defesa do pulmão.
?Alcatrão e outros agentes cancerígenos (como o alfabenzopireno):
contribuem para as neoplasias associadas ao tabaco.
?Monóxido de carbono: provocam a diminuição da capacidade
de transporte de oxigénio por parte dos glóbulos vermelhos.
Origem
A planta Nicotina tabacum deve o seu nome ao médico Jean Nicot que popularizou
o seu uso na Europa. Esta planta, juntamente com cerca de mais de cinquenta
outras espécies, faz parte do grupo nicotínico.
É originária da América onde era usada, antes da descoberta
deste continente, pelos seus efeitos alucinogéneos. É difundida
na Europa, após a viagem de Colombo, em parte devido à crença
no seu valor terapêutico. A procura do tabaco fez com que a coroa espanhola
se apropriasse do monopólio do seu comércio. Mais tarde, os franceses
e ingleses juntam-se aos espanhóis, contribuindo para a expansão
desta substância, o que origina fortes repressões por muitas autoridades.
A título de exemplo, refira-se que Fedorovich dava ordens de tortura a
qualquer consumidor até que este confessasse quem tinha sido o seu fornecedor,
para depois mandar cortar o nariz a ambos. Também o sultão Murad
IV castigava com decapitação, desmembramento ou mutilação
quem encontrasse a fumar.
A partir do século XVIII, o levantamento das proibições
permite um crescimento gradual do consumo de tabaco. Este
consumo era principalmente feito por aspiração
nasal, apresentando-se o produto em forma de pó fino
ou resíduos (neste último caso, era-lhe atribuído
o nome de rapé). O tabaco era também enrolado
ou recheado de triturado. Crê-se que o cigarro surgiu
das navegações transatlânticas, durante
as quais eram apanhados os restos de tabaco, que estavam
a ser transportados para a Europa, e enrolados em papel
(dado que as folhas inteiras da planta pertenciam à coroa).
Começando por ser um consumo de marinheiros, pensa-se
que em 1800 já se tinha alargado a outros estratos
sociais na Península Ibérica e no Meditarrâneo.
Para a sua expansão pelo resto da Europa, em muito
contribuíram as guerras napoleónicas.
Na segunda metade do século XIX, o monopólio da fabricação
dos cigarros passa a ser dos anglo-saxões. A partir desta altura, o
tabagismo passa a afectar quase metade da população mundial.
Efeitos
O consumidor pode experimentar
sensações
reconfortantes, favorecimento da memória, redução
da agressividade, diminuição do aumento do
peso e do apetite em relação aos doces ou
relaxamento. Geralmente, ocorre um aumento do ritmo cardíaco,
da respiração e da tensão arterial.
Nas pessoas não dependentes pode provocar náuseas e vômitos.
Riscos
O consumo pode provocar
hipotonia muscular, diminuição
dos reflexos tendinosos, aumento do ritmo cardíaco,
da frequência respiratória e da tensão
arterial, aumento do tónus do organismo, irritação
das vias respiratórias, aumento da mucosidade e
dificuldade em eliminá-la, inflamação
dos brônquios (bronquite crônica), obstrução
crônica do pulmão e graves complicações
(enfisema pulmonar), arteriosclerose, transtornos vasculares
(exemplo: trombose e enfarte do miocárdio).
Em fumadores crónicos podem surgir úlceras digestivas, faringite
e laringite, afonia e alterações do olfacto, pigmentação
da língua e dos dentes, disfunção das papilas gustativas,
problemas cardíacos, má circulação (que pode levar à amputação)
e cancro do pulmão, de estômago e da cavidade oral.
O tabagismo materno influi no crescimento do feto, especialmente no peso do
recém nascido, aumento dos índices de aborto espontâneo,
complicações na gravidez e no parto e nascimentos prematuros.
A vitamina C é destruída pelo tabaco, daí que se aconselhe
os fumadores a tomar doses extra de antioxidantes (vitaminas A, C e E), para
ajudar a prevenir certos tipos de cancro.
Tolerância e Dependência
Existe tolerância, assim como dependência.
A nicotina do tabaco é das drogas que mais dependência
provocam.
Síndrome de Abstinência
Traduz-se por intranquilidade
ou excitação,
aumento da tosse e da expectoração, impaciência,
irritabilidade, depressão, ansiedade e agressividade,
má disposição, dificuldade de concentração
que pode diminuir a atenção na condução
de veículos, aumento do apetite e do peso corporal
e diminuição da frequência cardíaca.
XANTINAS (CAFÉ)
Apresentação
Os três alcalóides principais das xantinas
são: a cafeína (no café), a teofilina
(no chá) e a teobromina (no cacau). É possível
encontrá-los em bebidas, como o café, chá,
cacau, colas e em medicamentos analgésicos, anti-histamínicos,
etc. Estas substâncias são obtidas das plantas
do género coffea L. (café), camellia sinensis
ou thea sinensis (chá) e theobroma cacau (cacau).
A cafeína é o estimulante mais utilizado. Tem a capacidade de
inibir a enzima fosfodiesterase, a qual decompõe o AMP, que é um
mensageiro para sistemas de transmissão neural, incluindo o sistema
da noradrenalina.
As xantinas são substâncias que potenciam diferentes acções
do Sistema Nervoso Central devido à sua acção estimulante,
que produz um estado de alerta de curta duração.
O café pode ser preparado a partir de infusões de grãos
previamente tostados e moídos, coacção dos mesmos (café em
saco) ou passando vapor de água à pressão através
do café moído para extrair as substâncias solúveis
(método expresso). Existem cafés solúveis ou instantâneos.
A ingestão das xantinas faz-se por via oral.
Origem
O café é produzido a partir da planta Coffea
L., da qual existem mais de 60 espécies (a mais
popular é a coffea arabica L.). Crê-se que
a cafeína tem sido utilizada desde o período
paleolítico; os chineses já a consumiam no
século IV a.C. O café, tal como é conhecido
hoje, tem origem no Iémen ou na Etiópia e
foi descoberto quando um pastor observou a excitação
das suas cabras após terem comido frutos de uma
planta coffea.
Espalhou-se pelo mundo islâmico nos séculos XIV e XV e só mais
tarde, no século XVI, é que vem para a Europa devido ao comércio
com o império turco. Começa a expandir-se a partir dos países
da Europa central com fronteira com a Turquia e dos do mediterrâneo.
A Inglaterra, Rússia e Europa do norte davam preferência ao chá.
O cultivo da coffea nas colónias americanas permitiu a generalização
do consumo do café, que é atualmente universal.
O rei Charles II de Inglaterra, em 1676, não conseguiu proibir as casas
que serviam café. Em França, os cafés tornaram-se locais
de reunião de intelectuais, com frequentadores como Robespierre, Victor
Hugo, Voltaire, Napoleão e Rousseau.
Actualmente, a cafeína é consumida por bilhões de pessoas,
constituindo-se mesmo como um produto vital para algumas economias. Os maiores
produtores de café são o Brasil e Cuba e os maiores consumidores
são a Grã-Bretanha, a Itália, a Escandinávia e
os Estados Unidos.
Por sua vez, o chá surge de uma pequena árvore de folha perene
da família das teáceas, a camellia sinensis ou thea sinensis.
O seu cultivo iniciou-se na China, passando depois também para a Índia,
sob a influência do império britânico.
Por fim, o cacau é obtido das sementes secas do theobroma cacau, com
as quais se produz o chocolate.
As bebidas com algum tipo de xantina são muito populares devido à crença
de que inibem o sono e a fadiga.
Efeitos
As xantinas podem facilitar
o trabalho intelectual, produzir algum bem-estar, melhorar
as relações interpessoais,
acentuar a capacidade de descriminação das
sensações, acelerar o tempo de reação
e reduzir a sonolência e a fadiga. A nível
físico pode ocorrer a estimulação
do sistema nervoso e aparelhos circulatório, digestivo,
respiratório e renal. Os seus efeitos podem durar
entre 3 a 10 horas e o pico atinge-se entre os 30 e os
60 minutos após a ingestão.
A intoxicação aguda em indivíduos não habituados
pode produzir inquietação, nervosismo, excitação,
insônia, rapidez no pensamento, rubor facial, diureses, alterações
digestivas, contracções musculares, logorreia, taquicardia ou
arritmia cardíaca.
A cafeína pode ainda ter efeitos benéficos a nível das
dores de cabeça, na melhoria da atenção, na apnéia
do recém-nascido (utilizada apenas em alguns países) e no rendimento
físico (altas doses de cafeína no sangue são motivo para
desclassificação pelo Comité Olímpico Internacional).
Riscos e Tolerância e Dependência
Não existem estudos
conclusivos.
Síndrome de Abstinência
Pode ocorrer ligeiro mal-estar,
dores de cabeça,
irritabilidade, fadiga, sonolência, depressão,ansiedade,
náuseas ou vômitos.
ANEXOS
Heroína
Cannabis Sativa
CONCLUSÃO
Nesse trabalho aprendemos que jamais devemos mexer com drogas, pois isso nunca
trará benefícios nenhum para nós, mas sim malefícios...
Pois com isso só estaremos jogando um futuro promissor fora, como
muitas pessoas jogaram.
Mas a maior e talvez uma das melhores conclusões que tiramos nesse trabalho
foi: Drogas são realmente uma Droga!!!