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A transferência de uma esfera para a área plana do mapa
seria impossível se os cartógrafos não se usassem de uma
técnica matemática chamada projeção. Para ilustrar esta
técnica podemos imaginar como seria se abríssemos uma
esfera e achatássemos ela para a forma de um plano:
partes da esfera original teriam que ser esticadas para
podermos fazer isto, em especial as áreas mais próximas
aos os pólos, criando grandes deformações de área em um
mapa mundial, se comparássemos os países perto do
equador com os mais perto do pólo.
Estas
técnicas de projeções vem desde os mapas da Grécia com
Ptolomeu no séc. II, e foram evoluindo até que logo após
a renascença o holandês Mercartor concebeu a mais
simples técnica de projeção, a qual é dada seu nome. É a
projeção de mapas do mundo mais conhecida até hoje. Para
a representação de países, entretanto, normalmente se
usa a projeção bicônica. Outras técnicas foram evoluindo
até os dias de hoje, e muitas outras projeções tentaram
desfazer as desigualdades de área perto dos pólos com as
de perto do equador, entre elas a projeção de Gall, que
permite se manter a familiaridade do mapa-múndi e ao
mesmo tempo diminuir as distorções.

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