Arábia
Saudita
1.INTRODUÇÃO
Arábia
Saudita, monarquia do Oriente Médio que ocupa a maior parte da
península da Arábia. Limita-se ao norte com a Jordânia, com o
Iraque e com o Kuwait; a leste com o golfo Pérsico e o Qatar; a
sudeste com os Emiratos Árabes Unidos e Omã; ao sul com o
Iêmen, e a oeste com o mar Vermelho e com o golfo de Aqaba. A
capital e maior cidade é Riad.
2.TERRITÓRIO
E RECURSOS
O deserto
ocupa mais da metade de sua superfície. O de Rub al-Jali se
estende a sudeste. No norte se encontra o de An Nafud, que é um
planalto de areia vermelha. Ad Dahna é uma estreita
prolongação do An Nafud que une este com o de Rub al-Jali. A
região do planalto central é cruzada por cursos de água quase
sempre secos. Uma cadeia montanhosa se estende ao longo do
extremo oriental das regiões de Al Hijaz e da Assíria. Entre
esta e o mar Vermelho se encontra uma estreita planície
costeira. Ao longo do golfo Pérsico, uma região baixa conhecida
como Al Hasa possui grandes depósitos de petróleo. A maior
parte da Arábia Saudita se caracteriza pelo calor extremo e a
aridez. Entretanto, conta com férteis oásis e regiões de
pastos em Ad Dahna. No planalto, a vegetação é escassa. Nos
oásis, onde há água, existem árvores frutíferas, cereais e
vegetais.
3.POPULAÇÃO
E GOVERNO
A
população é composta principalmente por árabes (56%). Uma
minoria importante (18%) é de imigrantes que chegaram a partir
da década de 1950. Outro grupo é o dos nômades beduínos
(23%). A língua nacional é o árabe. Todos os sauditas são
muçulmanos: a maioria sunitas e, alguns, xiitas. A população
(1993) é de 17.615.310 habitantes. A densidade média é de 8
hab/km2. A capital, Riad (1994), tem 2.500.000 habitantes. Outras
cidades importantes são Jidá, Meca e Medina. A Arábia Saudita
é uma monarquia. O governo é baseado na lei islâmica (sharia).
4.ECONOMIA
A
agricultura e a pecuária são as atividades básicas. Mas, desde
o desenvolvimento da indústria petrolífera busca-se a
diversificação industrial. O produto interno bruto (1992) é de
118.500 milhões de dólares norte-americanos. É um país
importante dentro da Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (OPEP). A Arábia Saudita é o primeiro exportador
mundial de petróleo cru e somente a antiga União Soviética e
os Estados Unidos produzem mais petróleo. Também é um
destacado produtor de gás natural. O elevado número de
peregrinos que cada ano visitam Meca e Medina é outra fonte
importante de divisas. A unidade monetária é o riyal.
5.HISTÓRIA
A Arábia
provavelmente foi a pátria dos semitas que, desde o início do
quarto milênio a.C., deslocaram-se para a Mesopotâmia e a
Palestina. No primeiro milênio a.C., o reino Mineu estava bem
estabelecido ao longo da costa do mar Vermelho; eram nômades e
pastores. Depois os nabateus se estabeleceram um pouco mais ao
norte. O país foi objeto de luta pela hegemonia entre os
etíopes e os persas. A partir do século V, Meca substituiu, em
importância, a cidade nabatea de Petra. Maomé, o profeta do
Islã, nasceu em Meca. Em 630, após a Hégira (retirada de
Maomé e seus seguidores para a cidade de Medina), o islamismo
iniciou uma rápida expansão por todo o Oriente Médio. O
califado se estabeleceu primeiro em Damasco, e depois em Bagdá.
O Império otomano obteve seu controle quando conquistou o Egito
em 1517, mas não pôde estender sua autoridade para o interior.
No século XV, foi fundada a dinastia Saud. Em meados do século
XVIII, foi estabelecido um Estado árabe que perdurou até 1865,
quando o reino foi dividido entre os vários clãs e os otomanos.
Em 1902, Abd al-Aziz III ibn Saud começou a reconquista e
em 1932, depois da unificação dos territórios, renomeou seus
vastos domínios como a Arábia Saudita. Com as divisas do
petróleo desenvolveu um amplo programa de modernização,
fortaleceu as relações com outros estados do Oriente Médio e
adotou uma política de amizade com os Estados Unidos e a
Grã-Bretanha. Em 1953, foi sucedido por Ibn Abdul Aziz Saud que
defendeu a neutralidade árabe na Guerra Fria. Como
conseqüência da nacionalização do canal de Suez e depois do
ataque dos israelitas, britânicos e franceses sobre o Egito em
1956, a Arábia Saudita rompeu relações diplomáticas com a
Grã-Bretanha e com a França, e lhes cortou o suprimento de
petróleo. Em 1957, iniciou acordos com os Estados Unidos. As
relações com o Egito haviam se deteriorado e após a
revolução do Iêmen, em 1962, rompeu relações diplomáticas
(o Egito apoiava o novo governo republicano). O príncipe Faysal
sucedeu no trono a Saud em 1964. Por volta de 1967, diante da
intensificação do conflito árabe-israelita antes da guerra dos
Seis Dias, o rei manifestou seu apoio ao presidente egípcio
Nasser, que enviou soldados para enfrentar Israel. Em 1975, o rei
Faysal foi assassinado e sucedido pelo príncipe Jalid, embora o
príncipe herdeiro Fahd ibn Abd al-Aziz tenha tomado o poder. O
país manteve sua linha conservadora e sua influência na OPEP
para manter o incremento dos preços. A inflação interna e o
difícil cumprimento dos programas de desenvolvimento foram
problemas contínuos. A Arábia Saudita se mostrou contra à
política conciliadora do presidente egípcio Sadat; colocando-se
contra Israel em 1977. Depois da assinatura do tratado de paz
entre ambos os países em 1979, rompeu relações diplomáticas
com o Egito. Como conseqüência da ocupação do Kuwait pelo
Iraque em 1990, a Arábia permitiu que tropas norte-americanas e
aliadas se instalassem em seu território. Forças sauditas
lutaram contra o Iraque na guerra do Golfo Pérsico. A Arábia
Saudita incrementou sua produção de petróleo cru. Os problemas
econômicos se tornaram patentes em 1993. Os Estados Unidos
insistiram para que a Arábia Saudita contribuísse com os gastos
provocados pelo conflito bélico o que contribuiu para aumento do
déficit da economia saudita a partir de 1983.