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EUTANÁSIA
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O que é Eutanásia?
Eutanásia significa qualquer
ato cometido ou omitido com o propósito de causar ou
acelerar a morte de um ser humano após o seu nascimento, com
o propósito de pôr fim ao sofrimento de alguém. Neste último
caso, a eutanásia seria utilizada para evitar a distanásia
(agonia prolongada, é a morte com sofrimento físico ou
psicológico do indivíduo lúcido).A Declaração do Vaticano
sobre a Eutanásia diz: “Entende-se que a eutanásia é um
ato ou uma omissão, que por si mesmo ou por intenção, causa
a morte, para que assim todo o sofrimento seja eliminado.”Em
outras palavras, a eutanásia é uma forma de matar,
independentemente dos motivos de quem estiver cometendo o
ato.
As principais diferenças entre
a eutanásia direta e a indireta, e a morte natural têm de
ser definidas de forma precisa, antes de se proceder a
qualquer discussão racional dos vários “espectros”
relacionadas à eutanásia.
O lobby pró-eutanásia atingiu
muitos dos suas objetivos usando táticas para aterrorizar
usando estórias dramáticas de pessoas com fortes dores sem
nenhum alívio, “mantidas com vida através de aparelhos” com
vários tubos e dispositivos ao redor delas, interferindo na
sua paz e dignidade. Os grupos pró-eutanásia também já
confundiram formadores de opiniões, não deixando claro as
diferenças entre a eutanásia direta e indireta, e a morte
natural. Os defensores do aborto usaram precisamente a mesma
tática ao juntarem contraceptivos, abortivos e o aborto numa
só classe.
Os ativistas anti-eutanásia
devem estar intimamente familiarizados com as expressões
relacionadas à eutanásia, ou serão confusos e ineficazes nos
seus esforços para salvar vidas.
Eutanásia ativa (positiva,
direta) é ação realizada com o propósito de causar ou
acelerar a morte. Essa ação pode incluir injeção letal ou
overdose aplicada por um médico. “O suicídio assistido por
médico” significa que um médico ajudou uma pessoa a se
matar. Especificamente, isto quer dizer que o médico
fornece a receita ou outros meios para uma pessoa se
suicidar; de fato não é o médico mas a pessoa que executa a
ação letal.
Eutanásia passiva (negativa,
indireta) é ação negada com o propósito de causar ou
acelerar a morte. Essas medidas incluem suspender ou retirar
medidas não heróicas, inclusive alimento, hidratação (água),
e oxigenação. Alguns exemplos desse tipo de eutanásia são
os muitos infanticídios cometidos anualmente nos EUA, com a
negação de alimentos e água aos bebês deficientes
recém-nascidos, que de outra maneira teriam vivido. Outro
exemplo de eutanásia passiva é a negação de alimentos e água
a alguém que se encontra no estado chamado “estado
vegetativo persistente”, ou a alguém cuja saúde não esteja
melhorando suficientemente rápido, na opinião dos atendentes
que cuidam da sua saúde. Observe-se que o termo “indireto”,
ao ser aplicado a um caso de eutanásia, tem um significado
diferente daquele aplicado aos casos de “duplo efeito” do
aborto e da esterilização.
Morte natural significa
permitir que alguém morra no conforto e na paz, suspendendo
tratamentos em excesso e heróicos que venham a causar apenas
dor e o prolongamento da vida da pessoa, por pequeno espaço
de tempo ou mesmo por um período insignificante. Observe-se
que, se os médicos retirassem o mesmo tratamento de alguém
nas mesmas circunstâncias, cujo tempo de vida viesse a ser
prolongado de modo significativo, estariam ao contrário,
cometendo eutanásia passiva. O alimento, a água e o
oxigênio têm de ser fornecidos enquanto se espera a morte
natural, porque esses são os direitos de todos os seres
humanos. Assim foi definido pelo Bispo Rene Gracida, “se a
retirada de um procedimento com o objetivo de manter a vida,
tiver como intenção evitar um peso excessivo do tratamento,
para que uma morte mais rápida seja apenas um efeito
colateral não intencional da decisão, não se considera como
um caso de eutanásia.” Eutanásia voluntária é cometida com a
cooperação voluntária do interessado. Eutanásia involuntária
é cometida sem o conhecimento e/ou consentimento do
interessado.
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Matar por misericórdia
Matar por misericórdia” é um
ato de eutanásia direta, cometido em geral, com o propósito
alegado de acabar com o sofrimento de uma pessoa improdutiva
ou doente terminal. Na realidade, as pessoas saudáveis
cometem “assassinatos por misericórdia” a fim de aliviarem a
si mesmas da inconveniência e gastos de cuidar daqueles que
se tornaram (ou tornarão) um peso emocional ou financeiro
para elas.
Nesses últimos 20 anos, a
sociedade definiu duas classes de seres humanos nascidos que
não estão sofrendo, embora sejam candidatos à “morte por
misericórdia”: recém-nascidos, com deficiência, que sob
outros aspectos poderiam viver uma longa vida, e pessoas num
estado de coma prolongada. Atualmente os grupos
pró-eutanásia estão estendendo esse “privilégio” letal aos
pacientes terminais e internos em asilos, independente do
seu estado emocional ou nível de dor. É inevitável que o
número de pessoas candidatas favoráveis à “morte por
misericórdia” aumentará rapidamente e de forma
incontrolável, assim como aconteceu na Alemanha nazista, e
assim como está acontecendo atualmente na Holanda.
“Matar por misericórdia” tanto
os infantes como os adultos é uma extensão lógica da prática
do aborto eletivo cometido para eliminar nascituros
deficientes. Se bebês nascituros saudáveis podem ser
assassinados até o momento do seu nascimento porque a mãe
percebe que a sua saúde ou bem-estar estão ameaçados, então
porque não podem ser assassinados logo após o nascimento,
especialmente se têm um defeito grave de cromossomos tal
como a Síndrome de Down? As crianças com a Síndrome de Down
estão entre os seres humanos mais felizes e contentes que
existem, freqüentemente vivendo até a idade adulta e
transmitindo muita alegria aos outros – no entanto, são
freqüentemente assassinadas no útero, não porque elas vão
sofrer, mas porque os pais assim o acham.
Se uma pessoa aceita a morte
de acordo com a vontade de Deus, é uma graça. Porém, se
outros nos forçarem, ou se nós nos esforçarmos para que isso
aconteça devido às ordens dirigidas às nossas consciências
mal-formadas, torna-se uma sobrecarga insuportável,
aparentemente aceitável apenas porque parece ser menos
terrível do que a dor.
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Paradoxos pró-eutanásia
É curioso que a maioria dos
ativistas pró-eutanásia se oponham à pena de morte,
principalmente porque os juizes e o júri cometem erros
durante julgamentos que podem resultar numa sentença de
morte injusta. Ou seja, uma vez que uma pessoa tenha sido
executada, nem mesmo a prova mais conclusiva da sua
inocência pode trazê-la de volta à vida. Aqueles que apóiam
a eutanásia estão, portanto, dispostos a gastar uma média de
US$ 835.000 para manter um assassino obstinado atrás das
grades para o resto da vida. No entanto, não estão dispostos
a gastarem a mesma quantia para manter vivo um comatoso
inocente ou uma pessoa doente, na verdadeira esperança que
poderão ser recuperados ou pelo menos irão viver por um
longo período mais.
Os ativistas pró-vida podem
usar precisamente o mesmo raciocínio para se oporem à
eutanásia. Como observado abaixo, os profissionais de saúde
julgaram várias pessoas como sendo “comatosas
irreversíveis”, e logo essas pessoas despertaram para
levarem vidas normais ou quase normais.
Pesquisadores médicos têm
realizado numerosos estudos para determinar quantas pessoas
no denominado “coma irreversível”, de fato, voltaram desse
estado.
Um estudo de 84 pessoas a quem
os médicos consideraram estar em “estado vegetativo
persistente” mostrou que 41% recuperaram a consciência
dentro de seis meses, e 58% recuperaram a consciência dentro
de três anos. Um segundo estudo de 26 crianças em coma que
durava mais de doze anos, constatou que três quartos
eventualmente, recuperaram a consciência. Um outro estudo
constatou que um terço dos 370 pacientes em “EVP” por até um
ano teve recuperação suficiente para voltar a trabalhar.
Num caso dramático, os
médicos atestaram a “morte cerebral comatosa” de um vovô de
79 anos de idade, Harold Cybulski, de Barry’s Bay, Ontário.
Estavam prontos para desligar os sistemas que o mantinham
vivo enquanto a família dava seu último “adeus”. Mas,
quando o seu neto de dois anos de idade correu para dentro
do quarto e gritou “Vovô!”, Cybulski acordou, sentou-se e
pegou o netinho no colo! Seis meses depois, estava levando
uma vida completamente normal, inclusive dirigindo o novo
carro que planejara comprar antes de ter entrado em coma. Os
médicos de Cybulski não conseguiram dar “nenhuma explicação”
pela sua recuperação instantânea.
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Eutanásia promove o suicídio
Quer nos agrade quer não, um
dos nossos papéis mais importantes como adultos na sociedade
é o de dar exemplo para as pessoas mais jovens e menos
experientes. Afinal, aquilo que ensinamos aos jovens
determinará, em grande parte, a forma como irão conduzir o
mundo que lhe foi dado por herança – e que tipo de mundo os
nossos netos vão herdar.
Aquilo que ensinamos aos
jovens também determinará como irão nos tratar quando formos
idosos e estivermos enfermos.
O índice de suicídio entre os
adolescentes nos EUA explodiu para mais de 2.500 mortes por
ano.
Lemos sobre pactos suicidas e
assassinato/suicídio de adolescentes quase semanalmente. Os
especialistas em demografia de suicídio (suicidologistas)
já chamam esta situação de “epidêmica”.
Que tipo de exemplo um adulto
passa aos adolescentes quando ele se mata porque tem medo da
dor ou de perder a “dignidade”? Ou porque poderá vivenciar
algum grau desconhecido de dor por muitos anos – dor que
provavelmente poderia ser aliviada?
Se a nossa sociedade aceita a
eutanásia, como iremos dizer a um desesperado adolescente
que ele não tem o direito de se matar, se a capitã do time
de que ele gosta o expulsa da equipe? E o que se pode dizer
da jovem cujo animal de estimação morreu? Ou quem perde o
auto-respeito com a fornicação? Ou o garoto que não
consegue ingressar no time de futebol? Ou aquele que tem de
abandonar a universidade porque repetiu o ano tantas vezes?
Os adolescentes não reagem a
um padrão duplo. Não aceitam o comando, “Faça o que eu
digo, mas não o que eu faço.” Se a eutanásia se tornar
legal e aceita pela sociedade, poderemos esperar que a nossa
“epidemia” de suicídio na adolescência se tornará uma
“pandemia”, com talvez 10.000 a 20.000 casos a mais por
ano. Como vamos reagir a 25.000 casos de suicídio na
adolescência, anualmente, sem parecermos grosseiramente
hipócritas?
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Código de Ética - Declaração sobre
Eutanásia
World Medical Association - Madrid/Espanha
– 1987
Eutanásia, que é o ato de
deliberadamente terminar com a vida de um paciente, mesmo
com a solicitação do próprio paciente ou de seus familiares
próximos, é eticamente inadequada. Isto não impede o médico
de respeitar o desejo do paciente em permitir o curso
natural do processo de morte na fase terminal de uma doença.
Quando a Holanda, em
fevereiro de 1993, instituiu a nova legislação, que permite
que o médico realize eutanásia ativa, sob certas condições,
a Associação Mundial de Medicina, no dia seguinte, chamou a
atenção para o texto desta Declaração, que foi aprovada, por
unanimidade, na 39a. Assembléia Mundial de Medicina.
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