Azerbaijão
Uma das
repúblicas que se tornaram independentes com a dissolução da
União Soviética, o Azerbaijão apresenta grandes possibilidades
de desenvolvimento, graças sobretudo a suas importantes reservas
de petróleo.
Geografia
física. O Azerbaijão situa-se na porção oriental do Cáucaso,
à beira do mar Cáspio, e limita-se ao norte com a Rússia, a
oeste com o mar Cáspio, a sudoeste com o Irã, a sudoeste com a
Armênia e a noroeste com a Geórgia. Em sua superfície de
86.600km2 distinguem-se três regiões diferenciadas: as
montanhas do Grande Cáucaso, ao norte; as terras baixas do vale
do rio Kura, ao centro, e as montanhas do Pequeno Cáucaso, ao
sul. Cerca de quarenta por cento do território é formado por
planícies, irrigadas por uma vasta rede de canais entre os dois
principais rios do país, o Kura e o Araks. Nas regiões central
e oriental prevalece o clima subtropical seco, com verões longos
e quentes. No sudoeste, o clima subtropical úmido é
responsável pelas maiores precipitações pluviais do país. Na
república autônoma de Nakhichevan, o clima é continental seco.
População.
Os atuais azerbaijanos turcos, que compreendem cerca de três
quartos da população, combinam a ascendência turca, resultante
das grandes migrações ocorridas no século XI, com a de povos
mais antigos que habitam a área desde tempos imemoriais. Na
república autônoma de Nakhichevan, quase todos os habitantes
são azerbaijanos, enquanto na província de Nagorno-Karabakh
mais de oitenta por cento da população são armênios. A
religião predominante entre os azerbaijanos é a muçulmana,
enquanto os armênios são majoritariamente cristãos. Cerca de
um terço da população vive em Baku, a capital do país.
Economia. Os
setores industrial e agrário concorrem de maneira equilibrada
para a formação do produto interno bruto. O principal produto
agrícola é o algodão, seguido pelo tabaco, pela uva e pelo
chá. O sistema de irrigação permite também abundantes
colheitas de legumes. O Azerbaijão chegou a responder por dez
por cento de toda a produção agrícola da antiga União
Soviética.
Berço da
indústria petrolífera mundial, o Azerbaijão é um importante
produtor de petróleo. Outros recursos naturais importantes são
o gás natural e os minérios de chumbo, zinco, ferro e cobre. O
país conta com um parque industrial bastante diversificado, boa
parte do qual instalado em Baku. Além das indústrias
petrolíferas e de gás natural, o país produz máquinas e
equipamentos, fertilizantes minerais, plásticos, produtos
químicos e metalúrgicos. A indústria leve produz alimentos,
artigos de algodão e de lã, calçados e outros bens de consumo.
Depois do fim da União Soviética, o país iniciou a transição
para a economia de mercado. (Para dados econômicos.
História. O
povo azerbaijano e as populações das províncias iranianas
contíguas, denominadas Azerbaijão Oriental e Azerbaijão
Ocidental, têm basicamente a mesma origem, mas só desfrutaram
de unidade política do século XI a 1723 e, novamente, de 1735 a
1813, quando ambos os territórios estiveram sob domínio persa.
O Azerbaijão foi também conquistado, ao longo de sua história,
por árabes, turcos e mongóis.
No século
XIX o país foi dividido entre a Rússia e o Irã segundo as
fronteiras atuais. Depois das revoluções de 1905 e 1917, o
domínio russo arrefeceu e o Azerbaijão pôde fundar, com apoio
da Turquia, uma república independente, inaugurada em 1918. Dois
anos mais tarde, no entanto, o Exército Vermelho invadiu o país
e o integrou à União Soviética. Com o fim desta, em 1991, o
Azerbaijão reconquistou a soberania política e aderiu à
Comunidade de Estados Independentes, juntamente com outras dez
antigas repúblicas soviéticas.
Como país
independente, o Azerbaijão continuou a enfrentar um problema do
passado: a disputa, com a vizinha república da Armênia, pela
província de Nagorno-Karabakh.
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