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  Matérias :: Geografia :: Países

 
  Autoria: Cola da Web


 


Bahamas

A oeste do mar de Sargaços, região do Atlântico em que é comum a alga Sargassum bacciferum, encontra-se o arquipélago das Bahamas, o primeiro território das Américas pisado pelos europeus.

As Bahamas constituem desde 1973 a Comunidade das Bahamas, estado independente associado à Comunidade Britânica de Nações. Situado ao norte de Cuba e separado da costa dos EUA pelo estreito da Flórida, o arquipélago das Bahamas estende-se ao longo de 1.200km desde a Grande Bahama, a noroeste, até a Grande Inágua, a sudeste. Compõe-se de 700 ilhas, das quais só 22 são habitadas, e cerca de 2.400 ilhotas, que somam uma superfície total de 13.939km2. As ilhas mais importantes são Nova Providência (que, embora seja uma das menores, é a mais populosa e abriga Nassau, a capital do país), Andros, Grande Ábaco, Pequeno Ábaco, Grande Bahama, Eleuthera, Cat e Watling (San Salvador).

Geografia física. As ilhas Bahamas erguem-se sobre dois bancos submarinos, o que explica os limites de sua altitude, entre trinta e sessenta metros, e a pouca profundidade do mar que as rodeia. Estão separadas entre si, e dos territórios circundantes, por canais que também alcançam pequenas profundidades, como o que as separa da Flórida, nos Estados Unidos, de 550m, e de Cuba, que oscila entre 200 e 1.000m. A nordeste do arquipélago a plataforma desce bruscamente a mais de quatro mil metros. A topografia é formada de planícies e de suaves colinas. O monte Alvernia, na ilha de Cat, é o ponto mais elevado do país, com 63m. A plataforma submarina constitui-se de rochas sedimentares sobre as quais descansam materiais calcários em cuja superfície se incrustaram corais.

O clima é tropical, de chuvas constantes no verão e no outono. Entre julho e novembro, as ilhas ficam expostas a devastadores furacões. As temperaturas oscilam entre as médias de 21o C no mês mais frio e de 27o C no mais quente. O sol é forte durante todo o ano, o que favorece o desenvolvimento do turismo.

O tipo de solo, a distribuição irregular das precipitações e a intensa evaporação explicam a existência de somente dois cursos de água permanentes em todo o arquipélago, ambos na ilha de Andros. Há uma grande quantidade de lagunas de água salgada que provém do subsolo. A vegetação primitiva das Bahamas foi muito alterada, mas ainda perduram algumas árvores naturais de madeira dura, como o sabicu. No interior das ilhas encontra-se uma vegetação de savana e nas costas estendem-se manguezais.

População. A ilha de Nova Providência concentra mais da metade da população total das Bahamas. Nassau, além disso, é a única cidade importante do arquipélago. Aproximadamente 85% da população é de origem africana, enquanto a minoria branca descende de colonos ingleses e dos realistas que fugiram dos Estados Unidos após a independência. O idioma oficial é o inglês. (Para dados demográficos, ver DATAPÉDIA.)

Economia. A produção agrícola destina-se ao consumo local (milho, trigo, frutas) e à exportação (cana-de-açúcar, bananas, algodão, sisal e verduras). A exploração florestal abastece de madeira a construção. A pesca de crustáceos, do mero e de esponjas produz importante receita para algumas ilhas. A indústria é pouco desenvolvida. A produção de cimento, sal, rum e outras bebidas se complementa com o refino de petróleo, concentrado na usina de Freeport (Grande Bahama), que conta com um terminal para grandes petroleiros e um complexo petroquímico.

O turismo é a principal fonte de renda do país. A proximidade da costa da Flórida, a suavidade do clima, a beleza das praias e a rede hoteleira atraem dezenas de milhares de turistas, principalmente americanos. As Bahamas possuem também uma legislação tributária muito liberal, o que favorece as operações financeiras. O intercâmbio comercial desenvolve-se quase exclusivamente com os Estados Unidos. A balança comercial, deficitária na segunda metade do século XX, se equilibra com o capital gerado pelo turismo.

História. Em 12 de outubro de 1492, Cristóvão Colombo avistou pela primeira vez as terras da América e desembarcou provavelmente em uma das ilhas das Bahamas, San Salvador (atual Watling), denominada Guanahaní por seus primeiros habitantes (estudos mais recentes sugerem Cabo Samaná, São Domingos, como o lugar possível de chegada das naus de Colombo). Durante o século XVI os espanhóis não se instalaram nessas ilhas, que denominaram Lucaias. Apenas utilizaram a população nativa, os índios arawak, cujo número chegava a quarenta mil, como mão-de-obra escrava para a mineração e a agricultura. Em 1550 os índios já haviam desaparecido totalmente do arquipélago.

O desinteresse dos espanhóis permitiu que os ingleses se apossassem das ilhas. Em 1629 o rei da Inglaterra, Carlos I, nomeou Sir Robert Heath como governador-geral das Bahamas. Teve de esperar, porém, até 1647 para que um grupo de dissidentes religiosos, os aventureiros eleutérios, vindos das Bermudas, empreendessem a colonização de uma ilha a que deram o nome de Eleuthera. O intento não prosperou, mas no ano de 1656 outros colonos, também provenientes das Bermudas, se instalaram em Nova Providência.

Em 1670, o rei Carlos II entregou as Bahamas a seis lordes ingleses, latifundiários de Carolina do Sul, que se responsabilizaram pela colonização e governo das ilhas. Os novos proprietários, porém, se desinteressaram de sua missão e as ilhas se transformaram em um refúgio de piratas. A coroa britânica recuperou o arquipélago em 1717 e um ano depois enviou como governador Woodes Rogers, que em pouco tempo restabeleceu a autoridade real, promovendo o comércio e acabando com a pirataria. Em 1776, a armada americana ocupou as Bahamas durante alguns dias e em 1872 os espanhóis se apossaram do arquipélago até o ano seguinte, quando o Reino Unido o recuperou em virtude dos acordos de paz de Versalhes.

Acabada a guerra da independência americana, um grande número de colonos leais à autoridade britânica emigrou para as Bahamas com numerosos escravos. Em 1841, conseguiram aumentar a autonomia com relação à metrópole mediante a criação de um conselho legislativo. As dificuldades econômicas terminaram graças ao contrabando de bebidas efetuado durante a guerra civil americana, na época da lei-seca nos Estados Unidos, entre 1920 e 1933.

Em 1940, o Reino Unido arrendou aos Estados Unidos uma base militar na ilha de Mayaguana. A partir da década de 1960, com o auge da exploração do turismo, as Bahamas viveram uma época de grande prosperidade econômica, que gerou o movimento nacionalista por um autogoverno interno. Este foi alcançado em 1964 e resultou na independência, concedida em 1973. As ilhas Turks e Caicos, situadas a sudeste do arquipélago, continuaram a pertencer ao Reino Unido.

Sociedade e cultura. Em 1973 as Bahamas adotaram uma constituição democrática, segundo a qual a soberania reside em um Parlamento bicameral: o Senado, formado por 16 membros nomeados pelo governador-geral, representante da coroa britânica, e a Assembléia, com 38 membros eleitos por sufrágio universal. O poder executivo é exercido pelo primeiro-ministro e por um gabinete ministerial.

A independência estimulou o desenvolvimento da pintura e da literatura nacional, enquanto o sucesso do turismo tem favorecido a criação de diversos grupos dedicados a resgatar as tradições musicais e danças de origem africana, praticadas no arquipélago

 
   

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