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  Matérias :: Geografia :: Países

 
  Autoria: Cola da Web


 


Alemanha

Principal potência econômica da Europa, a Alemanha é o maior ponto de contato entre o ocidente desenvolvido e os países do Leste Europeu. Seu território está em terras férteis e cultiváveis e tem uma economia fortemente industrializada – com destaque para as áreas farmacêutica, química e de motores. É o berço de escolas políticas e filosóficas, de grandes músicos, escritores e artistas. Desde sua unidade nacional, no final do século XIX, é um país-chave no cenário internacional. Derrotada em duas guerras mundiais, a nação foi dividida por 40 anos em Alemanha Ocidental e Oriental. A queda do Muro de Berlim, em 1989, reunificou o país e rompeu o equilíbrio geopolítico estabelecido no pós-guerra. Enfrenta dificuldades econômicas que pesam sobre toda a União Européia, da qual faz parte.

Fatos Históricos – As origens da identidade nacional alemã remontam ao século X a.C., quando tribos teutônicas se instalam no atual território da Alemanha. A região é conquistada por Júlio César em 53 a.C. e sofre invasões dos hunos no século V.

Entre 772 e 802, o imperador francês Carlos Magno anexa a Saxônia, a Baviera, a Renânia e outras terras germânicas aos domínios do Sacro Império Romano. Os germanos são convertidos ao cristianismo.

O domínio franco encerra-se em 911 com a eleição, pelos duques germânicos, de Konrad I como primeiro rei da Alemanha. Em 962, Otto I torna-se imperador do Sacro Império Romano-Germânico (1º Reich). Entre os séculos XI e XII, os domínios germânicos se expandem a leste, mas lutas entre os príncipes e conflitos com o Vaticano enfraquecem a monarquia.

Em 1517, Martinho Lutero provoca um cisma com o Vaticano ao liderar a Reforma Protestante. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) divide a Alemanha em pequenos reinos e principados.

Unificação – No século XVIII, sob Frederico II, o Grande, a Prússia torna-se o mais poderoso principado germânico. O Exército prussiano revela-se fundamental para a derrota de Napoleão Bonaparte. O Congresso de Viena, em 1815, cria a Confederação Germânica, unindo 39 Estados. A maioria deles forma uma união aduaneira em 1834.

As revoluções populares de 1848 levam à formação do primeiro Parlamento germânico. Em 1862, Otto von Bismarck torna -se chanceler da Prússia. Quatro anos mais tarde, depois de derrotada pela Prússia, a Áustria é excluída da Confederação Germânica.

Em 1871, Bismarck derrota os franceses na Guerra Franco-Prussiana e, apoiado pelos Estados do norte, declara a unificação da Alemanha. Guilherme I é proclamado kaiser (imperador) do 2º Reich alemão. A partir de 1880, o país conhece uma fase de expansão econômica e colonial.

Sob a política militarista de Guilherme II, a Alemanha apóia o Império Austro-Húngaro contra a Rússia, o que acaba levando o país à 1ª Guerra Mundial (1914-1918). A derrota alemã provoca o estabelecimento da República, proclamada em 1919 na cidade de Weimar. O Tratado de Versalhes proíbe o rearmamento da Alemanha, impondo também perdas territoriais e pesadas reparações de guerra. A República de Weimar (1919-1933) vive graves crises econômicas.

Nazismo – Em 1933, Adolf Hitler torna -se chanceler e em pouco tempo transforma a Alemanha numa ditadura dominada pelo Partido Nacional-Socialista. Hitler inicia o rearmamento do país. Em 1938, a Áustria e os Sudetos, região alemã na Tchecoslováquia, são anexados por Hitler.

A invasão da Polônia pelos alemães, em 1939, dá início à 2ª Guerra Mundial (1939-1945). A Alemanha alia-se à Itália e ao Japão, formando a coligação militar conhecida como Eixo. Em 1940, as tropas alemãs ocupam a França e no ano seguinte invadem a URSS.

No auge de sua expansão, em 1942, a Alemanha e seus aliados controlam todo o continente europeu, com exceção das ilhas britânicas, de uma parte da URSS e de alguns poucos países neutros, como Suíça e Portugal.

Os nazistas criam campos de concentração na Europa Oriental, nos quais pelo menos 6 milhões de judeus são assassinados. A partir da derrota alemã diante dos soviéticos na Batalha de Stalingrado, em 1943, o 3º Reich começa a ser expulso dos territórios que havia ocupado. Tropas aliadas invadem a Alemanha em 1945. Em maio, o país se rende incondicionalmente à URSS, EUA, Reino Unido e França. Pelos acordos de Yalta e Potsdam, a Alemanha é dividida pelos aliados: os ocidentais ocupam o oeste e a URSS, o leste do país. A Alemanha perde territórios para a Polônia e Rússia.

Guerra Fria – Em 1949, são criadas a República Federal da Alemanha (RFA, ou Alemanha Ocidental), de regime capitalista, e a República Democrática Alemã (RDA, ou Alemanha Oriental), socialista. Durante o governo do chanceler (primeiro-ministro) democrata-cristão Konrad Adenauer (1948-1961), a Alemanha Ocidental conhece um período de prosperidade, principalmente em função da ajuda econômica norte-americana do Plano Marshall.

A Alemanha torna-se o centro do conflito entre EUA e URSS durante a Guerra Fria. Em 1948, os soviéticos ordenam o bloqueio de Berlim, que é rompido por uma gigantesca ponte aérea dos EUA. Uma revolta de trabalhadores em Berlim Oriental é esmagada pelo Exército soviético em 1953.

Em 1955, a Alemanha Ocidental ingressa na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental. A Alemanha Oriental reage ingressando, no mesmo ano, no Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela URSS. Em 1961, as autoridades orientais constroem o Muro de Berlim para deter o fluxo de refugiados para o Ocidente.

O processo de aproximação entre as duas Alemanhas tem início no final da década de 60, estimulado pelo chanceler ocidental Willy Brandt, do Partido Social-Democrata. Em 1973, RDA e RFA entram na Organização das Nações Unidas (ONU) e se reconhecem mutuamente no ano seguinte. Na Alemanha Ocidental, os democrata-cristãos voltam ao poder em 1982 com a eleição de Helmut Kohl, que substitui o social-democrata Helmut Schmidt. O anúncio da instalação de mísseis nucleares norte-americanos na Alemanha Ocidental, em 1983, provoca grandes protestos pacifistas.

Fim do Muro de Berlim – O dirigente alemão-oriental Erich Honecker, no poder desde 1971, resiste à onda de liberalização no bloco comunista deflagrada em 1985 pelo dirigente soviético Mikhail Gorbatchov.

Em 1989, milhares de alemães-orientais passam para a Alemanha Ocidental através da Hungria e da Áustria. Em outubro, manifestações pró-democracia em Leipzig levam o Partido Comunista alemão-oriental a substituir o linha-dura Honecker por Egon Krenz.

Em novembro, a queda do Muro de Berlim abre o processo de reunificação: são marcadas as primeiras eleições livres da RDA. Em 1990, a
Aliança pela Alemanha, favorável à unificação, vence as eleições; Lothar de Mazière é o primeiro-ministro da Alemanha Oriental.

Impulsionada por Kohl, é realizada a unificação monetária em julho de 1990. Em outubro, ocorre a unificação política. O exército alemão-oriental é extinto e o Parlamento unificado ratifica o tratado da União. Kohl torna-se o chanceler na Alemanha unificada.

Alemanha unificada – A Alemanha paga um preço alto pela unificação. A desmontagem do parque industrial da parte oriental provoca desemprego maciço, que repercute em todo o país. As altas taxas de juros fixadas pelo Bundesbank (banco central) provocam recessão. Num clima social tenso, os imigrantes sofrem atentados de grupos neonazistas. Em 1993, o Parlamento restringe o direito de asilo político. As garantias sociais, que eram o orgulho da DGB – mais forte central sindical da Europa –, são questionadas em nome da melhoria da competitividade da indústria alemã no cenário mundial. As dificuldades da Alemanha repercutem nos adiamentos sucessivos de medidas de maior homogeneização econômica entre os membros da União Européia, como é o caso da moeda única (adiada para 1999).

Em 1994, Helmut Kohl e o CDU (União Democrata-Cristã) permanecem no poder, em coligação com o CSU (União Social-Cristã) e o FDP (Liberal-Democrata). Os social-democratas do SPD, segundo partido do país, não conseguem se afirmar como alternativa à coligação de centro-direita. Em maio de 1994, as duas casas do Bundestag (Parlamento) elegem Roman Herzog, do CDU, como presidente. Em outubro, mesmo perdendo votos, a coligação de Kohl é reeleita pela quarta vez consecutiva.

Uma onda de greves metalúrgicas, iniciada em janeiro de 1995, leva a um acordo nacional em março: os empregadores concedem um aumento anual de 4% (o sindicato IG Metall exigia 6%) e a redução progressiva da jornada de trabalho para 35 horas semanais até 1º de outubro.

Em junho de 1995, o Bundestag aprova lei que passa a considerar o aborto ilegal, salvo se praticado nos primeiros três meses de gravidez.

Dados gerais

Nome oficial: República Federal da Alemanha (Bundesrepublik Deutschland)

Nacionalidade: alemã

Capital: Berlim, Bonn (sede do governo)

Idioma: alemão (oficial), dialetos locais

Religião: cristianismo (católicos e protestantes)

Área: 356.945 km²

Localização: centro-norte da Europa

Limites: mares Báltico e do Norte, Dinamarca (N), Polônia (L), República Tcheca (SE), Áustria, Suíça (S), França, Bélgica, Luxemburgo e Holanda (Países Baixos) (O)

Características: planície baixa e alagada (N), relevo ondulado, grandes lagos e vales (centro), cadeias montanhosas, Alpes Bávaros e Floresta Negra (S)

Clima: temperado

Hora local (em relação a Brasília): +4h

População (1995): 81,6 milhões hab.

Densidade demográfica (hab./km²): 228,61

Crescimento demográfico: 0%

População no ano de 2025: 76,4 milhões hab.

Natalidade (por 1.000 hab.): 10

Mortalidade infantil (por 1.000 hab.): 6

Fertilidade (nº de filhos por mulher): 1,3

Expectativa de vida (H/M): 73,5/79,8

Regime de governo: república parlamentarista

Divisão administrativa: 16 Estados

Chefe de Estado: presidente Roman Herzog (desde 1994)

Chefe de governo: chanceler Helmut Kohl (desde 1982, reeleito após unificação do país em 1991 e 1994)

Principais partidos: União Democrata-Cristã, União Social-Cristã, Social-Democrata, Democrático Livre, Verde, Democrático Socialista, Unidade Socialista da Alemanha

Organização do Legislativo: bicameral – Conselho Federal, com 68 membros eleitos por representatividade proporcional para mandatos iguais aos do Estado que representam, e Assembléia Federal, com 662 membros eleitos por voto direto para mandatos de 4 anos

Constituição em vigor: Lei Básica de 1949 para Alemanha Ocidental, revalidada em 1990, após unificação (19 emendas)

Moeda: marco alemão

Cotação (para 1 US$): 1,44 (1995)

PIB: US$ 1.910.760 milhões

PNB per capita: US$ 23.560

Agricultura: 1% do PIB

Indústria: 38% do PIB

Manufatura: 27% do PIB

Serviços: 61% do PIB

Inflação anual: 2,8%

Circulação de jornais (por 1.000 hab.): 329

Representação diplomática: SES – Avenida das Nações, lote 44, CEP 70415-900, Brasília, DF, tel. (061) 244-7273, fax (061) 244-6063

 
   

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